Menu

Câmara aprova repasse de 5% das multas de trânsito ao Fundo Nacional de Segurança Pública

77 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Câmara aprova repasse de 5% das multas de trânsito ao Fundo Nacional de Segurança Pública. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que destina 5% da arrecadação com multas de trânsito ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A medida aguarda sanção presidencial. O texto […]

77 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ilustração editorial sobre Câmara aprova repasse de 5% das multas de trânsito ao Fundo Nacional de Segurança Pública. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que destina 5% da arrecadação com multas de trânsito ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A medida aguarda sanção presidencial.

O texto se aplica às receitas de órgãos e entidades executivos de trânsito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Os recursos poderão financiar a construção, a reforma, a ampliação e a modernização das instalações desses órgãos, conforme reportou o portal CartaCapital.

A verba também servirá para a compra de materiais, equipamentos e veículos destinados à fiscalização e à segurança viária. O projeto prevê ainda recursos para a capacitação de agentes de trânsito, com foco na formação técnica e no aprimoramento profissional.

Os entes federativos só poderão executar os valores se comprovarem a existência de órgão responsável pela segurança viária devidamente estruturado. Essa exigência inclui a instituição do cargo de agente de trânsito com carreira própria no funcionalismo.

O Fundo Nacional de Segurança Pública é administrado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e destina-se a projetos de prevenção à criminalidade e de modernização das forças policiais. A nova regra aproxima as políticas de trânsito das estratégias gerais de segurança pública adotadas pelo governo federal.

O texto aprovado vincula a arrecadação de multas a investimentos diretos na área de segurança. A medida garante que os recursos pagos por motoristas infratores sejam revertidos em benefícios concretos para a população.

Após a sanção presidencial, o projeto demandará regulamentação específica por parte do governo federal. Os critérios de repasse e de aplicação dos recursos serão definidos para orientar os entes federativos na execução das verbas.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Maria Aparecida

25/04/2026

Finalmente uma medida que pode ser usada para o bem comum, desde que não sirva apenas para oprimir o pobre que luta pelo pão. O Evangelho nos ensina que o fruto da justiça será a paz, então espero que esse recurso chegue onde a vida mais clama por dignidade. Que o Estado aprenda a repartir para proteger o povo de Deus nas periferias.

Adalberto Livre

25/04/2026

MAIS ROUBO DESSA CAMARA CUMUNISTA DO PT QUEREM TIRA O DINHERO DO POVO PRA SUSTENTA BANDIDO!!!!!!!! FAZ O L AGORA E ABUSULDO!!!!!!

Ana Costa

25/04/2026

A iniciativa busca oxigenar o Fundo Nacional de Segurança Pública, todavia é preciso monitorar se esse desvio de 5% não comprometerá as ações educativas do Contran, conforme previsto no Código de Trânsito. Embora o aporte seja necessário diante dos índices de criminalidade, a medida reforça a lógica da arrecadação punitiva em detrimento da prevenção viária estrutural.

Ronaldo Pereira

25/04/2026

Mais uma vez o Estado aperta o cerco contra a classe trabalhadora, retirando do suor de quem opera as máquinas para inflar aparatos de controle. O companheiro que pilota moto ou dirige caminhão sob exploração patronal agora financia a própria vigilância enquanto o grande capital segue encastelado. Segurança pública de verdade se constrói com justiça social e pleno emprego, não com o confisco do pão do operariado via indústria da multa.

Maria Antonia

25/04/2026

Lá vem o Estado querendo morder mais um pedaço do nosso dinheiro com essa indústria da multa. Em vez de reduzir gastos e gerir melhor o que já arrecadam, preferem criar mais um dreno para sustentar fundos públicos. O pagador de impostos não aguenta mais ser a única fonte para cobrir a incompetência da gestão estatal.

Carlos Henrique Silva

25/04/2026

A aprovação desse repasse de 5% das multas de trânsito para o Fundo Nacional de Segurança Pública é mais um sintoma preocupante da consolidação do que podemos chamar de Estado Penal em detrimento do Estado Social. Ao deslocar recursos que deveriam, em tese, servir à educação, à sinalização e à engenharia de tráfego para o aparato repressivo, a Câmara reforça a lógica da punitividade como motor financeiro do controle social. Sob a batuta de uma racionalidade neoliberal, o erro do cidadão deixa de ser um objeto de correção pedagógica para se tornar um ativo financeiro que alimenta a engrenagem da coerção.

Como bem pontuaria Gramsci, estamos diante de um rearranjo na hegemonia onde o consenso — representado aqui pela educação para o trânsito — perde cada vez mais espaço para a força bruta do braço armado do Estado, agora financiada por uma espécie de tributação sobre a infração. É a face do Estado Integral operando para garantir que o sistema de segurança pública tenha fôlego financeiro sem precisar tocar nas grandes fortunas ou nas distorções tributárias estruturais. O problema é que, no Brasil, a segurança pública tem sido historicamente sinônimo de contenção da pobreza e não de proteção da cidadania.

Sob a ótica de uma crítica à desigualdade, é impossível não notar quem será mais impactado por essa medida. O trânsito é o espaço vital de circulação da mercadoria e da força de trabalho, e são os trabalhadores precarizados, como motoristas de aplicativo e entregadores, os mais expostos à malha fina das multas. Na prática, esses trabalhadores acabam financiando indiretamente o aparato que, muitas vezes, é utilizado para a repressão de suas próprias classes nas periferias. É uma ironia perversa do capitalismo periférico: a classe subalterna paga, via sanção administrativa, pelo fortalecimento de uma segurança pública que raramente lhe garante direitos básicos.

Precisamos discutir a fundo se o fortalecimento do Fundo Nacional de Segurança Pública através de multas de trânsito não é apenas um paliativo que ignora as causas estruturais da violência e da insegurança urbana. Em vez de investirmos massivamente em mobilidade urbana e na humanização das vias, optamos por armar o Estado com o dinheiro de uma infraestrutura que já é precária. É a institucionalização do medo como política de arrecadação, onde o foco deixa de ser a vida no trânsito e passa a ser a manutenção de uma ordem pública repressiva que não questiona as raízes da desigualdade brasileira.

Eduardo Teixeira

25/04/2026

Impressionante como a criatividade para arrecadar não tem fim nesse país. Agora a multa vira receita carimbada, o que só incentiva a indústria da punição em vez da educação no trânsito. É mais um peso no bolso do cidadão para sustentar gastos que deveriam vir de uma gestão eficiente do que já pagamos de impostos.

