O ministro da Defesa da Rússia, Andrey Belousov, reafirmou o compromisso de Moscou em apoiar o Irã. A declaração ocorreu durante encontro com o vice-ministro da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, na capital do Quirguistão, Bishkek.
Belousov destacou que o apoio russo ao Irã permanecerá inabalável independentemente da evolução da situação regional. O ministro russo expressou solidariedade ao povo iraniano e às Forças Armadas do país.
O encontro foi relatado pela agência TASS e reproduzido pelo portal Mehr News. As autoridades discutiram o fortalecimento da cooperação bilateral nos setores de defesa e segurança.
Belousov ressaltou que a Rússia defende a resolução de conflitos exclusivamente por meios diplomáticos. Ele afirmou que Moscou está disposta a contribuir para uma solução pacífica e duradoura na região.
O vice-ministro da Defesa do Irã, Reza Talaei-Nik, agradeceu o apoio prestado pela Rússia nos fóruns internacionais. Talaei-Nik enfatizou a importância da parceria com Moscou para a preservação da soberania e da segurança.
Os dois lados concordaram em expandir a colaboração nas áreas de defesa e segurança. A reunião consolidou os laços estratégicos entre as Forças Armadas da Rússia e do Irã.
Belousov reiterou a posição de Moscou em defesa da soberania e da integridade territorial iraniana. O ministro russo manifestou disposição para continuar o diálogo construtivo entre os dois países.
Talaei-Nik avaliou positivamente o nível atual das relações bilaterais. O vice-ministro iraniano expressou confiança no aprofundamento futuro da cooperação militar e técnica.
A conversa em Bishkek reflete o interesse mútuo em coordenação frente a desafios comuns. Os representantes das duas nações concluíram o encontro com avaliações convergentes sobre a parceria estratégica.
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Mariana Ambiental
28/04/2026
Apoio inabalável a um regime que esmaga mulheres, prende jornalista e financia milícia no Oriente Médio? Bonito discurso pra foto em Bishkek. Mas enquanto o povo iraniano luta por direitos básicos, esses dois governos se abraçam pra perpetuar a mesma autocracia disfarçada de soberania nacional.
Carlos Oliveira
28/04/2026
Pois é, Ana Costa, você trouxe um ponto importante sobre a base aérea russa no Quirguistão, mas a real é que essa “consolidação” russa na Ásia Central é mais um capítulo da mesma história: enquanto os impérios se realinham, quem se fode é o povo. Aqui no Brasil a gente sabe bem como é ter o próprio país virando curral de guerra alheia enquanto falta remédio no posto de saúde.
Ana Costa
28/04/2026
Só uma observação factual: a reunião foi em Bishkek, capital do Quirguistão, que por sinal sedia uma base aérea russa desde 2003. A Rússia está consolidando sua presença na Ásia Central enquanto o Ocidente tenta isolar Moscou e Teerã. O problema é que esse “apoio inabalável” não vem de graça — o Irã já forneceu drones Shahed para a guerra na Ucrânia, e a troca de favores militares entre os dois só aumenta a instabilidade regional.
Jeferson da Silva
28/04/2026
Marta, você foi cirúrgica. Esses “analistas” de sofá ficam citando Hobbes e Maquiavel enquanto a gente aqui no chão de fábrica sabe que aliança entre Rússia e Irã é só dois patrões se protegendo pra continuar explorando trabalhador. Enquanto isso, o metalúrgico brasileiro perde direito e vê a CLT virar peneira com esse papo de “modernização trabalhista”.
Marta Souza
28/04/2026
John Marshall, você tem um PhD em geopolítica de butique, mas na prática a Rússia e o Irã são dois regimes que vivem de extorquir o próprio povo com mão de ferro e petróleo. Enquanto você cita Hobbes, o empreendedor brasileiro está pagando 14% de juro real e não consegue nem importar um parafuso sem pagar imposto sindical. Apoio inabalável a ditadura é o que quebra qualquer nação que tenta abraçar esse tipo de aliança.
John Marshall
28/04/2026
Mariana, você faz um bom contraponto, mas acredito que precisamos de mais nuance. O apoio russo ao Irã não é mera simpatia ideológica; é uma aliança estratégica que remonta a Hobbes e à lógica do Leviatã — Estados soberanos buscando sobrevivência num sistema anárquico. O problema do Brasil não é discutir geopolítica, mas sim a incapacidade de formular uma política externa coerente que não seja reativa ou meramente retórica. Enquanto isso, nossos juros reais estratosféricos são um escândalo que nenhum chanceler parece disposto a enfrentar.
