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Gilmar Mendes apoia indicação de Jorge Messias ao STF e elogia preparo para o cargo

45 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Gilmar Mendes apoia indicação de Jorge Messias ao STF e elogia preparo para o cargo. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes manifestou apoio à indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o STF. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez a […]

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Ilustração editorial sobre Gilmar Mendes apoia indicação de Jorge Messias ao STF e elogia preparo para o cargo. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes manifestou apoio à indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o STF.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez a nomeação, e a sabatina na CCJ do Senado ocorreu em 29 de abril. O processo segue agora para votação no plenário da Casa.

Gilmar Mendes afirmou em publicação na rede social X que o indicado possui vasta experiência na administração pública e sólida formação acadêmica. O magistrado considerou que Messias está à altura das exigências do cargo no Supremo.

O decano do STF destacou ainda o perfil conciliador do advogado-geral da União e seu respeito à separação dos Poderes. Essas qualidades foram apresentadas como fundamentais para o exercício da magistratura constitucional.

Jorge Messias defendeu a soberania nacional em disputas comerciais com os Estados Unidos após a imposição de tarifas ao país. O chefe da AGU também atuou em processos contra grandes empresas de tecnologia na Suprema Corte.

Conforme noticiou o portal Metrópoles, Gilmar Mendes apontou que as credenciais de Messias revelam equilíbrio, responsabilidade e senso institucional. O decano demonstrou confiança de que o Senado fará uma avaliação justa do indicado.

O senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, conduziu a sabatina como relator do processo. O parlamentar antecipou que seu parecer é favorável à aprovação do nome.

A confirmação de Messias exige maioria simples na CCJ e pelo menos 41 votos no plenário do Senado. O indicado conta com a confiança do governo Lula devido à sua trajetória técnica.

O apoio explícito de Gilmar Mendes dentro da própria Corte reforça o peso da indicação. O gesto valoriza a experiência acumulada no serviço público como critério central para o cargo de ministro.


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Comentários

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Padre Antônio Rocha

30/04/2026

Enquanto se discute técnica e conveniência política, a nossa moralidade é jogada às traças por esse secularismo desenfreado que tomou conta das instituições. O Brasil só encontrará o verdadeiro rumo quando o Judiciário respeitar a lei de Deus e a família tradicional, em vez de se render a esses conchavos que apenas fortalecem ideologias perigosas. Lamentável ver o destino da nação sendo decidido por quem ignora os valores eternos que sustentam o nosso povo.

    Maria Aparecida

    30/04/2026

    Com todo respeito ao senhor, Padre, mas a verdadeira moralidade cristã é aquela que coloca a comida no prato do faminto e a justiça no tribunal para o oprimido. O STF precisa de alguém que entenda que o projeto de Deus é coletivo e passa pela dignidade social, pois como diz o profeta Amós, a justiça deve correr como um rio perene para todos, e não apenas para os interesses das elites que usam a fé para nos dividir.

João Carlos Silva

30/04/2026

A gente que passa o dia no trânsito só quer que o país funcione e que o preço das coisas pare de subir tanto no mercado. Se a indicação é boa e vai ajudar a botar ordem na casa, que venha logo pra gente ter um pouco mais de sossego e segurança pra trabalhar.

Nadia Petrova

30/04/2026

É fascinante como chamam de estabilidade o que, em democracias liberais, seria visto como pura captura do Judiciário. Gilmar Mendes abençoando o advogado do governo é o suco da realpolitik tropical: um teatro de conveniências onde a independência da corte é o que menos importa. No fim, a segurança jurídica que o mercado tanto pede acaba sempre sacrificada no altar das amizades políticas.

Rubens O Pescador

30/04/2026

O Carlos fala de livre mercado mas esquece que na era do PT o colono aqui do Sul trocava de trator e a dispensa vivia cheia de carne de primeira e café do bom. Se o Messias é o homem de confiança pra segurar o rojão no STF, que venha logo pra botar ordem na casa e acabar com essa fofocagem de quem nunca viu um fogão à lenha vazio. O que o povo quer é o bucho cheio e sossego pra trabalhar, e a gente lembra muito bem quem é que garantia a bóia na mesa.

Silvia D.

30/04/2026

Para quem trabalha na ponta, no SUS, sabe que a estabilidade institucional é o que garante o avanço de políticas de saúde baseadas na ciência e longe do negacionismo. Um STF técnico e equilibrado é fundamental para proteger a vida e as vacinas de interferências ideológicas destrutivas. Precisamos de nomes que respeitem o rito e a razão para o país finalmente ter paz para cuidar de quem precisa.

