O vice-presidente do Irã, Ismail Saqab Esfahani, afirmou que Teerã mantém pronto um banco de alvos para responder a qualquer interrupção em suas exportações de petróleo. Ele advertiu que, se o Irã não conseguir vender um único barril, nenhum outro produtor da região conseguirá exportar o seu.
Esfahani alertou ainda que qualquer tentativa de cortar o fornecimento de energia elétrica iraniana provocará consequências imediatas em toda a região. O dirigente fez as declarações durante um ato público.
O vice-presidente afirmou que os Estados Unidos e Israel fracassaram em seus planos de desestabilizar a República Islâmica e alterar o mapa do país. Ele destacou que o Irã é hoje administrado por pessoas poderosas e valentes, que garantem a defesa nacional e a continuidade das exportações energéticas.
Esfahani abordou a situação no estreito de Ormuz, ponto crucial para o transporte global de petróleo. Ele assinalou que o adversário não conseguiu controlar a passagem marítima e agora discute formas de fechá-la.
O vice-presidente rejeitou a proposta de Washington para uma administração conjunta do estreito de Ormuz. Ele questionou por que os Estados Unidos deveriam intervir na gestão de uma via localizada em território iraniano e águas adjacentes.
Esfahani declarou que o inimigo veio para terminar a guerra em três ou quatro dias, mas ficou preso no conflito. As forças iranianas resistiram às ofensivas e mantêm o controle da situação.
O que não foi aceito no campo de batalha tampouco será aceito na mesa de negociações. O Irã não pretende ceder diante das pressões diplomáticas impostas pelo Ocidente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo estabelecido no início de abril. Trump alegou que o governo iraniano estaria gravemente dividido.
A agência Tasnim informou que Teerã não solicitou tal prorrogação e vê o gesto como sinal de fracasso militar dos Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país se afastou das negociações devido às ações contraditórias e inconsistentes de Washington.
As declarações de Esfahani reforçam a postura de resistência da República Islâmica diante das sanções e bloqueios impostos pelo Ocidente. O Irã, que detém uma das maiores reservas de petróleo do planeta, tem ampliado parcerias energéticas com países do BRICS e de diversas regiões do mundo.
A tensão no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, continua sendo um dos pontos mais sensíveis da geopolítica energética. Essa rota marítima estratégica define grande parte do fluxo global de combustíveis.
Segundo o portal RT, as afirmações do vice-presidente iraniano expressam a disposição de Teerã em responder de forma proporcional a qualquer tentativa de isolamento econômico. A mensagem é clara quanto ao direito soberano do Irã de comercializar seus recursos energéticos sem restrições unilaterais.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: Guerra com Irã esgota estoques de mísseis dos EUA, revela New York Times
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Eduardo C.
24/04/2026
Mais uma vez, o mercado de petróleo vira refém de ameaças e retaliações. Antes de qualquer alarde, quero ver números: quanto o Irã realmente exporta hoje e qual seria o impacto real do bloqueio? Sem dados concretos, é só ruído geopolítico.
Adalberto Livre
24/04/2026
ESSA TURMA DO ORIENTE NÃO SABE BRINCAR, ERA MELHOR O MUNDO TER FICADO NO TEMPO EM QUE TINHA BOM SENSO E PETRÓLEO BARATO!
Maura Santos
24/04/2026
Adalberto, bom senso pra quem, né? Porque aquele “tempo do petróleo barato” também era o tempo dos apagões e da galera achando que o Oriente Médio era cenário de filme, não parte real da economia mundial.
Mariana Ambiental
24/04/2026
Adalberto, bom senso pra quem? Pra quem sempre lucrou com petróleo barato e destruição ambiental? Talvez seja hora de o mundo aprender a brincar sem queimar o planeta.