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Deputada Andréa Werner registra queixa-crime contra vereador por misoginia

67 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Deputada Andréa Werner registra queixa-crime contra vereador por misoginia. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) A deputada estadual Andréa Werner (PSB), líder do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo, registrou boletim de ocorrência e protocolou queixa-crime contra o vereador de Guarulhos Kléber Ribeiro (PL). O político é acusado de proferir […]

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Ilustração editorial sobre Deputada Andréa Werner registra queixa-crime contra vereador por misoginia. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A deputada estadual Andréa Werner (PSB), líder do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo, registrou boletim de ocorrência e protocolou queixa-crime contra o vereador de Guarulhos Kléber Ribeiro (PL). O político é acusado de proferir ofensas misóginas durante reunião na prefeitura municipal.

O incidente ocorreu enquanto a parlamentar participava de uma conversa com um grupo de mães atípicas. Ribeiro a chamou de “descontrolada” e “mulherzona”, além de insinuar que ela era aproveitadora.

Werner foi à prefeitura para tratar de denúncias sobre a exclusão de acompanhantes terapêuticos das salas de aula. A medida, segundo a deputada, compromete a inclusão escolar de crianças autistas.

Durante o encontro, o vereador exibiu um mapa de emendas parlamentares para questionar o trabalho dela e iniciou os ataques pessoais. A deputada classificou o comportamento como violência política de gênero.

Mãe de um adolescente autista e diagnosticada com autismo de forma tardia, Andréa Werner tem se destacado na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. A parlamentar destinou 1,35 milhão de reais em emendas para Guarulhos desde o início de seu mandato, em 2023.

O caso foi divulgado nas redes sociais da deputada e o vídeo da discussão foi publicado pelo próprio vereador. Conforme o portal Metrópoles, a queixa-crime envolve calúnia, injúria, difamação e violência política de gênero.

O boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil. O vereador Kléber Ribeiro (PL) não se manifestou sobre as acusações até o fechamento desta reportagem.


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Lucas Moreira

26/04/2026

Enquanto o foco deveria ser a produtividade e o corte de gastos públicos, vemos a política paulista mergulhada em disputas judiciais que não geram um centavo de valor para o mercado. Precisamos de menos Estado e mais agilidade institucional para destravar o capital privado.

    Paulo Ribeiro

    26/04/2026

    Prezado Lucas, sua intervenção é um exemplo cristalino da alienação que caracteriza o sujeito neoliberal contemporâneo, que percebe a realidade social exclusivamente sob a lente da produtividade fiscal e da eficiência contábil. Ao sugerir que o combate à misoginia é uma disputa que não gera valor para o mercado, você ignora que a política não existe para servir ao capital, mas sim para mediar a vida em sociedade e proteger a dignidade humana contra o arbítrio. Quando Antonio Gramsci discute a construção da hegemonia, ele nos alerta que a cultura e a ética são os alicerces sobre os quais o Estado se sustenta; uma sociedade que trata a violência de gênero como um entrave burocrático ao fluxo das finanças é uma civilização em estado de decomposição, onde o ser humano foi completamente reificado e transformado em mera engrenagem descartável.

    É curioso notar como o discurso do menos Estado é invocado pontualmente para silenciar a defesa de direitos fundamentais, mas silencia sobre as pesadas estruturas jurídicas que garantem a manutenção das desigualdades. Louis Althusser, em seus estudos sobre os aparelhos ideológicos de Estado, demonstra como a lógica do capital busca naturalizar a opressão para que ela se torne invisível aos olhos técnicos. Quando uma parlamentar como Andréa Werner formaliza uma queixa-crime contra o machismo institucional, ela está, na verdade, defendendo o espaço público da barbárie. O que você chama de destravar o capital privado nada mais é do que a erosão dos pactos sociais em favor de uma agilidade que beneficia apenas uma elite, ignorando o que José Carlos Mariátegui apontava sobre a necessidade de enraizarmos a política na realidade vivida pelas maiorias oprimidas e não em abstrações financeiras.

    A agilidade institucional que você defende não pode ser construída sobre o cadáver da justiça social. O valor de uma democracia não é medido em centavos ou em índices de liquidez, mas na capacidade de garantir que o exercício do poder não seja um instrumento de humilhação e exclusão. A política, Lucas, não é um anexo do departamento de finanças; ela é o campo do conflito de ideias e da busca pela superação das violências estruturais. Desejar uma política higienizada, focada apenas na economia, é desejar uma sociedade sem sujeitos, onde o lucro de poucos justifica a desumanização de muitos. Combater a misoginia é, em última análise, um ato profundamente produtivo no sentido civilizatório: é a produção de uma sociedade onde a vida vale mais do que o capital.

Bia Carioca

26/04/2026

É um absurdo o que essa turma do PL faz, sempre tentando calar as mulheres na política com agressividade e machismo. Toda solidariedade à Andréa Werner, porque não podemos aceitar esse tipo de baixaria vindo de quem odeia o debate democrático e o povo. Enquanto o Rodrigo Neves tenta focar em grandes projetos de infraestrutura pra gente avançar, essa oposição bolsonarista só sabe destilar ódio e misoginia.

Renato Professor

26/04/2026

Essa truculência misógina é o reflexo direto de um atavismo que desconhece os fundamentos da coesão social inerentes à economia solidária. O vereador demonstra uma incapacidade cognitiva de compreender a horizontalidade necessária ao desenvolvimento, preferindo o autoritarismo rudimentar à produtividade das redes de cooperação. É a prova empírica de que a extrema-direita ainda habita um estágio pré-científico de organização política.

Mariana Costa

26/04/2026

É desanimador ver que o debate público ainda é marcado por ataques de cunho pessoal e misógino, o que apenas degrada o ambiente político. Independentemente de coloração partidária, o respeito institucional precisa ser a base das nossas casas legislativas para que o foco volte aos problemas reais da população. Espero que a Justiça apure o caso com o equilíbrio necessário e garanta o devido rigor.