Pedro Silva

30/04/2026

É sempre essa conversa de quadro técnico pra cá e estabilidade pra lá, mas no fundo é um estendendo o tapete pro outro. A gente vê isso na TV todo dia e sabe que, no fim das contas, a bagunça na política só muda de nome. Quem tá no volante todo dia sente que, independente de quem eles indicam, o jogo é sempre feito pra eles mesmos e a gente que se vire.

Carlos Meirelles

30/04/2026

Enquanto o debate aqui se perde em termos acadêmicos, quem gera emprego sente o golpe na segurança jurídica com esse tipo de indicação política. Precisamos de um Supremo técnico que defenda o livre mercado e o direito de propriedade, e não de mais um braço do governo lá dentro. É frustrante ver o nosso Brasil patinar no compadrio enquanto o setor produtivo carrega o piano desse Estado inchado sozinho.

    Augusto Silva

    30/04/2026

    Carlos, esse piano que o setor produtivo supostamente carrega sozinho parece bem leve diante dos lucros recordes e da queda do desemprego para 6,6% sob a égide dessa estabilidade institucional que você critica. A indicação de um quadro técnico da AGU como Messias é justamente o que garante a segurança jurídica que o capital sério exige para investir, longe do amadorismo que quase implodiu as nossas instituições. Se você quer livre mercado de verdade, deveria celebrar nomes que preferem a previsibilidade da Constituição ao caos das redes sociais.

Fernanda Oliveira

30/04/2026

O debate aqui parece flutuar entre extremos, ignorando que o pragmatismo de Gilmar Mendes costuma sinalizar movimentos de estabilidade institucional, e não necessariamente ideológica. Se a indicação de Messias servirá ao equilíbrio dos Poderes ou apenas ao fortalecimento de um grupo, só o tempo e a autonomia de seus votos dirão. Menos rótulos e mais foco na atuação jurídica concreta ajudariam a elevar o nível dessa conversa.

Renata Oliveira

30/04/2026

É muito triste ver tanta agressividade nos comentários enquanto o que o Brasil mais precisa é de equilíbrio e diálogo verdadeiro. Se essa indicação ajudar a pacificar as instituições e for realmente pautada pela ética, já é um passo importante para o nosso país. Precisamos orar para que, independentemente de quem ocupe a cadeira, a justiça seja feita com retidão e total respeito à Constituição.

Mateus Silva

30/04/2026

É fascinante notar como o debate se perde em espantalhos ideológicos enquanto a realpolitik opera na recomposição da hegemonia institucional. A convergência entre Gilmar e Messias sinaliza um esforço deliberado para restabelecer a previsibilidade do Estado burguês frente ao colapso civilizatório recente. Trata-se de uma movimentação que visa blindar a institucionalidade, mantendo, contudo, a lógica de preservação das estruturas de classe.

Paulo Rocha

30/04/2026

Vergonha total esse aparelhamento das instituições por essa corja, é o marxismo cultural destruindo o país por dentro. O tal do Bessias no Supremo é o prêmio pela militância, enquanto o Brasil para brasileiros de verdade fica em segundo plano. Faz o L agora e não reclama quando o socialismo bater na sua porta, ou então vai pra Cuba de uma vez!

    Carlos Henrique Silva

    30/04/2026

    Paulo, sua análise carece de qualquer fundamento materialista e se perde em espantalhos ideológicos que, francamente, não resistem a cinco minutos de leitura séria de teoria política. Falar em marxismo cultural para descrever uma indicação ao Supremo Tribunal Federal é um anacronismo retórico que ignora a própria natureza do Estado burguês. O STF, historicamente, funciona como um anteparo para a manutenção da ordem vigente e da proteção das elites econômicas. Se Gilmar Mendes – uma figura que representa a estabilidade da ordem jurídica liberal e que nunca flertou com qualquer projeto de ruptura – chancela o nome de Jorge Messias, não é porque o socialismo está batendo à porta, mas justamente porque o sistema busca se autopreservar através de uma institucionalidade previsível e de quadros que saibam operar a burocracia estatal sem sobressaltos.