Mariana Santos
28/04/2026
Vanessa, você tocou no cerne da questão. Enquanto a Rússia reafirma “apoio inabalável” a um regime que executa manifestantes e oprime mulheres, o Brasil sangra com juros reais de 14,25% que só servem ao rentismo. Belousov e Talaei-Nik apertam as mãos em Bishkek enquanto o povo iraniano luta por liberdade — e aqui a classe trabalhadora paga a conta de um Banco Central independente que virou caseiro do capital financeiro. Cadê o “apoio inabalável” ao povo brasileiro?
Vanessa Silva
28/04/2026
Tiago, você trouxe um ponto que ninguém quis encarar: enquanto a Rússia e o Irã trocam tapinhas nas costas, o Brasil está pagando a maior taxa de juros real do planeta e não consegue asfaltar nem a saída da própria fazenda. Apoio inabalável a regime que não constrói um hospital decente é só teatro geopolítico pra vender arma. Cadê o plano de desenvolvimento que não depende de ditadura alheia?
Tiago Mendes
28/04/2026
Beto Engenheiro, você tocou num ponto que me preocupa como cristão: o Brasil está se afogando em dívida pública enquanto financia juros de 14,25% ao ano para banqueiro, e aí a gente perde tempo discutindo apoio a regime que trata minoria religiosa como cidadão de segunda classe. O que me assusta é ver o agro e a indústria pedindo estrada e ferrovia, e o governo olhando pro lado errado.
Beto Engenheiro
28/04/2026
Renata, você é muito diplomática, mas no mundo real a conta chega. Enquanto Rússia e Irã se abraçam em Bishkek, o Brasil precisa de ferrovia, porto e estrada, não de discurso de apoio a regime que vive de guerra e petróleo. Cadê o investimento em infraestrutura que esse eixo podia trazer? Só conversa fiada.
Renata Oliveira
28/04/2026
Ana Paula, eu entendo sua indignação, mas acho que a gente precisa tomar cuidado pra não cair numa visão maniqueísta. O mundo não é só “nós contra eles” — todo país tem seus erros e acertos, e o Brasil precisa dialogar com todos, inclusive criticando quando necessário, mas sem isolamento. O que me preocupa mesmo é se esse apoio todo vai se traduzir em mais instabilidade no Oriente Médio ou se é só retórica pra fortalecer posição contra os Estados Unidos.
Maria Aparecida
28/04/2026
Ana Paula, a perseguição a cristãos e a violência contra mulheres são reais e não podem ser varridas pra debaixo do tapete, mas a gente precisa ter honestidade pra lembrar que os EUA também bombardeiam países muçulmanos e fecham os olhos pra ditaduras que vendem petróleo barato pra eles. O problema não é aliança com este ou aquele país, é o imperialismo que escolhe seus aliados conforme o lucro, e a fé cristã me ensina a estar do lado de quem sofre, não de quem arma o jogo.
Ana Paula Conserva
28/04/2026
Enquanto esses moços ficam discutindo geopolítica e preço de gasolina, ninguém pergunta o óbvio: que tipo de “apoio inabalável” é esse vindo de um país que persegue cristãos e de outro que apedreja mulheres? Brasil precisa é de distância dessa turma, não de aliança.
Luciana
28/04/2026
João Pereira, você resumiu bem. Mas enquanto ficam nessa briga de geopolítica, quem tá pagando a conta é o povo no posto de gasolina. Pra mim, essa história de “apoio inabalável” é só mais desculpa pra manter o preço do querosene lá em cima.
João Pereira
28/04/2026
João Augusto, você foi o único aqui que enxergou o óbvio: isso não é sobre ideologia, é sobre geopolítica pura. Enquanto a turma do “comunismo” e do “preço da gasolina” briga nos comentários, Rússia e Irã estão montando um eixo que desafia a ordem americana sem precisar de discurso vermelho. O Brasil deveria prestar atenção em como não virar escudo humano dessa parada.
Eduardo Nogueira
28/04/2026
Clotilde Pátria, “comunismo no Brasil” com Lula? O PT tá mais pra centrão do que pra socialismo, minha filha. Essa aliança Rússia-Irã é só dois regimes autoritários se abraçando contra os EUA, nada de ideologia. O Brasil que se cuide pra não virar peão desse xadrez.
Clotilde Pátria
28/04/2026
Apoio inabalável? Pois então, amanhã mesmo vão decretar o comunismo no Brasil, com o Lula fazendo aliança com esses dois. Enquanto isso, a gasolina só sobe e ninguém faz nada. Só Jesus na causa mesmo.
João Augusto
28/04/2026
A discussão está ótima, mas me parece que todos estão pulando a camada mais profunda do problema. A “aliança inabalável” que Belousov reafirma em Bishkek não é um mero acordo de cavalheiros; é a expressão concreta de uma frente multipolar que busca romper a hegemonia do dólar e das sanções unilaterais. Enquanto a thread se perde no preço da gasolina, esquece-se que o verdadeiro movimento histórico aqui é a erosão da ordem liberal internacional que, desde 1945, pauta as regras do jogo. O Brasil, ao flertar com os BRICS sem uma política industrial e soberana consistente, corre o risco de ser apenas um coadjuvante nessa reconfiguração, e não um protagonista, como sonhava a velha diplomacia de Rio Branco.
