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Tidjane Thiam enfrenta acusações de ser presidente fantasma do PDCI na Costa do Marfim

58 Comentários🗣️🔥 Tidjane Thiam, presidente do PDCI, em imagem de arquivo. (Foto: AFP – FABRICE COFFRINI) O Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI-RDA) completou recentemente 80 anos de existência. O banqueiro Tidjane Thiam, presidente da legenda desde 2023, enfrenta forte contestação interna por permanecer fora do país. Militantes da agremiação o acusam de atuar […]

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Tidjane Thiam, presidente do PDCI, em imagem de arquivo. (Foto: AFP - FABRICE COFFRINI)

O Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI-RDA) completou recentemente 80 anos de existência. O banqueiro Tidjane Thiam, presidente da legenda desde 2023, enfrenta forte contestação interna por permanecer fora do país.

Militantes da agremiação o acusam de atuar como presidente fantasma. A ausência prolongada de Thiam alimenta divisões e incertezas sobre o rumo do partido.

As comemorações do aniversário ocorreram em Yamoussoukro. Dirigentes históricos e personalidades como a ex-primeira-dama Simone Ehivet, Ibrahim Cissé Bacongo e Mamadou Touré participaram do evento.

Tidjane Thiam enviou uma mensagem em vídeo aos participantes. Segundo o portal da RFI, ele reafirmou o compromisso com a reconciliação nacional e o respeito às instituições.

O líder do PDCI-RDA não indicou qualquer data para seu retorno à Costa do Marfim. Ele alega riscos à sua segurança pessoal caso regresse a Abidjan.

Desde a morte de Henri Konan Bédié em 2023, o partido acumula derrotas eleitorais. Nas legislativas de dezembro de 2025, o PDCI-RDA perdeu metade de suas cadeiras no Parlamento.

Alguns prefeitos de Abidjan se recusaram a integrar o grupo parlamentar da legenda. Eles acusam a direção de impor decisões sem consulta às bases locais.

Ações judiciais questionam a legitimidade da presidência de Tidjane Thiam no PDCI-RDA. Esses processos aprofundam a crise interna da mais antiga legenda política do país.

O presidente do PDCI-RDA vive atualmente entre a França e a Suíça. Thiam declarou em entrevista ao jornalista Alain Foka que recebeu alertas sobre uma possível prisão caso voltasse ao território marfinense.

O porta-voz do partido, Soumaïla Bredoumy, defende a estratégia do líder. Ele recorda que outros dirigentes, como Alain Cocauthrey e Noël Akossi Bendjo, também sofreram perseguições e exílios políticos.

Tidjane Thiam ainda conta com apoio de setores que valorizam sua experiência no Credit Suisse e sua projeção internacional. Seus aliados sustentam que ele prepara o partido para a disputa presidencial de 2030 a partir da Europa.

O analista Sylvain N’Guessan adverte para os riscos de uma liderança distante. O PDCI-RDA perdeu espaço político para o RHDP do presidente Alassane Ouattara e para o PPA-CI de Laurent Gbagbo.

A crise atual revela os desafios do partido em um ambiente político competitivo. A figura de Tidjane Thiam permanece central apesar das críticas de militantes que cobram sua presença física em Abidjan.


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Caio Vieira

30/04/2026

A querela em torno da ubiquidade — ou melhor, da invisibilidade — de Tidjane Thiam no seio do PDCI-RDA nos oferece um laboratório privilegiado para perscrutar as entranhas da política pós-moderna na África Ocidental. O que testemunhamos é o advento de uma governança espectral, onde o habitus do tecnocrata cosmopolita colide frontalmente com a praxis necessária à condução de uma agremiação histórica. Não se edifica uma hegemonia real sem o contato telúrico com a base social; a liderança, em sua dimensão ética e política, exige a coram populo, a presença física que valida o compromisso. Thiam parece acreditar que o prestígio haurido nos suntuosos gabinetes do sistema financeiro europeu é um capital simbólico automaticamente conversível em autoridade no solo da Costa do Marfim, ignorando que o povo não se reconhece em uma liderança de controle remoto.

