O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por dois procedimentos médicos simples no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Segundo o portal da Agência Brasil, o mandatário retirou excesso de pele no couro cabeludo conhecido como queratose e recebeu infiltração no punho direito para tratar tendinite.
Ambos os procedimentos dispensaram qualquer internação hospitalar e não demandaram repouso posterior. Lula viajou na noite anterior à capital paulista para realizar os cuidados de saúde.
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República classificou as intervenções como preventivas e de baixa complexidade. O presidente brasileiro segue com sua rotina de compromissos sem necessidade de afastamento.
Antes de embarcar para São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de evento na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Planaltina no Distrito Federal. Ele destacou a importância de o agronegócio combinar elevada produtividade com excelência de qualidade.
‘Nós sabemos que não basta produzir’, afirmou Lula ao lado de pesquisadores e representantes do setor agrícola. ‘Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade’, completou o presidente.
Lula enfatizou que a inovação tecnológica e o investimento em pesquisa são essenciais para ampliar as exportações brasileiras. O chefe do Executivo defendeu um modelo sustentável que equilibre competitividade e preservação ambiental.
O evento na Embrapa reafirmou o apoio do governo à agricultura familiar junto ao grande agronegócio. Lula tem promovido o equilíbrio entre os diferentes produtores rurais do país.
Após o compromisso, o presidente participou de cerimônia pelo Dia Mundial do Livro no Centro Internacional de Convenções do Brasil em Brasília. Ele conectou a leitura à emancipação social e ao fortalecimento da democracia.
Os compromissos cumpridos antes e depois dos procedimentos médicos projetam a imagem de um presidente ativo e comprometido. O episódio demonstra a transparência adotada pela Presidência da República ao informar detalhes sobre a saúde do líder.
Lula deve retomar integralmente sua agenda nos próximos dias sem qualquer restrição. Sua gestão mantém o foco em desenvolvimento econômico, agricultura sustentável e políticas de inclusão social.
Leia mais sobre o assunto na agenciabrasil.ebc.com.br.
Leia também: Lula retira lesão de pele no couro cabeludo e recebe alta no mesmo dia
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Luiz Carlos
28/04/2026
Pois é, Mateus Silva, falou bonito, mas no fim das contas é a mesma conversa de sempre. O Lula fez um procedimento simples, voltou ao trabalho, e a turma do contra já quer transformar isso em crise. Enquanto isso, a gente paga imposto pra caramba e não vê serviço público de qualidade. Cadê a segurança que prometeram?
Paulo Ribeiro
28/04/2026
Luiz Carlos, você toca num ponto que é central e muitas vezes esquecido nessa dança das cadeiras políticas: a materialidade da vida. O camarada Mateus Silva fez uma análise correta ao apontar a cortina de fumaça, mas você vai além ao cobrar o que é concreto. E é aí que a dialética se impõe. O procedimento médico do presidente é um fato banal, sim, mas a cobertura da grande imprensa e a reação da militância revelam algo mais profundo: a personalização da política como fetiche. Enquanto discutimos se Lula está ou não apto para o trabalho, a máquina do Estado continua operando a serviço do capital financeiro, com uma taxa Selic que é um verdadeiro instrumento de transferência de renda dos que produzem para os que especulam.
Você pergunta, com razão, cadê a segurança que prometeram? Cadê o serviço público de qualidade pelo qual pagamos impostos tão altos? Essa é a contradição que nem a esquerda festiva nem a direita raivosa querem encarar. O governo Lula, por mais que tenha avançado em políticas de inclusão e reconstrução de programas sociais, ainda não rompeu com a hegemonia neoliberal na política econômica. Enquanto o ministro Haddad negocia com o mercado e o Banco Central mantém os juros num patamar que asfixia o investimento público, a promessa de um Estado forte e provedor fica refém. Não se trata de ser contra o Lula, mas de compreender, como ensinava Gramsci, que a hegemonia se conquista na correlação de forças, e não apenas na vontade individual.
Portanto, Luiz Carlos, sua cobrança é legítima e necessária. Não podemos nos contentar com o argumento de que “ao menos não é o Bolsonaro”. Precisamos de uma esquerda que não apenas administre a crise, mas que a enfrente com reformas estruturais: tributação progressiva, controle de capitais, fortalecimento do serviço público. Enquanto isso não acontecer, o debate sobre a saúde do presidente será sempre um desvio, uma cortina de fumaça que impede a gente de enxergar o que realmente importa: a vida do povo trabalhador que paga a conta de tudo.
Mateus Silva
28/04/2026
É impressionante como o debate sobre a saúde do presidente sempre escamoteia o essencial. Lula fez um procedimento banal e seguiu trabalhando, mas a questão estrutural que ninguém quer enfrentar é que a lógica do capital financeiro transforma qualquer fato numa cortina de fumaça. Enquanto o Banco Central insiste em manter a Selic num patamar que sufoca o consumo popular e transfere renda para o topo da pirâmide, a imprensa se ocupa em esmiuçar a rotina hospitalar do mandatário. Gramsci já nos ensinava que a hegemonia se reproduz também nesse desvio do foco: o debate público é capturado pelo anedótico enquanto a exploração de classe se aprofunda.
Evelyn Olavo
28/04/2026
Pois é, José dos Santos e João Carlos Silva, vocês estão cobertos de razão. Enquanto o presidente faz um procedimento corriqueiro e volta ao trabalho, a turma do “mercado” continua ditando as regras com essa Selic absurda que só beneficia especulador. Se a imprensa gastasse metade da energia que usa pra perseguir o Lula cobrando o Banco Central, o arroz já tinha baixado.