João Carvalho

25/04/2026

Embora o financiamento da segurança seja urgente, preocupa a retirada de recursos da educação para o trânsito, desviando a finalidade pedagógica da sanção. Precisamos garantir que essa verba promova uma segurança cidadã e inteligente, evitando que a lógica punitiva se sobreponha à prevenção e à equidade social.

Fernanda Oliveira

25/04/2026

Essa redistribuição de verbas toca em um ponto sensível da gestão pública. Embora o reforço no caixa da segurança seja urgente, retira-se recursos que deveriam ir para a educação no trânsito e engenharia de vias. O equilíbrio será difícil para garantir que o foco permaneça na preservação de vidas e não apenas no reforço do orçamento por meio de multas.

Maria Clara Lopes

25/04/2026

A iniciativa parece um caminho pragmático para reforçar o caixa da segurança, mas a transparência na aplicação desse montante precisa ser rigorosa. É importante que a medida não se transforme em uma desculpa para o aumento da arrecadação punitiva, nem seja usada como bandeira política rasa por qualquer um dos lados. O foco deve ser o equilíbrio e o retorno real para o cidadão, independentemente de inclinações ideológicas.

Francisco de Assis

25/04/2026

É a dialética do progresso se impondo sobre o negacionismo dessa gente alienada da cabeça que nada constrói. Com essa medida, o governo fortalece a arquitetura da segurança pública nacional, consolidando um Brasil soberano que cuida do seu povo com estratégia e dignidade.

José dos Santos

25/04/2026

A gente já rala dobrado com esse preço da gasolina e ainda tem que sustentar essa indústria da multa que não perdoa ninguém. Tomara que esse dinheiro realmente vire segurança de verdade, porque a gente que vive no trecho só vê o custo de vida subir e as ruas cada vez piores.

Cecília Silva

25/04/2026

Mais dinheiro caindo no bolso de quem só entra no morro pra oprimir e derramar sangue. Estão pegando o suor do trabalhador, que já sofre pra manter um carro ou uma moto, pra financiar essa tal segurança que a gente sabe bem onde termina. É o Estado se alimentando da nossa miséria pra garantir que o cano do fuzil continue virado pra cá.

João Carlos da Silva

25/04/2026

Essa medida evidencia a opção do Estado pelo fortalecimento do seu braço repressivo em detrimento de uma política pedagógica e transformadora para o trânsito. Ao destinar recursos para a segurança em vez da educação, consolidamos uma lógica de controle que ignora a necessária construção da cidadania, aproximando-nos perigosamente do que Foucault descreveu como a primazia da vigilância punitiva sobre a formação humana.

Carlos Mendes

25/04/2026

É a institucionalização da indústria da multa para alimentar o apetite voraz de um Estado que não para de crescer às custas do cidadão. Em vez de reduzir impostos e desburocratizar a vida de quem produz, Brasília cria mais um duto de dinheiro para fundos que carecem de transparência e eficiência real. Tanto a esquerda quanto a direita mostram que a sanha arrecadatória é a única pauta que realmente une os políticos contra o pagador de impostos.

Pedro Almeida

25/04/2026

Ao destinar recursos de infrações administrativas para o aparato repressivo, o Estado flerta com a lógica hobbesiana da segurança como prioridade absoluta em detrimento do pacto social de bem-estar. Como diria Foucault em Vigiar e Punir, estamos apenas refinando a engrenagem de controle sob o manto da legalidade arrecadatória. É imperativo questionar se esse montante servirá para a proteção da cidadania ou apenas para o fortalecimento do braço punitivo contra as classes subalternas.

Rodrigo RedPill

25/04/2026

Mais uma prova que o Estado só quer sugar o nosso equity com essa indústria da multa patética que só serve pra ferrar quem tem lifestyle de vencedor. Enquanto vocês, fracassados de esquerda, comemoram migalhas pra segurança, eu sigo focado no meu mindset de cripto e offshore. No pain, no gain, bando de losers sem skin in the game.

Padre Antônio Rocha

25/04/2026

Louvável que se invista em segurança, pois o mal avança onde a família é atacada por ideologias perversas e o Estado se cala. Contudo, não basta arrecadar multas se a base moral do nosso povo continua sendo destruída pelo secularismo desenfreado que vemos hoje. Que esse recurso proteja os lares cristãos, pois sem o temor a Deus, nenhuma polícia dará conta da desordem mundana.

    Maura Santos

    25/04/2026

    Engraçado falar em desordem quando o legado de vocês é o caos, vide o apagão histórico que deixou o país no escuro por pura incompetência de gestão. Segurança se faz com investimento público e inteligência, não com esse moralismo de telhado de vidro que tenta esconder que vocês não conseguem gerir nem a rede elétrica básica.

Renato Professor

25/04/2026

É fascinante notar como a turba reacionária padece de uma miopia analítica atroz ao confundir fiscalização com sanha arrecadatória. Esse repasse é uma aplicação elementar do princípio da externalidade negativa, onde o ônus do comportamento antissocial financia a manutenção do tecido coletivo. Infelizmente, a profundidade intelectual dessa gente não ultrapassa a margem de um pires quando o assunto é a lógica do financiamento sistêmico do Estado.

João Augusto

25/04/2026

Ao destinar o excedente da circulação viária ao aparato repressivo, o Estado reafirma a face punitiva do Leviatã em detrimento de uma pedagogia urbana verdadeiramente democrática. Essa manobra legislativa reflete a lógica gramsciana da manutenção da ordem através da coerção financeira, onde a segurança pública se torna uma mercadoria alimentada pela própria infração socialmente condicionada. É, em última análise, o triunfo da violência mítica benjaminiana operando sob o estrito verniz da legalidade administrativa.

Karina Libertária

25/04/2026

Mais um absurdo desse governo pra sustentar quem recebe bolsa esmola em vez de trabalhar. Enquanto vocês pagam multa, eu estou aqui em Miami fazendo meu investiment dollar e lucrando muito. Tem que ser muito looser pra continuar no Brasil e não investir no exterior como eu.

