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G20 vira clube de fotos enquanto BRICS constrói bancos e sistemas independentes, afirma especialista

48 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre G20 vira clube de fotos enquanto BRICS constrói bancos e sistemas independentes, afirma especialista. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O professor visitante da Universidade de Joanesburgo, Dr. Alexis Habiyaremye, afirma que o G20 perde cada vez mais relevância política ao se transformar em espaço de aparições protocolares, enquanto o BRICS […]

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Ilustração editorial sobre G20 vira clube de fotos enquanto BRICS constrói bancos e sistemas independentes, afirma especialista. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O professor visitante da Universidade de Joanesburgo, Dr. Alexis Habiyaremye, afirma que o G20 perde cada vez mais relevância política ao se transformar em espaço de aparições protocolares, enquanto o BRICS expandido consolida instrumentos concretos de cooperação financeira e tecnológica — em entrevista ao Sputnik International.

Habiyaremye explica que o G20 foi idealizado para fomentar a cooperação entre as principais economias globais. No entanto, o fórum evoluiu para um espaço sem capacidade real de implementar decisões concretas.

O pesquisador destaca que os Estados Unidos promovem guerras comerciais, aplicam tarifas unilaterais e ameaçam intervenções militares no mesmo período em que o G20 se reúne para sessões fotográficas e discursos vazios. Essa contradição revela a incapacidade do grupo de impor qualquer multilateralismo que supostamente defende.

A ausência de respostas coletivas do G20 diante dessas medidas coercitivas demonstra sua irrelevância crescente no cenário internacional. O fórum perdeu a capacidade de influenciar a governança econômica mundial e se tornou puramente simbólico.

Em contraste, o BRICS — expandido com novos membros como Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos — avança na construção de alternativas reais ao sistema dominado pelo Ocidente. O bloco estabeleceu o Novo Banco de Desenvolvimento, com sede em Xangai, para financiar projetos de infraestrutura e sustentabilidade.

O Novo Banco de Desenvolvimento oferece crédito em moedas locais aos países membros e parceiros. Essa iniciativa reduz a dependência do dólar e protege contra flutuações cambiais provocadas pelas decisões de política monetária dos Estados Unidos.

Habiyaremye ressalta que o BRICS opera com base no consenso entre seus membros, em vez de reproduzir hierarquias geopolíticas impostas por potências tradicionais. Essa abordagem atrai nações que buscam preservar sua soberania econômica diante das pressões de Washington, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

O declínio da hegemonia ocidental abre espaço para o fortalecimento do BRICS como polo de dinamismo econômico e inovação. O bloco impulsiona o comércio global por meio de sistemas de pagamento que funcionam independentemente do dólar.

Esses sistemas digitais permitem transações internacionais sem a intermediação do sistema financeiro ocidental. Tal desenvolvimento representa passo importante na construção de uma arquitetura financeira mais diversificada e menos sujeita a coerção unilateral.

O especialista considera que o crescimento do BRICS reflete a transição para uma ordem multipolar, onde o poder se distribui entre diversos centros de influência. Essa mudança desafia diretamente o modelo unipolar mantido pelos Estados Unidos nas últimas décadas.

O contraste entre os dois grupos evidencia o esgotamento dos fóruns controlados por potências tradicionais. Enquanto o G20 se limita a reuniões de fachada, o BRICS materializa projetos de desenvolvimento baseados na igualdade entre os participantes.

Habiyaremye conclui que o bloco emergente constrói as bases para uma economia menos dependente de um único centro de poder. Seus mecanismos financeiros promovem a autonomia das nações em suas estratégias de desenvolvimento de longo prazo.


Leia também: G20 virou clube de fotos enquanto BRICS constrói bancos e sistemas de pagamento, diz especialista


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João Pereira

25/04/2026

A Carmem Souza tem razão: o problema nunca foi só o palco do G20, mas a hipocrisia de quem critica o clube de fotos enquanto defende políticas internas que mantêm o Brasil refém do sistema financeiro que diz combater. Enquanto o BRICS avança com bancos reais, nosso governo gasta energia com pautas identitárias que não tiram o país da dependência econômica.

Carmem Souza

25/04/2026

Maria Antonia, você tocou num ponto importante. O problema não é só o teatro do G20 ou as promessas do BRICS, mas a falta de coerência entre o discurso e a prática. Se o Brasil quer realmente construir alternativas independentes, precisa começar por casa, com políticas que fortaleçam a família e a ética, porque de nada adianta ter banco próprio se a nação perdeu seus valores espirituais.

Maria Antonia

25/04/2026

O G20 sempre foi mais teatro do que substância, isso não é novidade. Enquanto isso, o BRICS pelo menos tenta criar alternativas reais ao sistema financeiro controlado pelos mesmos de sempre. O problema é que aqui no Brasil a esquerda adora discurso de independência, mas na prática quer é usar esses bancos pra financiar projetos populistas sem transparência nenhuma.