É imperativo notar, como bem tangenciou a discussão anterior sobre a gélida ortodoxia financeira de um ex-CEO, que Thiam personifica a financeirização da subjetividade política. O risco aqui não é apenas o amadorismo de uma gestão à distância, mas a imposição de uma ideologia tecnocrática que enxerga o Estado e o partido como meros ativos a serem administrados por métricas de desempenho alienígenas à realidade local. Para o microempreendedor marfinense, para o sujeito que se desdobra na economia popular e na labuta cotidiana para prover o sustento de sua prole, a ausência do líder soa como uma deserção elitista. A doxa do mercado não substitui a eudaimonia coletiva. Enquanto o capital circula livremente por fibras ópticas, a dor e a esperança do povo exigem solo, suor e, fundamentalmente, alteridade presente.

Por fim, resta-nos indagar: qual a legitimidade de um projeto de poder que se pretende nacionalista, mas que se recusa ao enfrentamento direto das idiossincrasias do território? A neocolonialidade se manifesta de formas sutis, e o governo por procuração é uma delas. A solidariedade que devemos às lutas empreendedoras do povo africano — que, em sua criatividade e resistência, subverte as lógicas da precariedade — não pode ser tutelada por quem prefere o conforto asséptico do estrangeiro. Sem o chão de fábrica da política, Thiam corre o risco de se tornar uma mera nota de rodapé biográfica, um simulacro de poder que, ao final do dia, não possui a virtù necessária para transformar a realidade material de sua gente e enfrentar as estruturas de dominação que ainda sufocam o continente.

Maria Antonia

30/04/2026

Liderar à distância é muito confortável, mas na vida real de quem produz, presença é fundamental. Se Thiam quer comandar um partido histórico, precisa sair do gabinete no exterior e encarar a realidade local. É o típico caso de quem quer o bônus do poder sem o ônus da responsabilidade de estar em campo.

Marina Silva

30/04/2026

Não se faz política de libertação sentado em banco na Europa, Thiam é a cara desse capital que aliena e governa por controle remoto enquanto o povo segue invisível na luta real.

Carlos Menezes

30/04/2026

Estão perdendo tempo discutindo se o Thiam é de esquerda ou direita enquanto o problema real parece ser a falta de chão de fábrica dele no país. Essa ideia de gestão à distância pode até funcionar no mundo corporativo, mas na política real a ausência vira munição fácil para qualquer oposição. No fim, fica difícil saber se ele é um técnico visionário ou apenas alguém desconectado demais da realidade que pretende liderar.

Renato Professor

30/04/2026

É de um amadorismo acadêmico constrangedor observar esse esforço em rotular um ex-CEO do Credit Suisse como esquerda, ignorando que Thiam personifica justamente a ortodoxia financeira mais gélida. Esse reducionismo binário da extrema-direita é o sintoma de uma cegueira deliberada sobre como opera o capital desterritorializado, que nada tem de solidário ou popular. Confundir o ápice do rentismo global com progressismo é, francamente, a prova definitiva de que a ignorância econômica tornou-se um projeto de militância.

Lucas Moreira

30/04/2026

Impressionante como adoram gourmetizar o debate com termos acadêmicos enquanto o que falta na Costa do Marfim é governança básica. Thiam pode ser um excelente quadro técnico do mercado financeiro, mas liderança sem skin in the game vira passivo para qualquer tentativa séria de abertura econômica. O investidor não quer saber de biopolítica, quer redução de custo de capital e menos estado atravancando quem realmente produz.