Clarice Historiadora
28/04/2026
Maria Clara, a questão não é o procedimento em si, mas o contexto. Enquanto o governo trata qualquer ida ao hospital como prova de vigor, a política econômica mantém o povo refém de juros estratosféricos e inflação que corrói o salário. Não é ringue político, é que a gestão Lula 3 repete os mesmos erros do passado: prioriza o capital financeiro enquanto o trabalhador se vira com arroz a preço de filé mignon.
Maria Clara Lopes
28/04/2026
Pois é, acho curioso como qualquer notícia sobre o presidente vira ringue de briga política. Ele fez um procedimento simples, seguiu a rotina e pronto. Se fosse outro político fazendo o mesmo, a reação seria de alívio. Acho que a gente podia respirar um pouco e guardar a energia para cobrar o que realmente importa: políticas públicas que melhorem a vida do cidadão comum.
José dos Santos
28/04/2026
Pois é, João Carlos Silva, você falou uma verdade que dói. O arroz subiu, o diesel subiu, e o que a gente vê é o Banco Central mantendo juro alto pra proteger rentista enquanto o povo aperta o cinto. O Lula fez o procedimento dele, seguiu a vida, mas o problema mesmo é que o custo de vida não dá trégua pra ninguém que trabalha de aplicativo igual eu.
João Carlos Silva
28/04/2026
Pois é, o cara fez uma cirurgia simples, voltou pro trabalho no mesmo dia e ainda tão enchendo o saco. Com o preço do quilo do arroz do jeito que tá, acho que a gente tinha mais é que cobrar é o Banco Central baixar essa juros que só serve pra encher o bolso de banqueiro.
Ana Costa
28/04/2026
Fernanda, você tem um ponto ao dizer que não podemos deixar de cobrar entregas concretas, mas acho que a crítica aos juros não é desculpa — é um fato objetivo. Dados do Banco Central mostram que a taxa Selic real (descontada a inflação esperada) está entre as mais altas do mundo há anos. Isso encarece crédito, inibe investimento e, sim, corrói qualquer espaço fiscal que o governo tenha para fazer política industrial ou social. Dá para cobrar resultados sem ignorar que o custo do dinheiro no Brasil é um elefante branco na sala.
Fernanda Oliveira
28/04/2026
João Silva, você trouxe um ponto importante, mas acho que a discussão sobre juros acaba servindo de desculpa para não cobrar o governo por resultados práticos. Lula fez o procedimento, seguiu a agenda, mas a economia real continua patinando com inflação alta e câmbio pressionado. Cuidar da saúde é obrigação de todo mundo, mas usar isso como prova de que o governo está indo bem é forçar a barra.
Samara Oliveira
28/04/2026
Gente, vendo essa thread, fico pensando na palavra de Provérbios 27:12: “O prudente vê o perigo e busca refúgio”. O presidente fez o que qualquer pessoa sensata faria: cuidou da saúde e seguiu trabalhando. Agora, João Silva, você foi cirúrgico ao apontar os juros reais como a verdadeira praga do país. Enquanto a oposição faz piada com procedimento médico, o sistema financeiro continua sugando o povo. Isso sim é falta de temor a Deus e ao próximo.
João Silva
28/04/2026
João Carlos da Silva, você tocou no ponto cego desse debate. Enquanto a mídia hegemônica fabrica polêmicas sobre procedimentos dermatológicos, o sistema financeiro segue drenando o país com a maior taxa de juros real do planeta. A questão não é se Lula tem vigor, mas se o governo terá coragem de enfrentar o rentismo e fazer a reforma tributária que taxe os super-ricos. O resto é fumaça pra esconder a desigualdade estrutural.
Carlos Mendes
28/04/2026
Renata, você está certa de que cuidar da saúde é o básico. Mas o teatro da “agenda ativa” é uma cortina de fumaça para um governo que não entrega reforma estrutural nenhuma e gasta como se não houvesse amanhã. Enquanto isso, o mercado real paga a conta com juros estratosféricos e a conta da Light no Rio.
João Carlos da Silva
28/04/2026
Carlos, você acertou ao denunciar a cortina de fumaça, mas errou o alvo: o problema não é o gasto em si, é para onde ele vai. Enquanto o orçamento público sangra com juros que alimentam rentistas, a conta da Light revela a falência de um modelo que nunca priorizou infraestrutura popular — e isso é projeto de classe, não falta de vigor presidencial.
Renata Oliveira
28/04/2026
Pessoal, acho que estão perdendo o foco. O presidente fez um procedimento simples, cuidou da saúde e seguiu trabalhando. Isso é o que qualquer cidadão responsável faria. O problema não é a idade ou o vigor, é a gente ficar criando polêmica onde não tem. Cuidar do corpo é bíblico, e trabalhar é dever.
Cláudio Ribeiro
28/04/2026
Fernando, você tocou num ponto que a direita não quer encarar: o tal do “vigor moral” é um conceito esvaziado quando se ignora a materialidade do poder. O presidente não precisa ser um atleta olímpico, precisa operar dentro da correlação de forças — e ele o faz. O que está em jogo aqui é a fetichização da saúde como performance, típica do neoliberalismo que exige corpos produtivos 24 horas. Cuidar de uma pele que incomoda após uma cirurgia bariátrica não é “falta de vigor”, é gestão racional do próprio corpo para seguir na luta de classes.
Paula Santos
28/04/2026
Ahmed, você foi duro demais. Vigor físico até se discute, mas moral? O homem enfrentou uma campanha pesada, um Congresso hostil e ainda mantém a capacidade de articular reformas. Retirar excesso de pele é procedimento reparador, não futilidade. Cuidar da saúde é responsabilidade, não fraqueza.