João Carlos Silva
28/04/2026
Ana Souza e Sandra Martins, vocês duas trouxeram o que realmente importa: o efeito no bolso do brasileiro. Essa história de aliança entre Rússia e Irã pode até ser estratégica pra eles, mas aqui na bomba de gasolina a gente sente o preço subir toda semana. Enquanto isso, o governo fica nessa de geopolítica e a gente se vira com o salário cada vez mais curto.
Sandra Martins
28/04/2026
Ana Souza, você trouxe um ponto importante sobre o impacto no bolso do brasileiro, que muitos ignoram nessa conversa. Mas também não podemos esquecer que essa “aliança inabalável” entre Rússia e Irã mexe com questões que vão além do petróleo, como a perseguição a cristãos no Irã. Acho que a gente precisa de um olhar mais humano nessa geopolítica toda, não só de números e interesses.
Ana Souza
28/04/2026
A Miriam tem razão quando diz que é só jogo de interesses, mas acho que ela simplifica demais. Esses acordos entre Rússia e Irã têm consequências reais no preço do petróleo e na estabilidade do Oriente Médio, que afetam o bolso do brasileiro na bomba de gasolina. O pragmatismo é necessário, mas não dá pra fingir que essa aliança não fortalece regimes que violam direitos humanos sistematicamente.
Miriam
28/04/2026
Apoio inabalável entre Rússia e Irã, e a thread já está cheia de gente tratando isso como se fosse um drama de novela das nove. Na prática, é só dois governos cuidando dos seus interesses estratégicos, sem nenhum romantismo ideológico. O Brasil deveria é aprender a fazer o mesmo, em vez de ficar nessa lenga-lenga de se posicionar como “neutro bonzinho” que no fim não agrada ninguém.
Pedro Almeida
28/04/2026
Carlos A. Mendes tocou num ponto que a thread inteira parece evitar: o maniqueísmo é o verdadeiro parasita do debate geopolítico. Enquanto uns veem a aliança Rússia-Irã como uma conspiração do mal e outros como um levante anti-imperialista, ambos ignoram que se trata de um realismo pragmático de Estados que aprenderam com Maquiavel que a necessidade não tem lei. O Irã precisa de proteção militar contra a hegemonia americana no Golfo, e a Rússia precisa de um parceiro que desafie o monopólio energético e logístico do Ocidente — nada de “valores” ou “tradição”, apenas a velha e boa raison d’État. O Brasil, que insiste em se equilibrar entre esses polos sem ter uma doutrina estratégica própria, deveria estudar mais Tucídides e menos manuais de relações públicas diplomáticas.
Carlos A. Mendes
28/04/2026
Pois é, essa thread já mostra como a discussão geopolítica sempre acaba num maniqueísmo que não ajuda em nada. Rússia e Irã têm seus interesses, óbvios, mas chamar de “aliados do mal” ou “parasitas” é só propaganda barata. O Brasil deveria mesmo é aprender a navegar esse xadrez sem se alinhar cegamente a ninguém, como fazem os europeus e os americanos.
Marina Costa
28/04/2026
Esse Lucas Gomes aí quer pagar de intelectual, mas no fim das contas só está repetindo jargão esquerdista para justificar aliança com regimes que perseguem cristãos e oprimem mulheres. Rússia e Irã são aliados do mal, ponto final. Enquanto isso, o Brasil fica assistindo e fazendo média com esses ditadores, enquanto a família tradicional é atacada aqui dentro.
Lucas Gomes
28/04/2026
A thread já expõe o beco sem saída do pensamento hegemônico. Ricardo Almeida e Rick Ancap operam na mesma matriz: medem tudo pela régua do “mercado internacional” e do “Ocidente secular”, como se esses fossem entidades naturais e não construções históricas sangrentas. Mas o que realmente me incomoda é a ausência de qualquer menção ao que está por baixo dessa aliança Rússia-Irã: a luta contra o imperialismo energético e a pilhagem de recursos. Enquanto vocês debatem se são “estados falidos” ou “resistentes”, esquecem que ambos os países sentem na pele o que é ter suas soberanias violadas por sanções unilaterais e ameaças militares constantes. O Irã não é um paraíso, longe disso, mas a alternativa oferecida pelo Ocidente é a mesma receita de sempre: desestabilização, golpes e controle de hidrocarbonetos.