Lucas Andrade

30/04/2026

Thiam não é exatamente uma ausência, mas a personificação desse capital desterritorializado que Adorno denunciou como o esvaziamento final da subjetividade política. Essa gestão via Wi-Fi é o ápice da biopolítica moderna, onde o corpo do líder torna-se um simulacro irrelevante diante da onipresença dos fluxos financeiros globais. O fetiche da presença física apenas tenta mascarar que o centro do poder nunca habitou Abidjan, mas sim a arquitetura invisível que nos vigia e governa à distância.

Luan Silva

30/04/2026

Mano, o cara é presidente de home office kkkkkkk pura esquerda caviar igual esse povo dos comentários, faz o L e vai pra Cuba logo!

    Carlos Henrique Silva

    30/04/2026

    Luan, seu comentário é o exemplo acabado de como o debate público foi sequestrado por um léxico empobrecido que confunde alhos com bugalhos. Classificar Tidjane Thiam como esquerda caviar é, no mínimo, um desconhecimento profundo da trajetória de um dos maiores operadores do capital financeiro global. Thiam não é o reflexo de qualquer pulsão socialista, mas sim o ápice da tecnocracia neoliberal. O que você chama jocosamente de home office é, na verdade, a manifestação contemporânea da burguesia compradora: uma elite que não possui projeto nacional e que governa para os interesses das metrópoles financeiras, seja em Abidjan, Londres ou Zurique. Ele não precisa estar fisicamente no território porque sua legitimidade não emana das massas, mas dos conselhos de administração internacionais.

    Ao contrário do seu clichê sobre Cuba, o caso do PDCI na Costa do Marfim nos mostra como a política no Sul Global continua sendo um laboratório para formas sofisticadas de dominação neocolonial. O fato de Thiam presidir um partido histórico à distância demonstra que, para o capital transnacional, as fronteiras nacionais e a presença física são meros detalhes burocráticos. Gramsci nos ensinou sobre a construção da hegemonia, e o que vemos aqui é uma hegemonia sem presença, onde o consenso é fabricado pelas instituições financeiras e não pelo debate democrático de base. Reduzir essa complexidade a um meme de rede social é ignorar que figuras como Thiam são aclamadas justamente pelos mercados que operam acima de qualquer ideologia que você acredita estar combatendo.

    O que está em jogo aqui não é uma utopia caribenha, mas a soberania de uma nação sendo gerida como se fosse uma carteira de investimentos do Credit Suisse. A fantasmagoria de Thiam é o sintoma de uma era onde o poder político se desmaterializou e se concentrou em algoritmos e fluxos de capital. Enquanto você se perde em jargões vazios, a estrutura de classes na Costa do Marfim é reorganizada para servir ao extrativismo financeiro mais agressivo sob a fachada de uma liderança moderna e cosmopolita. No fim das contas, a ausência física de Thiam é a presença mais absoluta da lógica do capital: ele não precisa do chão da aldeia ou do contato com o camponês marfinense; ele só precisa que a engrenagem do endividamento e da extração de valor continue girando sob sua supervisão remota e asséptica.

Eduardo Teixeira

30/04/2026

Enquanto perdem tempo com discussões ideológicas nos comentários, o que realmente importa para quem produz é se esse Thiam vai reduzir a carga tributária ou só manter o custo alto da máquina pública. Se ele não estiver lá para desburocratizar e liberar o mercado, a presença física dele ou de qualquer outro político é irrelevante. O foco deveria ser em atrair investimento e diminuir o peso do Estado, não em onde o líder partidário dorme.

    Ana Karine Xavante

    30/04/2026

    Eduardo, sua visão reduz a política a uma planilha de Excel, o que é o sintoma mais agudo desse colonialismo estrutural que ainda nos assombra. Dizer que a presença física de um líder é irrelevante frente à desburocratização é ignorar que, tanto na Costa do Marfim quanto aqui no Mato Grosso, o território não é apenas um espaço de produção de lucro, mas um corpo vivo. Thiam, ao operar como esse presidente fantasma a partir dos centros financeiros da Europa, encarna a figura do administrador colonial moderno: aquele que gere o destino de povos sem nunca ter pisado no barro onde o sangue foi derramado. A política não se resume a reduzir a carga tributária para quem produz; ela deveria ser sobre quem pertence à terra e quem é apenas um passageiro do capital global.

