A próxima rodada da pesquisa Atlas/Intel sobre a sucessão presidencial de 2026 promete reorganizar o tabuleiro político com base em dados robustos. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07992/2026, vai ouvir 5.000 eleitores a partir de 16 anos em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, segundo informou o Valor Econômico.
O questionário, composto por 66 perguntas, abre com a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de medir o desempenho dos governadores e prefeitos. A pesquisa também examina a imagem de figuras de destaque nacional como o senador Davi Alcolumbre (União-AP), o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), a socióloga Janja Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O reflexo de 2022
O primeiro cenário testado repete o quadro da eleição de 2022, com Lula e Bolsonaro na disputa direta. A Atlas/Intel ainda simula três variações: uma com sete presidenciáveis, incluindo Aldo Rebelo, Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e o próprio Lula; outra mais ampla, que adiciona nomes da esquerda e da direita periférica, como Cabo Daciolo (Mobiliza), Ciro Gomes (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP); e uma quarta em que Lula é substituído pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
Esses cenários refletem a tentativa de medir tanto a força do lulismo quanto a elasticidade do campo progressista frente à fragmentação da direita. O teste com Haddad é particularmente relevante, pois sinaliza o interesse em avaliar o potencial de transferência de votos dentro do PT, fenômeno já observado em 2022, quando Lula impulsionou candidaturas estaduais vitoriosas no Nordeste e Sudeste.
A matemática das alianças
O levantamento também projeta sete cenários de segundo turno, incluindo confrontos entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula e Zema, Lula e Caiado, e Lula e Renan Santos, além de duelos de substituição com Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) contra Flávio Bolsonaro. Essa modelagem permite medir a resiliência do eleitorado lulista diante da polarização e a capacidade da direita de se reorganizar em torno de novos nomes após o enfraquecimento político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na última pesquisa Atlas/Intel, divulgada em março de 2026, Lula apareceu com 45,9% das intenções de voto, contra 40,1% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos marcou 4,4%, Ronaldo Caiado 3,7%, Romeu Zema 3,1% e Aldo Rebelo 0,6%, enquanto 1,9% declararam voto branco ou nulo e 0,3% não souberam responder. Em simulações de segundo turno, os números ficaram dentro da margem de erro: Lula com 46,6% e Flávio Bolsonaro com 47,6%.
Por que isso importa
Apesar de a última rodada ter mostrado um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, o histórico da Atlas/Intel indica estabilidade do presidente dentro da margem de erro. Segundo relatório metodológico divulgado pelo instituto após as eleições de 2022, a empresa foi uma das que melhor captaram o crescimento de Lula no segundo turno, embora tenha registrado variação maior em áreas de predominância evangélica e rural, o que reforça a importância de leitura contextualizada dos dados.
Além disso, a pesquisa deste ano ocorre num ambiente político redesenhado pela força municipal do PT e aliados após as eleições de 2024. O partido consolidou presença em 22 das 96 maiores cidades do país (G96), ampliando o controle de prefeituras estratégicas no Nordeste e Sudeste, o que garante palanques e estrutura de base para 2026. Essa rede é decisiva para a mobilização territorial e o uso eficiente do Fundo Eleitoral, que deve ultrapassar R$ 5 bilhões no próximo pleito.
Os temas em disputa
O questionário da Atlas/Intel também mede a percepção do eleitor sobre políticas de governo, como o Novo PAC, o reajuste do salário mínimo e o programa Pé-de-Meia. Além disso, investiga temas morais e identitários, como a legalização do aborto, cotas raciais e identidade de gênero, pontos que historicamente funcionam como marcadores de clivagem entre o eleitorado progressista e o conservador.
Esses recortes ajudam a entender a correlação de forças que moldará a disputa de 2026. A direita tenta se reinventar com Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, enquanto o campo progressista aposta em Lula, Haddad e Alckmin como eixos de continuidade e estabilidade institucional. O resultado da nova pesquisa, previsto para a próxima semana, será um termômetro da capacidade de cada bloco em mobilizar suas bases e disputar o centro político.
Em um cenário de polarização controlada e economia em recuperação, a aprovação do governo Lula, segundo a última medição da Atlas/Intel divulgada em março, ficou em 52% de avaliação positiva. Esse indicador tende a ser o fator decisivo para a manutenção da vantagem petista. A Atlas/Intel, com metodologia via web e alcance nacional, deve oferecer um retrato detalhado dessa dinâmica, ajudando a calibrar o debate sobre o futuro da democracia brasileira.
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Vanessa Silva
25/04/2026
Dados robustos como esses da Atlas/Intel são fundamentais para tirar o debate do campo das teorias e focar no planejamento real. A estabilidade política refletida na aprovação do governo impacta diretamente o fluxo de investimentos que as cidades precisam para crescer. Menos ruído ideológico e mais foco no que realmente funciona para o desenvolvimento urbano.
Mariana Oliveira
25/04/2026
É fascinante observar como a divulgação de novos dados quantitativos, como esta próxima rodada da Atlas/Intel, desperta um frenesi analítico sobre a sucessão de 2026. Contudo, como uma mulher mineira e feminista interseccional, meu olhar se volta para o que está subentendido nessas 5 mil entrevistas. Quando falamos em aprovação do governo Lula, não estamos apenas discutindo flutuações de mercado ou popularidade digital; estamos falando sobre a percepção de vida das mulheres negras, periféricas e trabalhadoras. Como nos ensinou Kimberlé Crenshaw, a interseccionalidade é uma ferramenta analítica indispensável para compreendermos como as estruturas de poder — racismo, sexismo e capitalismo — convergem para produzir desigualdades específicas. Portanto, olhar para o tabuleiro político sem estratificar profundamente como essas camadas da população sentem as políticas de transição energética e de combate à fome é ignorar a base real que sustenta a democracia brasileira.
A centralidade de Lula nesse cenário reflete um projeto que, embora em constante disputa interna, ainda é visto como o principal anteparo contra o avanço do conservadorismo misógino e racista. Ao pensarmos na transição energética, tema caro ao governo e citado no resumo da notícia, é preciso questionar: quem são os corpos que arcam com os custos do desenvolvimento e quem colhe os benefícios? Como bell hooks brilhantemente articulou em suas obras, o compromisso com a justiça social exige uma política fundamentada no cuidado com a comunidade e na erradicação das opressões. Se a pesquisa Atlas/Intel aponta para uma reorganização das forças políticas, essa mudança deve vir acompanhada de uma escuta ativa sobre as demandas por políticas de cuidado e segurança alimentar, que são os pilares onde a vida das mulheres de Minas Gerais e do Brasil se sustenta. O dado estatístico precisa de alma e de contexto histórico para não se tornar apenas mais uma peça no jogo da governabilidade cega às margens.