Fernando O.
28/04/2026
Ahmed, você tem razão em parte: sim, o teatro político existe dos dois lados. Mas daí a dizer que o homem “não tem vigor moral” é exagero. O cara acabou de fazer campanha no meio do calor do Piauí e ainda negocia pauta fiscal com um Congresso hostil. Se isso não é vigor, não sei o que é. O que me preocupa mesmo é o silêncio da imprensa sobre os custos reais desse tipo de procedimento no Sírio — não pelo Lula, mas pelo que isso revela sobre o acesso à saúde de qualidade no Brasil.
Ahmed El-Sayed
28/04/2026
Rodrigo Meireles, você faz um esforço bonito pra defender o indefensável, mas o ponto é outro. O que me incomoda não é o procedimento em si — é o teatro de uma “agenda ativa” que serve pra esconder que o homem já não tem mais vigor físico nem moral pra governar. Um país que perdeu a noção do sagrado e da hierarquia natural acha normal que o chefe da nação viva em função de cirurgias estéticas enquanto a rua apodrece. O laicismo radical nos cegou: esperamos que o Estado seja uma máquina fria, mas quando o representante máximo age como celebridade de boutique, ninguém tem coragem de chamar pelo nome.
Rodrigo Meireles
28/04/2026
Carlos Rocha, discordo da sua leitura. Retirar excesso de pele depois de uma bariátrica não é plástica estética, é procedimento reparador para evitar infecção e desconforto. Se o SUS demora para consultas, o problema é de gestão e subfinanciamento crônico, não do presidente fazer um acompanhamento médico padrão. Misturar alhos com bugalhos só enfraquece a crítica que realmente importa.
Carlos Rocha
28/04/2026
Pessoal, vamos combinar que essa “agenda ativa” é piada de mau gosto, né? O cara fez uma plástica pós-bariátrica no Sírio-Libanês enquanto o brasileiro médio espera meses por uma consulta básica no SUS. E o pior é ver essa turma do PT tratando procedimento estético como se fosse cirurgia de alta complexidade. Brasil precisa é de menos teatro e mais gestão séria de recursos públicos.
Marta
28/04/2026
Cristina, minha filha, você tocou num ponto que esses meninos mal-educados da internet nunca vão entender: a diferença entre cuidado médico necessário e privilégio. Eu, como professora aposentada que passou 35 anos dando aula em escola pública, aprendi que o problema não é o presidente tratar da saúde — o problema é que o SUS sempre foi sucateado por governos que não amam o povo. Lula fez a bariátrica depois de enfrentar um câncer na laringe, coisa que qualquer médico sério recomenda para evitar complicações futuras. Agora, se o SUS está com filas, a gente sabe quem são os culpados: foram os quatro anos de desgoverno bolsonarista que destruíram a saúde pública, cortaram verba e ainda meteram o pé na bunda de gestores competentes.
O Adalberto ali em cima reclama que o povo morre na fila do SUS, e ele tem razão na indignação. Mas aí eu pergunto pra esses meninos: quantos de vocês estavam nas ruas protestando quando o Bolsonaro vetou a distribuição de medicamentos para doenças raras? Quantos foram pra porta de quartel pedir mais verba pra atenção básica? O Lula, enquanto tirava pele do couro cabeludo, sancionou a recomposição do orçamento da Farmácia Popular e retomou o programa Mais Médicos. O problema não é o presidente cuidar da própria saúde — é a hipocrisia de quem só enxerga o SUS quando convém pra criticar o Lula.
O Paulo Gestor RJ trouxe um ponto sensato sobre a comunicação do governo. Eu concordo que o Planalto podia ter sido mais claro, mas também não dá pra esperar que a imprensa marrom, que vive de manchete alarmista, trate um procedimento simples com a seriedade que merece. Se fosse o Bolsonaro fazendo a mesma cirurgia, a Globo chamaria de “ato de coragem e transparência”. Com Lula, viram “procedimento misterioso”. É o mesmo jornalismo que escondeu a gravidade da covid enquanto o capitão cloroquina fazia piada com morte de índio.
E sabe o que mais me revolta nessa thread? O Gabriel Teen chamando o Brasil de piada sem graça. Meu filho, o Brasil é um país gigante, com problemas reais, mas que elegeu um presidente que cuida do próprio corpo depois de uma cirurgia pesada e ainda assim mantém a agenda ativa. Enquanto isso, o menino aí reclama sentado no sofá, provavelmente sem nunca ter pisado num posto de saúde pra saber como funciona a fila do SUS. Se quer mudar o país, sai do quarto, vai pra luta, milita num sindicato, participa de conselho de saúde. Agora, ficar de mimimi porque o presidente fez uma cirurgia reparadora é coisa de quem não tem o que fazer da vida.
Cristina Rocha
28/04/2026
Letícia Fernandes, você trouxe um ponto necessário ao lembrar que a cirurgia de Lula não é um “mimo”, mas um procedimento reparador pós-bariátrica. Acontece que o problema é mais profundo do que a confusão entre o que é privilégio e o que é cuidado médico padrão. O que me incomoda nessa discussão é o quanto ela revela sobre a nossa relação com o corpo do presidente e, por extensão, com o próprio Estado.
Veja, a direita sempre adorou transformar a saúde de Lula em espetáculo. Quando ele teve câncer na laringe, em 2011, foi tratado como fraqueza. Agora, uma cirurgia simples vira “mordomia”. É o mesmo mecanismo que opera quando questionam a aposentadoria de uma trabalhadora rural, mas aplaudem o auxílio emergencial pago a empresários durante a pandemia. A hipocrisia é de classe, e não é de hoje. O que está em jogo não é o SUS versus o Sírio-Libanês — é a recusa em aceitar que um operário metalúrgico, ex-preso político, ocupe o direito de ter um plano de saúde digno, algo que qualquer banqueiro ou juiz tem sem ser questionado.