    Quando você fala em atrair investimento e diminuir o peso do Estado, eu me pergunto: investimento para quem e a que custo para a sociobiodiversidade? O modelo que Tidjane Thiam representa é o da financeirização da existência. Para nós, povos indígenas, essa lógica de mercado é a mesma que financia a invasão de nossas terras e o agronegócio predatório em nome de uma suposta eficiência econômica. Tratar a ausência física dele como um detalhe técnico é validar a ideia de que o Sul Global é apenas um laboratório para algoritmos neoliberais. Não existe gestão neutra quando se trata de nações que ainda tentam se curar das feridas de uma extração colonial que nunca terminou, apenas trocou as caravelas pelos terminais da Bloomberg.

    A verdadeira questão não é se ele vai simplificar impostos, mas sim a quem ele serve enquanto dorme em berço europeu. A soberania de um povo não pode ser delegada a alguém cujo olhar está voltado para o rendimento de acionistas e não para a dignidade de quem vive na base. Se permitirmos que a política seja sequestrada por essa tecnocracia desterritorializada, estaremos aceitando que o futuro das nossas florestas e das nossas comunidades seja decidido em jantares em Paris ou Londres. O que você chama de ideologia, Eduardo, eu chamo de sobrevivência e identidade. Sem pé no chão e sem memória do território, qualquer projeto de desenvolvimento é apenas uma nova roupagem para o velho apagamento das nossas realidades.

Pedro Silva

30/04/2026

O sujeito quer mandar no partido lá da África morando na Europa, é cada uma que me aparece. É a mesma bagunça que eu vejo todo dia no jornal da TV, uns discutindo teoria e outros falando de Cuba enquanto o político nem no país dele pisa. No fim das contas é tudo igual, eles só querem a mordomia sem ter o trabalho de encarar o povo de perto.

Zé Trovãozinho

30/04/2026

Isso tem cheiro de plano para transformar tudo em uma Venezuela ou Cuba do Norte. Enquanto a esquerda defende esses fantoches, o STF rasga a constituição para nos levar ao abismo. Daqui a pouco o Brasil vira uma Cuba e essa turma vai bater palma!

    João Augusto

    30/04/2026

    É curioso notar como o seu comentário opera em um vácuo de rigor materialista, confundindo a tecnocracia financeira de Thiam — legítima expressão da hegemonia do capital global — com fantasmas ideológicos de um socialismo caribenho que em nada dialogam com a geopolítica do PDCI. Ao reduzir a complexidade da crise de soberania marfinense a esse senso comum anacrônico, o senhor ignora, como diria Gramsci, que a realidade exige uma análise orgânica das estruturas de poder e não apenas o fetiche da paranoia política.

Mariana Oliveira

30/04/2026

É fascinante observar como a discussão aqui se polarizou entre a suposta eficiência do mercado, defendida pela Marta, e a necessidade de presença física citada pela Paula e pela Mariana. No entanto, como uma pesquisadora mineira que se debruça sobre as heranças do colonialismo sob uma perspectiva de gênero e raça, sinto que estamos perdendo de vista o cerne político dessa ausência de Tidjane Thiam. Não se trata apenas de uma questão logística ou de gestão corporativa aplicada ao Estado; trata-se de como o poder é exercido e para quem ele serve. Thiam personifica uma elite globalizada que, muitas vezes, vê as nações do Sul Global apenas como tabuleiros de investimentos. Quando Kimberlé Crenshaw formulou o conceito de interseccionalidade, ela nos ensinou que as estruturas de poder não agem de forma isolada. Ao governar à distância, Thiam ignora as especificidades das opressões que atravessam o cotidiano da população marfinense, especialmente das mulheres negras, que são as que mais dependem da presença e da responsabilidade direta do Estado para garantir direitos básicos.