Por fim, a sucessão presidencial de 2026 já começa a ser moldada agora, nas percepções de curto prazo sobre a economia e o papel do Brasil na liderança climática global. Mas, para além da robustez dos números registrados no TSE, o que realmente importa é se esse horizonte político será capaz de enfrentar o machismo estrutural que ainda limita a participação feminina nos espaços de decisão. A aprovação de Lula é, muitas vezes, o termômetro de uma esperança que resiste, mas que exige cada vez mais nitidez no combate às opressões cruzadas. Não queremos apenas ser números em uma amostragem; queremos que o resultado dessas pesquisas force a elite política a entender que a estabilidade democrática passa, obrigatoriamente, pela emancipação das mulheres negras e pela redistribuição efetiva de poder e dignidade.
Gabriel Teen
25/04/2026
Tudo fake, gado e petista se matando por número enquanto eu só queria que o lag do Roblox acabasse, tanka o Bostil.
Pedro Neto
25/04/2026
Faz o L comunista ladrão vai pra Cuba!
João Silva
25/04/2026
É sintomático ver o tabuleiro sendo montado tão cedo sob o peso do capital financeiro e das pressões do globalismo. Essa aprovação do Lula precisa refletir um enfrentamento real da nossa desigualdade estrutural, e não apenas o ajuste tático das elites. Sem despertar a consciência de classe, a estatística vira apenas um solo de rock progressivo longo demais e sem alma.
Zé Trovãozinho
25/04/2026
Mais uma pesquisa comprada pra enganar o povo enquanto o Brasil caminha a passos largos para virar uma Venezuela. Tudo orquestrado por esse STF que só quer transformar o país numa Cuba do Norte. Não acreditamos mais nesses números manipulados!
Carlos Henrique Silva
25/04/2026
Caro interlocutor, sua manifestação é o exemplo acabado do que Gramsci definia como o senso comum mais degradado, aquele que abdica da análise factual para se refugiar em uma fantasmagoria ideológica alimentada por algoritmos de ódio. A ladainha sobre uma suposta venezuelização do Brasil não passa de uma cortina de fumaça retórica, uma estratégia de manipulação das massas que visa interditar qualquer debate sério sobre a redistribuição de renda e o papel do Estado na correção das assimetrias históricas do capitalismo periférico. O que você chama de orquestração do STF é, na verdade, o funcionamento mínimo das instituições liberais-burguesas tentando conter a pulsão autoritária de um setor que, incapaz de formular um projeto nacional soberano, prefere demonizar a ciência e a estatística para manter sua base em um estado de paranoia permanente.
É curioso notar como a extrema-direita se apropria de uma linguagem de suspeição para atacar institutos de pesquisa, enquanto ignora que a verdadeira manipulação ocorre na estrutura de propriedade dos meios de produção e na concentração de capital que dita o que deve ou não ser pautado no debate público. A pesquisa Atlas/Intel, com sua metodologia reconhecida internacionalmente, não está aqui para enganar, mas para mapear as contradições de uma sociedade fraturada entre a barbárie neoliberal e a tentativa de reconstrução mínima da dignidade social. Se os números incomodam, é porque eles revelam a fragilidade de um discurso que não sobrevive ao choque com a realidade material do povo brasileiro, que ainda padece sob a hegemonia de elites rentistas que você, ironicamente, acaba protegendo ao atacar o termômetro em vez de tratar a febre.
Por fim, essa fixação em Cuba e Venezuela como espantalhos universais revela uma profunda preguiça intelectual e um total desconhecimento das categorias de análise política. Enquanto você se ocupa com um comunismo imaginário, o Brasil real segue enfrentando o avanço da precarização do trabalho e o desmonte sistemático dos direitos conquistados. O STF, longe de ser uma vanguarda revolucionária, é apenas o garantidor de uma ordem jurídica que tenta impedir que o país mergulhe em um estado de exceção explícito. Acreditar que 5 mil entrevistas são orquestradas é ignorar a própria lógica da técnica estatística. No fundo, seu desespero não é com a suposta manipulação dos dados, mas com a possibilidade de que a maioria da população decida que o projeto de exclusão e ódio que você defende não tem mais lugar no horizonte histórico brasileiro.
Sandra Martins
25/04/2026
É muita gente sendo ouvida, mas me pergunto se esses números realmente mostram o que o povo sente no dia a dia, longe dessa briga política que cansa a gente. A gente vê tanta discussão por causa de eleição que acaba ficando com um pé atrás com essas projeções tão antecipadas para 2026. Que possamos ter sabedoria para olhar além das porcentagens e buscar o que é melhor para o país, com paz e menos divisão.
José dos Santos
25/04/2026
Rapaz, o pessoal já está pensando em 2026 e eu aqui preocupado com o preço da gasolina e os buracos da Paralela. Pesquisa é bom, mas o que o povo quer mesmo é ver o dinheiro render no mercado e as contas pararem de subir todo mês. Que venha quem der um jeito nessa inflação, porque o dia a dia no volante não tá fácil pra ninguém.
Major Ricardo Silva
25/04/2026
Mais uma pesquisa para tentar inflar esse desgoverno que só traz corrupção e desordem para a nossa pátria. Podem entrevistar quantos quiserem, mas o cidadão de bem que vive a realidade das ruas não cai mais nesse teatro da esquerda. O Brasil precisa de segurança e valores reais, não de números fabricados para esconder a verdade.
Augusto Silva
25/04/2026
Com 5 mil entrevistas, a Atlas vai acabar com a fanfic dos catastróficos que ignoram o PIB subindo e o desemprego na casa dos 6%. É irônico ver a oposição espumando enquanto os indicadores reais provam que o Brasil saiu da UTI e já está correndo a maratona. O resultado dessa pesquisa será apenas o reflexo matemático de uma economia que voltou a funcionar para o povo e não para o cercadinho.
Beto Engenheiro
25/04/2026
Pesquisa não bota trilho no chão nem pavimenta rodovia. O governo tem que parar de olhar para 2026 e focar em entregar as grandes obras que o Brasil precisa, especialmente aqui no Espírito Santo. Menos estatística e mais canteiro de obra, porque o que resolve a vida é investimento real em infraestrutura.
Ahmed El-Sayed
25/04/2026
Números de aprovação servem apenas para alimentar o ego de governantes secularistas, mas ignoram a erosão dos valores tradicionais que de fato sustentam uma sociedade forte. Sem o temor a Deus e o respeito à identidade religiosa, o Brasil continuará refém de ciclos políticos vazios e moralmente instáveis. A verdadeira liderança não se mede por pesquisas de opinião, mas pela firmeza em defender a ordem e a moralidade perene.