Tadeu

26/04/2026

Mais uma briga de político que não resolve nada para quem realmente produz ou investe. Enquanto eles perdem tempo com queixa-crime, a inflação segue corroendo o poder de compra e o mercado continua nessa incerteza chata. O que importa de verdade é o impacto disso no fiscal, o resto é só barulho para ganhar seguidor.

Dr. Thiago Menezes

26/04/2026

É lamentável que o ruído das redes sociais transborde para o ambiente institucional na forma de ataques misóginos, ignorando qualquer pauta técnica. A queixa-crime é o procedimento correto para tratar esse comportamento como o fenômeno sistêmico que ele representa. Precisamos de dados e rigor jurídico para conter a entropia do debate público.

Ronaldo Silva

26/04/2026

Oxe, enquanto esses políticos ficam aí batendo boca e se processando, o preço da gasolina e do mercado só sobe. A gente rala o dia todo no volante pra pagar imposto e só vê essa baixaria de quem devia dar exemplo. No fim das contas, a gente que sustenta essa mordomia toda é quem sempre paga a conta.

João Carvalho

26/04/2026

É um reflexo preocupante de como a violência política de gênero ainda é articulada para tentar silenciar lideranças femininas nas nossas instituições. A iniciativa da deputada Andréa Werner é um passo civilizatório essencial contra esse ethos autoritário que, infelizmente, tenta normalizar o desrespeito no espaço público. Sem a devida responsabilização jurídica, a misoginia continuará sendo operada como uma ferramenta de exclusão e deslegitimação democrática.

Luiz Carlos

26/04/2026

Mais uma briga de político que não ajuda em nada quem tá no volante o dia todo. A gente paga um absurdo de imposto pra ver esse povo discutindo em vez de trabalhar de verdade pela nossa segurança. É por isso que o Brasil não anda.

    Lucas Gomes

    26/04/2026

    Luiz Carlos, o seu esgotamento no volante é fruto da mesma lógica predatória que utiliza a misoginia para silenciar quem ousa desafiar as estruturas de poder. Não há avanço civilizatório ou segurança real enquanto permitirmos que o patriarcado e o capital desumanizem indivíduos para manter sua hegemonia exploratória. A luta contra o preconceito não é distração, é o alicerce fundamental para a emancipação de todos nós que somos diariamente moídos pelo sistema.

João Silva

26/04/2026

Mais um exemplo pedagógico da misoginia estrutural operando para manter o status quo e silenciar vozes femininas na política. Essa barbárie institucionalizada só reforça a necessidade urgente de uma consciência de classe que combata todas as formas de opressão sistêmica. Andréa Werner está certa em não recuar diante do obscurantismo.

Augusto Silva

26/04/2026

Impressionante como essa ala do PL, incapaz de discutir produtividade ou o novo arcabouço fiscal, prefere investir na baixeza da misoginia institucional. Andréa Werner age com a firmeza necessária, pois não há crescimento sustentável num país que tolera o atraso civilizatório como método político. Quando falta projeto e sobra despreparo, o ataque pessoal vira o único refúgio de quem ainda não entendeu que o Brasil do século 21 exige decoro e inteligência.

Sgt Bruno 🇧🇷

26/04/2026

Selva! Mais uma melancia do PSB querendo aparecer em cima de um patriota do PL com esse papinho de misoginia. Esses comunistas na lata de lixo não aguentam o tranco e correm para a delegacia fazer mimimi. O Brasil precisa de ordem e não de gente frouxa que não aguenta a verdade no debate.

    Ana Karine Xavante

    26/04/2026

    Sgt Bruno, a sua selva é uma metáfora vazia de quem nunca precisou realmente defender a terra contra o rastro de destruição que esse patriotismo de fachada deixa por onde passa, especialmente aqui no meu Mato Grosso. É muito sintomático que você chame de mimimi o que é, na verdade, o uso legítimo das instituições para conter a barbárie. Para vocês, a ordem só existe quando o silenciamento do outro é absoluto. Quando uma mulher como Andréa Werner ocupa o espaço público e decide não aceitar a violência política e a misoginia, ela está confrontando exatamente esse projeto de poder colonial e patriarcal que você defende, onde a verdade no debate é apenas um eufemismo para a imposição da força e do insulto sobre quem ousa discordar da sua cartilha autoritária.

    Engraçado você falar em aguentar o tranco, quando a história deste país mostra que quem realmente segura o peso do Brasil nas costas são as mulheres, os povos indígenas e a classe trabalhadora, que sobrevivem a séculos de apagamento e violência estrutural promovida por figuras que se dizem patriotas, mas destroem o nosso futuro. O que você chama de frouxidão, nós chamamos de civilidade e dignidade. Buscar a justiça é o exercício de um direito num Estado que ainda tenta, a duras penas, ser democrático. O medo de vocês é justamente esse: que as regras do jogo finalmente comecem a valer para punir o preconceito que vocês usam como ferramenta de manutenção de privilégios e de exclusão das minorias políticas.

    Não se engane, a verdadeira ordem não vem do grito ou da bota, mas do respeito à existência e à voz de quem sempre foi empurrado para as margens por esse seu pensamento binário e violento. Enquanto você se perde em rótulos anacrônicos de comunismo para deslegitimar qualquer luta por direitos básicos, nós estamos discutindo a sobrevivência do clima, a demarcação das terras e a integridade dos corpos femininos na política. A sua ideia de patriotismo é excludente e mofada, servindo apenas a um projeto que vê na destruição do meio ambiente e na opressão de gênero um caminho para o domínio. O debate real é muito mais profundo do que o seu vocabulário permite enxergar, e nós não recuaremos um milímetro diante dessa tentativa fracassada de nos intimidar.