João Martins

25/04/2026

Luisa, com todo respeito, mas reduzir a análise a #ForaBolsonaro e #GretaLiteralmente é exatamente o tipo de atalho ideológico que impede a gente de enxergar o que realmente está em jogo. O G20 de fato virou um palco de fotos protocolares, mas o BRICS também tem seus problemas estruturais que não podem ser varridos para debaixo do tapete só porque o alvo é conveniente.

Vamos aos dados. O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) do BRICS já aprovou mais de 30 bilhões de dólares em projetos desde 2015, segundo relatórios do próprio banco. Até aí, parece impressionante. Mas quando você puxa a lupa, descobre que mais de 60% desses recursos foram para projetos na China e na Rússia, com o Brasil recebendo menos de 5%. Isso não é construção de sistema independente — é geopolítica com roupagem multilateral. O BRICS pode ser uma alternativa ao FMI, mas substituir um clube de fotos por outro clube de fotos com sede em Xangai não muda a equação para o cidadão comum em São Paulo ou no Rio.

O professor Habiyaremye tem razão ao apontar que o G20 perdeu densidade política, mas o erro é tratar o BRICS como se fosse imune ao mesmo fenômeno. O que vejo são duas instituições competindo por relevância em um mundo multipolar, ambas com déficits democráticos e de transparência. Enquanto o G20 faz cúpulas de aparência, o BRICS faz reuniões técnicas que viram acordos fechados a portas fechadas. O resultado prático para quem paga imposto no Brasil? Quase nenhum, a não ser que você seja um grande exportador de commodities.

A verdade incômoda é que tanto o G20 quanto o BRICS são arenas onde estados nacionais jogam seus interesses estratégicos. Se o BRICS está crescendo, é porque o eixo econômico global está se deslocando para a Ásia, não porque haja uma virtude moral intrínseca no bloco. O Brasil precisa participar, sim, mas com os olhos abertos — e não com a ilusão de que estamos construindo um mundo novo enquanto a dívida pública interna continua subindo e o ajuste fiscal aperta o bolso do trabalhador.

Luisa Teens

25/04/2026

Gente, o G20 é literalmente um ensaio fotográfico de rico enquanto o BRICS financia energia limpa e o Brasil queima na crise climática. #ForaBolsonaro #GretaLiteralmente

João Batista

25/04/2026

Pois é, Luiz Carlos, você tem razão em parte, mas o problema maior é que essa esquerda permissiva que governa o Brasil quer abraçar o BRICS enquanto aqui dentro destrói a família e incentiva o aborto. Não adianta construir banco independente se a nação perdeu os valores cristãos que a sustentam. Enquanto não voltarmos para Deus, qualquer sistema será corrompido pelo relativismo moral que essa turma pregou nos últimos anos.

    Pedro Almeida

    25/04/2026

    João Batista, seu diagnóstico moralista ignora que o cristianismo histórico sempre esteve ao lado dos pobres e da justiça social, como lembra Leonardo Boff, enquanto o discurso de “valores cristãos” muitas vezes serviu para abençoar a exploração imperialista. A questão não é Deus ou relativismo, mas se o BRICS conseguirá romper com a lógica do capital financeiro que o G20 sequer ousa tocar.

Luiz Carlos

25/04/2026

Pois é, Cecília, você tocou num ponto que ninguém quer encarar: dinheiro sem fiscalização vira cabide de emprego. O BRICS pode até ter boas intenções, mas enquanto a esquerda brasileira tratar esses bancos como se fossem santuários intocáveis, a corrupção vai entrar pela porta dos fundos.

Cecília Ramos

25/04/2026

Tiago, os 30 bilhões do NBD são reais, mas a pergunta que fica é: esse dinheiro está chegando nos povos ou só nos governos amigos? O BRICS pode construir bancos, mas se não tiver controle social e transparência, vira só mais um clube de fotos com cheiro de cimento. Justiça social de verdade exige que o povo decida onde o dinheiro vai.

Tiago Mendes

25/04/2026

Célia, acho importante lembrar que o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS já aprovou mais de 30 bilhões de dólares em projetos de infraestrutura e energia limpa, enquanto o G20 discute taxação de super-ricos sem conseguir avançar. A diferença não é só estética, é de substância e compromisso com os mais pobres. O Reino de Deus passa por justiça econômica, não por fotos de cúpula.

Célia Carmo

25/04/2026

G20 é ensaio da Vogue geopolítica, BRICS pelo menos tenta criar um mundo sem patrão imperialista! #ForaFMI #BancosDoPovoJá

Mariana Lopes

25/04/2026

João Silva, essa do “revelar o filme em câmera lenta” foi cirúrgica. O BRICS tem mérito em criar alternativas reais ao sistema dominante, mas enquanto a burocracia e os interesses internos de cada país não se alinharem de fato, vamos continuar vendo muito discurso e pouca entrega concreta. O Novo Banco de Desenvolvimento precisa emprestar mais e mais rápido se quiser ser levado a sério como alternativa.