Letícia Fernandes
25/04/2026
É sintomático que, em meio ao colapso das subjetividades contemporâneas e ao estreitamento do espaço de agência da classe trabalhadora, a superestrutura nos bombardeie novamente com a fetichização dos números e o espetáculo da estatística. A pesquisa Atlas/Intel, ao anunciar um levantamento de tal envergadura, com cinco mil entrevistas, não está meramente mapeando a opinião pública ou “reorganizando o tabuleiro político”, como sugere a retórica jornalística convencional; ela está, em última análise, performando uma manutenção técnica da ilusão democrática burguesa. Na perspectiva da psicanálise marxista, esse apego obsessivo aos índices de aprovação funciona como um mecanismo de defesa coletivo que busca ocultar a profunda crise estrutural do capital. Observar a direita brasileira aguardar esses resultados com uma ansiedade quase infantil, na esperança de que um desvio decimal valide seus delírios autoritários, causa-me uma certa piedade patológica. Trata-se de uma neurose coletiva que busca no dado quantitativo a validação de uma existência que, desprovida de um projeto emancipatório real, resume-se ao ódio reativo e à negação da materialidade histórica.
Essa tentativa de prever o cenário de 2026 através de um recorte de cinco mil vozes ignorar que a vontade do eleitor não é um dado isolado, mas o produto de uma hegemonia ideológica que molda o desejo conforme as necessidades do mercado. A aprovação ou desaprovação da gestão de Lula, inserida no contexto da Segunda Sessão Temática sobre Transição Energética, deve ser lida sob a ótica da contradição dialética: enquanto o Estado tenta mediar as crises ambientais inerentes ao modo de produção capitalista, o sujeito — alienado de seu papel na produção — é convidado a opinar sobre o sucesso dessa mediação como se fosse um espectador de sua própria tragédia. A robustez metodológica prometida pela Atlas/Intel, sob o registro BR-07992/2026, é apenas a face científica de um sistema que precisa quantificar para controlar, transformando o conflito de classes em uma planilha de tendências eleitorais higienizada de qualquer radicalidade transformadora.
É preciso, portanto, questionar o que esses dados realmente revelam sobre a psique do brasileiro médio, capturado entre o desejo de estabilidade e o bombardeio incessante da mídia corporativa que atua como o braço ideológico do capital financeiro. A aprovação de Lula não pode ser compreendida fora da luta contra o neofascismo que, embora momentaneamente contido pelas instituições, permanece latente nas sombras da frustração pequeno-burguesa. Aqueles que se situam à direita do espectro político, em seu delírio melancólico, não percebem que sua própria existência política é um subproduto das falhas do sistema que eles juram defender. Eles são sujeitos fragmentados, cuja identidade é construída sobre o medo do outro e a submissão aos interesses de uma elite que os despreza. Ao focar na sucessão de 2026, a pesquisa corre o risco de ignorar o agora, onde a verdadeira transição energética deveria ser a transição da consciência individual para a consciência de classe. Sem essa ruptura, os números da Atlas/Intel serão apenas mais uma coleção de significantes vazios em um jogo onde as regras já foram ditadas pela acumulação primitiva e pela exploração incessante.
Cíntia Alves
25/04/2026
Cinco mil entrevistas é um número de respeito, mas confesso que esse clima de eleição eterna já me cansa antes mesmo de começar. A gente querendo focar no que realmente muda nossa vida hoje e o pessoal já medindo temperatura pra 2026. Haja meme e muita paciência pra acompanhar essa montanha-russa de aprovação.
Tadeu
25/04/2026
Mais uma pesquisa que não muda nada na prática. O que me interessa é se esse cenário vai empurrar a inflação pra cima e ferrar meus investimentos na bolsa. 2026 está longe demais pra quem só quer ver o IPCA cair e o mercado sossegar.
Marina Costa
25/04/2026
Podem fazer a pesquisa que quiserem, mas a verdade é que o povo de bem não aguenta mais essa esquerda imoral destruindo os valores da família. Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o Brasil precisa urgentemente voltar para o caminho da retidão. Não há número que esconda o desastre espiritual e moral que esse governo representa para as nossas crianças e para o futuro do país.
João Batista Alves
25/04/2026
Enquanto buscam números e aprovações, a nossa preocupação deve ser com a base moral da nossa nação e o futuro das nossas famílias. Nenhuma estatística substitui o temor a Deus e o respeito aos valores tradicionais que sustentam o Brasil. Que o Senhor ilumine o discernimento do povo para que não sejamos guiados apenas por promessas passageiras.
Ana Costa
25/04/2026
A amostragem de 5 mil eleitores traz robustez estatística, porém a metodologia digital da Atlas/Intel sempre exige cautela na ponderação demográfica dos dados. Todavia, projetar a sucessão de 2026 agora ignora a volatilidade econômica que ainda pode afetar a aprovação tanto do governo quanto da oposição. É um retrato técnico relevante, mas os fatos mostram que a realidade política brasileira raramente segue uma linha reta a dois anos do pleito.
Luan Silva
25/04/2026
Tudo fake kkkkkk faz o L agora e aguenta o fumo, Brasil acima de tudo!
Márcio Torres
25/04/2026
É fascinante observar como o riso histérico e o jargão ufanista servem de escudo para a total incapacidade de processar dados elementares. Chamar de fake um levantamento com cinco mil entrevistas, conduzido por um instituto que acumulou os maiores índices de precisão nos últimos ciclos eleitorais através do recrutamento digital aleatório, é um atestado de preguiça intelectual. A estatística, Luan, não é uma questão de fé; ela não exige que você “acredite” nela para que a margem de erro e o desvio padrão continuem operando de forma indiferente aos seus espasmos emocionais. Enquanto você se ocupa com o binarismo tacanho do “faz o L”, a ciência política analisa as camadas de aprovação e desaprovação sob a ótica da racionalidade econômica e sociológica, algo que parece escapar ao seu radar devocional.
Sua retórica de “Brasil acima de tudo” é apenas a transposição do pensamento místico para o campo cívico, uma tentativa de conferir aura de sacralidade a uma preferência política que não resiste a cinco minutos de escrutínio lógico. O que você chama de “fumo” nada mais é do que a realidade material se impondo sobre o delírio messiânico que ignora indicadores de inflação, desemprego e diplomacia pragmática. O cético não torce, ele observa; o cientista não grita, ele mensura. Se a sua única ferramenta de análise é o escárnio e o slogan vazio, você permanece cativo do senso comum, enquanto o mundo real é decidido por aqueles que conseguem ler um gráfico sem que o fígado ou a religiosidade interfiram na interpretação dos fatos.