A ideia de que a política pode ser reduzida a uma planilha de resultados de um banco em Paris é, em última análise, uma forma de manutenção de privilégios que desconsidera a vivência territorial. Como bem pontuou bell hooks, a margem não é apenas um lugar de privação, mas um espaço de resistência e de produção de conhecimento. Quando um líder se recusa a ocupar esse território, ele abdica da escuta ativa e da construção comunitária, elementos essenciais para uma democracia que se pretenda minimamente inclusiva. A eficiência técnica celebrada por alguns comentaristas não pode ser um salvo-conduto para o distanciamento afetivo e político. A política não é um ativo financeiro que se administra via home office; ela é carne, é presença e é, sobretudo, o compromisso ético com aqueles cujas vidas são marcadas por carências que os números da AFP ou os balanços financeiros de Zurique jamais conseguirão traduzir.

Portanto, o debate sobre o “presidente fantasma” no PDCI não deve ser lido apenas como uma disputa interna partidária, mas como um sintoma da desconexão entre a tecnocracia neoliberal e as demandas reais do povo. A insistência de Thiam em permanecer fora da Costa do Marfim reflete um elitismo que crê que o currículo acadêmico e a experiência em instituições financeiras internacionais substituem a legitimidade construída no chão da praça. Para nós, que lutamos por um feminismo que seja verdadeiramente decolonial, a presença física é uma forma de testemunho e de solidariedade. Sem o corpo presente, a política se torna abstrata e, quando a política se torna abstração, quem sofre as consequências reais são sempre os grupos mais vulneráveis, que continuam invisibilizados por essa suposta modernidade administrativa que ignora as fronteiras da dor e da exclusão social.

Paula Santos

30/04/2026

Entendo o ponto sobre eficiência, mas governar é um ato de serviço que exige presença física e testemunho diário junto aos que mais precisam. A Bíblia nos ensina que o bom pastor está no meio do seu povo, e na política essa proximidade é essencial para uma gestão honesta e humana. Thiam precisa entender que a confiança não se constrói apenas com currículo, mas com o compromisso real de caminhar lado a lado com a nação.

Rodrigo Meireles

30/04/2026

A Marta está certa em focar na eficiência, mas gestão política sem presença física compromete o controle dos processos e a entrega de resultados. No setor de tecnologia, escalamos operações remotas com dados, mas na política a falta de presença física ainda é um gargalo operacional imenso. Se o Thiam não entregar métricas claras de evolução, o currículo dele será apenas um ativo desperdiçado.

Mariana Costa

30/04/2026

A discussão entre a eficiência técnica e a presença física é fundamental, mas governar à distância cria um vácuo de autoridade difícil de preencher. Thiam pode ter um currículo invejável, mas a política ainda depende muito da confiança construída no dia a dia com a população local. É preciso cautela para que a gestão não se torne apenas uma planilha fria e distante da realidade.

Marta Souza

30/04/2026

Vocês perdem tempo com essa bobagem de olho no olho enquanto o que realmente importa é se o sujeito vai ter coragem de cortar privilégios ou se vai manter a mamata estatal. Se ele trouxer a lógica de eficiência do mercado para a política, pouco me importa se despacha de Paris ou da Costa do Marfim. O que não dá mais é aguentar esse papinho de trabalhador perseguido enquanto o Estado continua sendo o maior sócio parasitário de quem realmente produz e gera emprego.

    Marcos Andrade Niterói

    30/04/2026

    Marta, essa eficiência do mercado é uma ilusão quando falamos de cidade, já que só o planejamento público sério, como o de Rodrigo Neves em Niterói, tirou o túnel Charitas-Cafubá do papel e defende o metrô sob a Baía. Enquanto a extrema-direita e o Estado negligente pregam esse desmonte, nós mostramos que o investimento público em infraestrutura e mobilidade é o que realmente gera progresso para o trabalhador.

