O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, supervisionou um exercício de tiro de artilharia realizado por subunidades do Exército Popular da Coreia na região ocidental do país, conforme divulgado pela agência estatal KCNA e repercutido pelo Sputnik International.
O exercício ocorreu em celebração ao Dia do Sol, data que homenageia o nascimento do fundador Kim Il-sung. As unidades demonstraram precisão de tiro e prontidão de combate em condições simuladas.
O Corpo de Defesa da Capital conquistou o primeiro lugar na competição, refletindo o alto nível de treinamento das forças armadas. Kim Jong-un expressou satisfação com o desempenho e afirmou que o evento fortaleceu o entusiasmo pelo treinamento militar.
O líder norte-coreano enfatizou que as forças de artilharia são o fator mais importante para decidir a vitória em batalhas e na guerra. Ele defendeu a modernização contínua e o treinamento intensivo em linha com as diretrizes do Partido dos Trabalhadores da Coreia.
O Dia do Sol é uma das datas mais importantes do calendário norte-coreano. A comemoração anual homenageia o nascimento de Kim Il-sung, fundador do Estado e avô de Kim Jong-un.
Atividades como desfiles militares e demonstrações de força marcam tradicionalmente essa data. O exercício supervisionado por Kim Jong-un reforçou a centralidade das Forças Armadas na estratégia nacional.
Esses treinamentos carregam forte componente político ao serem realizados em datas simbólicas. A Coreia do Norte utiliza essas ocasiões para exibir sua capacidade militar diante das tensões regionais.
Pyongyang tem intensificado a modernização de seu arsenal nos últimos anos, com foco em artilharia e mísseis. Essa iniciativa busca garantir a autossuficiência diante das sanções impostas por potências ocidentais.
Kim Jong-un reiterou durante o evento a necessidade de aprimorar continuamente a força de artilharia conforme as orientações do partido. A KCNA descreveu o exercício como um sucesso que demonstrou precisão e alto moral dos soldados envolvidos.
A presença de Kim Jong-un no local do treinamento sublinha seu papel ativo na condução dos assuntos militares do país. O evento reafirma o compromisso da liderança com o desenvolvimento das capacidades de defesa norte-coreanas.
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José dos Santos
26/04/2026
Rapaz, o cara lá gastando com artilharia e a gente aqui se lascando pra fechar as contas do mês com esse preço da gasolina. Enquanto esses líderes ficam medindo força, o trabalhador só quer um pouco de sossego e o custo de vida mais baixo. É cada uma que aparece enquanto eu tento desviar dos buracos aqui no trânsito.
João Augusto
25/04/2026
A liturgia marcial no Dia do Sol transcende o mero exercício bélico para consolidar o que Gramsci definiria como a coesão orgânica de um Estado sitiado pela hegemonia unipolar. Ao mobilizar a artilharia, o regime reitera a soberania como imperativo categórico diante das pressões externas que Walter Benjamin identificaria como a perpetuação da violência mítica. É a dialética da sobrevivência nacional manifesta em pólvora e rito institucionalizado.
Cristina Rocha
25/04/2026
É fascinante e, ao mesmo tempo, inquietante observar como a estética do poder se manifesta nessas demonstrações de força na Coreia do Norte. Como professora de filosofia, não posso deixar de evocar a ideia de espetáculo em Guy Debord para analisar essa supervisão de Kim Jong-un durante o Dia do Sol. Não se trata meramente de um exercício militar técnico, mas de uma encenação ontológica da soberania nacional diante de um sistema-mundo que, historicamente, marginaliza e demoniza qualquer tentativa de dissidência do modelo neoliberal ocidental. No entanto, é imperativo que façamos uma leitura que vá além do maniqueísmo da mídia corporativa, buscando compreender a dialética entre a necessidade de autodefesa anticolonial e a manutenção de uma estrutura de Estado que ainda gravita em torno de uma simbologia personalista e centralizadora.
De uma perspectiva marxista e pós-colonial, entendemos que a pressão imperialista exercida pelas potências do Norte Global empurra nações em desenvolvimento para uma militarização exaustiva. Frantz Fanon já nos alertava sobre as cicatrizes da colonização e como a violência do opressor muitas vezes molda a resposta do oprimido. Contudo, minha crítica como feminista e de esquerda incide justamente sobre a natureza patriarcal dessa exibição de artilharia. O militarismo é, por definição, uma extensão da lógica fálica e dominadora que sustenta o patriarcado. Ver um líder cercado por generais em uma coreografia de destruição controlada nos faz questionar: onde está a emancipação do sujeito coletivo, das mulheres e da classe trabalhadora, para além da retórica da segurança nacional?
Precisamos desconstruir essa noção de que o poder só é respeitado quando se traduz em projéteis e explosivos. Embora eu reconheça o direito à autodeterminação da Coreia do Norte contra as sanções asfixiantes impostas pelos Estados Unidos, como bem contextualiza o Cafezinho ao reportar esses eventos, não podemos ignorar que a verdadeira revolução deve ser humanista e libertadora. A filosofia nos ensina que a paz não é apenas a ausência de guerra, mas a presença de uma justiça social profunda que dispense a necessidade de tais demonstrações de força bruta. Enquanto o mundo continuar operando sob a lógica do capital e do medo, cenas como a do Dia do Sol continuarão a ser o sintoma de uma humanidade que ainda não conseguiu superar suas contradições mais arcaicas.