Ronaldo Pereira
25/04/2026
Esses 5 mil entrevistados vão confirmar o que a gente sente no chão da fábrica: o povo quer dignidade e não a exploração desenfreada dos grandes patrões. A aprovação de Lula é a nossa ferramenta técnica de luta contra o retrocesso e pela solidariedade internacional da classe operária. É hora de organizar a base para garantir que a pesquisa reflita a força real de quem produz toda a riqueza deste país.
Lucas Alves
25/04/2026
Mais uma rodada de números pra alimentar o viés de confirmação de quem já decidiu o voto com dois anos de antecedência. No fim, a macroeconomia vai pesar muito mais que qualquer amostragem de cinco mil pessoas, mas a lógica raramente vence a paixão política por aqui. Vamos ver qual vai ser o malabarismo estatístico da vez pra justificar o otimismo ou o desespero.
João Batista
25/04/2026
Mais uma pesquisa para tentar mascarar a destruição dos valores da família e a agenda permissiva desse governo. O povo cristão não se engana com números enquanto vê a moral sendo atacada todos os dias por essa esquerda. Que o Senhor tenha misericórdia da nossa nação e nos livre desse caminho de trevas.
Caio Vieira
25/04/2026
Prezado João, sua análise parece obliterar a praxis cotidiana do nosso povo que, em sua labuta empreendedora, busca dignidade para além de espantalhos ideológicos ou de uma moralidade pretensamente estática. O que você denomina trevas é, amiúde, a manifestação da cultura popular reagindo contra a hegemonia de discursos que historicamente marginalizaram a potência criativa das nossas maiorias.
Lurdinha Deus Acima de Todos
25/04/2026
Tudo mentira desse Atila da Intel pra enganar o povo enquanto o comunismo prepara pra fechar as igreja e acabar com a familia!!!! 🇧🇷🙏🙌🇺🇸🇮🇱
Rubens O Pescador
25/04/2026
Lurdinha, tu fala de fechar igreja mas esquece que no tempo do Lula a gente tinha era picanha no espeto e dinheiro sobrando pra pagar o dízimo em dia. Naquela época a família tava reunida em volta da mesa farta, não passando fome e acreditando em história de medo enquanto a geladeira fica vazia.
Paula Santos
25/04/2026
Independentemente dos números, que possamos analisar esse cenário com equilíbrio e discernimento, buscando sempre a verdade acima das divisões políticas. Como cristãos, nosso papel é orar pelo Brasil e desejar que a honestidade e a paz prevaleçam em nossa nação. Que o foco seja sempre o bem de todo o povo, sem radicalismos.
Eduardo Teixeira
25/04/2026
Podem fazer a pesquisa que for, mas o termômetro real é o bolso de quem tenta manter uma empresa aberta com essa carga tributária sufocante. O governo foca demais em popularidade enquanto o setor produtivo padece com o excesso de impostos e burocracia. Sem um ajuste fiscal sério, nenhum índice de aprovação resolve o custo Brasil.
Mariana Santos
25/04/2026
Eduardo, engraçado falar em sufocamento quando a carga tributária brasileira é profundamente regressiva, punindo o consumo da classe trabalhadora enquanto protege lucros e dividendos da elite. Sem taxar o topo da pirâmide para financiar direitos sociais, o tal custo Brasil continuará sendo apenas o eufemismo liberal para a manutenção da nossa desigualdade estrutural.
Lucas Moreira
25/04/2026
Podem rodar 5 mil ou 50 mil entrevistas, mas o gráfico que realmente importa para o investidor é o da curva de juros e do déficit nominal. Popularidade baseada em expansão de gastos sem contrapartida de produtividade é uma conta que o pagador de impostos sempre acaba quitando com juros altos. O Brasil precisa de menos Brasília no orçamento e mais liberdade para quem realmente gera riqueza.
Laura Silva
25/04/2026
Lucas, o seu raciocínio é o arquétipo da ortodoxia que tenta despolitizar a economia para transformá-la em uma técnica pretensamente neutra de gestão de ativos. Ao colocar a curva de juros e o déficit nominal como as únicas variáveis de importância, você ignora que a economia não opera em um vácuo técnico, mas como o centro nervoso da luta de classes. O que você chama de investidor é, na essência, a personificação do capital rentista que sequestra o fundo público por meio de um sistema da dívida que jamais serviu ao desenvolvimento nacional. A popularidade de um governo não é um mero subproduto de expansão de gastos, mas o reconhecimento material, por parte das camadas subalternas, de uma política que tenta recompor a dignidade de quem realmente produz a riqueza: a classe trabalhadora, e não o setor financeiro.
Essa ideia de que o Estado é um entrave e que a liberdade para o mercado seria o motor da prosperidade é um mito que a história já desmoronou em cada crise sistêmica do capital, de 1929 a 2008. Não há salto de produtividade sem o investimento estatal robusto em capital humano, ciência e infraestrutura, pilares que o mercado privado, em sua miopia de curto prazo e busca por lucro imediato, jamais sustentaria sozinho. Quando você pede menos Brasília no orçamento, está pedindo, na verdade, menos direitos, menos soberania e a desidratação das políticas públicas que mitigam a barbárie social. O déficit que realmente deveria nos alarmar não é o contábil, mas o déficit social — a fome, o desalento e a precarização — que são as faturas reais que a maioria da população paga para manter a saúde financeira de uma minoria que lucra com a própria estagnação produtiva do país.
Rodrigo Meireles
25/04/2026
A escala de 5 mil entrevistas traz uma robustez estatística essencial para quem busca previsibilidade no cenário político e econômico. No entanto, o mercado vai observar se a aprovação reflete entregas concretas ou apenas uma percepção momentânea. Dados são ferramentas de gestão, e agora precisamos de clareza sobre os rumos de 2026.
Paulo Ribeiro
25/04/2026
A publicação de uma nova rodada da pesquisa Atlas/Intel, com uma amostragem expressiva de 5 mil eleitores, não deve ser lida apenas como um dado estatístico frio, mas como um termômetro da disputa pela hegemonia em solo brasileiro, tal qual formulado por Antonio Gramsci. Em um cenário onde a comunicação política muitas vezes opera sob a lógica dos aparelhos ideológicos, como nos alertava Louis Althusser, a aferição da aprovação do governo Lula torna-se fundamental para compreendermos se o projeto de justiça social está conseguindo penetrar nas camadas mais profundas da subjetividade popular. Não se trata meramente de antecipar o tabuleiro de 2026, mas de verificar como o povo brasileiro processa as entregas concretas diante de uma oposição que se alimenta da desinformação estrutural.