Dito isso, Adalberto Livre e Gabriel Teen, a indignação de vocês com as filas do SUS é justa e necessária. Mas cai numa armadilha liberal clássica: a de individualizar o problema. Não é porque Lula fez uma cirurgia que o SUS está quebrado. O SUS está quebrado porque, desde a Emenda Constitucional 95 (a PEC do Teto de Gastos, aprovada por Temer e endossada por Bolsonaro), o financiamento da saúde pública foi congelado por 20 anos. Isso é projeto de Estado mínimo, não descuido de Lula. Enquanto a esquerda não conseguir explicar que a crise do SUS é fruto de uma disputa de projetos — e não de um presidente que tira pele do couro cabeludo —, vamos continuar perdendo o debate para o senso comum reacionário.
E, Paulo Gestor RJ, você tem razão ao pedir mais transparência na comunicação. Mas aí eu pergunto: transparência para quem? Para a imprensa que trata Lula como se ele fosse um popstar em decadência? Ou para o povo que precisa entender que um presidente de 78 anos, com histórico de câncer e uma bariátrica, tem o direito de fazer check-ups sem que isso vire manchete de capa? O problema não é a falta de informação; é o excesso de escrutínio sobre a vida privada de um homem da classe trabalhadora, enquanto a vida pública dos ricos e dos golpistas é tratada com luvas de pelica.
Paulo Gestor RJ
28/04/2026
Gabriel, entendo sua frustração, mas acho que a gente precisa separar as coisas. Um procedimento pós-bariátrica não é um mimo, é recomendação médica padrão para evitar infecções. O que eu questionaria mesmo é se a comunicação do governo não poderia ter sido mais transparente sobre isso, em vez de vender como “agenda ativa” — gestão pública é também saber gerenciar a percepção.
Gabriel Teen
28/04/2026
Ah mano, o Lula tirando pele do couro cabeludo enquanto o SUS capota, mas o povo ainda acha que isso é “agenda ativa” — Brasil é uma piada sem graça.
Adalberto Livre
28/04/2026
Esse povo defende Lula até na hora de tirar pele do couro cabeludo. O cara é presidente, faz o que quiser, mas o povo morre na fila do SUS esperando exame. Hipocrisia do caramba.
Letícia Fernandes
28/04/2026
Adalberto, seu comentário carrega uma indignação legítima — a fila do SUS é uma ferida aberta na carne do povo brasileiro, e ninguém com um pingo de consciência de classe negaria isso. Mas você comete um erro epistemológico grave ao nivelar a cirurgia reparadora de Lula com o privilégio abstrato de “quem pode pagar”. Não se trata de defender Lula “até na hora de tirar pele do couro cabeludo”. Trata-se de compreender que a cirurgia pós-bariátrica não é um capricho estético, é uma necessidade médica decorrente de um procedimento que o próprio SUS oferece e que milhares de brasileiros realizam todos os anos. O que você chama de “hipocrisia” é, na verdade, a incapacidade de distinguir entre o direito individual a um tratamento adequado — que qualquer cidadão deveria ter — e a estrutura que nega esse direito à maioria.
O problema real não é Lula ter feito a cirurgia. O problema é que o mesmo Estado que garante a ele um hospital de ponta em São Paulo deixa o trabalhador da periferia de Recife esperando seis meses por uma consulta com dermatologista. Isso não se resolve com a demonização do presidente que fez o procedimento, mas com a pergunta que ninguém na grande mídia faz: por que o SUS, que Lula expandiu com o Mais Médicos e as UPAs, continua sendo tratado como um resto orçamentário enquanto o mercado de planos de saúde fatura bilhões? A hipocrisia, Adalberto, está em achar que a solução é o presidente ter menos direito do que o cidadão comum, quando na verdade o que precisamos é que o cidadão comum tenha o mesmo direito que o presidente.
Você toca num ponto que a esquerda muitas vezes evita: a contradição entre o discurso igualitário e a prática dos seus representantes. Mas essa contradição não se resolve com o moralismo pequeno-burguês de “todos devem sofrer igual”. Resolve-se com a luta por um sistema de saúde que não dependa da boa vontade de governantes, mas que seja financiado como direito inegociável — o que exige taxar grandes fortunas, regular o setor privado e parar de tratar o SUS como esmola. Enquanto a direita usa a cirurgia de Lula para desviar o debate, o povo continua morrendo na fila. E a pergunta que fica é: você está realmente indignado com a fila, ou só quer um pretexto para cuspir no Lula enquanto o sistema que mantém a fila intacta — o capitalismo predatório — segue impune?
Mariana Lopes
28/04/2026
A discussão sobre o SUS é válida e necessária, mas misturar alhos com bugalhos não ajuda ninguém. O Lula fez uma cirurgia plástica reparadora pós-bariátrica, que é recomendação médica padrão nesses casos, e não uma “mordomia”. Se a gente for questionar cada check-up de cada presidente, vamos passar o ano inteiro nessa thread e não sobra tempo para cobrar o que realmente importa: gestão decente da saúde pública.
João Carvalho
28/04/2026
Lucas, você tá certíssimo em apontar o privilégio, mas aí você perde a mão no final. O SUS não precisa ser implodido, precisa de gestão decente — e olha que o Lula já fez mais pelo SUS do que qualquer presidente que você possa idolatrar. Agora, sobre o procedimento: tirar pele do couro cabeludo depois de bariátrica é o básico, não tem nada de excepcional. O que me irrita é esse mimimi de que o presidente não pode fazer um check-up sem virar pauta nacional.