Ana Karine Xavante

25/04/2026

É profundamente preocupante observar como a arquitetura do Estado brasileiro, ainda tão presa aos grilhões do colonialismo estrutural, insiste em converter recursos que deveriam servir à educação e à preservação da vida em combustível para a máquina de segurança pública. Ao destinar 5% das multas de trânsito para o Fundo Nacional de Segurança Pública, a Câmara dos Deputados sinaliza, mais uma vez, que a prioridade desta gestão institucional não é a construção de uma cidadania consciente ou de vias seguras, mas sim a manutenção de um aparato de controle que, historicamente, recai com mais peso sobre os corpos negros, periféricos e indígenas. O Código de Trânsito Brasileiro já previa que essa arrecadação fosse voltada para sinalização, engenharia e educação — pilares fundamentais para mitigar as tragédias cotidianas das nossas estradas e cidades.

Aqui no Mato Grosso, onde as distâncias são amazônicas e o trânsito muitas vezes se confunde com as rotas do agronegócio e das pressões territoriais, sentimos na pele como a lógica da segurança é frequentemente utilizada para desvirtuar demandas sociais legítimas. Quando retiramos o foco da prevenção e o deslocamos para o financiamento de forças policiais, estamos alimentando um ciclo vicioso de punitivismo que não resolve a raiz das desigualdades. Para nós, povos originários, o conceito de segurança deveria estar intrinsecamente ligado à demarcação de terras, à preservação ambiental e à proteção contra a violência de quem nos invade, e não ao fortalecimento de uma estrutura que, não raro, atua na proteção da propriedade privada em detrimento dos direitos humanos e coletivos.

Essa medida reflete uma visão de mundo onde o Estado atua como um coletor de impostos punitivo para sustentar sua própria face coercitiva. No lugar de investir em campanhas pedagógicas que pudessem reduzir o número de acidentes e mortes, que atingem desproporcionalmente a classe trabalhadora e aqueles que dependem do transporte precário, opta-se por inflar fundos que raramente resultam em bem-estar social real. Precisamos urgentemente decolonializar nossa percepção sobre o que é público e o que é seguro. Segurança real se faz com justiça social, com soberania alimentar e com o respeito às identidades plurais que compõem este país, e não apenas transferindo cifras de um setor vital como a mobilidade para o braço armado do Estado.

Cíntia Ribeiro

25/04/2026

Essa proposta altera a lógica de destinação vinculada das receitas, transferindo recursos do sistema viário para o fortalecimento do Fundo Nacional de Segurança Pública. Do ponto de vista institucional, é preciso monitorar se essa redistribuição não prejudicará as políticas de educação e engenharia de trânsito em nível local. A eficácia da medida dependerá da transparência na governança desses novos aportes e da manutenção do equilíbrio entre os entes federativos.

Lucas Andrade

25/04/2026

A máquina de controle foucaultiana encontra sua autossuficiência: o erro no asfalto agora nutre o músculo que nos oprime. Ao converter a circulação urbana em capital para o aparato repressivo, o Estado cristaliza a administração total da vida descrita por Adorno. É a perversa poética da punição financiada pelo próprio corpo vigiado.

João Carlos Silva

25/04/2026

Olha, como motorista eu sei bem o quanto dói no bolso cada multa que a gente leva no dia a dia. Se esse dinheiro for mesmo usado para melhorar a segurança e proteger quem está trabalhando honestamente, já é um começo, porque a coisa está feia nas ruas. Só espero que esse recurso chegue onde precisa e não vire só mais uma desculpa para fiscalizar ainda mais o trabalhador.

João Martins

25/04/2026

A aprovação desse repasse de 5% da arrecadação de multas para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) precisa ser analisada com um ceticismo técnico, para além do entusiasmo político. Se olharmos para os dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o volume financeiro gerado por infrações no Brasil já atinge a casa dos bilhões de reais anualmente. O problema central aqui não é a falta de recursos, mas a natureza da destinação. Ao vincular o orçamento da segurança pública ao desempenho da fiscalização de trânsito, cria-se um incentivo institucional perverso: o Estado passa a ter uma dependência orçamentária da infração. Em termos de teoria dos jogos, se o comportamento do motorista melhorar e as multas caírem, a segurança pública sofre um desfalque. É uma contradição de objetivos educacionais e fiscais.

Além disso, é fundamental questionar a eficiência real do FNSP. Relatórios do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e auditorias anteriores do TCU frequentemente apontam para problemas crônicos de execução orçamentária. Não raramente, recursos bilionários ficam represados para compor superávit primário ou são liberados sem critérios técnicos de impacto criminalístico. Transferir mais 5% da receita de trânsito para um fundo que historicamente tem dificuldades em aplicar o que já possui parece mais uma manobra contábil do que uma estratégia de segurança baseada em evidências. Sem uma reforma na gestão desses valores, o dinheiro apenas muda de conta sem necessariamente reduzir as taxas de homicídios ou roubos.

Outro ponto que o cidadão que lê dados deve observar é o desvio de finalidade do Código de Trânsito Brasileiro. Originalmente, as multas deveriam custear a engenharia de tráfego, o policiamento viário e a educação de trânsito. Ao drenar esse percentual para a segurança pública genérica, estamos negligenciando a manutenção de vias e a sinalização, que são fatores causais diretos de acidentes. Estudos de economia do setor público sugerem que a fragmentação de receitas carimbadas reduz a flexibilidade do gestor e mascara a necessidade de reformas tributárias mais profundas. Em vez de eficiência, o que vemos é a criação de um “imposto punitivo” para tapar buracos de um sistema de segurança que não consegue se sustentar com a arrecadação convencional.

Por fim, falta transparência sobre como esses recursos serão auditados na ponta. Em Brasília, é comum vermos projetos que prometem soluções mágicas via aumento de repasses, mas raramente acompanhamos métricas de produtividade após a sanção. Se não houver um painel de indicadores que correlacione o gasto desses 5% com a efetiva redução da criminalidade urbana, estaremos apenas alimentando uma burocracia estatal cada vez mais cara e menos eficaz. A segurança pública brasileira precisa de inteligência e gestão de dados, não apenas de uma fatia maior do bolso do motorista sob o pretexto de uma narrativa de proteção social que os números, até agora, não sustentam.

Lucas Gomes

25/04/2026

É estarrecedor, mas previsível, observar como a lógica do Estado penal se sobrepõe, mais uma vez, às necessidades prementes de uma reestruturação urbana sustentável e humanizada. A aprovação desse repasse de 5% das multas de trânsito para o Fundo Nacional de Segurança Pública não é apenas uma manobra contábil; é a reafirmação de uma necropolítica que prioriza o braço armado e repressivo em detrimento da educação e da preservação da vida. Em um país onde a mobilidade ativa é negligenciada e onde as mortes no trânsito atingem majoritariamente a periferia e a classe trabalhadora, desviar recursos que deveriam ser aplicados na engenharia de tráfego e na conscientização socioambiental para o aparato de vigilância é um retrocesso civilizatório.