    O que estamos assistindo não é o triunfo de uma militância revolucionária, mas a consolidação de uma hegemonia dentro dos estritos limites do liberalismo-democrático, como Gramsci bem descreveria ao analisar o Estado ampliado. A AGU, de onde vem Messias, é um órgão técnico de defesa do Estado, não uma célula de agitação e propaganda. A ironia reside no fato de você enxergar uma ameaça comunista onde existe apenas o pragmatismo da realpolitik brasileira tentando recompor o pacto de 1988 após anos de erosão institucional. Onde você vê aparelhamento, eu vejo a continuidade de uma lógica de poder que, infelizmente, continua muito distante de qualquer transformação radical nas estruturas de desigualdade que assolam o país.

    Em vez de repetir slogans vazios sobre Cuba, seria mais produtivo entender que a nossa democracia burguesa possui mecanismos muito eficientes de cooptação e amortecimento de conflitos. Jorge Messias no Supremo representa a vitória do ethos jurídico-burocrático sobre o ímpeto disruptivo da extrema-direita, mas está quilômetros de distância de ser um passo em direção ao socialismo. Para nós, da esquerda crítica, o desafio é perceber como essas articulações de cúpula muitas vezes servem para anestesiar a luta de classes, garantindo que, independentemente de quem ocupe a cadeira, a lógica do capital e a desigualdade estrutural brasileira permaneçam intocadas. O seu medo é infundado; o sistema é muito mais conservador e resiliente do que a sua paranoia permite enxergar.

Cíntia Ribeiro

30/04/2026

A análise de Luciana é precisa ao notar que o apoio de Gilmar Mendes sugere uma tentativa de pacificação institucional, transcendendo a polarização superficial das redes. Do ponto de vista sistêmico, a indicação de perfis oriundos da AGU costuma reforçar o caráter técnico da Corte, o que é fundamental para a previsibilidade democrática. Resta observar se essa busca por equilíbrio conseguirá, de fato, reduzir o protagonismo político do tribunal nos próximos ciclos.

Luciana Costa

30/04/2026

Engraçado como os comentários oscilam entre o pânico ideológico e a análise acadêmica, mas esquecem que a AGU sempre foi um celeiro técnico para o STF. Messias tem preparo, porém o apoio de Gilmar Mendes sinaliza uma costura política que busca estabilidade institucional, algo raro hoje em dia. O desafio real vai ser ele provar autonomia em relação ao governo que o projetou, equilibrando o rigor jurídico com o necessário olhar social.

Ana Paula Conserva

30/04/2026

É triste ver que as indicações para o nosso tribunal mais alto continuam sendo baseadas em alinhamento ideológico, em vez de valores morais sólidos e compromisso com o povo. O cristão e a família de bem observam com muita preocupação esse tipo de articulação que só fortalece um projeto de poder que não nos representa. Que Deus proteja a nossa nação e as nossas famílias dessas decisões.

Luiz Carlos

30/04/2026

É sempre a mesma panelinha em Brasília e o trabalhador que se dane. Enquanto eles escolhem os amigos pra essas vagas, o motorista aqui continua pagando imposto caro e vivendo com medo da bandidagem. O povo de bem nunca é prioridade nessas conversas deles.

    Julia Andrade

    30/04/2026

    Luiz Carlos, o seu desabafo toca em uma ferida que a ciência política brasileira muitas vezes tenta maquiar com o verniz da técnica: a distância abissal entre o ethos de Brasília e a realidade material da classe trabalhadora. O sociólogo Jessé Souza descreve com precisão essa dinâmica de construção da subcidadania, onde o povo é mantido como mero espectador de um jogo de elites que se autolegitima. Quando Gilmar Mendes chancela um nome como o de Jorge Messias, não estamos assistindo apenas a um debate sobre competência jurídica, mas à reafirmação do pacto da branquitude e da masculinidade no poder, conforme teorizado por Cida Bento. A tal panelinha que você identifica é a manutenção de uma hegemonia que exclui sistematicamente outros saberes e vivências, especialmente as de quem está na base da pirâmide social.

    O problema central, no entanto, é que essa discussão sobre a indicação de Messias acaba se tornando um teatro de sombras que ignora a interseccionalidade das crises brasileiras. Enquanto você se preocupa com a segurança pública e a carga tributária — preocupações legítimas de quem lida com a precariedade da vida nas metrópoles —, o STF continua sendo um tribunal que raramente reflete a pluralidade de gênero e raça do país. A ausência de uma mulher negra naquela corte, por exemplo, não é apenas um detalhe estético; é uma falha estrutural que garante que a interpretação das leis continue servindo aos mesmos interesses de sempre. A justiça que não enxerga a cor e a classe de quem ela julga acaba sendo apenas um instrumento de controle social, e não de emancipação.