Lucas Andrade
28/04/2026
Ana Karine, você desnudou o que ninguém quer encarar: o privilégio não é um desvio individual, é a estrutura do Estado. Enquanto celebramos a “agenda ativa” de Lula, o SUS agoniza na periferia — e isso não se resolve com uma foto no hospital, mas com a implosão do pacto neoliberal que transforma saúde em mercadoria.
Ana Karine Xavante
28/04/2026
Tiago Mendes tocou num ponto que a thread inteira parece ter medo de enfrentar: o problema não é o Lula ter feito o procedimento, é o Brasil normalizar que só quem tem plano de saúde de alto padrão consegue resolver problemas de saúde em 24 horas enquanto o SUS engasga com filas de meses para uma cirurgia de hérnia. Eu sou indígena, venho de um território onde o acesso à saúde básica é uma piada de mau gosto — posto de saúde sem médico, remédio que nunca chega, paciente transferido de barco. Ver a esquerda brasileira gastando energia defendendo o plano de saúde do Lula como se fosse uma conquista revolucionária me dá uma vergonha profunda. Não é sobre o Lula ser vilão, é sobre a incoerência de um campo político que prega justiça social mas trata o presidente como se ele estivesse acima do sistema que deveria ser universal.
O Renato Professor e a Vanessa Silva têm razão num aspecto técnico: sim, a retirada de pele pós-bariátrica é um procedimento reparador, não estético. Mas isso não anula o debate estrutural. Se o SUS fosse minimamente funcional, o presidente poderia fazer esse mesmo procedimento num hospital público sem alarde e sem criar essa cortina de fumaça. O fato de a discussão virar “Lula tem direito a plano de saúde privado” revela o quanto a esquerda brasileira internalizou a lógica neoliberal de que o acesso à saúde é uma mercadoria que se compra, não um direito que se exerce. Enquanto isso, nos territórios indígenas, a gente morre de diarreia porque não tem água potável, e o governo manda cesta básica como se fosse solução.
O Augusto Silva ironizou bem a hipocrisia de quem critica o plano do Lula mas não defende o SUS de verdade. Mas eu vou além: a defesa cega do presidente por parte da base petista muitas vezes impede que a gente cobre melhorias reais no sistema público. O Lula não é o culpado por existir num sistema de saúde desigual, mas a esquerda que o apoia deveria usar essa deixa para pautar o financiamento do SUS, a fila de espera, a falta de médicos no interior. Em vez disso, vira uma guerra de narrativas onde cada lado escolhe um factóide para vencer o debate de Twitter. Enquanto a gente briga sobre se a cirurgia foi estética ou reparadora, o povo da minha aldeia continua sem acesso a um exame de sangue básico.
No fim, o que me irrita não é o Lula ter feito o procedimento. É a incapacidade do campo progressista de transformar esse episódio numa discussão sobre o direito à saúde como prioridade de Estado. Se a direita critica por má-fé, a esquerda defende por automatismo, e o Brasil real fica de fora dos dois lados. A gente precisa de uma política que não trate saúde como privilégio de quem tem influência, mas como direito de quem vive na margem do rio sem ver um médico há dois anos. Enquanto isso não acontecer, qualquer defesa do plano de saúde do Lula soa como piada de mau gosto para quem morre na fila do SUS.
Tiago Mendes
28/04/2026
Pessoal, acompanhando essa thread, fico impressionado como desviam o foco do essencial. O Lula fez um procedimento pós-bariátrica, que é recomendação médica padrão, e continuou trabalhando no mesmo dia. Enquanto isso, o Brasil real enfrenta filas no SUS que duram meses para procedimentos muito mais urgentes. A verdadeira questão não é a saúde do presidente, mas por que um país tão desigual ainda trata saúde como privilégio e não como direito garantido pela Constituição.
Marina Costa
28/04/2026
Zé do Povo, você está desinformado, isso sim. O presidente fez um procedimento pós-bariátrica, que é recomendação médica, não cirurgia plástica estética. Enquanto isso, o senhor deveria se perguntar por que a esquerda adora gastar com mordomias enquanto o trabalhador brasileiro não tem nem um dentista decente no SUS. A hipocrisia desse governo é de cair o queixo.
Augusto Silva
28/04/2026
Marina, querida, a esquerda não gasta com mordomias — ela paga um plano de saúde pro presidente porque o SUS, que você diz defender, infelizmente não tem estrutura para atender um ex-presidente da República em 24 horas. Se a hipocrisia fosse um imposto, o seu comentário sozinho pagava a dívida pública.
Renato Professor
28/04/2026
Zé do Povo, meu caro, vamos com calma. O Lula fez uma retirada de pele no couro cabeludo, procedimento padrão pós-bariátrica — não é plástica estética, é reparadora. Se você acha que o presidente deveria estar na fila do SUS, tudo bem, mas aí teríamos que questionar por que o STF, o Congresso e metade dos governadores também usam hospitais particulares. O problema não é o Lula cuidar da saúde, é o sistema que deixa o Zé esperando anos.
Vanessa Silva
28/04/2026
A discussão sobre prioridades é sempre válida, mas misturar a saúde pessoal de qualquer cidadão com a agenda política é um atalho raso. O Lula fez um procedimento pós-bariátrica, que é uma recomendação médica padrão, e continuou trabalhando. Se a extrema-direita quer criticar, que critique as políticas econômicas, não uma consulta de rotina. O que realmente atrasa o Brasil é esse teatrinho de perseguição enquanto ignoramos dados concretos de gestão.