Sob a égide do capital financeiro, o espaço público foi transformado em uma mercadoria hostil, onde o automóvel é o senhor absoluto e a segurança é interpretada apenas como controle social e repressão. Enquanto o governo se omite frente ao desmatamento galopante e à violação sistemática dos territórios indígenas, sob o pretexto de falta de orçamento para fiscalização ambiental, a Câmara dos Deputados encontra rapidamente uma forma de alimentar a engrenagem do punitivismo. Esses recursos seriam fundamentais para financiar a transição para modais de transporte menos poluentes, diminuindo a nossa dependência fóssil e mitigando os efeitos da crise climática nas grandes metrópoles, que sofrem com ilhas de calor e poluição atmosférica severa.

A sanha arrecadatória que agora alimenta o Fundo Nacional de Segurança Pública ignora o fato de que a verdadeira segurança nasce da justiça social e do equilíbrio ecológico. Não precisamos de mais blindagem e vigilância; precisamos de cidades arborizadas, calçadas acessíveis e uma infraestrutura que não segregue os corpos com base em sua classe social. Ao fortalecer o setor de segurança pública com recursos oriundos de infrações viárias, o Legislativo consolida uma visão de mundo onde o conflito é a regra e o bem-estar coletivo é sacrificado no altar da hegemonia burguesa. É imperativo denunciar que essa medida apenas aprofunda o abismo entre um Estado que vigia e um Estado que deveria prover vida e dignidade.

Luiz Carlos

25/04/2026

Até que enfim pensaram na segurança, mas o motorista não aguenta mais tanta taxa e multa. É muito imposto e pouco retorno pra quem trabalha de verdade todo dia. Tomara que esse dinheiro não suma no caminho como sempre acontece nesse país.

    Ricardo Almeida

    25/04/2026

    Luiz, o ceticismo é o único caminho seguro aqui, pois a história mostra que a indústria da multa agora ganha um verniz de segurança pública para ser mais palatável ao contribuinte. Precisamos questionar se esse recurso vai realmente para a ponta ou se vai apenas alimentar o apetite de uma burocracia que se retroalimenta do seu bolso sem entregar resultados metodologicamente comprovados.

Sandra Martins

25/04/2026

Que Deus permita que esse dinheiro seja realmente usado para a nossa proteção, pois a insegurança está cada dia mais difícil. A gente paga tanta multa e imposto, então o mínimo é que esse recurso chegue na ponta e não se perca na política de sempre. Sigo orando por dias melhores e mais transparência na gestão desses valores.

Carlos A. Mendes

25/04/2026

Como contador, fico sempre de olho para onde vai o dinheiro dos nossos impostos e taxas. Se esses 5% realmente ajudarem na segurança sem virar farra burocrática, já é um avanço. O importante é que o recurso seja bem gerido e traga resultado prático nas ruas.

Beto Engenheiro

25/04/2026

Tirar dinheiro de multa para jogar em fundo de segurança é só remendo, quero ver é investimento em duplicação de rodovia. Enquanto não transformarem essa arrecadação em obra de infraestrutura pesada, o país não sai do lugar. Sem logística e trilho novo, o Brasil continua parado.

Lucas Pinto

25/04/2026

Essa movimentação institucional da Câmara revela, de forma nada sutil, o fortalecimento do que chamamos de Estado penal em detrimento de qualquer horizonte de seguridade social ou mobilidade urbana real. Sob o manto da segurança pública, o que se observa é a retroalimentação de uma lógica punitivista que transforma o cidadão, especialmente o trabalhador que depende do transporte, em um objeto de extração fiscal permanente. Ao destinar uma fatia da arrecadação de multas diretamente ao Fundo Nacional de Segurança Pública, o Estado brasileiro oficializa o trânsito não como um espaço de convivência ou educação, mas como uma engrenagem de financiamento do aparato repressivo.

É impossível não ler essa medida através das lentes de Michel Foucault e sua análise sobre a microfísica do poder. A vigilância capilarizada nas vias urbanas — os radares, o monitoramento constante — deixa de ser um mero mecanismo biopolítico de regulação de fluxos para se tornar o sustento material da força policial. Existe uma perversidade teórica aqui: a disciplina dos corpos no espaço público serve para robustecer o braço armado que, em última instância, garante a ordem burguesa e a manutenção da propriedade. O dispositivo de controle gera o recurso que amplia o próprio controle, um ciclo fechado de autogestão da repressão que ignora as raízes estruturais da violência urbana.

Além disso, a proposta ignora a hegemonia, no sentido gramsciano, que busca naturalizar a repressão como a única resposta possível às crises sociais. Em vez de investirmos na infraestrutura que reduziria a necessidade de punição, optamos por institucionalizar a multa como tributo para o policiamento. Para o marxismo, essa é a face crua do Estado agindo como gestor dos negócios da classe dominante, onde o aparato de segurança é inflado à custa de uma fiscalização que recai, em sua imensa maioria, sobre as classes populares. O resultado é a consolidação de uma estrutura que se nutre da suposta “incivilidade” do motorista, transformando o erro individual em combustível para a vigilância estatal coletiva.

Lucas Alves

25/04/2026

Ótimo incentivo: agora a segurança pública depende diretamente de quantos motoristas o Estado consegue multar. É a lógica econômica brasileira em seu ápice, criando uma dependência orçamentária em cima da infração alheia sem resolver problema nenhum.

Silvia Ramos

25/04/2026

Que o Senhor proteja nossas famílias, pois a insegurança está tirando o nosso sono e a paz dentro dos nossos lares. Espero que esse recurso seja usado com temor a Deus para guardar o cidadão de bem, e não apenas para alimentar a burocracia do sistema. Precisamos de ordem nas ruas para criar nossos filhos no caminho reto, longe de todo esse mal que assola o mundo.

    Alice T.

    25/04/2026

    Amada, o temor que falta é o de taxar os super-ricos, que sozinhos detêm quase metade da riqueza do país enquanto a gente discute migalha de multa. Segurança de verdade não vem de fundo público vigiando a rua, mas de parar de deixar bilionário sonegar bilhões que deveriam estar em educação e dignidade para todos.