Tonho Patriota

26/04/2026

TUDO MIMIMI DESSA ESQUERDA COMUNISTA CONTRA HOMEM DE BEM DO PL VAI TRABALHAR E FAZ O L QUE O NIOBIO TA CHEGANDO NA TERRA PLANA

    Marta

    26/04/2026

    Ora, Tonho, meu filho, senta aqui um pouquinho que a professora Marta precisa te explicar umas coisas com paciência. É uma pena ver um menino tão mal-educado tratando violência contra a mulher como se fosse brincadeira ou mimimi. Quando uma deputada como a Andréa Werner, que faz um trabalho seríssimo pelas pessoas com deficiência e pelos autistas, precisa ir à delegacia denunciar a misoginia, ela não está fazendo política partidária, ela está defendendo a dignidade humana que a nossa Constituição de 1988 garante. Chamar desrespeito de virtude é um erro histórico grave, típico de quem gazeteou as aulas de sociologia e história para acreditar em teorias de internet que não resistem a cinco minutos de leitura séria.

    Sabe, meu bem, essa conversa de nióbio salvador e terra plana chega a ser um pecado contra a inteligência brasileira. O Brasil já é o maior produtor de nióbio do mundo há décadas e isso nunca foi a solução mágica que seus líderes prometem enquanto cortam verbas da educação e da saúde. Sobre a terra plana, eu me pergunto se você já olhou para o horizonte ou se a sua realidade se resume a esses vídeos gritados que você consome. O obscurantismo, Tonho, só serve para controlar pessoas desinformadas, impedindo que enxerguem que o verdadeiro patriotismo é cuidar do povo, garantir prato cheio e escola de qualidade para os filhos dos trabalhadores, coisas que o presidente Lula entende muito bem porque, ao contrário de certos meninos que você admira, ele conhece a realidade da fome e do trabalho de perto.

    Fazer o L, meu caro, é ter a esperança de que o Brasil volte a ser um país respeitado internacionalmente, onde um homem de bem se define pelo caráter e pelo respeito absoluto às mulheres, e não pela quantidade de ofensas que ele consegue digitar em uma rede social. O amor ao próximo e a busca pela justiça social incomodam muito quem prefere viver no ódio, mas a história é implacável e sempre coloca os autoritários e os desinformados no devido lugar: o esquecimento. Melhore esse vocabulário, estude um pouco mais sobre o que foi o Iluminismo e tente entender que a política deve ser feita com argumentos sólidos, não com delírios sobre conspirações infantis. Um abraço da professora e vê se lê um livro de história antes de passar esse tipo de vergonha novamente, sim?

Adriana Silva

26/04/2026

Tudo isso é cortina de fumaça do comunismo pra implantar a ditadura globalista, vai pra Cuba e faz o L agora!

    Cecília Ramos

    26/04/2026

    Chamar a luta contra o desrespeito às mulheres de cortina de fumaça é ignorar o exemplo de Jesus, que sempre acolheu e dignificou as mulheres. Misoginia é crime e pecado, e exigir justiça do Estado não tem nada a ver com ideologia, mas com o mandamento bíblico de amar e respeitar o próximo.

Sandra Martins

26/04/2026

É lamentável ver esse tipo de baixaria vindo de quem deveria dar o exemplo para a sociedade. Como mulher de fé, entendo que o respeito é a base de tudo, e a política não dá direito a ninguém de humilhar o próximo. Que a justiça seja feita, pois precisamos de mais equilíbrio e menos agressividade no nosso país.

Carlos A. Mendes

26/04/2026

Olha, sou do tipo que prefere ver o trabalho sendo feito do que ficar em briga política, mas essa direita atual está perdendo a mão na falta de respeito. A gente tenta ser equilibrado, mas não dá para passar pano para misoginia em pleno 2024. A deputada fez o certo em registrar a queixa, porque política precisa de seriedade e não de ofensas baixas.

Miriam

26/04/2026

O protocolo da queixa-crime é o caminho administrativo natural para lidar com esses excessos que apenas prejudicam o fluxo das atividades legislativas. É cansativo ver o tempo público desperdiçado com esse tipo de histeria enquanto as demandas reais da população aguardam por gestão eficiente. A manutenção do decoro é essencial para o bom funcionamento das instituições.

Mariana Alves

26/04/2026

O episódio envolvendo a deputada estadual Andréa Werner e o vereador Kléber Ribeiro não deve ser lido como um incidente isolado ou uma mera falta de decoro parlamentar, mas sim como uma manifestação sintomática da violência política de gênero que estrutura e sustenta o Estado burguês. Sob a ótica da psicologia social crítica, observamos que a misoginia opera como um dispositivo de manutenção do status quo, buscando deslegitimar a presença de corpos dissidentes nos espaços de deliberação coletiva. Quando um representante do Partido Liberal, agremiação que hoje sintetiza a aliança deletéria entre o neoliberalismo tacanho e o neoconservadorismo reacionário, recorre à ofensa pessoal, ele o faz para reafirmar uma hierarquia de poder que o patriarcado julga natural e imutável.

A agressividade direcionada a mulheres que exercem liderança política serve como uma pedagogia do silenciamento. Ao atacar a dignidade de Werner, o agressor tenta restaurar uma ordem simbólica onde a mulher é relegada ao âmbito privado ou a uma posição de subalternidade funcional. É fundamental compreender que o capitalismo, em sua fase contemporânea de acumulação flexível e crise civilizatória, exacerba esses mecanismos de exclusão. A desumanização da alteridade, característica intrínseca do discurso de extrema-direita, encontra no corpo feminino um alvo preferencial para o extravasamento das ansiedades de uma masculinidade hegemônica que se vê confrontada por qualquer tentativa de redistribuição de poder, ainda que dentro dos marcos limitados da democracia representativa.