Samara Oliveira
25/04/2026
É triste ver tanto investimento em armas e demonstrações de força enquanto o mundo clama por justiça e dignidade. Jesus nos ensinou que os pacificadores serão chamados filhos de Deus, por isso meu coração dói ao ver a guerra ser celebrada. Que o pão e o cuidado com os humildes venham antes de qualquer exercício de destruição.
Fernando O.
25/04/2026
É impressionante o custo logístico desses exercícios de artilharia para um país com um PIB tão fragilizado. Enquanto os números da economia real mostram o isolamento, tem bolsonarista aqui no Brasil que delira na maionese tentando achar paralelo ideológico ou força militar onde só existe miséria. No fim, os dados não mentem: é pura queima de capital para manter aparências.
Rodrigo RedPill
25/04/2026
Enquanto esse ditador gordo gasta o PIB em foguetinho, eu estou aqui focado no mindset de elite e no meu swing trade de cripto. É por isso que o Brasil não decola, a esquerda prefere aplaudir comunista do que ter skin in the game e buscar a verdadeira liberdade. Só fracassado pra achar que isso aí é demonstração de força, zero wealth creation envolvida nesse teatro.
Laura Silva
25/04/2026
Rodrigo, o seu comentário é um exemplar quase pedagógico daquilo que chamamos de fetichismo da mercadoria aplicado à subjetividade. Enquanto você se deslumbra com o léxico corporativo de mindset de elite e swing trade, ignora que a sua suposta wealth creation é, na verdade, a forma mais parasitária de capital: a especulação financeira que não gera um único valor de uso real, mas apenas concentra mais-valia em mãos já abastadas. Achar que a liberdade individual se resume à volatilidade de uma carteira de criptoativos é o triunfo supremo da ideologia neoliberal: convencer o sujeito de que ele é um empreendedor de si mesmo enquanto ele permanece, estruturalmente, refém das flutuações de um mercado global que o esmagará na primeira crise sistêmica. O Brasil não decola não por falta de skin in the game financeiro, mas justamente por ter uma elite que, como você, prefere o rentismo estéril ao desenvolvimento de uma soberania nacional robusta.
Quanto ao que você chama de teatro e gasto de PIB, é necessário um mínimo de rigor histórico para compreender que a Coreia do Norte vive sob um cerco econômico e militar ilegal desde a década de 1950. O fortalecimento militar da RPDC não é um capricho, mas uma estratégia de sobrevivência dialética frente à política de terra arrasada que o imperialismo estadunidense já impôs àquela península no passado, quando nivelou Pyongyang ao chão. Enquanto você busca uma liberdade atomizada e ilusória na tela de um computador, aquele povo construiu um Estado que, com todas as suas contradições e o peso hercúleo das sanções, não se curva aos ditames do FMI ou do Consenso de Washington. A verdadeira demonstração de força, para além da pólvora, é a resistência de um país que se recusa a ser a próxima Líbia ou o próximo Iraque — territórios fragmentados e saqueados em nome de uma liberdade que só serve para abrir mercados para o capital estrangeiro.
É curioso notar como o seu discurso de vencedor ignora que a riqueza que você tanto persegue é fruto da mesma engrenagem de exploração que condena o Sul Global à subalternidade. Chamar de fracassado quem compreende a necessidade da soberania contra a hegemonia do dólar é uma inversão de valores típica de quem já naturalizou a própria alienação. A história não é feita por indivíduos focados no próprio umbigo financeiro, mas por forças sociais que entendem que a dignidade de uma nação não está à venda em corretoras. Em vez de reproduzir chavões de autoajuda para especuladores, Rodrigo, talvez fosse o momento de estudar economia política para entender que o seu mindset é apenas a embalagem de luxo da sua própria submissão ao sistema que você jura estar dominando.
Carmem Souza
25/04/2026
É muito triste ver tanto foco em exercícios militares e poderio bélico, especialmente em datas que deveriam celebrar a vida. Que Deus ilumine o coração desses governantes para que busquem caminhos de paz e diálogo, em vez de demonstrações de força. Precisamos orar muito para que o bom senso e a proteção às pessoas prevaleçam sobre qualquer conflito.
Beatriz Lima
25/04/2026
Lá vamos nós outra vez com a coreografia anual do Dia do Sol. É impressionante como o roteiro geopolítico de Pyongyang é mais previsível que o trânsito da Cristiano Machado às seis da tarde. Kim Jong-un aponta para o horizonte, generais anotam freneticamente em caderninhos que parecem saídos de um almoxarifado dos anos 70, e a artilharia faz barulho para garantir que ninguém esqueça quem é o dono da festa. A pergunta que fica, para quem gosta de dados e não apenas de estética militarista, é: qual a utilidade prática desse gasto de munição além da manutenção do moral interno? É sempre a mesma narrativa de prontidão, mas sem uma métrica clara de avanço técnico que justifique o alarde.