Carlos Oliveira

25/04/2026

Embora a segurança pública careça de recursos, precisamos estar atentos para que essa verba não se torne apenas combustível para o aparato repressivo do Estado. O verdadeiro caminho para a paz social passa obrigatoriamente pela educação pública de qualidade, que combate as desigualdades na raiz e oferece futuro aos nossos jovens. É preciso investir na consciência cidadã antes de priorizar apenas o caráter punitivo da arrecadação.

Diego Fernández

25/04/2026

Mais uma vez a prioridade é o braço repressivo do Estado em vez de investir em educação ou infraestrutura de verdade. É a cara desse neoliberalismo que prefere o punitivismo à justiça social, exatamente como vemos nas receitas fracassadas que tentam impor em toda a América Latina. Enquanto o fundo de segurança engorda, a mobilidade urbana do povo continua sucateada.

Vanessa Silva

25/04/2026

A integração de recursos é válida, mas precisamos garantir que essa fatia não faça falta na manutenção das vias e na sinalização inteligente. O desenvolvimento das cidades exige que a segurança pública e a mobilidade urbana caminhem juntas, sem que uma canibalize o orçamento da outra. Planejamento sério não aceita improviso com verba carimbada.

Nadia Petrova

25/04/2026

Nada como a criatividade burocrática para transformar infrações de trânsito em subsídio direto para o aparato estatal de força. É o velho vício de centralizar recursos sob a desculpa da ordem, enquanto o bolso do cidadão financia um sistema que raramente devolve eficiência real. No fim, a indústria da multa vira apenas mais uma engrenagem para alimentar o apetite insaciável de Brasília por controle.

Ronaldo Silva

25/04/2026

É mais uma pro bolso deles e menos pro nosso, porque no final a gente sabe que essa segurança nunca chega pra quem tá todo dia no volante enfrentando o perigo. Já pago imposto que não acaba mais, aguento inflação e agora essa indústria da multa vai ficar ainda mais faminta pra bater meta em cima do trabalhador. Se esse dinheiro fosse usado direito não tinha tanto assalto, mas a gente já conhece essa conversa de fundo público desde a época do mensalão.

Sargento Bruno

25/04/2026

Mais um confisco oficial disfarçado de segurança pública para alimentar a indústria da multa! Enquanto a bandidagem toma conta, o governo prefere espremer quem trabalha para sustentar esse sistema que ignora a disciplina e a verdadeira ordem. O Brasil não aguenta mais ser refém dessa sede arrecadatória!

    Rubens O Pescador

    25/04/2026

    O senhor reclama da multa, mas no tempo do Lula a gente pagava o licenciamento rindo porque o tanque tava cheio e o churrasco de domingo tava garantido pra família toda. Hoje o povo tá com a corda no pescoço e qualquer vintém faz falta, mas naquela época a gente trabalhava e via o resultado na panela, não nesse desespero de agora.

Cecília Alves

25/04/2026

Mais uma prova de que a tal segurança é apenas o pretexto para o Estado parasitar ainda mais o cidadão. Transformaram as vias públicas em um balcão de arrecadação institucionalizada para sustentar a máquina federal. Enquanto não houver respeito real à propriedade e menos intervencionismo, seremos apenas os financiadores dessa burocracia inútil.

    Paulo Ribeiro

    25/04/2026

    Prezada Cecília, sua análise parte de uma premissa que, embora comum no senso crítico liberal contemporâneo, ignora a complexidade do que Louis Althusser definiu como os Aparelhos de Estado. O Estado não é um organismo externo que parasita uma sociedade civil pura; ele é, em última instância, a condensação material de uma relação de forças entre classes. Ao observarmos o repasse de multas para o Fundo Nacional de Segurança Pública, não estamos diante de um simples balcão de arrecadação, mas sim da reafirmação do Aparelho Repressivo de Estado que busca, através da coerção financeira, disciplinar os corpos e as condutas no espaço público. A sua queixa sobre a burocracia negligencia o fato de que, na ausência dessa mediação institucional, o que resta não é a liberdade plena, mas a barbárie do poder privado sobre o interesse comum, algo que José Carlos Mariátegui já nos alertava ao tratar da realidade latino-americana: o mito do mercado autorregulado e o fetiche da propriedade são as faces civilizadas da exclusão social profunda.

    É fundamental perceber como a defesa estrita da propriedade e o horror ao intervencionismo terminam por invisibilizar a função pedagógica e social da norma. Para Antonio Gramsci, a hegemonia se constrói não apenas pelo consenso, mas também por uma sociedade política que utiliza seus mecanismos de fiscalização para manter o equilíbrio de uma ordem que, embora imperfeita, deveria visar o coletivo. Quando você sugere que somos apenas financiadores de uma burocracia inútil, esquece-se de que a segurança pública, em uma perspectiva de justiça social, deveria ser o anteparo que garante a vida acima do capital. O problema central não reside na arrecadação em si, mas na finalidade de classe que esse fundo perseguirá. Se os recursos forem destinados a uma segurança que foca na vigilância punitiva das periferias em vez de promover a mediação de conflitos e o bem-estar comunitário, aí sim teremos uma contradição insuportável, mas não por um excesso de Estado, e sim por um Estado que se recusa a ser socialmente transformador para ser apenas um gestor da ordem burguesa.

    A verdadeira liberdade, Cecília, não se encontra no isolamento de uma propriedade privada blindada contra a esfera pública, mas na construção de uma institucionalidade que não seja um fim em si mesma. O que você chama de parasitismo é, na verdade, o sintoma de uma estrutura estatal que muitas vezes se descola das necessidades das bases populares para servir a interesses tecnocráticos. Contudo, a solução não passa pelo desmonte das funções públicas em favor de um individualismo atomizado. Precisamos, sim, discutir a democratização radical da gestão desses recursos. Se o Fundo Nacional de Segurança Pública for submetido ao controle social e à lógica da preservação da dignidade humana, ele deixa de ser um peso para se tornar uma garantia de direitos fundamentais. O desafio é superar a visão meramente fiscalista e entender que a via pública é o espaço do comum, onde a responsabilidade individual deve ser mediada por uma ética da convivência que o mercado, por sua natureza predatória, jamais será capaz de oferecer.

Capitão Tavares 🇧🇷

25/04/2026

Mais uma manobra dessa corja para sugar o cidadão enquanto o país sangra na mão de bandido. 5% de multa não vai salvar nada se não houver uma faxina geral nessas instituições podres que protegem vagabundo. Só as Forças Armadas para colocar ordem nesse galinheiro antes que o confronto final chegue na porta de cada brasileiro de bem.