Luan Silva

25/04/2026

G20 virou ensaio de revista, BRICS pelo menos tenta sair do Photoshop. Faz o L nunca mais.

    João Silva

    25/04/2026

    Luan, essa metáfora do Photoshop é boa, mas o problema é que o BRICS ainda tá revelando o filme em câmera lenta — enquanto isso, a hegemonia do dólar não cai só com foto nova, precisa de consciência de classe pra não virar só mais um ensaio de revista com maquiagem geopolítica.

Ana Costa

25/04/2026

Karina, a questão não é preferir dívida chinesa à dívida do FMI, mas sim notar que ambas são dívida — a diferença está nas cláusulas. O BRICS criou o Novo Banco de Desenvolvimento, sim, mas os dados do próprio banco mostram que 60% dos empréstimos aprovados até 2023 foram para projetos na China. Enquanto isso, o G20, por mais burocrático que seja, ainda responde por 85% do PIB global e coordena regulações financeiras que afetam o dia a dia do mercado. Trocar um clube de fotos por um clube de fotos com moeda própria não é necessariamente avanço.

Luizinho 16

25/04/2026

G20 é só foto de líder sorrindo enquanto o povo se fode. BRICS pelo menos tenta criar algo real, mas duvido que isso chegue na quebrada.

Karina Libertária

25/04/2026

Ricardo, você sempre com esse papo de “dívida chinesa” como se o Brasil não estivesse há décadas refém do FMI e dos juros do Banco Central. Prefiro mil vezes pegar estrada financiada pelo BRICS do que continuar pagando pedágio pro dólar e pros banqueiros de Wall Street que sugam nossa economia.

Capitão Tavares 🇧🇷

25/04/2026

Cecília, você levanta um ponto justo, mas o problema é que enquanto o Ocidente fica nessa de “será que funciona?”, a China já está financiando estrada na África, pagando em yuan, e o Brasil continua refém do dólar. O BRICS pode ter falhas, mas ao menos está tentando furar o bloqueio. O G20 virou mesmo um clube de selfie, e quem acha que isso é exagero é porque não viu o Lula posando sorrindo enquanto o país quebra.

    Ricardo Almeida

    25/04/2026

    Capitão, o problema é que você troca um fetiche por outro: sai do fetiche do dólar e cai no fetiche do yuan, como se a moeda chinesa fosse automaticamente libertadora. Enquanto a África pega estrada chinesa, pega também dívida chinesa e perde soberania mineral — isso não é anti-imperialismo, é troca de patrão.

Cecília Torres

25/04/2026

Laura, você tem um talento admirável para construir frases elegantes em torno de um lugar-comum. O BRICS realmente criou mecanismos financeiros, mas a pergunta que fica é: esses bancos estão emprestando para projetos viáveis ou apenas servindo como vitrine geopolítica, assim como o G20 serve de palco para fotos? No fim, ambos os clubes trocam discursos por resultados concretos — e a conta ainda não fechou pra nenhum dos dois.

Maria Silva

25/04/2026

Laura, minha filha, o G20 virou palco de vaidade sim, e o BRICS tá no chão de fábrica construindo alternativa. Enquanto uns posam pra foto, outros tão cavando poço pra não depender de poço alheio. Quem vive de discurso bonito morre de fome quando o dólar aperta.

    Letícia Fernandes

    25/04/2026

    Maria, minha querida, você acertou em cheio ao capturar a essência materialista do BRICS — não há dúvida de que a construção de bancos, sistemas de pagamento e infraestrutura física representa um avanço concreto na luta contra a hegemonia imperialista. O Novo Banco de Desenvolvimento e o sistema BRICS Pay são, de fato, instrumentos que perfuram a casca de aço do dólar como reserva global. Mas permita-me oferecer uma inflexão psicanalítica que talvez ilumine o que sua metáfora do “poço” esconde: o discurso bonito não morre de fome porque é inútil; ele morre de fome porque é a própria fome que o produz.

    O G20 como palco de vaidade não é um mero desvio de conduta individual dos estadistas — é a superestrutura burguesa em sua forma mais pura, o espetáculo que aliena ao mesmo tempo que organiza o consenso. Cada foto com bandeirinha, cada champanhe, cada discurso genérico é um ritual que reafirma a ordem do capital, que transforma a política em mercadoria estética. O BRICS, por sua vez, não escapa inteiramente dessa lógica: ele também produz seus próprios rituais, suas próprias fotos, seus próprios discursos. A diferença é que, enquanto o G20 celebra a impotência da governança global diante do capital financeiro, o BRICS tenta — e repito, tenta — construir uma materialidade que desafie essa impotência.