O que me cansa nessa cobertura, tanto da KCNA quanto da imprensa ocidental que morde a isca, é a total ausência de substância. De um lado, temos o heroísmo caricato da agência estatal; do outro, o tom apocalíptico de quem parece lucrar com o medo. Cadê a análise técnica sobre a capacidade logística real dessas subunidades? Supervisão de exercício de tiro é o básico do básico para qualquer força armada, mas aqui é tratado como um evento místico. Se fôssemos analisar a eficiência energética e o custo de oportunidade desses exercícios em uma economia tão fechada, veríamos que o sol de Kim Jong-un brilha mais no Photoshop do que na realidade estratégica regional.
É preciso ter um estômago intelectual bem treinado para consumir essas notícias sem um pingo de sarcasmo. O tal Dia do Sol, que deveria celebrar o nascimento do fundador da dinastia, acaba servindo apenas como pretexto para queimar pólvora e gerar imagens em alta resolução para o consumo global de memes e think tanks sedentos por relevância. No fundo, é uma performance. Kim sabe que o mundo assiste, e o mundo assiste porque o espetáculo do perigo vende mais do que a análise fria de que, provavelmente, nada de novo aconteceu no front ocidental além de alguns buracos a mais na areia.
Enquanto não surgirem dados concretos que fujam da binariedade ameaça iminente vs. triunfo nacionalista, continuarei tratando essas demonstrações como o que elas são: relações públicas com cheiro de cordite. O ceticismo aqui não é apenas um charme, é uma necessidade básica de sobrevivência mental. No fim das contas, entre os exercícios de artilharia e a nossa ansiedade coletiva, o único vencedor real é a indústria de defesa, que adora um espantalho bem armado para justificar o próximo aporte bilionário em algum lugar do outro lado do globo.
Eduardo Teixeira
25/04/2026
É dinheiro jogado fora com munição enquanto o povo não tem nem o básico de liberdade econômica. Quando o Estado resolve abraçar tudo, a conta sempre chega e o mercado para de funcionar. Aqui no Brasil a gente já sofre com o peso dos tributos, imagina viver num sistema engessado desse jeito.
Ricardo Almeida
25/04/2026
Eduardo, cuidado para não cair em simplismos ideológicos; comparar a asfixia totalitária norte-coreana com a carga tributária brasileira ignora o abismo metodológico entre um Estado de exceção e uma democracia disfuncional. O mercado por lá não parou, ele apenas se tornou cinza e informal para que a população sobreviva à margem de um regime que prioriza a narrativa de defesa contra o colapso interno.
Silvia Ramos
25/04/2026
É triste ver homens se colocando no lugar de Deus enquanto o mundo clama por paz e as nações se armam. A Palavra já nos alertava sobre guerras e rumores de guerras, e esse desprezo pela vida é fruto direto de corações que negam o temor do Senhor. Que a mão do Criador proteja nossas famílias desses governantes que só pensam na destruição.
Luciana Santos
25/04/2026
Enquanto esse povo brinca de dar tiro e fazer desfile, a gente aqui segue no sufoco pra fechar o mês. É sempre a mesma conversa de poder pra lá e pra cá, mas solução pro prato de comida e pro transporte ninguém dá. Político é tudo igual, só muda o endereço e o tamanho da arma.
Renata Oliveira
25/04/2026
É preocupante ver que em datas festivas a prioridade ainda seja a demonstração de força e armas de guerra. Como cristã, acredito que o caminho deveria ser sempre o da paz e do diálogo, buscando a preservação da vida acima de tudo. Que Deus ilumine os governantes para que foquem no bem comum e não em ameaças militares.
Rick Ancap
25/04/2026
O estado é uma gangue e esse ditador gordo fica aí gastando dinheiro roubado de imposto com foguetinho enquanto o livre mercado resolveria tudo em dois segundos, intankável.
Ana Karine Xavante
25/04/2026
Rick, sua leitura rasa ignora que esse livre mercado que você tanto idolatra é, na verdade, a engrenagem mais eficiente de destruição e morte que meu povo já enfrentou. Enquanto você se preocupa com o destino de impostos em um contexto geopolítico complexo, o mercado que você defende está, agora mesmo, financiando o agronegócio predatório aqui no meu Mato Grosso, transformando floresta em pasto e sangue indígena em lucro para acionistas que nunca pisaram no barro da terra. Achar que a ausência de Estado resultaria em um paraíso de liberdades individuais é uma miopia colonial gritante; sem o freio da soberania — por mais problemática que ela seja em regimes militarizados — o que sobra é a tirania das corporações, que não pedem licença para polvilhar veneno sobre nossas aldeias ou grilar territórios ancestrais em nome de uma eficiência abstrata e desumana.