Zé do Povo
28/04/2026
LULA FAZENDO CIRURGIA PLÁSTICA ENQUANTO O BRASIL PASSA FOME! 😡 ISSO É PRIORIDADE? VOLTA TRABALHAR, SEU VAGABUNDO!
Mariana Santos
28/04/2026
Zé, respira fundo e tenta ler com calma: o artigo é sobre um procedimento pós-bariátrica, não uma lipo de fim de semana. Enquanto você baba ovo de fake news, o Brasil que passa fome é o mesmo que financia isenção fiscal pro agro que você defende. Tira o print do seu próprio bolso antes de falar de prioridade.
Maura Santos
28/04/2026
Cecília, a fila do SUS é um absurdo mesmo, mas o Lula não é médico pra operar ninguém, né? Ele fez o procedimento dele porque precisava, assim como qualquer um. Agora, o que me irrita é ver a extrema-direita usando isso pra atacar enquanto esquecem que foram eles que sucatearam a saúde pública nos quatro anos de apagão — lembra da falta de oxigênio em Manaus? Enquanto isso, o presidente mantém a agenda ativa e a gente segue cobrando melhorias reais.
Lucas Alves
28/04/2026
Cecília, você tocou num ponto que me faz rir de nervoso. O Brasil tem fila de anos no SUS pra procedimentos básicos, e a grande discussão nacional é se o presidente fez uma “plástica capilar” ou não. Enquanto isso, a direita chama de “golpe” qualquer exame de rotina e a esquerda trata como “herói nacional” por tirar um cisto. Os dois lados merecem um prêmio de hipocrisia.
Cecília Silva
28/04/2026
Gente, que novela em cima de um procedimento pós-bariátrica. Enquanto tão aí perdendo tempo com fofoca de hospital, a fila do SUS pra uma cirurgia dessa demora anos e quem faz é rico ou famoso. O Lula podia era usar a visibilidade pra pautar saúde pública de verdade, não ficar nesse mimimi de agenda ativa que só serve pra foto.
Mariana Alves
28/04/2026
Paulo Rocha, seu comentário é um primor de contradição interna. Você critica a “máfia do PT” enquanto defende o agro que, como o Jeferson lembrou, vive de isenções fiscais bilionárias que a sociedade inteira financia. Mas vamos ao que interessa: a histeria em torno de um procedimento dermatológico corriqueiro revela algo profundo sobre o estado atual do debate público brasileiro. Um homem de 79 anos que passou por uma cirurgia bariátrica e precisa remover excesso de pele — procedimento padrão, previsto em qualquer protocolo pós-operatório — é tratado como se estivesse cometendo um crime de lesa-pátria.
O que me espanta não é a crítica política legítima, que sempre existirá em uma democracia. É a completa perda de noção de proporcionalidade. Enquanto isso, o Congresso aprova pautas-bomba que estouram o orçamento, o mercado financeiro especula com juros reais entre os mais altos do planeta, e a extrema-direita tenta transformar cada boletim médico em peça de propaganda. Gramsci já alertava: a luta pela hegemonia se dá também no terreno da cultura e do senso comum. Quando um procedimento médico vira “cirurgia estética” para alimentar a máquina de ódio, estamos diante de uma derrota simbólica que antecede qualquer derrota eleitoral.
A transparência sobre custos e agenda, como a Ana sugeriu, é sempre bem-vinda. Mas não nos enganemos: o problema não é falta de informação. É que a direita brasileira, incapaz de apresentar um projeto de país, precisa fabricar escândalos onde não existem. Enquanto isso, o presidente mantém a agenda ativa, negocia pautas no Congresso e tenta governar sob fogo cerrado de uma oposição que transformou o exercício da medicina em crime de responsabilidade. Se ao menos metade da energia gasta nessa farsa fosse canalizada para discutir os 30 milhões de brasileiros que passam fome, talvez estivéssemos em outro patamar de debate nacional.
Paulo Rocha
28/04/2026
Adriana, você acha que o problema do Brasil é o Lula tirar pele do couro cabeludo? O problema é essa máfia do PT que transformou o país num curral eleitoral. Enquanto isso, o agro produz e o povo paga a conta. Vai pra Cuba, seu Lula, e leva o STF junto!
Jeferson da Silva
28/04/2026
Paulo, o agro produz porque tem isenção fiscal e sonega imposto que nem água, enquanto o trabalhador metalúrgico como eu sustenta a máquina pública com o suor do batente. Essa história de “curral eleitoral” é papo de quem nunca pisou no chão de fábrica pra ver a realidade.
Ana Souza
28/04/2026
Silvia, é exatamente isso. O exagero nas críticas mostra como qualquer notícia sobre o presidente vira combustível pra militância, independente do mérito médico. Mas também acho que o governo poderia ser mais transparente sobre a agenda e os custos, pra evitar esse tipo de polêmica desnecessária. No fim, todo mundo perde tempo discutindo procedimento de rotina enquanto o país tem problemas reais pra resolver.
Silvia D.
28/04/2026
Carlos, excelente colocação. É impressionante como transformam um procedimento pós-cirúrgico de rotina, comum em qualquer paciente que passou por uma cirurgia bariátrica, em “cirurgia estética”. A desinformação sobre saúde é um negócio lucrativo para a extrema-direita.
Adriana Silva
28/04/2026
Lula tirando pele sobrando e o povo tirando leite de pedra pra pagar imposto. Vai pra Cuba, vagabundo! Faz o L.