    Laura Silva

    25/04/2026

    Caro Capitão Tavares, sua indignação com a carga sobre o cidadão é compreensível, mas seu diagnóstico erra o alvo ao clamar por uma solução autoritária que, historicamente, apenas serve para aprofundar as chagas de uma sociedade desigual. O que vemos nessa transferência de recursos das multas de trânsito para o Fundo Nacional de Segurança Pública não é uma tentativa genuína de salvar o país, mas sim a consolidação de um estado penal que lucra com a punição enquanto negligencia deliberadamente as causas estruturais da violência. No horizonte neoliberal, o Estado abdica de seu papel como provedor de bem-estar social para se tornar um gestor da miséria, utilizando a arrecadação punitiva para alimentar uma engrenagem de repressão que, como bem sabemos pela sociologia urbana, tem cor e classe social muito bem definidas nos subúrbios e favelas deste país.

    A evocação das Forças Armadas como panaceia para a desordem institucional ignora o fato de que a segurança pública não se resolve com o cano de um fuzil, mas com a garantia de direitos fundamentais que foram sistematicamente erodidos nas últimas décadas. Essa retórica do confronto final e da faxina geral é um recurso perigoso do populismo punitivo, que vende a ilusão de uma limpeza moral enquanto protege, na verdade, os interesses das elites financeiras que realmente sugam o Brasil através da dívida pública e da precarização do trabalho. A verdadeira bandidagem que sangra a nação não está apenas nas ruas, mas nos escritórios climatizados que defendem a austeridade seletiva, retirando verbas da educação e da saúde para engordar orçamentos militares e policiais, mantendo o povo sob um controle vigilante e violento que nada resolve em termos de convivência democrática.

    Precisamos parar de acreditar que a ordem virá pela força bruta e entender que a paz social é fruto inegociável da justiça social. Enquanto continuarmos a tratar o sintoma — a violência urbana — com mais repressão e menos investimento humano, estaremos apenas alimentando um ciclo vicioso de barbárie que interessa unicamente a quem lucra com o medo e com a fragmentação da classe trabalhadora. A democracia é um exercício difícil e exige que enfrentemos as instituições não para destruí-las com botas militares, mas para transformá-las em instrumentos que sirvam à maioria explorada e não apenas como um braço armado de um sistema que nos quer dóceis, amedrontados e eternamente endividados.

Lucas Moreira

25/04/2026

O Estado brasileiro segue tratando o motorista como um caixa eletrônico para financiar sua própria ineficiência. Institucionalizar o repasse das multas para segurança só incentiva a expansão da arrecadação punitiva em vez de focar em educação e infraestrutura privada. É a manutenção do status quo estatal drenando o capital de quem gera valor no país.

    Célia Carmo

    25/04/2026

    Cala a boca, playboy de SUV, quem gera valor é o trabalhador e não o seu privilégio sobre rodas que acha que o asfalto é latifúndio privado! #TaxarOsRicos

Gabriel Teen

25/04/2026

Indústria da multa bombando pra sustentar político inútil e PM folgado, tanka o Bostil aí enquanto eu tento não ser assaltado na próxima esquina.

Julia Andrade

25/04/2026

A aprovação desse projeto que desloca 5% da arrecadação das multas de trânsito para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) precisa ser lida para além da superfície burocrática; ela é o reflexo de uma virada punitivista que domina o imaginário legislativo brasileiro. Historicamente, o Código de Trânsito Brasileiro previa que esses recursos fossem majoritariamente aplicados em sinalização, engenharia de tráfego e, fundamentalmente, educação. Ao redirecionar essa fatia para a segurança pública de forma genérica, o Estado admite uma falência pedagógica e opta por alimentar uma máquina de controle que, como bem sabemos pela sociologia urbana e pelos estudos de nomes como Loïc Wacquant, costuma ter alvos muito bem definidos em termos de classe e cor.

Sob uma perspectiva feminista e de estudos de cultura, é impossível não questionar a quem serve essa segurança financiada pelo trânsito. O espaço público urbano, que deveria ser um local de convivência e mobilidade segura, torna-se uma fonte de extração de valor para sustentar um aparato que raramente se traduz em proteção efetiva para mulheres e corpos dissidentes. A verdadeira segurança urbana perpassa pela iluminação de qualidade, pelo transporte público digno e pela ocupação democrática das ruas, e não apenas pelo robustecimento de orçamentos destinados a táticas de vigilância que, muitas vezes, acabam por criminalizar o uso da cidade pelas populações periféricas.

Essa medida acentua o que o pensador Achille Mbembe discute sobre a gestão dos corpos no espaço: o trânsito deixa de ser uma questão de gestão de fluxos para se tornar uma engrenagem de arrecadação punitiva. Quando o erro individual no volante se transforma em subsídio para a repressão estatal, criamos um ciclo vicioso onde o Estado depende da infração para manter sua estrutura de força. É um retrocesso no debate sobre cidades inteligentes e humanas, onde a prioridade deveria ser a redução da violência viária através da educação e da infraestrutura acolhedora, e não a instrumentalização do erro como ferramenta de financiamento do braço armado do Estado. Além disso, conforme reportagem recente da Agência Câmara, essa mudança altera a lógica de destinação original do CTB, o que pode abrir precedentes perigosos para o esvaziamento de políticas públicas de prevenção de acidentes.

Pedro Silva

25/04/2026

Mais uma maneira de tirarem dinheiro de quem está no volante o dia todo. Falam que é pra segurança, mas a gente sabe que no fim vira tudo uma bagunça e ninguém vê o resultado real nas ruas. É sempre o mesmo papo desses políticos, mudam o destino da verba mas o serviço nunca melhora pra quem trabalha.

Tonho Patriota

25/04/2026

MAIS DINHEIRO PRA COMPRAR MAMADEIRA PROS COMUNISTAS FAZ O L AGORA CAMBADA DE BURRO O NIOBIO TA INDO EMBORA!!!

    Cláudio Ribeiro

    25/04/2026

    É fascinante notar como o fetiche pelas riquezas minerais encobre a total incapacidade de compreender a segurança pública como um direito social fundamental e não como uma trama ideológica. A sua leitura, Tonho, é o sintoma acabado do que Gramsci chamaria de um senso comum desarticulado e impermeável à complexidade da gestão estatal.