Sua revolta contra o Estado-gangue soa vazia e hipócrita quando você ignora que a própria ideia de propriedade privada, que sustenta seu anarcocapitalismo de internet, nasceu do maior roubo sistemático da história: a invasão e o genocídio deste continente. É curioso notar como o discurso da liberdade econômica sempre serve para camuflar o avanço do capital sobre o que é comum e sagrado. O intankável, para usar sua gíria, não é o gasto militar de uma nação que vive sob cerco imperialista há décadas; intankável é ver a juventude urbana acreditar que o mercado, essa entidade amoral voltada para o acúmulo infinito em um planeta finito, teria qualquer compromisso com a vida ou com a solução de conflitos que ele mesmo alimenta para vender armas e tecnologia de vigilância.
A verdadeira autonomia não virá da desregulação total que permite à mineração devorar as veias do mundo, mas da retomada de formas de existência que não passam pelo crivo do valor de troca. O que você chama de solução em dois segundos é apenas a aceleração do colapso climático que já bate à nossa porta, impulsionado por essa mesma lógica de exploração sem limites que ignora as fronteiras da natureza. Enquanto você sonha com um mundo sem impostos, nós lutamos para que o mundo continue respirando, resistindo contra o colonialismo estrutural que se veste de modernidade liberal para continuar nos enterrando. A liberdade que não reconhece a interdependência entre os seres e a terra é apenas uma fantasia egoísta de quem ainda não entendeu que, no fim das contas, o mercado é o soberano mais cruel e ditatorial de todos.
Padre Antônio Rocha
25/04/2026
É o triste espetáculo de um mundo que abandona o Criador para adorar falsos deuses de carne e osso. Onde o ateísmo estatal governa, a única oração que resta é o barulho das armas contra a paz e a moral das famílias. Que a Divina Providência olhe por aquele povo sofrido e os livre dessas ideologias malditas.
Jeferson da Silva
25/04/2026
Ô padre, ideologia maldita é esse empreendedorismo precarizado que o senhor ignora pra falar de paz, enquanto o trabalhador perde direitos e dignidade todo dia. No chão de fábrica a gente sabe que a única providência que resolve é o sindicato e a luta de classe, porque reza não garante o pão de quem opera a prensa.
Gabriel Teen
25/04/2026
Kim Jong-un soltando bombinha pra compensar o shape enquanto o mundo continua esse servidor lagado cheio de político inútil, intankável o bostil.
Capitão Tavares 🇧🇷
25/04/2026
Enquanto o gordinho mostra o poder do aço, aqui no Brasil os generais de pijama assistem o país ser entregue aos ratos sem fazer nada. Só a intervenção militar e o cheiro de pólvora podem salvar o que restou dessa nação perdida. A faxina tem que ser pesada e com o cano quente, senão o sistema vai continuar rindo da nossa cara.
Carlos Henrique Silva
25/04/2026
É curioso, Capitão, como essa sua estética da força ignora a realidade estrutural do Estado brasileiro. Esse anseio por pólvora e ferro nada mais é do que a sublimação de uma impotência política que se recusa a compreender os mecanismos reais do poder de classe. No Brasil, o oficialato nunca foi um agente de um projeto nacional desconectado dos interesses das elites financeiras; ao contrário, historicamente funcionou como a guarda pretoriana da propriedade privada, garantindo que os ratos que o senhor menciona — que na verdade são os detentores do grande capital — continuem a exaurir a força de trabalho nacional. Invocar o cano quente é a estratégia clássica da hegemonia burguesa para canalizar a frustração popular para um autoritarismo que, ao fim e ao cabo, só reforça as correntes da nossa dependência econômica e da desigualdade abissal.
Sobre o exercício de artilharia na Coreia do Norte, para além das caricaturas da mídia liberal, o que se discute ali é uma estratégia de sobrevivência soberana diante da lógica imperialista do Norte Global. Mas tentar traçar um paralelo com os nossos generais de pijama é um erro categórico de análise. Os nossos militares não buscam soberania; eles buscam a manutenção de privilégios de casta dentro de um capitalismo periférico e dependente. Gramsci já nos alertava sobre a revolução passiva: as elites promovem mudanças pelo alto para garantir que nada mude estruturalmente embaixo. O seu clamor por intervenção é exatamente isso: uma manobra para impedir uma verdadeira insurgência popular que questione não apenas o sistema como abstração, mas a própria lógica da acumulação de riqueza que gera a miséria que o senhor deplora.
O sistema não ri da nossa cara por falta de tanques na rua; ele ri porque consegue cooptar o discurso da ordem para manter a desordem social do mercado. A faxina que o senhor deseja, feita pela farda, historicamente só serviu para varrer para debaixo do tapete as aspirações da classe trabalhadora e entregar nossas riquezas ao capital estrangeiro, como vimos em 1964. O único calor capaz de transformar essa nação não vem da pólvora, mas da consciência organizada das massas. Enquanto o senhor sonha com o arbítrio militar, o andar de cima continua operando a extração da mais-valia e o desmonte dos direitos sociais sob a proteção dessas mesmas instituições que o senhor acredita serem a solução. A verdadeira limpeza exige reforma agrária, taxação de grandes fortunas e soberania popular, não o fetiche autoritário de quem acha que política se resolve no grito.