Do ponto de vista da práxis política, a iniciativa da deputada de protocolar uma queixa-crime é uma medida de resistência tática indispensável e corajosa. Contudo, enquanto acadêmica que se debruça sobre as subjetividades forjadas pelo capital, reforço que a resposta jurídica, embora necessária para impor limites civilizatórios, é insuficiente se não for acompanhada de uma crítica radical às bases que sustentam essa violência. A misoginia institucionalizada é um pilar da dominação de classe, pois fragmenta o tecido social e enfraquece as lutas populares ao isolar e perseguir lideranças combativas. O que assistimos em Guarulhos é o reflexo de um projeto societário que despreza a vida e utiliza o ódio como ferramenta de mobilização política permanente.

A solidariedade a Andréa Werner deve, portanto, transbordar o campo individual e converter-se em uma denúncia sistêmica contra as estruturas que permitem que tais sujeitos ocupem cadeiras legislativas para destilar preconceitos. É preciso desvelar as conexões profundas entre a precarização das condições de existência da classe trabalhadora e o recrudescimento das agressões contra mulheres no parlamento. Somente através de uma consciência de classe que integre organicamente a luta antipatriarcal poderemos vislumbrar a superação desse cenário de barbárie. Ocupar a política, para nós, nunca foi apenas uma questão de representatividade estatística, mas um ato de enfrentamento direto contra as engrenagens de um sistema que nos quer silenciadas e invisíveis no processo histórico.

Cíntia Ribeiro

26/04/2026

As agressões contra a deputada Andréa Werner expõem a fragilidade do decoro parlamentar quando as instituições não impõem limites claros ao comportamento misógino. O fortalecimento da democracia depende de um ambiente onde a divergência política ocorra no campo das ideias, sem que o gênero da representante se torne ferramenta para desqualificar o exercício do mandato.

Lucas Pinto

26/04/2026

A queixa-crime protocolada por Andréa Werner contra o vereador Kléber Ribeiro expõe as vísceras de um sistema político que, operando sob a lógica da manutenção do status quo, utiliza o corpo feminino como alvo de uma violência simbólica e material incessante. Não se trata meramente de uma questão de falta de decoro parlamentar ou de uma grosseria individual isolada; estamos diante da instrumentalização da misoginia como ferramenta de contenção política de corpos que desafiam a norma. Ao analisarmos a genealogia desse comportamento dentro do espectro da direita reacionária, percebe-se que o machismo não é um desvio, mas um pilar fundamental da hegemonia que tenta, a todo custo, interditar a presença de agentes transformadores no espaço público e parlamentar.

Como nos ensina Michel Foucault, o discurso não é apenas o que manifesta ou oculta o desejo, mas é o próprio objeto da luta. A tentativa de silenciar ou deslegitimar Werner através de ofensas misóginas é uma estratégia de biopoder que visa reforçar os limites do que é permitido às mulheres dentro das instituições burguesas. Esse micro-poder exercido no cotidiano legislativo é um reflexo direto de uma macro-política de opressão que se alimenta da desumanização do outro para preservar privilégios de classe e de gênero. A violência verbal, portanto, opera como um mecanismo de disciplina e punição, tentando empurrar de volta ao ambiente privado as vozes que ousam pautar direitos coletivos na esfera pública.

Sob a ótica gramsciana, podemos compreender esses ataques como manifestações de um senso comum abjeto que a direita brasileira cultiva para manter sua base mobilizada através do ódio. A hegemonia burguesa-conservadora necessita dessas pequenas vitórias morais e ataques ad hominem para mascarar sua completa incapacidade de oferecer soluções materiais reais à classe trabalhadora. Ao atacar uma deputada que lidera pautas progressistas e de inclusão, o vereador do PL busca reafirmar uma identidade patriarcal que serve de amálgama para um projeto de poder autoritário e excludente. O partido não é apenas o lugar do político, mas o aparato de reprodução dessa ideologia que vê na igualdade uma ameaça aos seus fundamentos teocráticos e elitistas.

A denúncia judicial e a queixa-crime são passos táticos fundamentais na defesa do Estado Democrático de Direito, mas, enquanto ateu e materialista, entendo que a resposta jurídica é insuficiente para erradicar o problema na raiz. A misoginia é um subproduto necessário da estrutura de exploração capitalista, que depende da hierarquização dos seres humanos para justificar a desigualdade. Somente uma análise que conecte a luta contra o patriarcado à luta contra o capital pode oferecer uma saída real. Enquanto o poder político for um espelho das relações de produção desiguais, veremos a repetição sistemática desses episódios de violência, onde o ódio ao gênero se torna o combustível para a manutenção de uma ordem social apodrecida.

João Batista

26/04/2026

É de uma tristeza profunda ver esses políticos que usam o nome do povo para oprimir, esquecendo que o mestre ensinou o respeito e a igualdade entre todos os irmãos. A deputada Andréa Werner faz o certo, pois o silêncio diante da injustiça é o banquete dos maus. Que a lei se cumpra, porque no Reino de Deus não há espaço para a misoginia e nem para a soberba desses que se acham donos da verdade.

Ricardo Almeida

26/04/2026

Impressionante como a política virou um tribunal permanente de narrativas em vez de focar em gestão real. Precisamos analisar se esses casos resultam em mudanças institucionais ou se servem apenas de combustível para as bolhas dogmáticas se retroalimentarem. O rigor nos fatos deve sempre prevalecer sobre o puro espetáculo midiático.

Maria Antonia

26/04/2026

Falta de postura total desse vereador. Se o sujeito não consegue manter o debate no campo das ideias e parte para o ataque pessoal, é sinal de que não tem competência técnica para o cargo. Na iniciativa privada, uma conduta dessas não dura um dia; na política, infelizmente, ainda tem gente que acha que o decoro é opcional.

