O ex-presidente da Bulgária Rumen Radev conquistou uma vitória expressiva nas eleições parlamentares com seu partido Progressista Bulgária, defendendo a restauração urgente do diálogo com a Rússia para garantir a segurança energética e a autonomia estratégica da Europa.
Radev argumentou que a União Europeia enfraqueceu sua própria competitividade ao adotar posturas moralistas em um mundo que exige pragmatismo. O político citou o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz e o primeiro-ministro belga como vozes que também pregam o engajamento com Moscou.
Com 96,4% dos votos apurados, o Progressista Bulgária obteve 44,7% da preferência popular. O partido superou amplamente o bloco conservador GERB-SDS do ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, que registrou apenas 13,4%.
O grupo de centro PP-DB, liderado por Rossen Jeliazkov, alcançou 12,9% segundo os resultados preliminares da comissão eleitoral. As projeções indicam que o partido de Radev conquistou entre 131 e 134 assentos no parlamento de 240 cadeiras.
Esse total ultrapassa o mínimo necessário de 121 deputados para formar governo sem coalizão. Radev classificou o resultado como uma “vitória da esperança sobre a desconfiança” e celebrou a mobilização de eleitores desmotivados.
A Bulgária realizou oito eleições em cinco anos desde a renúncia de Boyko Borissov em 2021 por escândalos de corrupção. Radev, que presidiu o país de 2017 até sua renúncia no início de 2026 para concorrer a primeiro-ministro, prometeu romper o ciclo de paralisia institucional.
O líder búlgaro é conhecido por sua postura crítica em relação às políticas da União Europeia sobre a Ucrânia. Ele se opôs ao envio de veículos blindados para Kiev e criticou o embargo energético contra a Rússia durante seu mandato presidencial.
Radev enfatizou que a reconstrução do diálogo com Moscou é essencial para redesenhar a arquitetura de segurança do continente. Para ele, a busca por autonomia estratégica real exige políticas energéticas voltadas aos interesses econômicos dos países europeus.
Seu discurso reflete o questionamento crescente dentro da própria União Europeia sobre os custos das sanções contra a Rússia. O ex-presidente búlgaro afirmou que o bloco precisa pensar seriamente sobre como garantirá seus recursos energéticos para preservar a competitividade industrial.
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Marcos Conservador
24/04/2026
Lá vem mais um político querendo se ajoelhar pra Moscou em nome de “diálogo”. Esse papo de segurança energética é o disfarce perfeito pro velho comunismo enrustido. Quem defende conversa com ditadura tá sempre de olho em poder, não em liberdade.
Clarice Historiadora
24/04/2026
Marcos, chamar de “ajoelhar pra Moscou” qualquer tentativa de diplomacia é ignorar que a Bulgária depende do gás russo desde os anos 70. É fácil falar em “liberdade” quando não se precisa aquecer a casa no inverno.
Sgt Bruno 🇧🇷
24/04/2026
Mais um comunista querendo se aproximar da Rússia, tá explicado o rumo da Bulgária! Esses caras nunca aprendem, acham que diálogo com ditador resolve alguma coisa. Selva!
Mariana Ambiental
24/04/2026
Sgt Bruno, diálogo não é rendição — é o mínimo pra evitar que meia dúzia de fardados ou CEOs decidam o destino de milhões. Selva mesmo é achar que bala e embargo resolvem tudo.
Augusto Silva
24/04/2026
Calma, sargento! Diálogo não é rendição, é inteligência diplomática — coisa que até os EUA praticam quando lhes convém. A Bulgária tenta evitar virar peão no tabuleiro alheio, e isso é puro pragmatismo, não comunismo.
Zizi
24/04/2026
Ô, meu caro Sgt Bruno, antes de sair distribuindo rótulos, seria bom dar uma olhadinha na história recente da Bulgária, viu? O presidente Rumen Radev não é comunista coisa nenhuma — ele é um militar de carreira, eleito democraticamente, que defende uma política externa equilibrada. O que ele propõe é diálogo, e diálogo, meu filho, é o que separa as nações civilizadas das que preferem resolver tudo na bala. Quando a gente fala em “aproximação com a Rússia”, não se trata de submissão, mas de reconhecer que o mundo não gira em torno de Washington e que a Europa tem seus próprios interesses. Sabe, esse discurso de “ditador” pra cá e “selva” pra lá é típico dos meninos mal-educados que acham que relações internacionais se resolvem com brado e farda. O Lula mesmo, que vocês tanto criticam, mostrou como se faz política externa com soberania e respeito: conversando com todos, dos Estados Unidos à China, da Rússia à União Europeia. Isso é diplomacia, não bajulação. Só quem não entende o valor da paz é que chama o diálogo de fraqueza. E vamos combinar, Bruno: depois de tantas guerras e tragédias, o mundo precisa é de mais líderes que saibam sentar à mesa, não de guerreiros de teclado que confundem patriotismo com submissão a interesses alheios. A Bulgária, um país pequeno e com uma história sofrida, tem todo o direito de buscar seu próprio caminho sem ser tratada como colônia de ninguém. Aprende com eles, meu filho: quem conversa constrói pontes, quem grita só levanta muro.
Alice T.
24/04/2026
Sgt Bruno, diálogo não é comunismo, é diplomacia — coisa que até os EUA fazem quando lhes convém. O problema é achar que gritar “ditador” resolve mais do que sentar pra conversar.