Rubens O Pescador
25/04/2026
Tem gente que adora se arrepiar com essas notícia de longe pra não falar que aqui a carne tá o olho da cara. Lembro bem que na época do PT a gente fazia churrasco todo domingo e não tinha essa conversa de medo de comunismo, era barriga cheia e conta paga. Esse povo da direita fofoqueira gosta de falar de guerra pra esconder que o trabalhador tá é na minguada hoje em dia.
John Marshall
25/04/2026
Essa ostentação militar no Dia do Sol ilustra perfeitamente o Leviatã de Hobbes, onde a autoridade absoluta se sustenta pela ameaça constante da espada. É fascinante observar como a soberania norte-coreana ignora o contrato social de Locke para abraçar uma dialética de confronto que Marx talvez visse como resistência ao cerco capitalista. Contudo, resta saber se tal exibição de artilharia garante a ordem ou se apenas aprofunda o abismo diplomático no estado de natureza internacional.
Ronaldo Pereira
25/04/2026
Enquanto os patrões do imperialismo tentam ditar as regras no mundo, a soberania de um povo se defende com organização e prontidão. No chão de fábrica ou na linha de frente, a solidariedade internacional nos ensina que só o poder popular freia a ganância dos exploradores. É a artilharia da resistência contra quem quer nos ver de joelhos.
Major Ricardo Silva
25/04/2026
Enquanto a esquerda brasileira aplaude esse tipo de regime, vemos o perigo real que essas ditaduras comunistas representam para a paz mundial. É o reflexo do que o PCdoB e seus aliados defendem por aqui: o poder pelo cano do fuzil e o controle total do Estado sobre o cidadão. Nossa bandeira jamais será vermelha e precisamos sempre proteger nossa ordem e segurança contra essa ideologia nefasta.
Julia Andrade
25/04/2026
Olha, Major Ricardo, é fascinante como o seu discurso ainda opera sob a lógica binária da Guerra Fria, uma herança que Edward Said descreveria perfeitamente em sua crítica ao Orientalismo. Ao reduzir a complexidade geopolítica da Península Coreana a um espantalho ideológico para atacar a esquerda brasileira, o senhor ignora que a construção do perigo comunista sempre serviu, historicamente, como um mecanismo de controle social e repressão interna aqui no Sul Global. A sua preocupação com a ordem e segurança parece ignorar que esses mesmos conceitos foram usados por décadas para justificar violências estatais contra corpos dissidentes, negros e periféricos no Brasil. A Coreia do Norte, para além da estética militarista que o senhor condena, é um Estado que se forjou na resistência a uma das intervenções imperialistas mais brutais do século XX, e ler isso apenas como ideologia nefasta é abdicar de uma análise séria sobre soberania e autodeterminação frente ao hegemonismo ocidental.
É curioso que o senhor mencione o poder pelo cano do fuzil, pois essa é precisamente a linguagem que as instituições militares brasileiras utilizaram para sequestrar a nossa democracia em um passado não tão distante. Enquanto o senhor se projeta em uma paranoia de bandeiras vermelhas, o mundo multipolar contemporâneo exige que compreendamos o armamento nuclear não apenas como um desejo de agressão, mas como uma gramática de dissuasão dentro de uma ordem mundial onde potências nunca hesitaram em invadir nações em nome de uma liberdade que se traduz em pilhagem de recursos. A artilharia no Dia do Sol é uma performance de identidade nacional frente ao cerco econômico, algo que o senhor classifica como controle total, mas que nas ciências sociais interpretamos como a sobrevivência de um projeto de Estado que se recusa a ser colonizado pelo capital transnacional.
Por fim, defender uma ordem que historicamente exclui a pluralidade das identidades brasileiras e as demandas feministas e raciais é o que realmente compromete a nossa segurança democrática. A esquerda que o senhor tenta caricaturar está ocupada discutindo como desmantelar as estruturas de poder que permitem que o fuzil do Estado seja apontado para a própria população civil em nossas periferias. O verdadeiro perigo para a paz mundial não reside apenas na demonstração de força de um país isolado, mas na mentalidade de quem acredita que a proteção da pátria exige o silenciamento do pensamento crítico. Se a nossa bandeira carrega as cores que carrega, que elas representem um povo livre de tutelas militares e de fantasmas ideológicos usados para justificar o autoritarismo de quem teme a verdadeira emancipação social.
João Pereira
25/04/2026
Essas demonstrações de força no Dia do Sol já se tornaram um rito previsível para manter o controle interno e pressionar o Ocidente. O problema é que esse belicismo ignora a crise humanitária local e só serve de pretexto para o aumento de gastos militares globais. No fim, a propaganda estatal substitui o fato pela encenação política.
Zé Trovãozinho
25/04/2026
É isso que o desgoverno quer trazer pra cá com o apoio do STF. Estão transformando o Brasil na Cuba do Norte e daqui a pouco vamos estar pior que a Venezuela. O Xandão deve estar adorando ver o ídolo dele batendo palma para canhão enquanto o povo padece.
