A Marinha da Indonésia realizou um exercício de afundamento de alvo no mar de Java que culminou com a destruição do navio de desembarque KRI Teluk Hading. A atividade envolveu cerca de 20 embarcações de guerra, caças F-16 e o emprego simultâneo de mísseis de fabricação francesa e chinesa.
O KRI Teluk Hading era um navio de desembarque da classe Frosch que serviu originalmente na Marinha da antiga Alemanha Oriental. A Indonésia incorporou a embarcação nos anos 1990 e a manteve em serviço até sua desativação formal em 2024.
Um incêndio severo ocorrido em 2023 nas águas de Sulawesi do Sul havia deixado o navio seriamente danificado. Seu uso como alvo em exercício representou tanto o descarte seguro quanto uma oportunidade de treinamento avançado para as forças armadas.
A fragata KRI I Gusti Ngurah Rai, da classe SIGMA 10514, disparou o míssil antinavio Exocet MM40 Block 3 que provocou o afundamento do alvo. O impacto direto confirmou a letalidade do sistema de armas francês contra navios de grande porte.
Três caças F-16 participaram do exercício ao lançarem bombas de queda livre contra alvos flutuantes no mar. Essa fase permitiu validar a interoperabilidade entre a aviação e as unidades de superfície da Marinha da Indonésia.
A embarcação de ataque rápido KRI Sampari, da classe KCR, disparou um míssil antinavio C-705 fabricado na China contra um alvo em terra na ilha de Pulau Gundul. Essa ação marcou apenas a segunda utilização desse armamento para ataques terrestres pela Marinha da Indonésia.
A fragata KRI R.E. Martadinata, também da classe SIGMA 10514, conduziu testes de defesa antiaérea durante a atividade. A embarcação disparou mísseis Mistral a partir do sistema Simbad montado em seu convés de helicóptero.
As duas novas fragatas polivalentes KRI Brawijaya e KRI Prabu Siliwangi integraram o grupo de navios no exercício. A KRI Prabu Siliwangi havia completado recentemente sua travessia desde a Itália, onde foi construída.
O exercício do tipo SINKEX permite que as marinhas testem na prática o desempenho de seus mísseis e táticas de guerra naval. A Marinha da Indonésia vem aumentando a frequência e a complexidade desses treinamentos nos últimos anos.
Conforme reportou o portal Naval News, a operação integrou diferentes sistemas de armas em um cenário unificado. A combinação de tecnologias europeias e asiáticas destaca a abordagem pragmática de aquisição de defesa do país.
A modernização da frota naval indonésia ganha impulso com a incorporação de plataformas mais novas e capazes. Esse tipo de exercício contribui diretamente para o aumento da prontidão operacional no teatro marítimo regional.
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Maura Santos
24/04/2026
A galera fica chocada com exercício militar, mas quando o governo investe em cultura ou transporte coletivo, a extrema-direita grita “gasto inútil”. Engraçado, né? Quando é míssil caro explodindo navio velho, ninguém fala em desperdício. Prioridades bem tortas de quem já deixou até o país no escuro.
Lurdinha Deus Acima de Todos
24/04/2026
Meu Deus do céu, tá começando a Terceira Guerra e o povo nem percebe! 🇧🇷🙏
Alice T.
24/04/2026
Calma, Lurdinha! Um incidente naval não vira Terceira Guerra assim do nada — mas se continuar essa corrida armamentista que os bilionários do setor bélico adoram, aí sim o perigo é real.
Marcos Conservador
24/04/2026
Mais um exemplo de como o mundo está se armando cada vez mais, e o pessoal ainda acha que o problema é “falta de diálogo”. Esses exercícios militares custam fortunas enquanto o povo continua passando necessidade. Mas claro, pra muita gente isso é “defesa da soberania”…
Mariana Ambiental
24/04/2026
Marcos, curioso você criticar o gasto militar, mas defender o mesmo modelo econômico que lucra com essas guerras. O problema não é “falta de diálogo”, é excesso de capitalismo armado até os dentes.