    O problema, Maria, é que “cavar poço para não depender de poço alheio” ainda é cavar dentro do mesmo terreno: o capitalismo de Estado, a competição interimperialista, a lógica da acumulação. O BRICS não é uma alternativa ao capital; é uma alternativa dentro do capital, uma reconfiguração das forças produtivas que pode, sim, aliviar a asfixia do dólar, mas não elimina a asfixia estrutural do trabalho assalariado. Quem vive de discurso bonito morre de fome quando o dólar aperta, é verdade. Mas quem vive apenas de cavar poço também morre de sede quando o poço seca — e o poço seca quando a luta de classes não avança para além da disputa entre burguesias nacionais.

    Portanto, concordo com seu diagnóstico, mas discordo do remédio. Sim, o BRICS está no chão de fábrica, e isso é um avanço tático inegável. Mas sem uma crítica radical à forma-mercadoria que organiza essa fábrica, o poço que cavamos hoje pode ser o túmulo de amanhã. A foto do G20 e o poço do BRICS são duas faces da mesma moeda imperialista; a diferença é que uma face está maquiada e a outra, suja de terra. O que precisamos é de uma moeda nova, cunhada não por bancos, mas pela autodeterminação dos povos que hoje cavam e posam.

Adriana Silva

25/04/2026

Faz o L, Mariana. O G20 virou ensaio de formatura de estadista mesmo, enquanto o BRICS monta banco e sistema de pagamento sem pedir licença pros EUA. Vai pra Cuba, comunista.

    Laura Silva

    25/04/2026

    Adriana, você começa bem ao apontar o contraste entre o G20 como palco de encenação diplomática e o BRICS como espaço de construção material de alternativas. Isso é um fato histórico que qualquer análise desarmada reconhece. Mas aí você joga fora a análise e parte para o xingamento raso, chamando a Mariana de “comunista” e mandando-a “para Cuba” — como se isso fosse um argumento, quando na verdade é só um tique autoritário que revela o quanto o pensamento crítico foi substituído pelo meme de WhatsApp.

    O problema é que você reproduz, sem perceber, a mesma lógica que critica. Você denuncia o G20 como “ensaio de formatura de estadista”, mas seu comentário é o equivalente político a uma selfie: superficial, sem densidade, sem compromisso com a transformação real. “Faz o L” é o bordão de quem desistiu de pensar e só quer provocar. O BRICS constrói bancos e sistemas de pagamento sim, e isso é relevante, mas não porque “não pede licença pros EUA” — essa é uma visão infantil de soberania, como se bastasse gritar “não dependo de ninguém” para ser livre. O que importa é saber: esses bancos financiam o quê? Esses sistemas de pagamento servem a quem? Se for para substituir o dólar por um yuan controlado por uma nova elite burocrática, a autonomia é apenas uma troca de patrão.

    O marxismo que estudo há décadas me ensina que a crítica ao imperialismo não pode virar nacionalismo chinfrim. O BRICS pode ser um instrumento tático de resistência, mas não é um projeto de emancipação enquanto não enfrentar as desigualdades internas de cada país-membro — incluindo o Brasil, onde o Itamaraty vive de mesuras enquanto o povo morre de fome. Então, antes de mandar ninguém para Cuba, sugiro que você leia um pouco de história para entender que o verdadeiro inimigo não é o “comunista” de palanque, mas o capitalismo que transforma tanto o G20 quanto o BRICS em vitrines enquanto a classe trabalhadora continua pagando a conta.

Marta Souza

25/04/2026

Cíntia, você tocou no ponto nevrálgico. Enquanto o G20 vira um Instagram de estadistas — foto com bandeirinha, champanhe e discurso genérico — o BRICS está na prática financiando porto, ferrovia e sistema de pagamentos que tira o intermediário americano. O Itamaraty vive de nostalgia diplomática; o mercado real já escolheu onde o dinheiro rende.

    Mariana Alves

    25/04/2026

    Marta, sua observação é precisa e eu a subscrevo em grande medida, mas permita-me tensionar um ponto que me parece crucial e que frequentemente escapa ao debate. A dicotomia G20 versus BRICS, embora operacionalmente correta, corre o risco de nos fazer perder de vista a dimensão ideológica mais profunda: o BRICS não é, e nunca será, um bloco anticapitalista. Ele é um rearranjo geopolítico dentro do capitalismo — uma tentativa das burguesias nacionais dos países semiperiféricos de disputar a hegemonia do dólar e do FMI sem, contudo, questionar a lógica da acumulação privada, da exploração do trabalho e da financeirização. O Novo Banco de Desenvolvimento financia ferrovias e portos, sim, e isso é concreto e louvável, mas financia sob a mesma lógica de retorno sobre investimento que qualquer banco multilateral do G7. A diferença está nas condicionalidades políticas, não na natureza do desenvolvimento.

