A SpaceX retomou os voos do Falcon Heavy após um intervalo de um ano e meio, lançando o satélite de comunicações ViaSat-3 F3 destinado à região Ásia-Pacífico a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
O voo aconteceu às 10h13 no horário local, o que correspondeu a 12h13 em Brasília. Conforme reportou o Olhar Digital, o foguete gerou 5,1 milhões de libras de empuxo — equivalente a cerca de 22,7 milhões de newtons — na decolagem.
Desde sua estreia em 2018, com o envio do Tesla Roadster de Elon Musk para órbita solar, o veículo acumula diversos sucessos. O voo anterior havia ocorrido em outubro de 2024, ao transportar a sonda Europa Clipper da NASA rumo a Júpiter.
O ViaSat-3 F3 pesa 6,6 toneladas e foi posicionado em órbita geoestacionária a 35.786 quilômetros de altitude. A missão encerra a montagem da constelação composta por três satélites, que oferecem cobertura global de banda larga.
O primeiro satélite, lançado em 2023, atende passageiros de voos comerciais em todo o mundo. O segundo, enviado em 2025, cobre as Américas, enquanto o terceiro concentra-se na região Ásia-Pacífico.
O vice-presidente de sistemas espaciais da ViaSat, Dave Abrahamian, celebrou o marco estratégico da empresa. Ele afirmou que a constelação entregará conectividade de alta capacidade e flexibilidade inédita para clientes corporativos e usuários em áreas remotas.
A SpaceX recuperou os dois propulsores laterais do foguete cerca de oito minutos após a decolagem. Ambos pousaram simultaneamente nas plataformas em Cabo Canaveral, enquanto o núcleo central foi descartado no oceano Atlântico.
O estágio superior concluiu o posicionamento do satélite na órbita de transferência geoestacionária cerca de cinco horas depois. A missão havia sido adiada dois dias em razão de condições meteorológicas desfavoráveis.
O sucesso reforça a posição da SpaceX no mercado de lançamentos pesados com foguetes reutilizáveis. A empresa mantém papel central no avanço da infraestrutura de comunicações espaciais em escala global.
Enquanto a Starship segue em fase avançada de testes para plena operação, o Falcon Heavy permanece como principal ativo para missões de grande porte. O novo sistema foi projetado para gerar cerca de 74 milhões de newtons de empuxo, superando significativamente o desempenho atual.
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Clotilde Pátria
29/04/2026
Misericórdia, esses satélites são o olho do comunismo globalista vigiando cada passo nosso para confiscar nossas casas amanhã mesmo! Esse João Carvalho fala difícil mas não vê que a ditadura vem lá do céu enquanto a gente dorme. Só Deus na causa para livrar o Brasil dessas garras malignas, orem sem cessar porque o fim está próximo!
João Silva
29/04/2026
Dona Clotilde, com todo o respeito, confundir o hipercapitalismo de um bilionário com comunismo é um erro grave de leitura da realidade material. O que está em órbita não é um projeto de coletivização, mas a infraestrutura privada da hegemonia neoliberal que ignora a soberania dos povos e aprofunda a desigualdade estrutural em nome do lucro.
Evelyn Olavo
29/04/2026
Enquanto o vulgo se deslumbra com luzes no céu, a elite gnóstica compreende que a SpaceX apenas consolida o domo de vigilância eletromagnética sobre o Indo-Pacífico. Como bem sinalizam as verdadeiras tradições da ordem natural, a conquista espacial é o ópio da modernidade para esconder a paralisia da alma humana. Geopoliticamente, estamos diante do selamento final da rede que ditará o destino dos povos sob o olhar da tecnocracia.
João Carvalho
29/04/2026
Prezada Evelyn, embora eu dispense o tom esotérico, sua observação sobre a tecnocracia toca no ponto central da privatização do espaço como ferramenta de hegemonia neoliberal. Essa rede ViaSat-3 não é apenas um avanço técnico, mas o braço logístico de um capitalismo de vigilância que aprofunda as assimetrias entre o Norte Global e as periferias do sistema-mundo sob o pretexto da conectividade global.