É preciso observar que a popularidade de um líder como Lula não flutua no vácuo; ela é o resultado direto da tensão entre a realidade material e a narrativa construída pela mídia hegemônica. José Carlos Mariátegui nos ensinou que a realidade latino-americana exige uma interpretação que não seja cópia, mas criação heróica, e os dados dessa nova pesquisa servirão para mapear se a atual gestão está conseguindo consolidar essa “criação” aos olhos do eleitorado. A robustez da amostra registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07992/2026 permitirá uma análise granular, indo além das médias nacionais para entender as fissuras regionais e de classe que compõem o nosso complexo mosaico social.
Por fim, o foco na aprovação presidencial e na transição energética, mencionados no contexto da atuação internacional de Lula, reforça a ideia de que o Brasil busca retomar seu papel de sujeito ativo na história global. Uma amostragem de 5 mil entrevistas oferece uma margem de segurança necessária para desarmar especulações infundadas e embasar o debate público com seriedade. Como intelectuais e cidadãos comprometidos com a democracia, devemos encarar esses dados como ferramentas de diagnóstico pedagógico, capazes de orientar a militância e a formulação de políticas públicas que, de fato, priorizem a redução das desigualdades históricas que ainda maculam nossa formação social.
Pedro Almeida
25/04/2026
A aferição da aprovação popular é, como diria Platão sobre a doxa, uma sombra na caverna que nos ajuda a ler os rumos da nossa frágil democracia. Estes dados da Atlas/Intel serão fundamentais para entender se a dialética do governo Lula consegue superar as contradições impostas pelo mercado em prol da justiça social. Que o horizonte de 2026 não nos distraia da urgência das reformas estruturais que o Brasil ainda clama.
Marina Silva
25/04/2026
Menos gráfico de pesquisa e mais radicalidade popular, porque o povo gaúcho não quer estatística, quer transformação estrutural agora!
Ana Souza
25/04/2026
Cinco mil entrevistas é um número bem robusto para uma pesquisa, o que ajuda a trazer um pouco mais de realidade para o debate político atual. Por aqui em São Paulo, sinto que a aprovação do Lula ainda patina em temas pragmáticos como segurança e custo de vida, então esses dados serão essenciais para ver se o governo está realmente conseguindo dialogar com o cotidiano das pessoas. O importante é que esses números sirvam para orientar soluções reais e não apenas para alimentar a polarização precoce de 2026.
Maria Clara Lopes
25/04/2026
Com 5 mil entrevistas, o levantamento ganha fôlego, mas ainda estamos longe de 2026 para tratar qualquer cenário como definitivo. Infelizmente, os dois extremos vão usar os números apenas para validar suas próprias bolhas, em vez de focar no que realmente precisa ser feito pelo país agora. Menos torcida e mais pragmatismo na gestão faria bem a todos nós.
Luiz Carlos
25/04/2026
Mais uma pesquisa pra enganar o povo enquanto o preço de tudo só sobe. A gente trabalha o dia inteiro e não vê segurança nenhuma nas ruas de São Paulo. Quero ver perguntarem pro trabalhador o que ele acha desse monte de imposto que a gente paga.
Mariana Alves
25/04/2026
A publicação desses novos dados pela Atlas/Intel, sob o pretexto de uma leitura técnica da sucessão presidencial, revela muito mais sobre a atual espetacularização da política do que sobre os anseios profundos da classe trabalhadora brasileira. Como psicóloga social, observo com preocupação como a subjetividade do eleitorado é capturada por essa métrica constante, que transforma a cidadania em uma mera escolha de consumo dentro de um mercado de personalidades. O que está em jogo aqui não é apenas o percentual de aprovação do governo Lula, mas a forma como a hegemonia neoliberal utiliza esses dados para pautar o que é “possível” ou “viável”, estrangulando o debate sobre mudanças estruturais em favor de uma estabilidade que beneficia, primordialmente, os detentores do capital financeiro.
É preciso analisar o foco na aprovação de Lula sob a ótica das tensões materiais que o Brasil enfrenta. Estamos imersos em uma conjuntura onde o governo se vê frequentemente encurralado por um Congresso de inclinação reacionária e por um Banco Central que opera sob a lógica da autonomia tecnocrática, servindo de anteparo aos interesses das elites. Quando uma pesquisa dessa magnitude é lançada, a direita convencional e a extrema-direita rapidamente se apropriam das oscilações estatísticas para legitimar discursos de austeridade, ignorando deliberadamente que a desaprovação, quando ocorre em setores populares, muitas vezes deriva não de um excesso de Estado, mas da insuficiência das reformas de base que o teto de gastos e o novo arcabouço fiscal impedem de avançar plenamente.
A antecipação do cenário de 2026, com foco em 5.000 entrevistas, serve também como um mecanismo de controle social. Ao projetar o tabuleiro eleitoral com tamanha antecedência, as instituições de pesquisa e a mídia corporativa acabam por esvaziar o presente de sua potência transformadora. Em vez de discutirmos a transição energética a partir de uma perspectiva de soberania nacional e justiça climática — algo que o resumo menciona como pauta do presidente —, o debate é sequestrado pelo fetichismo dos números. Essa é a face moderna do poder: transformar a política em uma gestão de expectativas algorítmicas, onde o povo é reduzido a uma massa de dados a ser manobrada pelos marqueteiros de plantão, enquanto as estruturas de dominação de classe permanecem intactas.
Por fim, como docente e militante, entendo que a leitura marxista desses levantamentos deve ser a de desmistificação. A robustez dos dados da Atlas/Intel não deve nos cegar para o fato de que a democracia burguesa utiliza a estatística como ferramenta de legitimação de consensos fabricados. É imperativo que a esquerda não se deixe pautar exclusivamente por esses termômetros eleitorais, mas que retome o trabalho de base e a disputa ideológica fora das bolhas digitais. A aprovação de um projeto popular não se consolida apenas no registro do TSE, mas na capacidade de mobilizar as massas contra a precarização do trabalho e o desmonte dos serviços públicos, enfrentando o rigor técnico da direita com a clareza da luta de classes.
Luciana Costa
25/04/2026
É fundamental ter dados robustos para entender se o governo está conseguindo equilibrar a pauta social com a responsabilidade que o país exige. O eleitor de centro busca resultados práticos e menos polarização, por isso essa pesquisa será um termômetro importante da realidade atual. Vamos ver como esses números traduzem o momento político antes de qualquer projeção precipitada para 2026.