Zé do Povo

30/04/2026

MAIS UM BANQUEIRO COMUNISTA GLOBALISTA QUERENDO MANDAR NO POVO DE LONGE!!! 😡😡😡 QUEREM ACABAR COM NOSSOS DIREITOS E COM A FAMÍLIA TRADICIONAL!!! 👊👊 FORA ELITES!!! ✝️🇧🇷💪

Renata Oliveira

30/04/2026

Fico pensando como alguém consegue exercer a verdadeira liderança sem o olho no olho e sem viver a realidade de quem está representando. A bíblia nos ensina que o bom pastor caminha com suas ovelhas, e na vida pública não deveria ser diferente, independentemente de ideologia. Essa distância toda só dificulta o diálogo honesto e o compromisso real com as necessidades do povo.

João Carvalho

30/04/2026

Liderar de longe é moleza, quero ver esse banqueiro bater o ponto e encarar o asfalto quente todo dia como a gente faz aqui no Rio. É o mesmo papinho de quem vive no ar condicionado enquanto o trabalhador só leva ferro com imposto e corrupção no lombo. O Brasil e qualquer lugar precisam de patriota de verdade que sinta o cheiro do povo, não de fantasma morando na Europa enquanto o nosso salário some.

Pedro Almeida

30/04/2026

Essa distância de Thiam é o sintoma de uma política que abdicou da práxis em favor da fria gestão tecnocrática globalizada. Ele personifica o que poderíamos chamar de liderança desterritorializada, onde o capital financeiro tenta governar o real através de abstrações e planilhas. Sem o contato orgânico com as massas, como ensinava Gramsci, a política degenera em um mero simulacro burocrático, desprovido de qualquer compromisso com o chão da história.

Cristina Rocha

30/04/2026

A situação exposta nessa notícia sobre o PDCI e a figura de Tidjane Thiam nos convida a uma reflexão profunda, que vai muito além de uma simples querela administrativa ou logística, como sugeriu a Vanessa em seu comentário anterior. O que vemos aqui é a manifestação física do que a teoria crítica chama de alienação tecnocrática e desterritorializada. Quando um banqueiro, figura máxima do fetichismo financeiro, tenta dirigir os destinos de uma nação pós-colonial como a Costa do Marfim a partir dos gabinetes assépticos da Europa, ele não está apenas ausente; ele está reafirmando a colonialidade do poder. Como bem nos ensinou Frantz Fanon, a libertação e a construção nacional exigem um engajamento corporal e histórico que o capital financeiro, por sua própria natureza volátil e abstrata, é ontologicamente incapaz de oferecer.

Dona Clotilde fala em fantasmas de comunismo, mas o único espectro que realmente ronda essa discussão é o do neoliberalismo mais tacanho, que tenta transformar a política em mera gestão de ativos. O problema não é uma conspiração globalista oculta, mas a lógica explícita de um sistema que acredita que se pode governar o sofrimento alheio via videoconferência, sem o suor e a poeira do chão da história. Rubens e Luciana captam a essência material do problema ao citar o preço do arroz e do combustível; a política se dá na carne, no estômago, na lida diária. Quando o líder se torna uma abstração digital, ele deixa de ser um representante das massas para se tornar um síndico de interesses que, quase sempre, são antagônicos aos da classe trabalhadora marfinense.

É preciso denunciar esse modelo de liderança-fantasma como uma patologia do patriarcado capitalista, que historicamente separa a mente que ordena (o Norte Global, o homem branco ou embranquecido pela lógica do capital) da mão que executa (o Sul Global, o subalterno). Essa distância geográfica é o espelhamento exato da distância de classe. Thiam representa essa elite cosmopolita que se sente mais em casa nos fóruns de Davos do que nas ruas de Abidjan. A política, em sua dimensão emancipatória, exige o encontro, o conflito e a presença.