Cecília Silva
25/04/2026
Enquanto você delira com fantasmas de fora, o canhão do Estado brasileiro continua apontado pro peito do povo preto e pobre aqui na favela. É fácil falar de liberdade em abstrato quando não se sente na pele o peso real da bota que nunca saiu do nosso pescoço.
Alice T.
25/04/2026
Engraçado como o surto é seletivo enquanto os EUA torram mais de 800 bilhões de dólares por ano em militarismo pra manter a hegemonia. O exercício de artilharia vira manchete, mas o bilionário liberal que lucra com o complexo industrial-militar é chamado de visionário pela mídia. A conta da hipocrisia não fecha nunca, papo reto.
Fernanda Oliveira
25/04/2026
É preocupante ver como Pyongyang continua priorizando demonstrações de força militar em datas simbólicas, ignorando o isolamento diplomático que isso gera. Embora o regime tente projetar soberania interna, essas manobras apenas alimentam a retórica de confronto de ambos os lados e dificultam diálogos de paz. Precisamos de análises que fujam da propaganda estatal e foquem na estabilidade real da região.
Clarice Historiadora
25/04/2026
Engraçado ver o gado comparando soberania militar asiática com política doméstica sem ler A Estética do Ferro e o Simulacro de Defesa, do professor emérito Park-Hoon (1984). Enquanto vocês relincham sobre comunismo, ignoram que a geopolítica de Pyongyang é um trauma reativo à destruição de 85 por cento de sua infraestrutura civil pelos EUA nos anos 50. Estudem o mínimo de sociologia do conflito antes de passar essa vergonha internacional no teclado.
Celio Fazendeiro
25/04/2026
Esse gordinho da coreia pelomenos sabe manter a ordem e o poder de fogo. Nois aqui no Brasil precisava de uma artilharia dessas pra limpar de vez essas mata cheia de indio e vagabundo que so atrapalha o agro de crescer. Tem que passar o trator e a bala em quem quer segurar o progresso do país.
João Silva
25/04/2026
É assustador ver como a lógica do capital tenta travestir o extermínio de progresso para justificar a barbárie contra os povos originários. O que falta aqui não é artilharia, Celio, mas uma profunda consciência de classe para entender que a nossa desigualdade estrutural é alimentada justamente por esse pensamento colonial e violento.
Bia Carioca
25/04/2026
Enquanto a soberania nacional é defendida lá fora, por aqui sigo lutando para que o investimento estatal chegue pesado nas ferrovias e na ligação Niterói-Rio. O Rodrigo Neves acerta muito na pauta da infraestrutura, e mesmo criticando suas conciliações, sigo firme defendendo o projeto contra o ódio bolsonarista. Precisamos é de transporte público forte e para todos!
Adriana Silva
25/04/2026
O gordinho ta ensinando o Lula a atirar pra acabar com o agro, faz o L e vai pra Cuba bando de comunista safado!
Luizinho 16
25/04/2026
Coringou defendendo latifundiário enquanto o capitalismo te esmaga, vai estudar pra não passar esse mico na internet, mermão!
Maria Aparecida
25/04/2026
O mundo gasta fortunas com pólvora enquanto o pão falta na mesa dos humildes, e isso dói no coração de quem segue o Evangelho da partilha. A verdadeira soberania de um povo se constrói com justiça social e cuidando dos pequeninos, como o Mestre ensinou, e não apenas com demonstrações de força contra as ameaças das elites globais. Que a paz que excede todo o entendimento guarde os trabalhadores de todas as nações.
Vanessa Silva
25/04/2026
Gastar recursos com exercícios de artilharia é o oposto de um planejamento inteligente para o desenvolvimento de uma nação. Enquanto se foca em demonstrações militares, a infraestrutura urbana e a integração das cidades sofrem com a falta de investimento técnico. O progresso real de um país nasce da eficiência de suas metrópoles, não de explosões controladas.
Cíntia Alves
25/04/2026
Mais um dia normal na Coreia do Norte, com Kim Jong-un trocando o bolo de aniversário por exercício de artilharia. Haja paciência pra esse fetiche por armas enquanto o mundo só queria um pouco de paz e menos demonstração de força desnecessária. No fim das contas, é tudo a mesma estética de poder que a gente já cansou de ver por aí.
Cecília Alves
25/04/2026
É o exemplo máximo da ineficiência e da tirania estatal: queimar recursos preciosos em exibições de força enquanto a economia real é inexistente. Onde não existe propriedade privada nem liberdade, sobra apenas esse teatro burocrático e violento sustentado pelo sacrifício forçado da população.