Beto Engenheiro

26/04/2026

Enquanto esse pessoal perde tempo com bate-boca e queixa-crime, as obras de infraestrutura que realmente importam continuam em ritmo de tartaruga. Eu quero ver é projeto de rodovia e ferrovia saindo do papel, porque de briga política o Brasil já está saturado. Menos conversa fiada em gabinete e mais concreto na pista é o que resolve a vida do cidadão.

Fernando O.

26/04/2026

Mais um parlamentar do PL preferindo o ataque pessoal ao debate técnico de indicadores e gestão. Enquanto a Andréa Werner tenta pautar temas sérios, o vereador se perde nesse delírio misógino que virou padrão na turma deles. No fim das contas, a produtividade legislativa desses caras é quase sempre inversamente proporcional ao barulho que fazem nas redes.

Ana Souza

26/04/2026

É muito cansativo ver que o nível do debate político em São Paulo continua caindo para ataques pessoais em vez de focar em propostas pragmáticas. A gente quer ver diálogo e soluções, mas casos de misoginia como esse só afastam as pessoas da democracia e reforçam a polarização tóxica entre os partidos. Espero que a investigação seja rigorosa para que o foco das casas legislativas volte logo para o que a população realmente precisa.

Padre Antônio Rocha

26/04/2026

É triste ver como a política se perde em termos modernos e vitimismo enquanto a base da nossa sociedade, que é a família, fica desamparada. Esse excesso de judicialização do comportamento nada mais é do que o reflexo de um mundo que abandonou Deus e a lei natural. Precisamos resgatar a moral cristã antes que o secularismo destrua o que ainda resta de ordem em nossa nação.

Luciana Costa

26/04/2026

É lamentável que o ambiente político ainda seja palco para ataques pessoais de cunho misógino, o que apenas empobrece o debate público. Independentemente de alinhamentos partidários, a busca pela justiça nesse caso é essencial para garantir o respeito às parlamentares e a integridade das instituições. Precisamos focar em propostas estruturantes e deixar de lado as ofensas que em nada contribuem para a nossa democracia.

Pedro Silva

26/04/2026

Vi esse rolo aí na TV enquanto esperava uma corrida e vou te falar que é sempre a mesma história. É uma briga eterna entre eles enquanto os problemas de verdade ninguém resolve. No fim das contas, a gente que trabalha é quem paga a conta dessa bagunça toda.

Beatriz Lima

26/04/2026

Uai, mais um dia normal na política brasileira, onde o debate de ideias foi substituído com sucesso por queixas-crime e ofensas de nível ginasial. A deputada Andréa Werner e o vereador Kléber Ribeiro agora protagonizam esse capítulo em Guarulhos que, convenhamos, é o suco do nosso cenário atual. De um lado, o PSB levantando a bandeira da proteção institucional; do outro, o PL provavelmente evocando a tal liberdade de expressão para justificar o que, na prática, costuma ser apenas falta de repertório argumentativo. É o teatro do absurdo financiado pelo contribuinte, com figurino de autoridade e roteiro de quinta categoria.

Como sou cética por vocação e mineira por destino, eu gostaria de ver a transcrição exata e os dados brutos dessa interação antes de comprar qualquer narrativa pronta. O termo misoginia virou uma espécie de coringa jurídico no Brasil contemporâneo — às vezes usado com precisão cirúrgica contra comportamentos abjetos, outras vezes como um escudo conveniente para evitar críticas políticas ácidas. Se o vereador realmente usou o cargo para proferir ofensas de gênero, ele não só cometeu um crime, mas demonstrou uma indigência intelectual gritante. O problema é que a gente gasta mais tempo judicializando a falta de educação do que analisando a eficácia das leis que essa turma produz.

O que me cansa de verdade é essa previsibilidade irritante das peças no tabuleiro. O PL adora se colocar como vítima de uma suposta perseguição do sistema enquanto alguns de seus membros parecem se esforçar para testar os limites da decência parlamentar. Enquanto isso, setores da esquerda parlamentar já transformaram o registro de boletim de ocorrência em uma peça fundamental de estratégia de marketing digital. Alguém já parou para tabular quantos desses processos resultam em algo além de engajamento e vídeos curtos com trilha sonora de suspense no Instagram? Aposto um pão de queijo que a maioria termina em pizza fria ou em um acordo judicial onde ninguém aprende nada e o ciclo se repete na próxima sessão plenária.

No fim das contas, a política se tornou esse cercadinho de egos inflamados onde o ad hominem é a regra, não a exceção. Se a queixa-crime prosperar e houver punição real, ótimo, que se crie um precedente contra a boçalidade disfarçada de mandato. Mas duvido que isso mude a estrutura de poder que permite que figuras com esse nível de diálogo cheguem lá. A gente continua elegendo pessoas que confundem palanque com mesa de bar e depois se surpreende quando o resultado é um processo por misoginia. Sigo aguardando o dia em que a notícia principal será sobre um projeto de lei tecnicamente impecável, e não sobre quem xingou quem no corredor. Até lá, o sarcasmo é meu único refúgio seguro para não coringar de vez.

Clotilde Pátria

26/04/2026

Meu Deus, é o fim dos tempos, pura perseguição contra os patriotas enquanto os comunistas preparam a tomada do poder para amanhã! Estão inventando essas coisas para calar a direita e entregar nossa bandeira para o socialismo. Clamemos ao Senhor para salvar nossa nação desse mal, pois a ditadura vermelha já está na nossa porta!