    Se queremos romper com essa lógica de privilégios que você aponta, precisamos questionar não apenas quem é o indicado da vez, mas qual é o projeto de país que essas indicações sustentam. A política institucional, sob essa ótica do pragmatismo de Brasília, opera em uma frequência que ignora a necropolítica cotidiana, termo de Achille Mbembe, que dita quem tem direito à vida e quem está fadado à insegurança. Sua indignação é o reflexo de um sistema desenhado para ser opaco e excludente. Enquanto a composição dos tribunais superiores for decidida em jantares de cúpula, longe da diversidade que compõe o Brasil real, a sensação de que o trabalhador é o eterno sacrificado não será apenas uma percepção, mas a própria essência da nossa estrutura de poder.

Clotilde Pátria

30/04/2026

Meu Deus, é o fim dos tempos e a prova de que o comunismo vai ser implantado amanhã mesmo com a ajuda desse STF! Esse Messias é o braço direito do desespero e vai fechar as nossas igrejas antes que a gente possa reagir. Misericórdia Senhor, olhai pelo povo de bem porque a nossa única saída agora é a intervenção divina contra esse absurdo!

Carlos Menezes

30/04/2026

É curioso como tentam pintar essa indicação como algo puramente técnico, ignorando que o STF sempre teve um peso político inevitável. O apoio do Gilmar Mendes diz muito sobre o pragmatismo de Brasília e a manutenção de certos equilíbrios de poder por lá. No fim, a gente fica aqui discutindo ideologia enquanto o sistema se organiza para que nada mude de verdade.

Pedro Almeida

30/04/2026

A crença em uma neutralidade puramente técnica, evocada por alguns nesta conversa, é o que Ferdinand Lassalle já denunciava como o divórcio entre o papel e a realidade do poder. A indicação de Jorge Messias deve ser lida sob o prisma da reconstrução democrática, onde o saber jurídico se coloca a serviço do projeto de justiça social previsto em 1988. Gilmar Mendes, em seu pragmatismo, percebe que o STF carece menos de burocratas assépticos e mais de intérpretes que compreendam a urgência de dar concretude aos direitos da classe trabalhadora.

Miriam

30/04/2026

Independentemente dessas reações histéricas sobre ideologia, o que importa para a administração pública é o conhecimento técnico do rito e a experiência acumulada na AGU. O tribunal precisa de quem garanta a continuidade institucional e o cumprimento das normas, longe desse barulho improdutivo. Menos paixão e mais foco no funcionamento das engrenagens do Estado.

João Martins

30/04/2026

É curioso notar como a discussão aqui nos comentários rapidamente descamba para o campo passional, ignorando que uma indicação ao STF deveria ser pautada por métricas técnicas e não por afinidade ideológica ou setorial. O apoio de Gilmar Mendes, embora apresentado como um selo de qualidade, precisa ser lido como um movimento político estratégico dentro do tribunal. O que o Dr. Thiago chama de análise técnica é justamente o que falta nesse processo: critérios objetivos de notório saber jurídico. Se olharmos para a produção acadêmica e doutrinária de Jorge Messias, vemos uma trajetória sólida na burocracia estatal, mas discreta no debate jurídico de alto nível que a Corte exige. O preparo elogiado parece ser mais sobre a capacidade de articulação política do que sobre uma contribuição teórica original ao Direito Constitucional.

Para além das reclamações do Célio sobre o agronegócio ou do foco de Marina em pactos sociais, o dado que realmente importa é o impacto da previsibilidade das decisões na economia. De acordo com o relatório Justiça em Números do CNJ, o Judiciário brasileiro custa cerca de 1,6% do PIB, uma das maiores proporções do mundo ocidental. Quando um ministro é indicado com o aval explícito de uma ala já consolidada da Corte, há um risco real de reforço de uma jurisprudência que prioriza a estabilidade política imediata em detrimento de uma análise técnica rigorosa de temas tributários e administrativos. A segurança jurídica não se constrói com nomes de confiança do poder de turno, mas com magistrados que tenham um histórico de independência comprovada em dados e decisões passadas.