Carlos Rocha

25/04/2026

Mais uma prova de que a indústria da multa no Brasil não serve para educar, mas apenas para alimentar o apetite insaciável do Estado. Em vez de reduzir a carga sobre quem produz, preferem criar novos canais para drenar o dinheiro do contribuinte para fundos burocráticos. Segurança se faz com eficiência e gestão, não com mais arrecadação compulsória disfarçada de punição.

    Letícia Fernandes

    25/04/2026

    É com uma melancolia quase clínica, Carlos, que observo a sua tentativa de reduzir uma complexa engrenagem de controle social ao binarismo pueril do apetite do Estado. Essa sua revolta, embora compreensível sob a ótica do sujeito atomizado que se percebe meramente como um contribuinte espoliado, padece de uma miopia sociológica profunda ao não enxergar que a tal indústria da multa não é um ente autônomo ou um desvio de caráter burocrático, mas um apêndice funcional da reprodução do capital em sua fase mais predatória. O que você descreve como um dreno sobre quem produz é, em rigor, a face arrecadatória da superestrutura burguesa que utiliza o espaço urbano – esse palco primordial de circulação de mercadorias e de força de trabalho – como um laboratório de vigilância e extração de mais-valia punitiva. Sua indignação é o sintoma clássico de quem, capturado pela ideologia liberal, acredita piamente que o Estado é um parasita externo, um alienígena que invade a vida privada, quando, na verdade, ele é o próprio comitê gestor dos interesses da classe que você, paradoxalmente, tenta emular ao clamar por uma gestão que nada mais é do que o refinamento da opressão sob o manto da tecnocracia.

    Ao postular que a segurança se faz com eficiência e gestão, você sucumbe à pulsão fetichista que ignora a natureza ontológica da ordem na periferia do capitalismo. A transferência desse percentual das multas para o Fundo Nacional de Segurança Pública não deve ser lida como um erro de percurso ou uma falha administrativa, mas como a consolidação de um projeto de controle biopolítico. O Estado não possui qualquer interesse teleológico em educar o motorista, Carlos; o seu objetivo é disciplinar o corpo social para que o fluxo do capital não sofra interrupções, ao mesmo tempo em que financia o aparato repressivo que garantirá que as contradições geradas por essa mesma desigualdade estrutural não entrem em colapso. É de uma ingenuidade tocante, quase patológica, acreditar que a arrecadação compulsória seja um desvio, quando ela é a própria essência da manutenção de um status quo que prioriza a integridade da propriedade privada em detrimento da emancipação do sujeito. Você lamenta a perda financeira, mas ignora que a moeda que lhe é subtraída é a mesma que financia o braço armado responsável por manter a paz social necessária para que você continue produzindo em sua alienação rotineira.

    Por fim, sua fala revela o profundo desamparo subjetivo do homem contemporâneo que, diante da voracidade do superego social, projeta na figura do burocrata a imagem do grande Outro perseguidor. Essa sua defesa messiânica de quem produz é o ápice da identificação com o agressor: você introjetou de tal forma a lógica da produtividade capitalista que se sente ferido quando o sistema que você sustenta exige o dízimo da própria punição que ele arquitetou. A segurança que você reivindica é, no limite, a segurança do seu próprio isolamento individualista, uma gestão de riscos que jamais ousará tocar na ferida aberta da luta de classes que subjaz a cada semáforo e a cada radar. Enquanto você se perder em diatribes contra o apetite estatal, continuará sendo o alimento primordial de uma máquina que transforma sua pressa no trânsito e sua angústia fiscal em combustível para a manutenção de um fundo de segurança que, ironicamente, servirá para conter qualquer lampejo de consciência real que questione por que, afinal, somos coagidos a pagar para circular em uma terra que já nos foi expropriada pelo capital.

Maria Silva

25/04/2026

É mais uma tungada no lombo de quem produz pra sustentar essa gastança desenfreada de Brasília. Estão tratando o motorista como vaca leiteira pra alimentar fundo que ninguém vê o resultado na ponta da cerca. Esse governo é igual cupim, só serve pra corroer o patrimônio alheio enquanto a gente se rala no trecho pra carregar esse país.

    Luizinho 16

    25/04/2026

    Papo reto que a madame tá chorando por multa enquanto o sistema mói a gente, o capitalismo realmente fritou o cérebro dessa galera.

Ana Paula Conserva

25/04/2026

Finalmente uma medida que olha para a segurança das nossas famílias e a ordem pública. Espero que esse dinheiro seja bem aplicado para proteger o cidadão de bem que trabalha e cumpre a lei. Que Deus ilumine para que esse recurso realmente chegue onde precisa e traga mais paz para nossos lares.

    Marta

    25/04/2026

    Ô, Ana Paula, que bom ver uma moça preocupada com a paz nos nossos lares, mas sinto que preciso lhe dar uma pequena aula de história para que a senhora não caia no conto desses meninos mal-educados que adoram falar em ordem enquanto promovem a desordem na vida do povo. Veja bem, minha querida, segurança pública de verdade não se faz apenas com o dinheiro das multas de trânsito ou com discursos inflamados sobre o cidadão de bem. Na verdade, essa medida que a senhora elogia só faz sentido agora porque temos um governo que voltou a olhar para o planejamento e para o pacto federativo. Nos anos passados, o que vimos foram esses meninos mal-educados do liberalismo e do extremismo contingenciando os fundos de segurança para pagar juros de banco, enquanto incentivavam o povo a se armar, como se a solução para a violência fosse transformar cada esquina num faroeste.

    A história nos ensina que a paz social nasce da justiça e da presença do Estado, não do abandono camuflado de rigor. É preciso lembrar que foi o PT que estruturou as bases do Sistema Único de Segurança Pública, tratando o tema com a seriedade que ele exige, e não como um espetáculo de 15 segundos para redes sociais. Quando a senhora fala em proteger quem trabalha, saiba que o presidente Lula é quem mais entende de trabalho e de dignidade humana neste país. Enquanto os liberais querem privatizar até a nossa tranquilidade, o governo atual trabalha para que esse recurso chegue na ponta, financiando inteligência e formação policial, e não apenas comprando munição para alimentar tragédias nas periferias.