    O que me preocupa nessa celebração do BRICS como “alternativa real” é que ela pode, sem querer, reforçar uma ilusão de que existe um capitalismo bom, sem imperialismo, sem extração de mais-valia. A China financia infraestrutura na África com mão de obra chinesa e endividamento em yuan, criando novas relações de dependência — são menos predatórias que as do FMI? Sem dúvida. Mas são relações de poder assimétricas, e a esquerda não pode abrir mão de criticá-las. O Itamaraty vive de nostalgia, você tem razão, mas o Itamaraty também é o mesmo que assina acordos de livre-comércio que aprofundam a reprimarização da nossa economia. Substituir a subordinação a Washington pela subordinação a Pequim não é, para mim, sinônimo de soberania popular.

    Dito isso, concordo inteiramente com seu diagnóstico sobre o G20. Aquele fórum é um palco de legitimação do neoliberalismo tardio, onde se discute taxação de super-ricos enquanto se mantém intacta a arquitetura financeira que permite a evasão fiscal. O BRICS, ao menos, coloca na mesa a disputa pela materialidade — bancos, sistemas de pagamento, rotas comerciais. Mas precisamos ter clareza: a disputa é entre frações do capital global, não entre capital e trabalho. Se a esquerda brasileira se contentar em trocar de patrão geopolítico, continuaremos a perder a guerra de classes. O horizonte não pode ser apenas “tirar o intermediário americano”, mas sim construir instituições financeiras públicas, controladas socialmente, que financiem agroecologia, reforma agrária e transição energética justa — e aí, nem G20 nem BRICS, como estão configurados hoje, nos servem.

Cíntia Alves

25/04/2026

Lucas, você foi o único que parou pra pensar na armadilha ideológica mesmo. A esquerda brasileira adora um palquinho do G20 pra foto com bandeirinha, mas quando o BRICS propõe um sistema de pagamentos que corta o dólar, o Itamaraty fica todo sem graça. Enquanto isso, a China financia trem na Argentina e a gente aqui discutindo se foto de líder sorrindo resolve inflação.

Zé Trovãozinho

25/04/2026

Mariana, o ponto da agroecologia é certeiro. Enquanto o G20 discute metas genéricas de sustentabilidade em hotéis cinco estrelas, o BRICS financia ferrovia e energia solar sem condicionante de desmatamento zero que na prática trava o desenvolvimento dos nossos países. A esquerda brasileira perde tempo defendendo clube de foto.

    Lucas Pinto

    25/04/2026

    Zé, você trouxe um ponto que merece ser esmiuçado, mas acho que a crítica à esquerda brasileira precisa de um ajuste de lente. O problema não é a esquerda “perder tempo” defendendo o G20 — é que a esquerda institucional, em grande parte, ainda opera dentro do horizonte do possível do capitalismo dependente, como se o BRICS fosse uma saída mágica e não uma arena de disputa interimperialista. Gramsci já nos alertava que a hegemonia não se desmonta com um banco alternativo; ela se reproduz nas relações de produção e na cultura política. O Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, sim, financia ferrovias e energia solar sem as amarras do FMI, mas ele não rompe com a lógica do capital financeiro global — ele apenas diversifica os credores. Enquanto a taxa de lucro continuar sendo o motor, esses projetos podem muito bem servir para integrar a periferia ao mercado mundial de commodities sob novas roupagens, sem tocar na propriedade da terra ou na superexploração do trabalho.

    Agora, sobre a “condicionante de desmatamento zero” que você critica: é preciso perguntar para quem ela trava o desenvolvimento. Para o agronegócio exportador, sim, é um entrave. Para os povos da Amazônia e para a agroecologia que a Mariana defende, a ausência dessas condicionantes significa expansão do desmatamento, grilagem e violência no campo. O BRICS não está financiando “desenvolvimento” no abstrato; está financiando infraestrutura que, na prática, viabiliza o escoamento de soja e minério a preços competitivos no mercado chinês. Isso não é anti-imperialista — é uma reconfiguração das cadeias de valor. Foucault nos ensinou que o poder não está só no Estado ou nos bancos, mas nas práticas discursivas que naturalizam certos modelos de desenvolvimento como “inevitáveis”. O discurso de que “precisamos crescer primeiro para depois preservar” é o mesmo que justificou a ditadura militar e a Transamazônica.

    Por fim, acho que o erro da esquerda não é defender o G20 ou o BRICS, mas tratar qualquer fórum como se fosse um bloco homogêneo de libertação. O G20 é um clube de fotos, sim, porque ele opera na lógica do consenso burguês: reuniões, comunicados, champanhe. O BRICS, por outro lado, é uma ferramenta contraditória — pode abrir brechas para a autonomia relativa de países como o Brasil, mas também pode aprofundar a especialização primário-exportadora se não houver disputa interna. A esquerda brasileira deveria, em vez de escolher entre G20 e BRICS, atuar para que qualquer integração regional ou sul-sul venha acompanhada de reformas estruturais: controle de capitais, taxação de lucros extraordinários, reforma agrária e transição energética com justiça social. Sem isso, tanto o G20 quanto o BRICS viram peças do mesmo xadrez — um com flash, outro com betoneira, mas ambos a serviço de quem detém os meios de produção.