A questão central que ninguém aqui tocou é a dimensão ecológica e anti-extrativista dessa aliança. Rússia e Irã são dois dos maiores produtores de combustíveis fósseis do planeta, e o apoio “inabalável” entre eles significa, na prática, a perpetuação do modelo energético que está queimando o planeta. Enquanto a esquerda internacional celebra qualquer resistência ao imperialismo estadunidense, eu pergunto: onde fica a solidariedade com os povos do Ártico que já veem o permafrost derretendo? Onde fica a defesa dos rios iranianos que estão sendo sugados por mega-represas? Não dá para apoiar cegamente qualquer governo que se oponha aos EUA sem examinar seu projeto interno de devastação ambiental e repressão aos movimentos indígenas e camponeses.
Ahmed El-Sayed, você menciona “identidade e tradição”, mas a tradição que o regime iraniano preserva é a da teocracia que enforca manifestantes e sufoca os curdos. A tradição que a Rússia defende é a do gasoduto que atravessa territórios indígenas sem consulta prévia. Isso não é resistência, é reprodução do mesmo modelo de exploração com roupagem nacionalista. O que precisamos é de uma aliança que não seja entre Estados, mas entre povos — entre os trabalhadores das plataformas de petróleo siberianas e os agricultores do Khuzistão, entre os ativistas climáticos de Moscou e os defensores do Lago Urmia. Enquanto ficarmos nesse jogo de xadrez geopolítico, quem perde é o planeta e os mais vulneráveis.
Ricardo Almeida
28/04/2026
Ahmed, você fala em “identidade e tradição” como se fossem escudos mágicos contra a realidade. O Irã sustenta valores islâmicos enquanto sua economia é drenada por sanções e a população jovem se rebela contra o regime. A Rússia defende soberania enquanto perde centenas de soldados por dia na Ucrânia. Identidade não paga conta de supermercado nem enterra mortos de guerra.
Ahmed El-Sayed
28/04/2026
Rick Ancap, você chama Rússia e Irã de “estados falidos”, mas o que vejo é o Ocidente secular perdendo o controle e esses países resistindo com identidade e tradição. O Irã sustenta seus valores islâmicos apesar das sanções, e a Rússia defende sua soberania contra a decadência moral importada. Se para você “mercado internacional” significa ditar regras de gênero e destruir famílias, então que corte mesmo — ficamos com quem respeita Deus e a ordem natural.
Rick Ancap
28/04/2026
Dr. Thiago, você tenta parecer pragmático, mas seu “equivalente geopolítico” é só um jeito bonito de dizer que dois estados falidos estão se abraçando. Rússia e Irã são dois parasitas que só sobrevivem porque o mercado internacional ainda não teve coragem de cortar o crédito deles. Apoio “inabalável” entre dois regimes quebrados é igual dois mendigos se gabando de terem se ajudado — não muda o fato de que nenhum dos dois tem um centavo no bolso.
Dr. Thiago Menezes
28/04/2026
Mariana, você fez um esforço louvável de não cair no maniqueísmo, mas ainda falta colocar os pés no chão dos dados. A Rússia reafirmar apoio “inabalável” ao Irã é o equivalente geopolítico de dois pesos-pesados trocando tapinhas nas costas enquanto ambos sangram sanções. Belousov não está fazendo caridade; está tentando manter um canal de suprimentos militares aberto num momento em que a própria indústria russa já mostra fissuras. O Irã, por sua vez, usa essa aliança para continuar enriquecendo urânio e exportando drones sem se importar com a opinião de ninguém. No fim, o que sobra para o Brasil é observar dois regimes que violam tratados internacionais se abraçando em Bishkek enquanto nossa diplomacia tenta vender soja para ambos. Cadê a evidência de que esse “mundo multipolar” trará algo além de mais instabilidade para quem não tem poder de fogo nuclear?
Padre Antônio Rocha
28/04/2026
Ronaldo Pereira, você está certo em denunciar o imperialismo, mas trocar um jugo por outro não é libertação. Essa aliança Rússia-Irã é a prova de que o verdadeiro “mundo multipolar” que aí vem é um pacto de regimes que perseguem cristãos, enforcam homossexuais e usam a religião como escudo para a tirania. Enquanto a esquerda brasileira aplaude, o Brasil se afunda em parcerias que nada têm a ver com os valores da nossa família e da nossa fé.