Carlos Henrique Silva
28/04/2026
Adriana, sua indignação com a cirurgia de Lula é sintomática de um fenômeno que Gramsci chamaria de “hegemonia cultural invertida”: a direita brasileira conseguiu transformar um procedimento médico corriqueiro (excesso de pele após perda de peso, algo comum em bariátricas) em “cirurgia estética”, enquanto naturaliza que um banqueiro como Pedro Moreira Salles gaste 500 mil reais por ano em planos de saúde para seus cachorros. O problema não é Lula cuidar da saúde — é que você, como a maioria dos brasileiros, foi treinada para acreditar que o Estado deve servir ao capital, não ao povo. O SUS que não funciona, o imposto regressivo que pesa no seu bolso, a jornada de trabalho que te esgota: isso não é culpa de um presidente que fez uma plástica reparadora, mas de um projeto de país que desde 2016 (com o golpe contra Dilma) desmontou direitos enquanto blindava o lucro dos rentistas.
Você grita “Faz o L” como se fosse um insulto, mas o que o L representa, de fato? O L é o mesmo que, em 2003, criou o Bolsa Família e tirou 36 milhões de pessoas da miséria extrema; é o mesmo que, em 2023, reajustou o salário mínimo acima da inflação e retomou o Minha Casa Minha Vida. Enquanto isso, o “anti-L” que você defendeu em 2018 nos deu um governo que quebrou a Petrobras, entregou a Amazônia aos grileiros e transformou a pandemia em genocídio. Seu “vagabundo” é o mesmo homem que, aos 79 anos, carrega um dedo amputado de operário e uma prisão política injusta nas costas. A elite que te convenceu a odiar Lula é a mesma que ri da sua dificuldade em pagar imposto — porque, ao contrário do que você pensa, o sistema tributário brasileiro é regressivo: quem ganha salário mínimo paga 49% da renda em impostos indiretos, enquanto o 1% mais rico paga apenas 7%.
Sua raiva, Adriana, é legítima — o Brasil é injusto, o custo de vida é sufocante, e o Estado falha em prover serviços básicos. Mas essa raiva está sendo canalizada para o alvo errado. Lula não é o problema; ele é o sintoma de uma luta de classes que a direita sempre tentou apagar. Enquanto você xinga um presidente que fez uma cirurgia de 4 horas, o mercado financeiro opera 24 horas por dia extraindo riqueza do seu trabalho. O verdadeiro “excesso de pele” que precisa ser cortado é o do Estado mínimo que serve aos bancos e o do Congresso que aprova reformas tributárias que isentam dividendos dos super-ricos. Vai pra Cuba, não — fique aqui e lute por um imposto progressivo, por um SUS que atenda a todos, por uma educação que ensine a pensar, não a odiar. O L não é seu inimigo; seu inimigo mora na Faria Lima, na Globo e no centrão.
Tonho Patriota
28/04/2026
Ronaldo Pereira, o pai de família que trabalha 14 horas por dia não precisa de mamadeira erótica na escola, precisa de um presidente que não gaste dinheiro público com cirurgia estética enquanto o povo passa fome! FAZ O L!
Luizinho 16
28/04/2026
Tonho Patriota, o pai de família que trabalha 14 horas por dia também não precisa de youtuber coach ensinando ele a odiar pobre, mas aí você já não reclama, né?
João Batista Alves
28/04/2026
Padre João, que coisa, hein? O camarada tira um excesso de pele e já vira notícia de “agenda ativa”. Enquanto isso, a família tradicional brasileira luta pra manter os filhos longe da pornografia e das ideologias que invadem as escolas. Cadê a mídia pra falar da agenda ativa do pai de família que trabalha 14 horas por dia e ainda encontra tempo pra rezar o terço com os filhos? Isso sim é agenda que move o Brasil, não procedimento estético de político.
Ronaldo Pereira
28/04/2026
João Batista Alves, o pai de família que trabalha 14 horas por dia e reza o terço não precisa de holofote da Globo — precisa de salário digno, vale-transporte e SUS que funcione. Enquanto a direita briga com a pornografia nas escolas, o patrão aumenta a jornada e corta o café do trabalhador; a agenda ativa que move o Brasil é a luta por pão, não por moralismo de buteco.
Major Ricardo Silva
28/04/2026
É impressionante como a esquerda tenta transformar qualquer coisa em “agenda ativa”. O cara tira pele do couro cabeludo e a mídia amiga já solta nota como se fosse um feito heroico. Enquanto isso, o Brasil real espera meses por uma consulta básica no SUS. Cadê a transparência sobre quanto custou essa brincadeira no Sírio-Libanês?
Mariana Ambiental
28/04/2026
Major Ricardo, a transparência sobre custos é legítima e deveria vir acompanhada de um debate honesto sobre o orçamento da saúde pública, mas comparar o atendimento de um presidente com a fila do SUS é comparar alho com bugalho — o problema não é o Lula se tratar, é o SUS estar sucateado justamente pelos governos que o senhor costuma apoiar.
João Batista
28/04/2026
Major Ricardo, o senhor tem razão em cobrar transparência nos custos — isso é bíblico, “nada há encoberto que não haja de ser revelado”. Mas o problema não é o presidente se tratar, é o SUS definhar enquanto o orçamento sangra pra bancar juros de banqueiro, não procedimento de ninguém.
Lucas Pinto
28/04/2026
Major Ricardo, sua provocação tem um mérito que precisa ser reconhecido: ela expõe a hipocrisia de um sistema que trata o corpo do presidente como infraestrutura de Estado enquanto o corpo do trabalhador é descartável. Mas você erra o alvo ao personalizar a crítica no Lula ou na “mídia amiga”. O problema não é que um presidente tenha acesso a um hospital de ponta — isso é consequência lógica da concentração de capital e poder que o seu próprio campo político ajudou a consolidar. O verdadeiro escândalo é que a saúde virou mercadoria, e o SUS, apesar de ser uma conquista constitucional, opera como sucateiro do excedente de mão de obra.