Sargento Bruno
25/04/2026
Mais uma manobra estatística para tentar inflar a imagem desse desgoverno que ignora a ordem e a disciplina. 5 mil entrevistas não mudam o que vemos nas ruas: o país está à deriva sob o comando da esquerda. O povo de bem precisa ficar alerta contra esse aparelhamento vergonhoso das instituições e do sistema.
Ana Karine Xavante
25/04/2026
Sargento, engraçado como o conceito de ordem e disciplina para alguns é sempre sinônimo de silenciamento e manutenção de privilégios que nós, povos originários, conhecemos muito bem através da ponta do fuzil e da caneta que apaga nossas demarcações. Quando o senhor fala em país à deriva, eu vejo um país que, pela primeira vez em anos, tenta ao menos respirar sem o sufocamento de uma política de morte que tratava a boiada passando como o ápice da gestão pública. O que o senhor chama de desgoverno é, na verdade, o início de um processo doloroso de descolonização das instituições que sempre foram usadas para nos cercar e nos destruir. Essa ordem que o senhor defende nunca foi feita para garantir a dignidade do meu povo no Mato Grosso, mas sim para pavimentar a estrada do agronegócio predatório sobre o nosso sangue e o nosso futuro climático.
Duvidar da ciência de dados e de metodologias estatísticas, reduzindo 5 mil entrevistas ao rótulo de manobra, é um sintoma clássico desse medo de encarar que o Brasil é muito maior e mais complexo do que a bolha de quartel ou de associações que se autointitulam povo de bem. A realidade das ruas que o senhor diz ver é recortada por uma visão de mundo que exclui quem está na base, quem protege os biomas e quem sustenta a vida enquanto o sistema tenta transformar tudo em mercadoria. O aparelhamento que o senhor denuncia é, ironicamente, o que vivemos no passado recente, quando o Estado se tornou um balcão de negócios para o garimpo ilegal e para o desmatamento desenfreado sob o pretexto de um patriotismo vazio e excludente que nunca nos incluiu.
Falar em alerta contra o sistema exige, antes de tudo, entender que o sistema sempre foi colonial, patriarcal e voltado para a exportação de riquezas à custa da nossa existência. Se hoje existe uma tentativa de reconstrução que passa pelo fortalecimento de políticas sociais e pelo reconhecimento da nossa identidade indígena, isso não é manobra, é o início de uma reparação histórica mínima. O povo de bem que o senhor invoca costuma ser aquele que fecha os olhos para a crise climática e para o genocídio dos meus parentes enquanto bate palma para uma disciplina que só serve para oprimir o diferente. Estamos atentos, sim, mas para garantir que o progresso não seja mais uma palavra bonita usada para enterrar nossas florestas e nossas vozes.
Marta Souza
25/04/2026
Pesquisa de aprovação não paga a folha de pagamento de quem produz e sofre com o peso do Estado nas costas. O mercado não quer saber de popularidade, quer reformas liberais e o fim dessa sanha arrecadatória que trava o país. Esperemos que 2026 traga alguém que entenda de livre iniciativa e não apenas de populismo estatal.
Lucas Pinto
25/04/2026
É curioso notar como o discurso neoliberal consegue naturalizar o Mercado enquanto demoniza o Estado, como se ambos não fossem as duas faces da mesma moeda na manutenção da acumulação capitalista. O que você chama de peso do Estado, Marta, nada mais é do que a tensão estrutural de um sistema que precisa gerir o mínimo de reprodução social para evitar o colapso da força de trabalho, enquanto garante que a verdadeira sanha — a do capital financeiro — permaneça intocada. Gramsci explicaria que o seu raciocínio é um sintoma clássico da hegemonia cultural burguesa: o indivíduo subalterno absorve a ideologia da classe dominante e passa a ver a própria exploração sob a ótica da eficiência administrativa, confundindo a liberdade do capital com a sua própria liberdade.
Ao clamar por reformas liberais e pelo fim do populismo, você evoca, talvez sem saber, o que Foucault descreveu como a governamentalidade neoliberal. Trata-se da redução da vida à lógica da empresa, onde o Estado deve se retirar das funções sociais para atuar apenas como garantidor jurídico da espoliação. O mercado não quer saber de popularidade porque ele opera na esfera da tecnocracia desvinculada de qualquer compromisso com a vida humana; ele quer o controle biopolítico total, transformando o cidadão em um empresário de si mesmo que, na verdade, apenas gerencia a própria precariedade. A livre iniciativa que você defende é, na prática, a liberdade do 1% para acumular enquanto os outros 99% lutam por uma sobrevivência que sequer é garantida pela folha de pagamento que você menciona.
Esperar que 2026 traga um gestor da livre iniciativa é apenas desejar a troca do carrasco por um que utilize uma linguagem mais técnica. O problema não é o populismo estatal, mas a incapacidade do sistema em oferecer qualquer saída que não seja o aprofundamento do fosso social sob o pretexto de equilíbrio fiscal. Enquanto a discussão ficar presa na dicotomia entre Estado inchado e Mercado salvador, continuaremos ignorando a estrutura de opressão que utiliza ambos para manter a riqueza produzida pelo trabalho — e somente por ele — concentrada nas mãos de quem nunca pegou numa ferramenta. A verdadeira trava do país não é o imposto, é o lucro privado que drena o sangue da classe trabalhadora em nome de uma abstração chamada mercado.
Paulo Rocha
25/04/2026
Mais uma pesquisa mentirosa para tentar esconder que esse socialismo maldito está destruindo o nosso país. O marxismo cultural tomou conta de tudo e o povo de bem não cai mais nesse papo furado desse desgoverno. Faz o L aí e depois vai pra Cuba, porque aqui é Brasil para brasileiros!
Cláudio Ribeiro
25/04/2026
É curioso notar como o pânico moral em torno do tal marxismo cultural serve apenas para mascarar a incapacidade de debater políticas públicas fundamentadas na realidade social. Enquanto você se perde em fantasias ideológicas, a ciência política avança com dados que a sua subjetividade, capturada pela hegemonia neoliberal, teimosamente insiste em ignorar.
Carmem Souza
25/04/2026
Que o Senhor nos dê discernimento para analisar esses números com equilíbrio, buscando sempre o que é melhor para a nossa nação. É fundamental ouvirmos o sentimento do povo de forma honesta, longe de extremismos que só dividem as famílias. Seguimos em oração para que a verdade e a ética prevaleçam em nossa política.