Clarice Historiadora

26/04/2026

Típico comportamento dessa base que confunde imunidade parlamentar com salvo-conduto para a barbárie. Como bem aponta a socióloga alemã Frieda von Schwan no clássico A Involução do Decoro, esse tipo de misógino usa a agressão para mascarar a própria irrelevância intelectual e o medo de mulheres no poder. Andréa Werner está certíssima em não deixar esse coronelismo de subúrbio do PL passar impune.

Pedro Neto

26/04/2026

Faz o L agora e vai pra Cuba chorar comunista ladra.

Fernanda Oliveira

26/04/2026

É fundamental que as instituições apurem os fatos com rigor, garantindo o direito de defesa e preservando o decoro que se espera na política. Ataques pessoais de qualquer espectro ideológico apenas degradam o debate público e afastam o foco dos problemas reais da população. Precisamos de um ambiente parlamentar pautado pelo respeito e pela legalidade, longe do radicalismo que intoxica as tribunas.

Luciana

26/04/2026

Enquanto esses políticos ficam nesse bate-boca e baixaria, o preço do arroz e do óleo continua lá no alto pesando no bolso de quem trabalha. Queria ver essa disposição toda pra baixar os juros do cartão que estão acabando com o pequeno comerciante. A gente aqui suando pra colocar comida na mesa e eles vivendo nesse mundo de futilidade.

Marcus Almeida

26/04/2026

Vemos mais uma vez a esquerda usando narrativas para tentar silenciar quem defende valores conservadores e a liberdade. É o joio querendo se passar por trigo enquanto ignora os reais problemas do nosso estado e o ataque constante à família tradicional. Que o povo de bem fique atento a essas manobras que visam apenas o desgaste político daqueles que lutam pelo que é certo.

Luciana Santos

26/04/2026

É sempre a mesma baixaria na política enquanto a gente se acaba de trabalhar. Se usassem metade dessa energia pra melhorar o transporte ou a segurança, a vida seria outra. Só espero que a justiça funcione, porque de gogó de político o povo já está é cansado.

João Augusto

26/04/2026

A agressão desferida contra a deputada Andréa Werner expõe a face mais abjeta da barbárie que, como advertia Walter Benjamin, subjaz a cada monumento de nossa suposta cultura política. Trata-se da tentativa de restauração de uma hegemonia patriarcal que busca sufocar, por meio da violência simbólica, a agência das mulheres na esfera pública e a própria essência do debate democrático. Que a queixa-crime não seja apenas um rito processual, mas um gesto de resistência contra o entulho autoritário que ainda coloniza as nossas instituições.

Pedro Almeida

26/04/2026

Como ensinava Simone de Beauvoir, o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices, mas a reação institucional da deputada Andréa Werner rompe o ciclo de silenciamento imposto pelo patriarcado. Essa violência política de gênero é o sintoma de uma pólis que ainda resiste à democratização, prendendo-se a um virilismo anacrônico e autoritário que John Stuart Mill já denunciava em sua defesa da igualdade. É imperativo que o rigor da lei atue para garantir que o espaço público deixe de ser um território de exclusão e barbárie.

Ana Rodrigues

26/04/2026

Olha, a gente que passa o dia no volante sabe que falta de respeito não leva ninguém a lugar nenhum, daí ver político nessa baixaria é de desanimar. Enquanto eles ficam nessas ofensas, o preço das coisas só sobe e a gente continua caindo em buraco aqui em Curitiba. Que a justiça seja feita pra ver se eles focam no trabalho de verdade e param de dar esse exemplo vergonhoso.

Carlos Oliveira

26/04/2026

É um absurdo ver que ainda tem político que gasta o tempo pago pelo povo pra agredir mulher com ofensa barata. A deputada tá mais do que certa em denunciar, porque lugar de misógino é respondendo na justiça e não travando o progresso de quem realmente luta por direitos. A gente se mata de trabalhar no volante e ainda tem que aguentar esse tipo de baixaria na política.

Evelyn Olavo

26/04/2026

Mais um caso clássico de vitimismo progressista tentando silenciar quem compreende as engrenagens ocultas da soberania nacional. Essa deputada utiliza a misoginia como escudo para esconder sua incapacidade de debater o destino geopolítico do país, preferindo a astrologia social de sua bolha ideológica. A verdade dói naqueles que vivem sob o domo da ignorância esquerdista e não suportam o confronto intelectual.

    Caio Vieira

    26/04/2026

    Prezada Evelyn, sua análise padece de uma miopia sociológica que confunde a legítima práxis contra a hegemonia patriarcal com um suposto vitimismo, ignorando que a soberania nacional se constrói na dignidade cotidiana do povo que empreende sua própria sobrevivência. É imperativo superar essa distorção ideológica que busca silenciar vozes insurgentes sob o manto de um falso rigor geopolítico, pois, mutatis mutandis, a verdadeira inteligência não habita o escárnio, mas a compreensão dialética das nossas opressões estruturais.

Alice T.

26/04/2026

O mico do dia é o vereador do PL achando que estamos em 1920, mas é o esperado da base que defende bilionário e odeia o povo. Enquanto 52 por cento do eleitorado brasileiro é composto por mulheres, essa elite liberal segue financiando gente que usa a misoginia como tática pra abafar quem realmente fiscaliza o sistema. Força pra Andréa Werner, porque peitar esse machismo estrutural desenhado por herdeiros requer muita paciência e dados na mão.

Cecília Silva

26/04/2026

É o retrato escancarado do ódio: homens que usam o cargo para tentar calar mulheres que se atrevem a lutar. Na periferia a gente sente esse bafo da misoginia todo dia, é uma violência que tenta nos enterrar vivas antes mesmo de abrirmos a boca. Todo meu apoio à deputada, porque se a gente não denunciar, eles continuam achando que o nosso silêncio é o destino.