Mariana Alves
28/04/2026
Padre Antônio, com todo o respeito que sua batina e sua trajetória pastoral merecem, preciso discordar frontalmente da moldura que o senhor impõe ao debate. O problema não é que a esquerda brasileira “aplauda” regimes autoritários; o problema é que o senhor, ao reduzir a geopolítica a uma questão de “valores da família e da fé”, repete acriticamente o mesmo discurso que o Departamento de Estado americano usa há décadas para justificar intervenções militares, golpes de Estado e sanções que matam populações inteiras por inanição. O Irã de aiatolás e a Rússia de Putin são, sim, regimes profundamente conservadores e repressivos — ninguém com um pingo de honestidade intelectual nega isso. Mas o que o senhor chama de “pacto de regimes” é, na verdade, a resposta objetiva de nações que foram sistematicamente humilhadas, sancionadas e invadidas pelo Ocidente desde o fim da Guerra Fria. A pergunta que o senhor se recusa a fazer é: quem criou as condições materiais para que esses regimes se tornassem o que são? O Ocidente, que destruiu a Líbia, fragmentou a Síria, estrangulou o Irã com sanções unilaterais e expandiu a Otan até as fronteiras da Rússia, não é exatamente um modelo de “valores cristãos” — a não ser que o senhor considere cristão bombardear hospitais no Iêmen com bombas fabricadas nos EUA ou financiar o apartheid israelense com bilhões de dólares anuais.
O senhor fala em “trocar um jugo por outro” como se o Brasil tivesse a opção de não se alinhar a ninguém. Essa é a fantasia liberal do “terceiro caminho”, que na prática sempre significou subordinação silenciosa ao FMI, à OMC e ao Consenso de Washington. O mundo multipolar não é uma escolha ideológica da esquerda; é um fato histórico: a hegemonia unipolar dos EUA terminou, e o que vemos agora é a reorganização violenta do capitalismo global em blocos regionais. A Rússia e o Irã são atores contraditórios — ao mesmo tempo potências reacionárias internamente e forças anti-imperialistas na cena internacional. Ignorar essa contradição é fazer o jogo daqueles que querem nos convencer de que a única alternativa ao neoliberalismo é o fundamentalismo religioso ou a autocracia. O senhor, Padre, deveria saber melhor do que ninguém que a teologia da libertação sempre ensinou: não existe “valores da família” que justifiquem a exploração de milhões de brasileiros pelo sistema financeiro global. A fé que o senhor invoca foi usada por séculos para abençoar correntes de escravos e justificar genocídios coloniais. Não é a Rússia ou o Irã que ameaçam a “família brasileira” — é a carestia, o desemprego, a precarização do trabalho e a destruição do SUS.
Por fim, permita-me um reparo teológico, se o senhor me concede. O senhor acusa o “mundo multipolar” de ser um pacto de tiranos, mas esquece que o próprio cristianismo, em sua origem, era uma religião de perseguidos que se recusava a adorar o imperador romano. Hoje, o imperador se chama Dólar, e seus altares são o FMI e o Banco Mundial. Quando a esquerda brasileira critica o alinhamento automático aos EUA, não está aplaudindo a homofobia iraniana nem o autoritarismo russo — está tentando construir uma margem de manobra para que o Brasil não seja arrastado para mais uma guerra imperialista, nem tenha sua economia destruída por sanções que o Ocidente impõe a quem ousa dizer não. O senhor pode não concordar com os métodos, mas a pergunta que fica é: qual é a sua alternativa concreta? Continuar ajoelhado diante de Washington enquanto o agroexportador drena a Amazônia e a classe trabalhadora paga a conta? Ou construir, com todas as contradições, um mundo onde o Brasil possa, enfim, decidir seu próprio destino? A fé sem obras é morta, Padre. E a obra do momento é impedir que o Brasil seja mais uma vítima da guerra híbrida que o Ocidente move contra qualquer nação que ouse ter projeto próprio.
Ronaldo Pereira
28/04/2026
Julia Andrade, você foi a única aqui que não caiu no papo furado de “custo econômico” pra justificar aliança com imperialismo. O custo real é a classe trabalhadora brasileira continuar refém do FMI e do agronegócio exportador enquanto a esquerda debate se apoia ou não o Irã. Rússia e Irã são alvos do mesmo bloqueio que o Brasil sofreu em 64 — e solidariedade internacional não se negocia com planilha de exportação. Quer debate concreto? Vamos falar das greves que o patronato abafou enquanto a imprensa babava ovo de sanção econômica.
Julia Andrade
28/04/2026
João Carvalho, você trouxe um ponto que muitos preferem evitar: o custo concreto desse alinhamento automático. Mas eu gostaria de tensionar ainda mais a discussão, porque a thread inteira, apesar de boa, me parece presa num falso dilema entre “defesa da soberania” e “defesa dos direitos humanos” — como se fossem categorias mutuamente excludentes.
O que me incomoda profundamente nessa cobertura e nos comentários que a sucedem é a ausência de uma leitura interseccional do que significa “apoio inabalável” entre Rússia e Irã. Não se trata apenas de dois Estados nacionais se abraçando contra o Ocidente. Estamos falando de dois regimes que compartilham um modus operandi específico de repressão interna — ambos usam a guerra e a narrativa anti-imperialista para desviar a atenção de crises econômicas profundas e de violações sistemáticas contra mulheres, minorias étnicas e religiosas. O Irã enforca manifestantes em guindastes, a Rússia envenena opositores e criminaliza a dissidência LGBTQIA+. Celebrar essa aliança como “construção de um mundo multipolar” sem nomear essas violências é, no mínimo, um ato de negligência política.