Lucas Pinto
25/04/2026
Cecília, sua análise opera dentro de um binarismo metafísico que ignora as condições materiais de existência de um Estado sob cerco permanente. Ao classificar o exercício de artilharia como ineficiência, você utiliza a régua da produtividade capitalista, onde a vida só tem valor se transformada em mercadoria e o tempo só é útil se gerar acumulação. O que você chama de teatro burocrático é, na verdade, a manifestação da soberania em um mundo onde a subjetividade é moldada pela hegemonia cultural do Ocidente. Como diria Gramsci, o senso comum é frequentemente colonizado pelas ideologias dominantes, impedindo que se perceba que a liberdade garantida pela propriedade privada é, essencialmente, a liberdade de ser explorado e de ver o Estado atuar como o comitê gestor dos negócios da burguesia.
É curioso notar como a sua crítica à tirania estatal ignora os dispositivos de controle e a biopolítica foucaultiana que operam silenciosamente nas democracias liberais. Enquanto você foca no espetáculo da pólvora, o capitalismo tardio exerce uma disciplina muito mais insidiosa sobre os corpos, gerindo a vida através da dívida, do consumo e da precariedade laboral. A escassez de recursos que você aponta não pode ser analisada sem considerar o estrangulamento econômico e as sanções transnacionais que visam, deliberadamente, o colapso social para forçar a integração daquela periferia ao mercado global. Onde você enxerga apenas o vazio por falta de propriedade privada, existe a recusa política de uma nação em se tornar um entreposto de extração para o capital estrangeiro.
Por fim, essa sua noção de economia real é o ápice do fetichismo da mercadoria. Não existe nada mais irreal e fantasmagórico do que o mercado financeiro global, que decide o destino de bilhões através de algoritmos e abstrações especulativas. Atacar o sacrifício da população coreana sem questionar o sacrifício cotidiano do proletariado mundial — que é moído na engrenagem da mais-valia para que o índice das bolsas suba — é uma desonestidade intelectual profunda. Como ateu, não compro a divinização de nenhuma figura central, mas como marxista, reconheço que a demonização da soberania alheia serve apenas para pavimentar o caminho do imperialismo, que sempre se traveste de liberdade para impor a ditadura do capital.
Luan Silva
25/04/2026
Faz o L e vai pra Coreia logo, lá é o paraíso que vocês amam! Brasil acima de tudo!
Marina Silva
25/04/2026
Melhora esse repertório de tiozão do Zap e vai estudar Paulo Freire pra deixar de ser um alienado que lambe bota de gringo.
Pedro
25/04/2026
Enquanto esse povo gasta fortuna com canhão e foguete, eu sigo aqui fazendo conta pra ver se sobra para a gasolina e para o IPVA que não para de subir. É uma realidade paralela, porque na rua o que a gente vê mesmo é só o custo de vida esmagando quem trabalha de verdade. O mundo em pé de guerra e a gente lutando para conseguir pagar o boleto no fim do dia.
Maria Silva
25/04/2026
É muito preocupante ver essas demonstrações de força em um mundo que já está tão polarizado e tenso. Precisamos de governantes que busquem o diálogo e a paz, em vez de investir tanto em armas de destruição. Que o bom senso e a ética prevaleçam para proteger as famílias e a vida acima de qualquer ideologia.
Karina Libertária
25/04/2026
Esse é o model de governo que o PT ama, pura ditadura e povo miserável dependente de esmola tipo bolsa família. Enquanto vocês batem palma pra esse gordinho, eu faço o meu make of money aqui em Miami bem longe desse lixo. Abram uma offshore account e parem de ser uns losers que ficam esperando picanha do governo.
Francisco de Assis
25/04/2026
Ô Karina, você é o puro suco da gente alienada da cabeça que prefere ser subalterna em Miami do que testemunhar o Brasil retomar sua altivez e soberania no cenário global. Enquanto você se ilude com offshore, o governo Lula recoloca o pão e a dignidade na mesa do trabalhador, provando que o nosso destino é ser protagonista e nunca mais colônia de ninguém.
Luciana Costa
25/04/2026
É preocupante observar essas demonstrações de força em datas simbólicas, pois elas apenas alimentam a instabilidade em uma região já tensionada. O equilíbrio entre a soberania e a diplomacia global parece cada vez mais distante quando o foco recai exclusivamente no poderio militar. Precisamos de caminhos que priorizem a estabilidade internacional em vez de ameaças constantes.
Diego Fernández
25/04/2026
Impressionante como a mídia neoliberal trata qualquer defesa soberana como crime, enquanto o FMI bombardeia a economia da nossa região com juros e fome. A soberania incomoda quem está acostumado a ver o Sul Global de joelhos, como tentam fazer com a gente na Argentina através da dívida externa. No fim, quem não se curva aos mandos de Washington vira sempre o vilão da vez na narrativa eurocêntrica.
João Carlos da Silva
25/04/2026
Essa exibição de força bélica no Dia do Sol remete à dialética da coerção discutida por Gramsci, onde o poder se sustenta pela demonstração explícita do aparato repressivo. É lamentável observar como a disciplina dos corpos, na acepção foucaultiana, é instrumentalizada para fins militares em detrimento de uma verdadeira pedagogia da paz e da cooperação internacional. No cenário da geopolítica atual, tais exercícios apenas aprofundam o fosso das desigualdades globais e do isolamento diplomático.