O problema de narrativas como a do Renato Professor, que fala em prêmio de risco como se fosse apenas uma retórica neoliberal, é ignorar que a incerteza jurídica gera custos reais que são repassados ao consumidor final. Se a indicação de Messias for baseada apenas no fato de ele ser um executor eficiente de teses governistas na AGU, estamos apenas perpetuando o uso do Supremo como uma extensão do Executivo. O ceticismo aqui é necessário: sem evidências de uma postura técnica equidistante e uma produção intelectual que sustente o cargo, qualquer elogio de Gilmar Mendes deve ser recebido com cautela, pois reflete mais a manutenção de um equilíbrio de forças interno do que um avanço institucional para o país.

Dr. Thiago Menezes

30/04/2026

É cansativo ver discussões sobre o Supremo reduzidas a torcidas ideológicas, ignorando a análise técnica de currículo e desempenho institucional. Enquanto uns defendem a barbárie contra evidências científicas e ambientais, o que realmente importa é a estabilidade pragmática que o Messias demonstrou na AGU. Dados de governança valem mais que retórica emocional; se a indicação preenche os requisitos de saber jurídico sem cair no negacionismo, o resto é apenas ruído de rede social.

Marina Silva

30/04/2026

Ler o mundo é entender que esse pacto de branquitude conciliadora não liberta ninguém, ainda mais com o Célio babando esse ódio colonial e ecocida aqui nos comentários.

Celio Fazendeiro

30/04/2026

Ta de brincadeira que vao bota mais um esquerdista no supremo pra atrapalha quem produz de verdade e defende o produtor rural. O Brasil so vai pra frente quando para de protege mato e indio e deixa nois passa o trator em tudo sem choro desse povo metido a intelectual ai nos comentario. Gilmar e Messias e tudo a mesma laia pra fude com o agronegocio.

    Laura Silva

    30/04/2026

    Célio, sua fala é a expressão acabada da mentalidade senhorial que ainda fundamenta o atraso brasileiro, transvestida hoje sob esse fetiche modernizador do agronegócio exportador. É curioso como o discurso de quem diz “produzir de verdade” ignora sistematicamente que a riqueza do latifúndio no Brasil não nasce do esforço individual heróico, mas de séculos de acumulação primitiva baseada na grilagem de terras, na exploração do trabalho vulnerável e num generoso perdão de dívidas bilionárias pelo Estado. Chamar o cumprimento da função social da terra de “atrapalhar” é, na verdade, uma confissão de que o seu modelo de desenvolvimento só sobrevive na ilegalidade ou na ausência total de marcos civilizatórios que protejam o bem comum em detrimento do lucro privado imediato.

    A indicação de Jorge Messias e o aval de Gilmar Mendes, longe de representarem uma ameaça revolucionária, são movimentos de preservação da ordem democrática burguesa contra a barbárie extrativista que você defende. O que você chama de “passar o trator” é, sociologicamente, a política de terra arrasada que consome o meio ambiente e as comunidades tradicionais para alimentar a especulação de commodities, sem deixar um grama de soberania alimentar para o povo que passa fome. O Supremo Tribunal Federal, ao mediar esses conflitos, apenas tenta garantir que a Constituição de 1988 não seja rasgada por quem acredita que a propriedade privada é um direito divino absoluto, acima da vida humana e do equilíbrio ecológico.

    Não se engane: o “povo metido a intelectual” que você critica está apenas apontando o óbvio histórico que a sua classe insiste em negar. O Brasil não vai para frente destruindo suas bases de reprodução da vida — florestas, rios e povos originários — para que meia dúzia de latifundiários troquem de caminhonete no fim do ano. A verdadeira segurança jurídica, que Messias certamente compreende pela sua trajetória na AGU, é aquela que submete a sanha do capital aos limites éticos da existência coletiva. O seu trator, Célio, é o símbolo de um país que se recusa a ser nação para continuar sendo apenas uma fazenda colonial administrada pelo chicote da precarização.

Renato Professor

30/04/2026

É fascinante observar como a vulgata neoliberal insiste em termos como prêmio de risco para mascarar a absoluta indigência intelectual sobre o papel do Estado na regulação do capital. Messias possui a densidade técnica necessária para compreender que a segurança jurídica real deriva da estabilidade dos pactos sociais, e não da subserviência servil às oscilações de humor da Faria Lima. Estudem os fundamentos da economia solidária e da função social da propriedade antes de regurgitarem dogmas infantis de corretora de valores.

Jeferson da Silva

30/04/2026

Falar em prêmio de risco é fácil pra quem não bate cartão às seis da manhã pra operar prensa. O STF tem que parar de olhar pro umbigo da Faria Lima e focar em quem tá perdendo direito todo dia pra essa conversa mole de precarização. Se o Messias entende do riscado, que garanta a dignidade do trabalhador antes que terminem de rasgar o que sobrou da nossa CLT.