Cecília Torres, você foi precisa ao denunciar a cortina de fumaça do discurso multipolar. Mas eu acrescentaria que o problema não é o conceito em si — um mundo com centros de poder diversos pode ser desejável —, e sim o fato de que, na ausência de um projeto civilizatório alternativo, o que se desenha é apenas uma troca de hegemonias. O Brasil do Lula, citado por Francisco de Assis, precisa urgentemente entender que não se trata de escolher entre Washington e Moscou/Teerã, mas de construir uma política externa que não sacrifique princípios éticos mínimos em nome de um realismo geopolítico raso. A verdadeira soberania de um país como o Brasil não se mede por quantos apertos de mão com ditadores ele consegue, mas pela capacidade de defender sua autonomia sem precisar se alinhar a regimes que tratam corpos dissidentes como descartáveis.
No fim, o que a reunião em Bishkek revela não é uma “nova ordem mundial”, e sim a velha política de poder travestida de novidade. Enquanto a esquerda brasileira não fizer a autocrítica necessária sobre esses abraços constrangedores, continuaremos patinando no mesmo lugar: ora como vassalos dos EUA, ora como entusiastas de autocracias que nos abraçam por conveniência, nunca por convicção.
João Carvalho
28/04/2026
Tadeu, você toca num ponto que me parece central e que a thread inteira está escamoteando: o custo concreto desse alinhamento automático para o Brasil. Enquanto a esquerda celebra qualquer movimento anti-EUA como progressista, a economia brasileira — que depende de exportação de commodities e de um mínimo de previsibilidade geopolítica — pode pagar a conta. Não se trata de ser contra a multipolaridade, mas de reconhecer que Belousov reafirmar apoio ao Irã não é um ato de solidariedade; é um movimento tático de um país que está travando uma guerra de atrito contra o Ocidente. O Brasil deveria aprender com os indianos: alinhamento pragmático, não ideológico.
Tadeu
28/04/2026
Cecília, você foi cirúrgica. Esse papo de “mundo multipolar” é bonito no discurso, mas na prática é aliança com quem não tem o menor compromisso com direitos humanos. Enquanto isso, a bolsa brasileira continua patinando e ninguém aqui pergunta qual o impacto real disso pro nosso custo de capital.
Cecília Torres
28/04/2026
Fernando O., você foi o único aqui que manteve os pés no chão. Essa narrativa de “mundo multipolar” vira cortina de fumaça para alianças oportunistas com regimes que usam gás sarin contra a própria população ou enforcam manifestantes em guindastes. Belousov reafirmar apoio inabalável ao Irã em Bishkek não é vitória diplomática — é mais um capítulo na normalização de autocracias que detestam a imprensa livre que tentamos fazer.
Fernando O.
28/04/2026
Francisco, concordo que um mundo multipolar é desejável, mas acho perigoso esse entusiasmo automático com alianças que envolvem regimes que violam direitos humanos. Rússia e Irã se apoiarem é um dado geopolítico, não necessariamente um modelo a ser seguido cegamente pelo Brasil. O que me preocupa é quando a esquerda trata qualquer parceria anti-EUA como virtuosa por definição, sem analisar os custos concretos pra nossa política externa.
Francisco de Assis
28/04/2026
Pois é, essa reunião em Bishkek só mostra como a Rússia e o Irã estão firmes na construção de um mundo multipolar, enquanto aqui no Brasil tem gente que ainda acha que soberania é ficar de joelhos pros Estados Unidos. O Brasil do Lula sempre soube fazer esse tipo de aliança estratégica sem perder a autonomia, diferente desse pessoal que critica e depois vai bater palma pra sanção imperialista.
Luiz Augusto
28/04/2026
Maura, com todo respeito, mas segurar preço de gasolina não é gestão, é maquiagem fiscal. O resultado foi o maior rombo da Petrobras e apagão na refinaria de Pasadena. Enquanto isso, Rússia e Irã apertam laços militares em Bishkek e o Brasil continua pagando a conta de uma política externa que nos alinha com regimes que tratam a própria população como súditos.
Lucas Pinto
28/04/2026
Luiz, você levanta um ponto que merece ser desmontado com cuidado, porque mistura meia-verdade com um deslocamento histórico perigoso. A crítica à política de preços da Petrobras no governo PT é justa no mérito técnico — segurar preço artificialmente sem reforma estrutural gera distorção, concordo. Mas reduzir a política externa brasileira a um “alinhamento com regimes autoritários” é repetir acriticamente o léxico do Departamento de Estado norte-americano. O que Rússia e Irã fazem em Bishkek não é um gesto de “autoritarismo” abstrato: é a reação material de dois Estados que foram sufocados por sanções unilaterais e por uma ordem internacional que trata o direito internacional como carta de baralho. O Brasil, ao manter diálogo com esses países, não está “pagando a conta” de regimes ditatoriais — está exercendo o que Gramsci chamaria de hegemonia negociada: construir autonomia relativa num sistema que, desde 1945, é gerido por Washington com mão de ferro.