Mariana Ambiental

25/04/2026

Beatriz, o problema é que esses comunicados do G20 viram papel molhado na primeira crise cambial. Enquanto eles discutem taxação de super-ricos em reunião com champanhe, o BRICS já tá emprestando pra infraestrutura na África sem amarras do FMI. Quem vive de agroecologia no Amazonas sabe que banco independente é mais útil que foto de líder sorrindo.

Beatriz Lima

25/04/2026

Alice T., você acertou em cheio com a metáfora do Instagram. Mas acho que precisamos ir um pouco além do meme e encarar os números de frente. O G20, desde 2008, quando virou o fórum principal de coordenação econômica, já produziu dezenas de cúpulas com comunicados cada vez mais genéricos. A última reunião de líderes, por exemplo, terminou com uma declaração de 85 parágrafos em que as partes mais relevantes eram sobre mudanças climáticas e reforma do Conselho de Segurança da ONU — coisas que todo mundo sabe que não sairão do papel. Enquanto isso, o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, que começou com capital inicial de 50 bilhões de dólares, já aprovou mais de 30 bilhões em projetos de infraestrutura, todos em moedas locais. Não é perfeito, mas é entrega concreta.

O que me irrita nessa discussão é o falso dilema que alguns criam. Carlos A. Mendes tem razão ao lembrar que o G20 ainda movimenta acordos comerciais relevantes, mas ele ignora que esses acordos são, na prática, a formalização de relações de poder já estabelecidas. O G20 serve para manter a arquitetura financeira de Bretton Woods funcionando com pequenos ajustes cosméticos. O BRICS, por outro lado, está tentando criar uma alternativa paralela — e isso incomoda porque mexe com o monopólio do dólar, que é a verdadeira arma de dominação econômica. O sistema de pagamentos BRICS Pay, que está em fase de testes, já tem adesão de mais de 20 países e pode, sim, reduzir a dependência do SWIFT. Não é utopia, é engenharia financeira.

Agora, Ricardo Menezes tocou num ponto crucial quando falou dos juros altos e do câmbio manipulado. O Brasil perdeu décadas de desenvolvimento porque nosso sistema financeiro é amarrado ao ciclo do dólar. Cada aperto monetário do Fed nos joga numa crise cambial. O BRICS, ao criar mecanismos de compensação em moedas locais, não resolve tudo, mas tira um pouco dessa asfixia. Dados do Banco Central mostram que, em 2023, as transações comerciais entre Brasil e China usando moedas locais cresceram 40% em relação ao ano anterior. Isso não é retórica, é movimento real de capital.

No fim, o que me parece é que o G20 virou o que os cientistas políticos chamam de “instituição de balcão”: lugar onde se discute, se fotografa e se vai embora sem compromisso vinculante. O BRICS, por mais imperfeito que seja, tem a vantagem de ser um clube menor, com interesses mais alinhados e, principalmente, com a disposição de furar o bloqueio hegemônico. Não estou dizendo que o BRICS vai salvar o mundo — longe disso. Mas, entre um clube que tira selfies e outro que constrói bancos e sistemas de pagamento, eu fico com o segundo. Pelo menos ele me dá algo para analisar além de discursos vazios.

Ricardo Menezes

25/04/2026

Carlos, você tem um ponto, mas falar que o G20 move trilhões em acordos é como elogiar o INSS por pagar benefícios: é obrigação, não mérito. O negócio é que o BRICS pelo menos tenta furar o bloqueio do sistema financeiro que nos sangra com juros altos e câmbio manipulado. Enquanto isso, o G20 vira cada vez mais um palco pra político posar de estadista e voltar pra casa sem mudar um centavo na burocracia que estrangula o empreendedor.

    Alice T.

    25/04/2026

    Ricardo, você foi cirúrgico. O G20 é o Instagram da política global: filtro, legenda bonita e zero entrega. Enquanto isso, o BRICS já tem o Novo Banco de Desenvolvimento emprestando em moeda local e a galera aqui ainda defende clube de foto como se fosse solução. O empreendedor que lute com o real a 5,80 e o juro a 13,75%.

Carlos A. Mendes

25/04/2026

Pois é, Francisco de Assis, mas a real é que esse discurso de “clube de fotos” serve mais pra entreter a galera que já comprou a ideia do que pra analisar friamente. O G20 ainda move trilhões em acordos comerciais e coordenação tributária que ninguém vê porque não dá headline bonita. O BRICS ter banco próprio é legal no papel, mas cadê a escala pra competir com o FMI de verdade?