Cecília Torres

30/04/2026

A indicação de um Advogado-Geral da União para o Supremo é um movimento institucional previsível, longe do pânico moral ou do idealismo técnico citados por alguns aqui. O aval de Gilmar Mendes apenas chancela a realpolitik de Brasília, onde o notório saber jurídico costuma servir de verniz para a conveniência política do momento. Seria mais produtivo se o debate se concentrasse na jurisprudência concreta do indicado em vez de projeções abstratas sobre segurança jurídica ou valores morais.

Maria Silva

30/04/2026

A gente fica vendo esse embate ideológico e esquece que o Supremo precisa é de equilíbrio e ética acima de tudo. Independentemente de quem indica ou apoia, o que importa é que o indicado tenha compromisso real com a justiça e com os valores que protegem nossas famílias. Que a sabedoria prevaleça para que o país tenha mais paz e menos polarização.

Lucas Moreira

30/04/2026

O pessoal fala em preparo técnico, mas esquece que o investidor busca previsibilidade e independência real do Judiciário frente ao Executivo. Esse alinhamento total entre as cúpulas só aumenta o prêmio de risco e afasta o capital estrangeiro que busca segurança jurídica. Enquanto o país priorizar o conforto político em vez da eficiência de mercado, continuaremos patinando nos mesmos indicadores medíocres de produtividade.

    Márcio Torres

    30/04/2026

    Lucas, sua análise parte de uma premissa que, sob o escrutínio da ciência política e de uma visão cética da economia, assemelha-se mais a um dogma do que a um fato observável: a existência de um investidor que busca uma pureza institucional quase metafísica. Tratar o mercado como uma entidade moral que premia a independência absoluta do Judiciário é ignorar que o capital, em sua essência pragmática, convive perfeitamente com autocracias e sistemas de cúpulas alinhadas, desde que as regras do jogo sejam claras e rentáveis. O que você chama de risco, o investidor profissional muitas vezes chama de custo de transação, e nada é mais caro para o capital do que a instabilidade gerada por um Judiciário que decide com base em espasmos de moralismo ou voluntarismo, algo que vimos sobejo nos últimos anos.

    A eficiência que você reivindica não nasce de uma separação estanque e romântica entre os Poderes, mas da funcionalidade das instituições. Jorge Messias, com o currículo forjado na Advocacia-Geral da União, conhece as entranhas da máquina estatal de forma que poucos acadêmicos ou magistrados de carreira conhecem. Para quem opera no mundo real da infraestrutura e dos grandes contratos, a previsibilidade advém da compreensão técnica dos ritos administrativos e da capacidade de evitar o travamento do Estado. O conforto político que você critica pode ser lido, de uma perspectiva menos ideológica e mais científica, como a harmonização institucional necessária para que o país saia da paralisia causada por conflitos fratricidas entre Brasília e o Supremo.

    É preciso superar esse senso comum de que o STF deveria ser um conselho de administração isento de influências políticas. Como cientista político, devo pontuar que tribunais constitucionais são, por definição, órgãos políticos que interpretam o Direito para estabilizar o poder. Se buscamos lógica e não misticismo econômico, devemos reconhecer que a indicação de um técnico com trânsito nas cúpulas pode reduzir o ruído sistêmico. A produtividade brasileira patina em gargalos estruturais e educacionais, não na falta de um justiceiro solitário na Suprema Corte que ignore a realidade do Executivo. Pelo contrário: a segurança jurídica, tão cara ao capital, é construída por quem entende que o Estado precisa de engrenagens que se encaixem, e não de peças que se choquem por mero fetiche de autonomia.

Ahmed El-Sayed

30/04/2026

É alarmante ver como tratam a defesa dos valores como mero pânico moral, ignorando que uma justiça sem base na tradição é apenas um teatro de interesses técnicos. O Estado secular não deve ser um pretexto para silenciar a moralidade que sustenta a sociedade em favor de arranjos políticos de gabinete. Sem uma âncora ética sólida, essas indicações apenas aprofundam o abismo entre as leis dos homens e a verdadeira identidade do povo.