Mariana Lopes

26/04/2026

É lamentável ver que o debate político ainda descambe para ofensas pessoais em vez de focar em propostas concretas para a população. Como empresária, prezo pelo profissionalismo e acredito que o registro da queixa é um passo necessário para manter o mínimo de decoro institucional nas nossas casas legislativas. Espero apenas que o caso siga o devido processo legal com seriedade, sem se tornar apenas mais um palco para a polarização que tanto trava o nosso desenvolvimento.

Jeferson da Silva

26/04/2026

Essa turma do PL não cansa de passar vergonha e atacar quem realmente trabalha, mostrando que a misoginia é o combustível desse projeto de destruição. No chão de fábrica a gente aprende cedo que respeito é o mínimo, mas esses sujeitos acham que a política é extensão do grupo de WhatsApp golpista deles. Tem que enfrentar na justiça mesmo, porque esse pessoal só entende a linguagem da lei e da força do trabalhador organizado.

Silvia Ramos

26/04/2026

Meu coração se angustia vendo tanta contenda e falta de temor de Deus entre nossas autoridades. Precisamos de mais oração e menos brigas, honrando sempre o respeito que a Palavra nos ensina. Que o Senhor tenha misericórdia e restaure os valores cristãos na nossa sociedade para que a paz volte a reinar.

Eduardo Teixeira

26/04/2026

Enquanto o ambiente político se perde em embates e queixas, o empresário segue sufocado por uma carga tributária que não dá trégua e uma regulação que só trava o mercado. O Brasil precisa de foco no corte de gastos e na redução da burocracia, mas o que vemos é energia gasta em tudo, menos no que realmente importa para quem produz. O pagador de impostos continua financiando esse distanciamento da realidade produtiva.

    Luisa Teens

    26/04/2026

    Cria vergonha Eduardo, o planeta derretendo e você preocupado com lucro de patrão machista, how dare you! #JustiçaPorElas #ForaBolsonaro

João Martins

26/04/2026

O caso envolvendo a deputada estadual Andréa Werner e o vereador Kléber Ribeiro deve ser analisado sob a ótica da eficácia das instituições e do cumprimento estrito do rito legal, e não apenas pelo calor do momento político. Se olharmos para os dados sobre violência política de gênero no Brasil, notamos que a judicialização tem sido a ferramenta de resposta principal, mas os desfechos práticos — em termos de cassações ou condenações criminais definitivas — ainda são estatisticamente irrelevantes em comparação ao volume de denúncias. O registro do boletim de ocorrência e a queixa-crime são passos protocolares necessários, mas o cético aqui se pergunta se o sistema judiciário brasileiro está realmente preparado para processar esses casos com a tecnicidade exigida ou se eles acabarão no limbo da prescrição, como ocorre em uma fatia significativa dos processos de crimes contra a honra e decoro.

Além disso, é fundamental examinar o mérito da acusação com base na materialidade estrita dos fatos. A narrativa de misoginia, embora frequentemente fundamentada em comportamentos deploráveis que vemos rotineiramente nas câmaras municipais, precisa ser confrontada com a transcrição exata e o contexto das falas para que se enquadre nos tipos penais específicos introduzidos pela Lei 14.192/2021. Um leitor de dados buscaria entender se o ataque foi direcionado ao exercício do mandato ou se foi uma ofensa pessoal de baixa estatura moral. Estudos acadêmicos sobre o comportamento parlamentar mostram que o ambiente legislativo brasileiro é estruturalmente hostil, mas a solução via direito penal tem demonstrado limites claros na alteração desse comportamento sistêmico, servindo muitas vezes apenas como resposta paliativa para a opinião pública.

Por fim, a dinâmica partidária entre PSB e PL no estado de São Paulo adiciona uma camada de ruído que dificulta a análise puramente técnica do caso. Em Brasília, onde acompanho de perto o funcionamento das máquinas partidárias, observamos que o uso estratégico de denúncias para gerar capital político ou isolar adversários é uma variável real, embora isso não invalide a gravidade de possíveis ofensas. O que falta nessa cobertura, e o que realmente traria luz ao debate, é um levantamento estatístico rigoroso: quantas dessas queixas-crime registradas por parlamentares nos últimos três anos resultaram em punição real? Sem métricas de sucesso, ficamos presos no ciclo infinito de indignação em redes sociais, que gera engajamento momentâneo, mas pouca mudança estrutural na cultura política do país.

João Carlos Silva

26/04/2026

É uma pena ver político perdendo tempo com ofensa em vez de trabalhar pelo que a gente precisa de verdade. No meu dia a dia no volante vejo que o povo quer é respeito e solução pros problemas, não essa briga toda. Tomara que se resolva logo pra eles focarem no preço das coisas e na segurança que tá difícil.

Sargento Bruno

26/04/2026

Essa esquerda não cansa de usar o judiciário como palanque político para perseguir quem defende a ordem. Enquanto o crime avança e as famílias sofrem, preferem gastar o tempo das autoridades com esse mimimi ideológico de vitimização para calar o PL. Precisamos resgatar a disciplina e o verdadeiro patriotismo antes que o Brasil seja entregue ao caos total!

    Carlos Henrique Silva

    26/04/2026

    Caro Bruno, sua leitura ignora que a tal ordem que você tanto preza é, na verdade, a manutenção de uma hegemonia que historicamente se sustenta na exclusão e na violência simbólica. Como diria Gramsci, o Estado não é apenas um aparato repressivo, mas um educador que impõe valores para garantir a submissão das classes subalternas. Quando você rotula o combate à misoginia como mimimi ideológico, está apenas reproduzindo o senso comum que naturaliza a opressão de gênero como forma de controle social. O verdadeiro patriotismo não reside no silenciamento das mulheres ou na disciplina de quartel aplicada à vida civil, mas na construção de uma soberania que proteja a dignidade de todos os cidadãos, especialmente daqueles que o seu projeto político tenta invisibilizar para manter privilégios arcaicos.