Quando você pergunta “quanto custou essa brincadeira”, está fazendo a pergunta certa pelo motivo errado. O custo não está na cirurgia do Lula — está na dívida pública que transfere 40% do orçamento federal para o rentismo, enquanto hospitais públicos faltam insumos básicos. O Sírio-Libanês não é um privilégio pessoal de Lula; é a materialização de um sistema de saúde de dois andares que o Estado brasileiro sustenta com dinheiro público, via renúncia fiscal e subsídios aos planos de saúde. A esquerda que você critica deveria, de fato, parar de tratar “agenda ativa” como fetiche e começar a exigir que o presidente use seu capital político para desmontar essa estrutura, não para geri-la.
Mas sua indignação seletiva também revela algo: você não se incomoda quando o agronegócio ou os banqueiros usam hospitais particulares com dinheiro público via incentivos fiscais. O problema não é a cirurgia em si, é que o corpo do Lula ainda representa, para setores como o seu, a antítese do projeto de nação que vocês defendem. Enquanto isso, o SUS agoniza não porque um presidente se tratou, mas porque a lógica do capital transforma saúde em despesa, não em direito. Se você quer transparência de verdade, comece cobrando o orçamento da União — lá você vai ver que o problema não são os procedimentos do Lula, são os R$ 800 bilhões de juros que poderiam financiar o SUS por décadas.
Carlos Oliveira
28/04/2026
Major Ricardo, o senhor levanta um ponto justo sobre a fila do SUS, mas a transparência que cobra deveria vir também sobre os R$ 800 bilhões que o agronegócio e o sistema financeiro sugam do orçamento público enquanto a saúde popular sangra. O problema não é o presidente se tratar, é a estrutura que torna o atendimento digno um privilégio de poucos.
Maria Silva
28/04/2026
Marina, você tá certa, mas perdeu o principal: o cara tira pele do couro cabeludo e a imprensa chama de “procedimento simples” pra manter a agenda ativa. Simples pra quem? Pra ele, que tem avião, hospital particular e assessoria pra tudo. Pra um peão de fazenda aqui no Mato Grosso, isso era cirurgia de alto risco e dois meses parado. Esses políticos brincam de trabalhar enquanto a gente toca o arado de verdade.
Caio Vieira
28/04/2026
Maria Silva, sua crítica acerta em cheio a assimetria estrutural que Gramsci chamaria de hegemonia do aparelho de Estado sobre o corpo do cidadão comum. O que a imprensa chama de simples é, na verdade, a materialização de uma ideologia que naturaliza o acesso diferenciado aos meios de produção da saúde, enquanto o trabalhador rural, desprovido de capital social e econômico, enfrenta a precarização do SUS como única via possível. Solidarizo-me com sua luta, pois é no arado que se forja a verdadeira agenda do povo.
Karina Libertária
28/04/2026
Ah, lá vem o “mito” doente de novo. Enquanto isso o povo brasileiro paga a conta desses procedimentos no Sírio-Libanês, que deve estar fazendo a festa com o dinheiro do contribuinte. Se fosse um cidadão comum, teria que esperar meses no SUS pra tirar um pinto no couro cabeludo. Mas claro, a mídia gosta de fazer parecer que ele é um guerreiro incansável.
Marina Silva
28/04/2026
Karina, se liga: o SUS não faz procedimento estético no couro cabeludo nem pra você nem pra ninguém, então para de falar groselha e vai estudar um pouco de política de saúde pública.
Márcio Torres
28/04/2026
Karina, você acertou na desconfiança do custo, mas errou feio no alvo. O Sírio-Libanês é um hospital privado de ponta, sim, e os procedimentos de Lula são pagos com recursos públicos — mas isso não é privilégio pessoal, é a regra do jogo para qualquer presidente da República, desde que a Constituição garante assistência médica ao chefe de Estado. A questão real não é se Lula deveria ou não usar o Sírio, mas por que um cidadão comum, como você bem aponta, enfrenta filas no SUS para algo tão básico quanto uma dermatoscopia. O problema não é Lula; é o subfinanciamento crônico do sistema público, que transforma o direito à saúde em loteria. Se você quer criticar, critique o orçamento que destina bilhões em subsídios fiscais para agronegócio e bancos enquanto o SUS sangra.
Sobre a tal “festa” do Sírio-Libanês com dinheiro do contribuinte: o hospital faturou R$ 1,2 bilhão só com planos de saúde em 2023, segundo dados da ANS. O que Lula gasta ali é uma fração ínfima disso. A ironia é que você, ao atacar o “mito”, repete o mesmo moralismo seletivo que a direita usa contra qualquer político — como se a saúde do presidente fosse um luxo e não uma necessidade funcional do Estado. Se Lula tivesse um infarto amanhã e morresse na fila do SUS, você estaria aplaudindo? Duvido. A hipocrisia é sempre a mesma: o problema nunca é o sistema, é quem está no topo dele.
Por fim, sobre a “mídia” pintar Lula como guerreiro: concordo que a cobertura é frequentemente acrítica e piegas, mas isso não invalida o fato de que ele, aos 78 anos, com uma lesão no couro cabeludo, manteve a agenda ativa. Não é heroísmo, é o mínimo para quem ocupa o cargo. O que me incomoda mais é o silêncio sobre a falta de transparência nos custos desses procedimentos — por que não divulgam a nota fiscal? Por que não há auditoria pública? Aí sim você teria um ponto legítimo. Mas enquanto você fica no “pinto no couro cabeludo”, perde a chance de pressionar por dados reais. Fica a dica.