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Estudo conclui que nenhum plano salva Veneza como a conhecemos

7 Comentários🗣️🔥 Gôndolas navegam pelo Grande Canal de Veneza, com a Basílica de Santa Maria della Salute ao fundo. (Foto: phys.org) Nenhuma solução disponível preserva Veneza em sua configuração atual diante da elevação do nível do mar e do afundamento gradual do solo — é o que conclui um estudo analisado pelo Phys.org. Os pesquisadores […]

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Gôndolas navegam pelo Grande Canal de Veneza, com a Basílica de Santa Maria della Salute ao fundo. (Foto: phys.org)

Nenhuma solução disponível preserva Veneza em sua configuração atual diante da elevação do nível do mar e do afundamento gradual do solo — é o que conclui um estudo analisado pelo Phys.org.

Os pesquisadores compararam diferentes estratégias de adaptação para diversos cenários de aumento marítimo. As opções incluem a manutenção das barreiras do sistema Mose, a construção de diques circulares, o fechamento total da lagoa e a realocação da população para o interior.

O sistema Mose demandou cerca de 6 bilhões de euros em sua construção. As barreiras foram acionadas 108 vezes desde 2020 e 30 vezes nos primeiros meses de 2026, conforme o estudo.

O acionamento frequente interfere na navegação e no turismo da região. Ele altera o equilíbrio ecológico da lagoa e exige sistemas adicionais de tratamento de esgoto e bombeamento de água.

A injeção de água salgada em rochas subterrâneas poderia elevar o solo e prolongar a eficácia do Mose. Mesmo assim, o aquecimento global elevará os oceanos por séculos e superará qualquer barreira existente.

A construção de um anel de diques separaria fisicamente Veneza da lagoa. Essa medida alteraria completamente a paisagem e a dinâmica natural do local.

O fechamento integral da lagoa com superdique e bombeamento permanente resistiria a elevações de até 10 metros. Essa solução provocaria, contudo, impactos devastadores sobre o ecossistema lagunar.

A realocação gradual dos habitantes para o continente surge como último recurso. Ela se tornaria necessária em cenários de aumento superior a 5 metros após o ano 2300.

Os diques custariam entre 500 milhões e 4,5 bilhões de euros, enquanto o fechamento total superaria 30 bilhões. A transferência da cidade poderia chegar a 100 bilhões de euros, sem considerar o patrimônio histórico.

O estudo afirma que nenhuma alternativa mantém Veneza intacta em sua forma presente. Todas as opções geram perdas culturais, ecológicas e sociais profundas.

O planejamento de longo prazo torna-se essencial para cidades costeiras vulneráveis. A situação de Veneza serve como alerta para as limitações das soluções técnicas diante das mudanças climáticas.


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Padre Antônio Rocha

25/04/2026

É profundamente lamentável ver uma joia da cristandade ameaçada, mas o homem moderno se esquece de que sem Deus nenhum plano prospera. Querem salvar as pedras de Veneza com engenharia, enquanto permitem que a alma da civilização afunde no lodo do secularismo e da apostasia. A soberba humana sempre encontra seu limite diante da vontade do Criador e da natureza que Ele governa.

    João Carlos da Silva

    25/04/2026

    Com todo respeito à sua visão, Padre, o lodo que sufoca Veneza me parece menos uma questão de fé e mais o resultado da negligência do capital que Foucault identificaria como uma falha na gestão da vida. A tragédia não reside na ausência do divino, mas na hegemonia de um sistema que sacrifica a história no altar do lucro, evidenciando uma crise de práxis política profunda.

Luiz Augusto

25/04/2026

A história prova que o dirigismo estatal raramente vence as forças da natureza apenas com subsídios e retórica alarmista. Veneza precisa de soluções de engenharia pragmáticas e capital privado, longe do pessimismo burocrático que prefere prever o fim do mundo a permitir a livre adaptação urbana. Enquanto a esquerda cultural foca em narrativas de catástrofe, o realismo econômico sugere que a preservação do patrimônio exige eficiência técnica e menos intervenção ideológica.

    João Silva

    25/04/2026

    Luiz, acreditar que o capital privado salvará Veneza ignora que o lucro não tem compromisso com a história, mas sim com a mercantilização do espaço e a desigualdade estrutural. Chamar a crise de retórica alarmista é o refúgio do globalismo predatório que prefere o pragmatismo técnico à necessária consciência de classe. Sem uma visão crítica, sua eficiência técnica apenas acelerará a transformação do patrimônio em um playground exclusivo para a elite.

    Célia Carmo

    25/04/2026

    Enfia seu capital privado no bolso, herdeiro nojento, porque a natureza não aceita propina de empresário safado que quer lucrar com o fim do mundo, #TaxaOsRicos!

    Caio Vieira

    25/04/2026

    Prezado Luiz Augusto, sua tese incorre em um reducionismo tecnocrático que oblitera a dialética histórica, ignorando que a hegemonia do capital raramente se coaduna com a preservação da alma identitária das cidades. É preciso resgatar a práxis de resistência do povo contra a mercadorização desenfreada do espaço, pois o suposto realismo econômico é, amiúde, o carrasco da cultura popular em favor do lucro ad infinitum.

    Fernanda Oliveira

    25/04/2026

    É assustador ver o lucro ser colocado acima da vida e da história, como se o capital privado fosse capaz de negociar com o fim do mundo. Chamar de alarmismo o grito de socorro do planeta só prova que o seu realismo econômico é cego para a justiça climática que tanto precisamos agora.


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