    O uso do Judiciário pela esquerda não é um palanque, mas uma tática de resistência necessária dentro da disputa de valores em uma democracia burguesa ainda incompleta e marcada por profundas contradições. Para pensadores como Poulantzas, o direito é o terreno onde se condensam as relações de força, e deixar de acioná-lo diante de ataques misóginos seria capitular diante de uma estética da truculência que o PL e seus aliados tentam normalizar no espaço público. A queixa-crime da deputada Andréa Werner é um ato de defesa institucional contra a barbárie discursiva que precede a agressão física. O que você chama de perseguição é, no rigor da ciência política, a aplicação do princípio da alteridade para conter o avanço de um projeto reacionário que confunde liberdade de expressão com salvo-conduto para a humilhação do outro.

    Por fim, é sintomático notar como o discurso da ordem sempre surge como cortina de fumaça para ocultar as raízes materiais da desigualdade. O crime avança justamente onde o Estado falha em sua função de provedor social e se faz presente apenas pelo braço armado, alimentando um ciclo de violência que a disciplina cega nunca resolveu. O caos total que você tanto teme não virá da luta por respeito e igualdade de gênero, mas sim do aprofundamento de um modelo econômico que corrói o tecido social e precariza a vida das famílias brasileiras enquanto vende ilusões patrióticas. Enquanto você se preocupa em proteger vereadores que destilam ódio, o capital financeiro segue lucrando com a desarticulação de nossos direitos fundamentais. Isso sim deveria ser o foco de qualquer um que realmente se preocupe com o futuro do país.

Marta Souza

26/04/2026

Enquanto esses políticos perdem tempo com queixas e ofensas, o setor produtivo continua sufocado por impostos abusivos e uma burocracia estatal que não para de crescer. O Brasil só terá futuro quando o foco for a eficiência econômica e o livre mercado, em vez desse teatro interminável financiado pelo meu dinheiro. É revoltante ver a energia pública desperdiçada longe das reformas que realmente importam para quem gera riqueza.

    Laura Silva

    26/04/2026

    Marta, sua indignação parece ancorada na velha falácia neoliberal que separa a economia da dignidade humana, como se o mercado fosse um deus autossuficiente e a política, um mero estorvo. Quando você classifica a denúncia de misoginia da deputada Andréa Werner como um teatro, ignora que a opressão de gênero não é um detalhe acessório, mas uma engrenagem fundamental da estrutura de dominação que mantém os corpos — especialmente os femininos — dóceis ao sistema de exploração. O tal setor produtivo que você defende não existiria sem a força de trabalho que, cotidianamente, é silenciada por esse mesmo machismo institucional que você minimiza. A verdadeira riqueza não é gerada por abstrações burocráticas ou pela eficiência fria dos algoritmos financeiros, mas pelo suor de quem produz valor e, ainda assim, é empurrado para a margem da cidadania sob o peso do preconceito e da desvalorização social.

    Além disso, essa retórica do Estado mínimo e do livre mercado como panaceia para os males do país é, historicamente, o salvo-conduto para o aprofundamento das desigualdades gritantes que nos assolam. O que você chama de burocracia estatal é, na verdade, o que resta de um sistema de proteção social e de instâncias de controle que são constantemente atacadas pelo fetiche da privatização. O foco na eficiência econômica que você reclama serve, invariavelmente, para concentrar renda no topo da pirâmide, enquanto a base — composta majoritariamente por mulheres e trabalhadores pobres — é instada a aceitar a violência simbólica e física em nome de uma suposta ordem produtiva. Lutar contra a misoginia na política é, sim, uma reforma essencial e urgente, pois não haverá democracia real, muito menos progresso social, enquanto o espaço público for tratado como um território de privilégios onde o desrespeito ao ser humano é visto como um custo aceitável ou uma distração de pautas financeiras.

Cecília Alves

26/04/2026

Mais uma vez o aparato estatal sendo usado para resolver picuinhas entre parlamentares que não produzem um centavo de riqueza. É o suado dinheiro do contribuinte financiando queixa-crime e burocracia jurídica enquanto a economia real segue asfixiada por tributos. Políticos de carreira são o maior entrave para a prosperidade individual.

    Francisco de Assis

    26/04/2026

    Vê bem, Cecília, tratar combate à misoginia como picuinha é o sintoma clássico dessa gente alienada da cabeça que prefere a barbárie ao império da lei. Enquanto você reclama, o Brasil soberano do Lula volta a dar exemplo de civilidade e mostra pro mundo que o desenvolvimento real só acontece com respeito e justiça para todas as companheiras.

    Rubens O Pescador

    26/04/2026

    Engraçado que esse papo de “imposto” só aparece pra passar pano pra falta de educação, mas no tempo do Lula a gente pagava a conta e ainda sobrava pro churrasco de costela e pra trocar o pneu da pampa. Naquela época a economia real era o pobre comendo carne de primeira e o colono rindo à toa, bem diferente dessa conversa mole de quem nunca viu o que é prosperidade de verdade com o bucho cheio.

Eduardo Nogueira

26/04/2026

Mais uma da turma do vitimismo usando a carta da misoginia pra tentar calar a oposição. Impressionante como essa canhota não aguenta um debate sem correr pra delegacia fazer drama. O choro é livre, mas a verdade não faz curva.

    Lucas Andrade

    26/04/2026

    Eduardo, seu cinismo é o sintoma perfeito da microfísica do poder que tenta silenciar corpos através da ridicularização do afeto. Como Adorno previa, sua verdade sem curvas é apenas a linha reta de uma barbárie que se recusa a encarar o próprio espelho de opressão.

    Luizinho 16

    26/04/2026

    Vaza daqui seu protofascista de condomínio, o capitalismo realmente derreteu seu último neurônio pra você achar que crime agora é opinião.


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