Francisco de Assis

25/04/2026

Pois é, esse pessoal do G20 acha que resolver problema do mundo é tirar foto de mãozinha dada. Enquanto isso, o BRICS, que o Brasil ajudou a fundar, tá criando banco próprio pra não ficar refém do FMI. Mas a mídia hegemônica só mostra o Lula apertando mão de rico, né? Alienado que não enxerga isso é porque não quer.

Caio Vieira

25/04/2026

Caro João Augusto, sua alusão a Gramsci é precisa e bem-vinda, mas permita-me tensionar um pouco mais o conceito de “reforma intelectual e moral” que você evoca. O que o BRICS expandido está fazendo, sobretudo com a criação de um sistema de pagamentos alternativo ao SWIFT e com a atuação do Novo Banco de Desenvolvimento, não é apenas desarticular a hegemonia dólar-centrada — é, antes, uma tentativa de construir uma contra-hegemonia no sentido gramsciano clássico, ou seja, uma nova correlação de forças que não se limita ao econômico, mas que disputa o senso comum das relações internacionais. O G20, ao contrário, tornou-se aquilo que o professor Habiyaremye denuncia com propriedade: um clube de fotos, uma liturgia vazia onde a forma suplanta a substância, um verdadeiro “teatro da representação” no sentido bourdiano — os líderes posam, mas não decidem; decidem, mas não implementam; implementam, mas sob a égide de uma governança neoliberal que já nasce morta.

Todavia, caro Tadeu, sua desconfiança em relação à burocracia do BRICS não é infundada. O risco de captura institucional por frações da burguesia de Estado dos países-membros é real — não podemos cair num fetichismo do “Sul Global” como se ele fosse, por si só, portador de uma virtude revolucionária. Lembremos que o próprio Banco Mundial, em sua origem, foi saudado como instrumento de desenvolvimento e tornou-se, com o tempo, correia de transmissão do Consenso de Washington. A diferença, porém, está na natureza da institucionalidade: enquanto o G20 opera sob a gramática do capital financeiro transnacional e das agências de rating, o BRICS — ao menos em seu discurso fundador — tenta abrir espaço para uma pluralidade de modelos de desenvolvimento, com respeito à soberania nacional e à autodeterminação dos povos. Não é pouca coisa, especialmente quando vemos o FMI e o Banco Mundial imporem, ainda hoje, a mesma cartilha de austeridade que devastou a Grécia e a Argentina.

Rubens, o Pescador, você toca num ponto sensível e concreto: a materialidade das entregas. Lá na sua roça, o que importa é se o leite chega na escola e se a comida está na mesa. E é exatamente aí que o BRICS precisa ser cobrado. Não adianta criar um banco esplêndido em Xangai se os recursos não chegarem às comunidades rurais do Brasil, da África do Sul ou da Índia. O Novo Banco de Desenvolvimento já financiou projetos de infraestrutura na África Austral, sim, mas ainda opera com uma lógica de grandes obras, de “desenvolvimento de cima para baixo”, que muitas vezes ignora as economias populares, a agricultura familiar e os saberes tradicionais. É preciso que o BRICS se abra para uma escuta mais profunda das lutas empreendedoras do povo — dos pequenos agricultores, das cooperativas de catadores, das associações de bairro —, e não apenas dos ministros da Fazenda e dos tecnocratas.

Por fim, permito-me um adendo sociológico: o que estamos testemunhando é a crise do que o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos chama de “epistemologia do Norte global”. O G20 representa a última trincheira de um pensamento único que já não consegue dar respostas às crises simultâneas — climática, alimentar, energética, sanitária. O BRICS, mesmo com todas as contradições internas — e elas são muitas: a Rússia em guerra, a China com seu próprio modelo autoritário, o Brasil com suas clivagens políticas —, ao menos ousa pensar um outro mundo possível. E isso, meus caros, já é um ato de resistência intelectual e política que merece ser saudado, mas também criticado com a mesma energia. Não se trata de aplaudir acriticamente, mas de acompanhar com lupa, com rigor, com a solidariedade de quem sabe que a emancipação dos povos não virá de cima para baixo, mas da confluência entre as lutas populares e as brechas institucionais que conseguirmos abrir.

Rubens O Pescador

25/04/2026

Pois é, Tadeu, mas a diferença é que enquanto o G20 fica nessa lenga-lenga de foto e discurso, o BRICS já tá com pedra e cal no chão. Lá na minha roça, quando o governo do PT tava aí, a gente tinha comida na mesa e o leite chegava na escola dos meninos. Esse negócio de banco dos BRICS é a mesma coisa: tão fazendo enquanto o povo do G20 fica só de conversa fiada.