Paulo Ribeiro

30/04/2026

A análise das indicações para o Supremo Tribunal Federal não pode ser reduzida ao simplismo do personalismo ou a um moralismo rasteiro, como bem observaram alguns colegas aqui nos comentários, em especial o João Carvalho ao apontar a tentativa de interdição do debate. Sob a ótica de Louis Althusser, compreendemos o Judiciário como parte integrante dos aparelhos ideológicos de Estado, cuja função primordial é garantir a reprodução das condições de produção e a própria estabilidade do sistema. A indicação de Jorge Messias, portanto, deve ser compreendida como um movimento tático de consolidação de uma institucionalidade que foi severamente fustigada por arroubos autoritários recentes. Messias possui a têmpera técnica e a clareza doutrinária necessárias para operar dentro dessa dialética, reconhecendo que a lei não é um ente abstrato, mas um campo de forças em constante tensão.

Ao observarmos as manifestações imbuídas de um pânico moral, como as que vemos em certos setores da sociedade, percebemos o que Antonio Gramsci definia como o senso comum em seu estado mais desagregado e folclórico. É uma resistência que ignora a historicidade do direito e se apega a metafísicas vazias para evitar o enfrentamento real das desigualdades brasileiras. O apoio de Gilmar Mendes, figura central na manutenção do equilíbrio institucional em momentos críticos da nossa história recente, chancela não apenas o currículo de Jorge Messias, mas a sua capacidade de compreender o papel do Estado na proteção das minorias e na garantia da soberania nacional, algo que José Carlos Mariátegui sempre defendeu como fundamental para que as nações periféricas pudessem romper com as amarras da dependência.

É imperativo que superemos a visão do Supremo como um tribunal de exceção moralista — herança nefasta de um passado jurídico recente que flertou com o arbítrio — para retomarmos a senda do garantismo e da justiça social. Jorge Messias, em sua trajetória na Advocacia-Geral da União, demonstrou que o interesse público e a legalidade estrita podem e devem caminhar juntos. Sua eventual chegada à Corte representa uma vitória da política sobre o moralismo justiceiro, devolvendo ao STF sua função precípua de guardião da Constituição de 1988, que é, em última análise, o pacto de classe que permite a convivência democrática mínima neste território marcado por profundas cicatrizes coloniais e exploratórias.

Por fim, é preciso saudar a lucidez de quem percebe que o fortalecimento das instituições não se faz com bravatas, mas com o preparo intelectual e o compromisso com o Estado Democrático de Direito. A indicação de Messias não é apenas um acerto administrativo, mas um imperativo ético para quem deseja ver o Brasil retomar o fio da sua história progressista, combatendo a hegemonia de forças que tentam, a todo custo, desmantelar o arcabouço de proteção social e jurídica que tanto nos custou a erguer.

Maura Santos

30/04/2026

Engraçado esse pânico moral do Helton enquanto o Jorge Messias tem currículo de sobra pra segurar o rojão no STF. Essa gente fala de valores mas a única coisa que realmente entregou foi aquele apagão histórico e o desmonte total da nossa infraestrutura. Menos teoria da conspiração e mais gente técnica pra tirar o país do escuro que vocês deixaram.

Bia Carioca

30/04/2026

Enquanto o Helton se perde em pânico moral, a gente precisa de gente séria como o Jorge Messias pra garantir a ordem democrática contra o golpismo. Ele tem o preparo técnico necessário pra dar segurança ao Estado e permitir que grandes projetos de infraestrutura e ferrovias finalmente saiam do papel. Defender as instituições hoje é a única forma de barrar o desmonte que essa extrema-direita quer impor ao povo.

Paula Santos

30/04/2026

Precisamos ter cuidado para não deixar o radicalismo de lado a lado cegar nossa visão sobre a competência e o serviço público. Que a justiça seja exercida com equilíbrio e integridade, buscando sempre o bem comum e a paz que a nossa nação tanto precisa para prosperar de verdade.

Helton Barros

30/04/2026

É uma vergonha absoluta ver o compadrio desse sistema podre avançando sobre a nossa pátria. Gilmar e esse tal de Messias são farinha do mesmo saco globalista que quer enterrar os valores cristãos e a nossa liberdade. Enquanto esses teóricos de faculdade filosofam, o povo de bem sofre com a insegurança jurídica e moral que tomou conta de Brasília.

    João Carvalho

    30/04/2026

    Helton, é curioso como o conceito de povo de bem é frequentemente utilizado para interditar o debate sobre o funcionamento real das instituições, substituindo a análise sociológica por um pânico moral infundado. A indicação de Jorge Messias deve ser lida sob a ótica da preservação dos direitos fundamentais e da estabilidade democrática, elementos que são os verdadeiros pilares da segurança jurídica em uma sociedade tão desigual quanto a nossa.