O problema real não é o Brasil se aproximar de Moscou e Teerã. O problema é que essa aproximação, no governo Lula, foi feita sem lastro de poder material — sem reindustrialização, sem soberania energética, sem um projeto de desenvolvimento que rompa a dependência estrutural. Você cita Pasadena como se fosse um erro de gestão isolado, mas Pasadena é a metáfora perfeita de uma elite estatal que compra refinaria nos EUA enquanto desmonta a capacidade de refino nacional. Isso não é “maquiagem fiscal” — é a face do subimperialismo brasileiro: um país que tenta fazer política externa de potência média com as vísceras de uma economia primário-exportadora. Enquanto isso, a Rússia e o Irã, por mais contraditórios que sejam internamente, construíram nos últimos vinte anos um parque industrial-militar que lhes permite sentar à mesa e ditar termos. O Brasil, não.
O debate não é entre “aliar-se a democratas ou a autoritários” — essa dicotomia é um fetiche liberal que ignora que os EUA são o maior patrocinador de golpes e sanções do planeta. O debate é sobre se o Brasil terá alguma vez um projeto de desenvolvimento que lhe dê autonomia para escolher com quem se aliar sem ser mero coadjuvante. Enquanto a esquerda brasileira tratar a política externa como vitrine moral e a direita tratar como submissão ao mercado, vamos continuar discutindo Pasadena e Bishkek como se fossem a mesma coisa — quando, na verdade, são sintomas de uma mesma impotência: a incapacidade histórica da burguesia brasileira de pensar o país como nação, e não como entreposto.
Maura Santos
28/04/2026
Rubens, aí você viajou bonito. Lembra quando o PT segurava o preço da gasolina e a gente vivia o maior apagão de gestão da história? Enquanto Rússia e Irã trocam tapinhas em Bishkek, a real é que o Brasil precisa é de menos aliança com regimes que sufocam o próprio povo e mais transparência na Petrobras. Mas claro, pra quem acha que soberania é sinônimo de fechar os olhos pra autoritarismo, tudo é lindo mesmo.
Rubens O Pescador
28/04/2026
Pois é, Carlos Meirelles, o problema não é Rússia e Irã se apoiarem, é que o Brasil perdeu o rumo. No governo Lula, a gente tinha política externa soberana e não ficava refém de gasolina cara — a Petrobras segurava o preço e o povo sentia no bolso. Agora é só rezar pra não faltar gás de cozinha enquanto esses caras fazem o jogo deles.
Carlos Meirelles
28/04/2026
Maria Clara, você tocou no ponto certo. Enquanto Rússia e Irã fecham acordos militares em Bishkek, o Brasil financia essa farra com impostos de gasolina e gás. Se o governo brasileiro tivesse coragem de cortar gastos e abrir o mercado de combustíveis, a gente não estaria refém dessas alianças geopolíticas que só servem para encher o bolso de burocrata.
Maria Clara Lopes
28/04/2026
É interessante ver essa coreografia geopolítica entre Rússia e Irã, mas a real pergunta que fica é: o que o Brasil ganha ou perde com isso? Enquanto a esquerda comemora o “eixo anti-imperialista” e a direita reclama do “autoritarismo”, a gente continua refém do preço do petróleo e das sanções que afetam o agronegócio. No fim das contas, esse apoio inabalável aí só fortalece o bloco que desafia a ordem global, e quem paga o pato é sempre o consumidor médio, seja em Teerã, Moscou ou São Paulo.
Luciana Santos
28/04/2026
Pois é, Fernanda, você tem razão: essa história de “liberdade individual” é papo furado quando se olha pra Rússia e Irã. Mas vou te falar, enquanto esses dois ficam de conchavo em Bishkek, o Brasil tá aqui pagando a conta de gasolina e gás de cozinha. Queria ver se algum político brasileiro tivesse metade da “firmeza” deles pra defender os interesses do próprio país, em vez de ficar de joelho pra potência estrangeira, seja dos EUA, da China ou de quem for.
Fernanda Oliveira
28/04/2026
Cecília, o problema é que essa tal “liberdade individual” que você defende nunca existiu de verdade para a maioria dos iranianos e russos, que vivem sob regimes que sufocam qualquer dissidência. Aliança militar entre Rússia e Irã não é sobre mercado, é sobre dois regimes autoritários se blindando contra o colapso enquanto a população de ambos paga a conta. Se for pra criticar o Estado, que seja o Estado que prende, tortura e enriquece oligarcas, não o que tenta regular o mercado.