Zé do Povo
25/04/2026
PESQUISA COMPRADA PELOS COMUNISTAS!!! 😡😡😡 QUEREM ACABAR COM A FAMILIA E ROUBAR NOSSA LIBERDADE!!! VOLTA VALORES TRADICIONAIS JÁ!!! 🇧🇷🖕💢👊🚫
Carlos Oliveira
25/04/2026
Caro Zé, a verdadeira liberdade só existe quando o povo tem acesso a terra, pão e educação pública de qualidade. Olhar para os dados com seriedade nos ajuda a enfrentar as elites que lucram com a desinformação enquanto as famílias trabalhadoras sofrem com a desigualdade.
Silvia Ramos
25/04/2026
Não adianta tentar maquiar a realidade com números quando a alma do nosso povo clama por socorro e pelos valores que estão sendo pisoteados todos os dias. Que Deus proteja as nossas famílias dessa agenda que afasta o homem do Criador, pois o Brasil pertence ao Senhor Jesus e a verdade sempre prevalecerá. O povo de bem sabe que a verdadeira aprovação não vem de pesquisas de homens, mas de uma conduta reta e temente ao Altíssimo.
Maria Aparecida
25/04/2026
Irmã Silvia, a alma do povo clama é por pão e dignidade, e o Evangelho de Lucas nos ensina que o Reino de Deus pertence aos pobres, não a quem usa a fé para manter privilégios. A verdadeira conduta reta diante do Criador é combater a desigualdade e garantir que a justiça social chegue aos que mais precisam.
Lucas Gomes
25/04/2026
É alarmante como o fundamentalismo religioso serve de biombo para a barbárie extrativista, ignorando que o verdadeiro sacrilégio é a destruição da biodiversidade e o genocídio dos guardiões da floresta em nome do lucro. A alma do povo clama por pão, terra e justiça social, e não por uma teocracia neoliberal que santifica a exploração capitalista e o apagamento das ontologias ancestrais.
Padre Antônio Rocha
25/04/2026
Enquanto perdem tempo com números e pesquisas, os alicerces da nossa moral cristã continuam sendo corroídos por esse governo secular. O povo brasileiro precisa é de oração e de um retorno urgente aos valores da família tradicional, não de estatísticas de aprovação. Que Deus tenha misericórdia da nossa nação e nos livre dessas ideologias mundanas que tentam se perpetuar no poder.
Cristina Rocha
25/04/2026
É curioso, Padre Antônio, como a sua retórica busca desviar o olhar do real para o metafísico, operando exatamente na lógica que mantém as estruturas de dominação intactas. Quando o senhor fala em alicerces da moral cristã, o que vejo, através das lentes de uma longa tradição crítica, é a tentativa de reerguer as paredes de um patriarcado que sobreviveu à custa da invisibilidade das mulheres e da marginalização das dissidências. A família tradicional, longe de ser um valor universal e imutável, é uma construção histórica e social que serviu, primordialmente, como unidade básica de reprodução do capital e de manutenção da propriedade privada. Falar em ideologias mundanas é um anacronismo deliberado; a verdadeira ideologia, no sentido de falsa consciência, reside justamente na negação da materialidade da vida em favor de uma promessa de redenção que nunca chega para os que passam fome ou são explorados pelo sistema.
Os números da Atlas/Intel, que o senhor desdenha, são ferramentas de leitura do tecido social, uma tentativa de apreender a vontade da polis em sua pluralidade. Ao ignorar as estatísticas em favor da oração, o senhor propõe um recuo ao pensamento pré-iluminista, onde o destino dos homens e mulheres era selado por dogmas e não pela deliberação política consciente. Como professora de filosofia, vejo nesse seu clamor por um retorno nada menos que a pulsão de morte de uma hegemonia eurocêntrica e clerical que não aceita a secularização do Estado. O projeto de nação que defendemos, pautado na justiça social e na superação das opressões estruturais, exige que enfrentemos a realidade como ela se apresenta – em dados, em lutas e em corpos – e não através do véu da mística que historicamente serviu para pacificar os explorados diante de seus algozes.
A democracia, esse exercício constante de alteridade, é inerentemente profana porque pertence ao campo da disputa humana, não do desígnio divino. Ao classificar a busca por políticas públicas e o debate sobre a aprovação de um governo como corrosão, o senhor revela um medo profundo da autonomia do sujeito. A emancipação que buscamos, de orientação marxista e descolonial, passa justamente pela quebra desses grilhões simbólicos que o senhor defende. Não precisamos de misericórdia, mas de soberania; não precisamos de caridade, mas de direitos. Que a filosofia nos ajude a desconstruir essa sua moral para que possamos, enfim, construir uma ética da solidariedade concreta, onde a família seja o espaço do afeto livre e não uma instituição de controle e submissão.
Julia Andrade
25/04/2026
Padre Antônio, sua fala ressoa um anacronismo que ignora a própria natureza da democracia moderna e a pluralidade intrínseca ao tecido social brasileiro. Quando o senhor evoca a moral cristã como alicerce único, negligencia o fato de que o Brasil é um território forjado na diversidade e, muitas vezes, na violência simbólica e física contra quem não se encaixa nesse padrão normativo. A laicidade do Estado, que o senhor interpreta como corrosão, é, na verdade, o mecanismo de salvaguarda que permite que todas as fés — inclusive a sua — e a ausência delas coexistam sem que um grupo domine o aparelho de poder para impor sua cosmologia privada sobre a coletividade. Pesquisas como a da Atlas/Intel são ferramentas de leitura da realidade material; elas traduzem em dados o que o povo, em sua multiplicidade, está sentindo na ponta da política pública, algo que não pode ser substituído por abstrações teológicas quando falamos de gestão da vida comum.
É preciso questionar, também, o que se entende por esse retorno aos valores da família tradicional. Sob a ótica dos estudos de cultura e gênero, sabemos que esse conceito historicamente serviu como uma estrutura de confinamento para as mulheres e de exclusão para qualquer arranjo afetivo que escape ao patriarcado. No Brasil contemporâneo, as famílias são lideradas majoritariamente por mulheres, muitas delas negras e periféricas, cujas necessidades de sobrevivência e autonomia passam longe do ideal romântico e clerical proposto pelo senhor. Chamar a busca por direitos e a aferição estatística de ideologias mundanas é uma tentativa de deslegitimar o debate sobre cidadania e justiça social. Como argumenta a teórica Judith Butler, a precariedade da vida exige respostas políticas concretas, e não apenas o consolo metafísico que, embora importante no âmbito privado, não pode pautar a agenda de um governo que deve responder a mais de 200 milhões de cidadãos com as mais variadas trajetórias, identidades e urgências materiais.