Carlos Rocha

30/04/2026

Mais um passo em direção à total insegurança jurídica para quem produz e gera emprego neste país. Enquanto Brasília celebra essa indicação política, o setor produtivo assiste ao fortalecimento de uma agenda que sufoca o livre mercado e ignora a meritocracia técnica. O Brasil só vai avançar de verdade quando pararem de aparelhar o Judiciário com burocratas amigos do Estado.

    Francisco de Assis

    30/04/2026

    Carlos, meu patrão, você fala de insegurança jurídica mas ignora que o Jorge Messias é um quadro técnico de altíssima estirpe, alguém que entende a dialética da justiça social e o valor de uma Corte que não se dobra a caprichos de mercado. É curioso ver essa gente alienada da cabeça confundir compromisso com a soberania nacional com aparelhamento, enquanto o Brasil volta a respirar institucionalidade sob a batuta de quem realmente conhece o povo. O país avança de forma soberana porque agora temos homens de Estado ocupando seus devidos lugares, devolvendo ao Judiciário a dignidade que a sanha de vocês tentou enterrar.

    Caio Vieira

    30/04/2026

    Prezado Carlos, sua leitura incorre num vis centripeta de matriz neoliberal que confunde a tecnicidade jurídica com a mera subserviência aos humores do capital, ignorando que a verdadeira segurança jurídica emana da estabilidade democrática e do bonum commune. A indicação de Messias sinaliza uma necessária recomposição da hegemonia constitucional para proteger a inventividade laboriosa do nosso povo frente a essa ideologia da meritocracia que, na prática, apenas reifica privilégios de classe. É preciso transcender esse mimetismo periférico que demoniza o Estado para enfim enxergarmos o Direito como instrumento de emancipação das maiorias sociais.

    Cristina Rocha

    30/04/2026

    Carlos, sua argumentação é o sintoma clássico de uma percepção de mundo que Hegel descreveria como a consciência infeliz, presa a uma objetividade fetichizada. Quando você evoca a insegurança jurídica como um espantalho contra o Estado, o que está fazendo, na verdade, é tentar interditar a função social da magistratura em prol de uma previsibilidade que só beneficia a acumulação rentista. O Direito não é um apêndice do mercado, por mais que o neoliberalismo tente nos convencer disso; ele é, ou deveria ser, o locus da mediação dos conflitos de classe. Jorge Messias, ao contrário do que sugere sua crítica, possui uma trajetória que sinaliza a compreensão de que o Judiciário não pode ser um mero validador das assimetrias produzidas pelo capital. O que você chama de aparelhamento é, na ótica da teoria crítica, o reconhecimento de que a neutralidade jurídica é um mito liberal construído para manter as estruturas de dominação intactas.

    Ademais, é preciso deconstruir essa sua noção de meritocracia técnica, que nada mais é do que uma ferramenta de manutenção do patriarcado e da colonialidade do poder. No Brasil, o conceito de mérito historicamente serviu para mascarar o privilégio de classe, raça e gênero, garantindo que os espaços de decisão fossem ocupados prioritariamente por aqueles que rezam a cartilha das elites financeiras. A indicação de um quadro que compreende a hermenêutica constitucional como um instrumento de emancipação e de defesa da soberania popular é um passo fundamental para descolonizar nosso pensamento jurídico. O avanço de que o país precisa não virá da submissão absoluta aos humores do livre mercado — esse ente metafísico que ignora a materialidade da exploração — mas sim da consolidação de uma Corte que não se acovarde diante do poder econômico e que entenda que a verdadeira segurança jurídica emana da justiça social e da estabilidade democrática.

    Por fim, essa sua ojeriza ao Estado revela uma incompreensão profunda sobre o papel das instituições na periferia do capitalismo. Atacar a indicação como um movimento de burocratas amigos é ignorar que a tecnicidade, sem um compromisso ético e político com a classe trabalhadora, é apenas uma engrenagem fria a serviço da exclusão. Se o setor produtivo — ou melhor, a elite que se apropria da mais-valia — está preocupado, é porque talvez o fiel da balança esteja finalmente se inclinando para a defesa dos direitos fundamentais e da dignidade humana, e não para a mera reprodução do status quo que sufoca as potências subalternizadas do nosso povo. O que você vê como ameaça, nós, que estudamos a dialética social, vemos como a possibilidade de uma síntese mais democrática para o Brasil.


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