Tadeu

25/04/2026

Pois é, enquanto o G20 gasta rios de dinheiro com foto oficial e discurso bonito, o BRICS pelo menos entrega alguma coisa concreta. Mas vamos ver se esse tal sistema de pagamentos deles não vai parar na mesma burocracia que qualquer clube de banqueiros. Até agora, o que mais me interessa é saber se isso vai segurar a inflação aqui dentro ou só vai encarecer mais o arroz.

Carlos Mendes

25/04/2026

Ronaldo, você está certo sobre o chicote da austeridade, mas esqueceu de mencionar que o BRICS também está criando um sistema de pagamentos que tira o dólar do centro. Enquanto o G20 gasta milhões em jatinhos e coquetéis para líderes posarem de estadistas, o Novo Banco de Desenvolvimento já aprovou mais de 30 bilhões de dólares em projetos de infraestrutura. Trocar a hegemonia americana por outra não é o ideal, mas ter alternativas institucionais reais já é mais do que o clube de fotos do G20 jamais entregou.

    João Augusto

    25/04/2026

    Carlos, você aponta com precisão o que Gramsci chamaria de “reforma intelectual e moral” em curso: o BRICS não apenas oferece um banco, mas desarticula a hegemonia dólar-centrada ao criar um sistema de pagamentos que, mesmo imperfeito, já rompe a gramática do consenso neoliberal — enquanto o G20, como diria Benjamin, encena o espetáculo da política sem substância, uma mera fotografia do poder que não altera as relações de produção.

Ronaldo Pereira

25/04/2026

Cíntia, você tocou num ponto crucial: a austeridade fiscal é o chicote que o FMI e o Banco Mundial usam para manter o trabalhador de joelhos. Enquanto o G20 posa pra foto no Rio, o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS já financiou estradas e ferrovias na África do Sul sem exigir demissão em massa. Não tô dizendo que o BRICS é o paraíso, mas é uma ferramenta que a classe trabalhadora pode usar pra quebrar o monopólio da exploração. O problema é que nossos sindicatos ainda tão de olho em Brasília quando deviam estar costurando aliança com os metalúrgicos de Joanesburgo e os mineiros de Shenzhen.

Cíntia Ribeiro

25/04/2026

Carlos, você tem razão ao lembrar que trocar de hegemon não resolve automaticamente problemas estruturais. Mas acho que subestima o poder de ter alternativas institucionais — um banco que não exige austeridade fiscal como condição para empréstimos já muda o jogo para países endividados. O problema não é só quem manda, mas quais regras estão postas na mesa.

Marcos Conservador

25/04/2026

Esses comentários da Maria e da Cecília são típicos de quem acha que o mundo se resolve com discurso bonito de justiça social. Enquanto ficam esperando pão cair do céu, China e Rússia constroem infraestrutura e bancos de verdade. O BRICS pode não ser perfeito, mas ao menos está fazendo algo concreto para acabar com a hegemonia americana.

    Carlos Oliveira

    25/04/2026

    Marcos, eu entendo seu ponto sobre a necessidade de ações concretas, mas discordo que justiça social seja “discurso bonito”. Construir bancos e infraestrutura sem enfrentar a concentração de terra e a exploração do trabalho é apenas trocar a hegemonia americana por uma chinesa ou russa — e o povo continua sem pão. O concreto que a gente precisa é reforma agrária e educação pública de verdade.

João Santos

25/04/2026

Pois é, mais do mesmo. G20 virou palco pra político posar pra foto e gastar dinheiro público. Enquanto isso, o BRICS, com país sério como a Rússia e a China, tá criando banco próprio e sistema de pagamento, sem dever satisfação pros EUA. Bandido bom é bandido preso e político bom é aquele que trabalha, não que fica de mimimi em cúpula.

    João Carvalho

    25/04/2026

    João, você toca num ponto importante, mas é bom lembrar que o BRICS também tem suas contradições internas — a Rússia, por exemplo, é uma potência autoritária que usa o discurso antiocidental para justificar expansionismo, enquanto a China pratica um capitalismo de Estado que pouco difere do neoliberalismo na exploração do trabalho. O problema não é só de quem posa pra foto, mas de que tipo de “independência” estamos falando: a do BRICS pode ser apenas uma nova hegemonia, não uma alternativa real de equidade.

    Maria Aparecida

    25/04/2026

    João, eu concordo que o G20 virou um palco de vaidades, mas cuidado pra não cair no ufanismo do BRICS. A Rússia e a China podem até construir bancos, mas o que o povo precisa é de pão, não de geopolítica de elite — e nenhum desses blocos vai resolver a fome sem justiça social de verdade.

    Cecília Silva

    25/04/2026

    João, concordo que o G20 virou palco de vaidade, mas cuidado pra não romantizar o BRICS como se fosse a salvação da periferia. Banco próprio e sistema de pagamento não enchem barriga de favelado se o dinheiro continuar nas mãos de oligarcas russos e chineses — a gente precisa é de justiça social, não de trocar um patrão por outro.


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