Por fim, a misericórdia que o senhor clama deveria se manifestar na compreensão de que o poder não é uma concessão divina, mas um exercício de soberania popular. O foco na aprovação do governo não é um fetiche por números, mas a verificação do cumprimento de um contrato social que visa reduzir as abismais desigualdades de raça, classe e gênero que assolam nossa nação. Enquanto o senhor pede orações, nós, estudantes de cultura, feministas e movimentos sociais, exigimos transparência, dados e o fortalecimento de instituições que protejam a diversidade contra o avanço de um fundamentalismo que, em nome de Deus, tantas vezes ignora a dignidade humana das minorias políticas. O Brasil real é complexo demais para caber em um único livro sagrado; ele se manifesta na pluralidade das vozes captadas por essas estatísticas, e é lá que a verdadeira democracia se legitima.
João Carvalho
25/04/2026
Padre, é fundamental lembrar que a laicidade do Estado é a salvaguarda da própria democracia, impedindo que a esfera pública seja capturada por dogmas excludentes de qualquer natureza. As pesquisas são instrumentos de análise sociológica essenciais para compreendermos as urgências materiais e as desigualdades que afligem o povo brasileiro, as quais exigem políticas públicas concretas e não apenas cruzadas morais.
Maria Silva
25/04/2026
Pode fazer pesquisa com 5 mil ou com o rebanho inteiro, que o resultado na mesa do produtor continua amargo. Esse governo gasta mais tempo medindo aprovação do que tirando o estado do pescoço de quem carrega esse país no lombo.
Ricardo Almeida
25/04/2026
Maria, o abismo entre a métrica de gabinete e a realidade de quem produz é o sintoma clássico de um governo que confunde branding com gestão de fato. O problema é que, enquanto o Planalto se perde em amostragens para validar narrativas, a estrutura pesada do Estado continua asfixiando a base produtiva sem distinção ideológica.
Mariana Ambiental
25/04/2026
O amargo na mesa deve ser o gosto do agrotóxico, porque o agronegócio predatório nunca sobreviveu um dia sequer sem os bilhões em subsídios do Estado que você tanto critica. Quem realmente carrega o país e bota comida no prato é a agricultura familiar, o resto é só lucro concentrado e terra arrasada.
João Batista Alves
25/04/2026
Essas pesquisas modernas muitas vezes ignoram o clamor das famílias cristãs e de quem realmente carrega o Brasil nas costas com trabalho e fé. O que o povo quer não são números de aprovação, mas o retorno ao respeito pelos valores tradicionais e pela liberdade de empreender sem tantas amarras. Que o futuro nos traga uma liderança que coloque os princípios morais e a nossa fé acima de qualquer estratégia política.
Maria Antonia
25/04/2026
Podem fazer a pesquisa que quiserem, mas o que o setor produtivo sente é o peso de um estado que não para de gastar. Enquanto o foco está em 2026, quem carrega o país nas costas continua esperando menos burocracia e mais liberdade econômica. No fim das contas, o mercado é quem dá o veredito real.
Marcus Almeida
25/04/2026
Não adianta tentar maquiar a realidade com pesquisas, pois o povo cristão sente na pele o peso da corrupção e o desprezo desse governo pelos valores da família. A Bíblia nos ensina que nada há de oculto que não venha a ser revelado, e nenhuma narrativa esquerdista conseguirá esconder o desejo do brasileiro por liberdade econômica e ordem moral. O verdadeiro tabuleiro político de 2026 será definido por quem teme a Deus e trabalha com honestidade, não por amostragem de gabinete.
Clotilde Pátria
25/04/2026
Misericórdia, o comunismo está batendo na nossa porta e essas pesquisas compradas só servem para enganar o povo de bem! Amanhã mesmo eles vão implantar a ditadura e tomar nossas casas, está tudo planejado para destruir a família cristã. Que Deus tenha piedade da nossa nação e nos livre dessas garras malignas antes que seja tarde demais!
Clarice Historiadora
25/04/2026
Clotilde, sua histeria escatológica ignora que a propriedade privada é o alicerce do capital que você defende sem entender, conforme bem explica Heitor Cavalcanti em A Ontologia do Pânico Moral nas Democracias Periféricas. Enquanto você delira com invasões domésticas, a sociologia séria analisa dados reais de institutos que você sequer consegue ler o manual metodológico. Saia do grupo de oração do WhatsApp e tente ler algo que não tenha sido psicografado por um algoritmo de ódio.
Fernanda Oliveira
25/04/2026
Clotilde, o que realmente destrói as famílias brasileiras é a fome e a desigualdade, não esses fantasmas ideológicos que você usa para ignorar a dor do nosso povo. Enquanto você se perde em teorias da conspiração, a gente segue aqui na luta por um futuro onde a dignidade humana e a justiça social sejam realidade para todos.
Adriana Silva
25/04/2026
Pesquisa comprada pela China pra esconder o plano do comunismo global e do chip da vacina, Faz o L e Vai pra Cuba!
Francisco de Assis
25/04/2026
Minha cara, sua mente está obnubilada por fabulações de grupos de mensagens enquanto o Brasil recupera a altivez diplomática e a pujança que essa gente alienada da cabeça se recusa a enxergar. Enquanto você fantasia sobre chips, o governo Lula consolida nossa soberania nacional e devolve a dignidade ao povo brasileiro com dados concretos e barriga cheia.
João Augusto
25/04/2026
Prezada Adriana, seu comentário é um sintoma fascinante da estetização da política descrita por Walter Benjamin, onde o fetiche conspiratório substitui a análise concreta da dialética histórica. É lamentável que a crise de hegemonia produza tamanha alienação, reduzindo o debate público a um simulacro de realidade pautado pelo pânico moral e pelo profundo desconhecimento das estruturas do capital.
Jeferson da Silva
25/04/2026
Ô Adriana, acorda pra vida e larga esse zap que tá apodrecendo teu juízo com delírio de chip enquanto o trabalhador tá no chão de fábrica lutando pra não ser moído por patrão. É muito fácil berrar contra o comunismo sentada no sofá, mas quero ver você aguentar o tranco da linha de montagem sem o 13º e as férias que o seu capitão tentou destruir e a gente garantiu no braço.
Cecília Silva
25/04/2026
Enquanto você delira com teorias que não enchem a barriga de ninguém, a gente aqui no morro segue enfrentando a desigualdade real e o descaso que não é fruto de conspiração, mas de projeto. É muito fácil falar de chip de vacina quando não se tem a bota do Estado no pescoço todo dia.