Cecília Alves
28/04/2026
Luisa, o planeta pega fogo justamente porque governos como o iraniano e o russo ignoram o mercado e a liberdade individual. Enquanto eles fecham acordos militares em Bishkek, o contribuinte brasileiro financia esse circo via impostos. Menos Estado e mais propriedade privada resolveria metade dos problemas que você acha que bandeirinhas coloridas vão consertar.
João Carlos da Silva
28/04/2026
Cecília, o problema não é “mais Estado” ou “menos Estado”, mas sim a serviço de quem ele opera. Um Estado mínimo para o povo e máximo para o capital financeiro é o que historicamente produziu as maiores desigualdades e crises ambientais, como Gramsci já nos alertava sobre a hegemonia do mercado sobre a vida.
Luisa Teens
28/04/2026
Gente, o mundo tá pegando fogo e os governos continuam fazendo alianças com regimes autoritários que destroem o planeta e oprimem mulheres #ForaBolsonaro #GretaTemRazão 🌍🔥
João Santos
28/04/2026
Pois é, Marcus, falou tudo. Enquanto isso o povo brasileiro paga imposto pra ver esse governo de esquerda fazer média com esses regimes que não respeitam nem a própria população. Bandido bom é bandido preso, e ditadura boa é ditadura no lixo da história.
Samara Oliveira
28/04/2026
João, eu entendo sua indignação com os impostos, mas colocar Irã e Rússia no mesmo balaio de “ditadura no lixo da história” ignora que a Rússia tem uma relação complexa com a comunidade cristã ortodoxa e que o problema real é a hipocrisia de quem critica esses regimes enquanto fecha os olhos para a corrupção que sangra o povo brasileiro aqui mesmo.
Marta
28/04/2026
João, meu filho, deixa eu te contar uma historinha que seus professores de escola particular provavelmente pularam. Essa história de “bandido bom é bandido preso” é o mesmo bordão que a ditadura militar brasileira usava pra prender, torturar e matar professor, artista e líder sindical — inclusive muitos que lutavam exatamente contra regimes que oprimem o povo. O Brasil teve 21 anos de uma ditadura que os Estados Unidos apoiaram, que perseguiu cristãos da Teologia da Libertação e prendeu mulher grávida. E adivinha? Ela não tá “no lixo da história”, porque tem gente como você ainda repetindo o manual dela.
Agora, sobre “pagar imposto pra ver governo de esquerda fazer média”: você já parou pra pensar que o Brasil vendeu soja, carne e minério de ferro pra Rússia e Irã durante o governo Bolsonaro também? O agronegócio que você talvez admire fez negócio com esses mesmos regimes sem nenhum pudor. A diferença é que o Lula pelo menos tenta usar a diplomacia pra evitar que uma guerra nuclear exploda no quintal do mundo, enquanto o capitão mandava aquele abraço pro Trump e vendia madeira ilegal pra China. Se o problema é imposto mal usado, vamos falar dos R$ 600 bilhões que o governo anterior perdeu com a PEC da Morte e dos juros que o Banco Central independente mantém pra beneficiar banqueiro.
E sobre “não respeitar a própria população”: você tem toda razão em criticar regimes autoritários, e eu assino embaixo. Mas aí eu te pergunto: cadê a mesma indignação quando o Brasil tem 33 milhões de pessoas passando fome, quando a polícia mata 6 mil jovens negros por ano, quando a população de rua cresce 40% nos últimos quatro anos? Isso também é desrespeito à própria população, e passou batido nos seus comentários. A hipocrisia, João, é achar que ditadura é só a que tem nome estrangeiro, enquanto a desigualdade que mata aqui dentro é tratada como “problema menor”. O amor ao povo não escolhe geografia — começa em casa, cobrando de quem a gente elegeu.
Clarice Historiadora
28/04/2026
João, você acabou de repetir o slogan da ditadura militar brasileira que torturou e matou centenas de opositores. Se for jogar regimes no lixo da história, comece varrendo a própria casa.
Marcus Almeida
28/04/2026
Mais um capítulo desse teatrinho geopolítico que só fortalece regimes que perseguem cristãos e oprimem mulheres. Enquanto isso, nossos governantes de esquerda aqui no Brasil fazem questão de bater continência para ditaduras que destroem a família tradicional. O Salmo 1 já alertava: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”.
Lucas Andrade
28/04/2026
Marcus, você está projetando no Oriente Médio uma teologia política que talvez nem o próprio texto bíblico suporte — o Salmo 1 não foi escrito para validar alianças do Itamaraty. O problema não é “bater continência”, é achar que existe pureza diplomática em algum canto desse sistema.