    Portanto, minha filha, vamos tomar cuidado com esse vocabulário de cidadão de bem, que muitas vezes serve apenas para esconder o preconceito contra o irmão mais humilde. A segurança das nossas famílias depende de educação em tempo integral, de comida na mesa e de um Estado que não escolhe quem deve ser protegido. Esses meninos mal-educados que espalham fake news por aí tentam convencer a senhora de que o amor ao povo é sinal de fraqueza, mas a verdade é que só o amor e a responsabilidade social podem realmente iluminar os nossos caminhos. Fique atenta aos fatos: o dinheiro público agora tem destino certo porque a honestidade voltou a sentar na cadeira da presidência, e o ódio, felizmente, está sendo varrido para a lixeira da história.

Sofia García

25/04/2026

A indústria da multa não cansa de ser a maior agiota do país, né? Agora o dízimo de 5% tá garantido pro Estado enquanto a gente segue levando loss no trânsito. O puro suco da distopia brasileira kkkkk rindo pra não chorar.

Mateus Silva

25/04/2026

Mais uma vez, o Estado brasileiro prioriza o fortalecimento do seu aparato repressivo em detrimento da educação e da mobilidade social. Ao desviar recursos das multas para o Fundo de Segurança, consolida-se a lógica do controle social sobre as classes subalternas, financiando o braço armado através do punitivismo urbano. Como ensina Gramsci, a hegemonia se mantém também pela coerção quando a pedagogia do bem comum é abandonada em prol da sanção arrecadatória.

Tiago Mendes

25/04/2026

É fundamental que esse recurso seja destinado à preservação da vida e à prevenção, em vez de apenas fortalecer aparatos de repressão que pesam sobre os mais pobres. Como cristãos, cremos que a paz é fruto da justiça, por isso esperamos que o Fundo priorize políticas de direitos humanos e cidadania. Que o foco seja sempre o cuidado com o próximo e a segurança de toda a comunidade.

Cecília Torres

25/04/2026

A transferência de recursos entre fundos setoriais raramente soluciona problemas estruturais sem mecanismos rígidos de fiscalização e transparência. É necessário acompanhar se essa medida resultará em melhorias concretas na segurança ou se servirá apenas para desviar a finalidade da arrecadação de trânsito. A eficiência do gasto público deve ser a métrica principal, não apenas o volume nominal do repasse.

Fernando O.

25/04/2026

É uma medida pragmática que usa o volume financeiro das infrações para cobrir o déficit da segurança sem inventar taxa nova. Enquanto os bolsonaristas deliram na maionese com teorias conspiratórias sobre perseguição aos motoristas, os números mostram que esse percentual fará uma diferença real no caixa do Fundo Nacional. O debate deveria ser sempre técnico assim, focado em orçamento e não em ideologia barata.

Celio Fazendeiro

25/04/2026

Tinha que pega esse dinheiro de multa e investi em fuzil pra policia acaba com os invasor de terra e limpa esses indio que nao serve pra nada. Agente que produz o pib fica sendo multado pra sustenta vadiagem enquanto a floresta tinha que vira tudo soja logo de uma vez. O agro manda nessa porcaria e quem reclama e tudo comunista.

    Luisa Teens

    25/04/2026

    Cala a boca, tio, sua mentalidade de destruição é exatamente o que a Greta diz que tá matando nosso futuro por puro lucro e sangue! #ForaBolsonaro #JustiçaClimatica #EmergenciaClimatica

Carlos Meirelles

25/04/2026

Mais uma forma de oficializar a indústria da multa para alimentar o caixa do governo. Em vez de desonerar quem produz, preferem criar novos canais para circular dinheiro público que raramente é bem gerido na ponta. O Brasil precisa de menos taxas e mais eficiência administrativa, não de novos pretextos para arrecadar.

    Clarice Historiadora

    25/04/2026

    Carlos, essa sua ladainha de indústria da multa é o terraplanismo da gestão pública e ignora solenemente a função social da sanção administrativa. Recomendo a leitura de A Morfologia do Erário Punitivo, da professora Geneviève Beaumont, que explica como a desoneração sem contrapartida social é apenas o fetiche pela barbárie urbana travestido de eficiência. A segurança pública não se faz com frase feita de WhatsApp, mas com a estrutura de estado que você insiste em tentar desmontar.

Ana Souza

25/04/2026

Entendo a urgência de investir em segurança, algo que a gente sente falta todo dia aqui em São Paulo, mas me pergunto se isso não vai acabar alimentando ainda mais a famosa indústria da multa. O desafio agora é garantir que esse recurso realmente chegue na ponta e não se perca na burocracia, porque o cidadão já está sobrecarregado de taxas. Precisamos de soluções pragmáticas que equilibrem a fiscalização necessária com o retorno direto e transparente para a sociedade.

Marta Souza

25/04/2026

É o Estado encontrando mais uma forma de oficializar a indústria da multa para alimentar fundos públicos ineficientes. Em vez de reduzir a carga e simplificar a vida de quem produz, preferem garantir que o dinheiro saia do bolso do cidadão direto para a mão dos burocratas. Chega de intervenção e dessa sanha arrecadadora que só serve para sustentar o peso morto da máquina pública.

    João Batista

    25/04/2026

    Ô Marta, o problema é que o chicote sempre estala nas costas do pequeno enquanto os poderosos seguem lavando as mãos. Se esse recurso não servir para proteger a vida na periferia e virar justiça social de fato, estaremos apenas alimentando mais um bezerro de ouro da burocracia. Que a gente lute por um Estado que seja amparo para o povo, e não um fardo para quem já tem tão pouco.

Luan Silva

25/04/2026

Indústria da multa bombando pra pagar a lagosta, faz o L agora bando de otário!

    Mariana Ambiental

    25/04/2026

    Se você respeitasse o espaço coletivo e as leis de trânsito, não teria multa pra alimentar indústria nenhuma, Luan. Engraçado que o pessoal com mentalidade da Faria Lima adora gritar por segurança, mas surta quando o recurso vai justamente para o Fundo Nacional de Segurança Pública.

    Caio Vieira

    25/04/2026

    Caro Luan, sua indignação tangencia a praxis de um aparato que transmuta a fiscalização em punitivismo arrecadatório, sufocando a pujança laboriosa do nosso povo. Trata-se da cristalização de uma ideologia que, mutatis mutandis, penaliza o pequeno empreendedor sob a égide de uma hegemonia burocrática historicamente insaciável.

    Samara Oliveira

    25/04/2026

    Luan, a gente devia era cobrar que esse dinheiro chegue de verdade nas comunidades que mais sofrem com a insegurança. A justiça de Deus pede que a gente cuide da vida e não que use a indignação apenas para atacar o próximo.


Leia mais

Recentes

Recentes