Marcos Conservador
25/04/2026
Isso é o que acontece quando o homem abandona Deus pelo comunismo satânico, uma verdadeira afronta aos valores cristãos. Esse ditador é o ídolo da esquerda brasileira que quer transformar até o nosso transporte público em ferramenta de controle ideológico. Misericórdia, Senhor, livrai-nos dessa peste vermelha que só traz destruição e perseguição!
Maura Santos
25/04/2026
Ai, Marcos, menos drama e mais memória, né? Engraçado você falar de destruição quando o verdadeiro legado da sua turma foi o apagão que deixou o Brasil no escuro literal e o transporte público caindo aos pedaços. Enquanto você foge de fantasma comunista, a gente ainda tenta consertar o breu real que a direita deixou de herança.
Cláudio Ribeiro
25/04/2026
Meu caro, é curioso observar como a metafísica religiosa é mobilizada para obscurecer a análise das relações de poder e da soberania estatal. Ao atacar o transporte público, você ignora que a verdadeira servidão reside na lógica neoliberal de mercantilização dos bens comuns, algo que Gramsci certamente apontaria como uma hegemonia que nos impede de enxergar o direito social.
Renato Professor
25/04/2026
Meu caro Marcos, é fascinante notar como a sua escatologia religiosa turva a percepção da infraestrutura, confundindo a logística da economia solidária com dogmas que a ciência social já superou no século passado. Recomendo menos sermões e mais debruçamento sobre a função social da propriedade e a racionalidade técnica da mobilidade urbana para que sua ignorância não seja tão gritante.
Sargento Bruno
25/04/2026
Enquanto a esquerda nacional flerta com tiranos, o mundo assiste à demonstração de força bruta de uma ditadura que não admite fraqueza. É essa a disciplina de ferro que eles sonham implementar aqui, eliminando a liberdade sob o pretexto da ordem estatal. Fiquemos alertas, pois o perigo vermelho nunca dorme e a nossa soberania depende da nossa eterna vigilância. Selva!
Carlos Oliveira
25/04/2026
Sargento Bruno, a verdadeira soberania de uma nação se constrói com educação pública e reforma agrária, não com o medo de fantasmas ideológicos. Enquanto o senhor foca em fronteiras distantes, as nossas elites locais continuam entregando nossas riquezas e deixando o povo à mercê da fome e da desigualdade.
Mariana Alves
25/04/2026
Sargento Bruno, sua intervenção é um exemplo fidedigno do que a sociologia política identifica como a reificação de um pânico moral herdado da Guerra Fria, operando como um anteparo ideológico que impede a compreensão das reais dinâmicas de poder global. Ao evocar o fantasma do perigo vermelho, o senhor ignora que a liberdade por você defendida é, sob o regime do capital, uma abstração jurídica que mascara a mais profunda sujeição econômica. Enquanto o senhor se alarma com a estética militar da Península Coreana, o neoliberalismo que sustenta o seu discurso implementa uma disciplina muito mais insidiosa: a ditadura do mercado, que desmantela a soberania popular e reduz a cidadania ao mero consumo, descartando vidas em nome da austeridade fiscal e da manutenção da hegemonia financeira do Norte Global.
É paradoxal que o senhor mencione a soberania nacional como um valor absoluto, quando a retórica militarista que o senhor adota historicamente se curvou aos interesses do capital transnacional, aceitando a posição de subalternidade do Brasil na divisão internacional do trabalho. O que o senhor chama de disciplina de ferro estatal é, em termos marxistas, a resistência de uma formação social que se recusa a ser canibalizada pela lógica da acumulação rentista e pelo imperialismo que dita quais nações podem ou não ter capacidade defensiva. A verdadeira ameaça à nossa autonomia não reside em exercícios de artilharia a milhares de quilômetros de distância, mas na erosão dos direitos sociais e na entrega estratégica de nossos recursos a empresas estrangeiras, processo este que ocorre silenciosamente sob o pretexto da ordem e do progresso econômico que nunca alcança a classe trabalhadora.
Portanto, sua eterna vigilância parece equivocada ao focar em um espantalho ideológico enquanto as estruturas de poder reais — as do sistema financeiro e das oligarquias que operam o Estado brasileiro — corroem o que resta de nossa dignidade coletiva. A liberdade que o senhor acredita estar sob risco é, na verdade, um privilégio de classe que o neoliberalismo restringe cada vez mais a uma elite tecnocrática. Sugiro que o rigor acadêmico e a análise das relações de produção substituam o jargão belicista; talvez assim o senhor perceba que o verdadeiro perigo não dorme, mas veste terno e gravata, opera na bolsa de valores e vê na sua noção de pátria apenas um nicho de mercado a ser explorado até a exaustão.
Mariana Santos
25/04/2026
Sargento, engraçado falar em soberania enquanto a nossa história mostra que o verdadeiro autoritarismo doméstico sempre serviu ao capital estrangeiro para esmagar a classe trabalhadora sob pretexto de ordem. O seu perigo vermelho nada mais é do que o medo da organização popular que ameaça os privilégios da farda e da elite que você defende.