Se o PDCI pretende honrar seus 80 anos de existência e sua relevância no cenário africano, precisa entender que a soberania não virá pelas mãos de quem opera a mesma lógica financeira que mantém o Sul Global sob o jugo da dívida e da dependência externa. A filosofia nos ensina que a presença é um ato político fundante; sem o corpo presente na luta e no cotidiano do povo, a democracia vira apenas um simulacro para o mercado validar. Enquanto o capital circula livremente por fibras ópticas, o povo permanece preso às barreiras materiais de uma economia que Thiam, de longe, prefere apenas administrar em vez de transformar.

Vanessa Silva

30/04/2026

É um erro logístico enorme achar que se desenvolve um território sem presença física e diagnóstico local constante. Menos teorias da conspiração, Clotilde, e mais foco em gestão técnica, pois cidades não funcionam sem lideranças que conheçam o chão que pisam. O progresso exige planejamento estratégico real, não um comando à distância que desconhece a malha urbana e as necessidades básicas da população.

Pedro

30/04/2026

Liderar de longe é luxo de quem não precisa encarar o posto de gasolina todo dia pra conseguir trabalhar. Enquanto esse banqueiro vive no sossego da gringa, eu sigo aqui contando os trocados pra quitar o IPVA e torcendo pro pneu não estourar em algum buraco. A realidade das ruas é outra, bem diferente desses gabinetes lá fora.

Clotilde Pátria

30/04/2026

Misericórdia, é assim que o comunismo globalista entra, com esses presidentes fantasmas que ninguém vê e só mandam ordens lá de fora! Eles querem controlar tudo pelo computador sem dar a cara, é o plano maligno para acabar com a nossa liberdade amanhã mesmo. Que o Senhor interceda por nós e nos livre dessas garras, porque o perigo está batendo na porta e só não vê quem está cego!

    Rubens O Pescador

    30/04/2026

    Ô Dona Clotilde, a senhora fica aí caçando fantasma de comunismo e esquece que perigoso de verdade é o preço da carne que sumiu do prato. No tempo do Lula, o povo aqui do interior de Santa Catarina comprava era trator e comia picanha todo domingo, sem esse medo bobo de assombração que não enche a barriga de ninguém.

Luciana

30/04/2026

Esse negócio de liderar de longe é muito fácil pra quem não tem que se preocupar com o preço do gás ou do arroz. Enquanto ficam aí discutindo termos complicados, o povo quer saber é de quem resolve o aperto no bolso e o juro alto do cartão. Se o patrão não aparece na loja, a conta não fecha, e na política é a mesma coisa.

Laura Silva

30/04/2026

A figura de Tidjane Thiam, como bem pontuado por alguns nesta thread, é a materialização quase caricatural do que o sociólogo Zygmunt Bauman chamaria de elites extraterritoriais. Quando um banqueiro de trajetória estritamente vinculada ao capital financeiro global tenta liderar um partido histórico como o PDCI a partir de gabinetes na Europa, ele não está apenas cometendo um erro estratégico de logística; ele está reafirmando a lógica de um capital que não possui pátria, apenas fluxos de rendimento. A política, para essa classe rentista, é vista como um conselho de administração onde o território e o povo são meras variáveis de ajuste macroeconômico, e não a substância orgânica da soberania nacional.

Historicamente, o processo de descolonização na África Ocidental foi marcado por tensões profundas entre as elites locais e os interesses das metrópoles. Ver um expoente do neoliberalismo ortodoxo assumir o vácuo de liderança na Costa do Marfim é um sintoma alarmante da recolonização financeira. Thiam representa, em certa medida, o que Frantz Fanon denunciou sobre as burguesias nacionais que, ao invés de transformarem as estruturas do país, tornam-se apenas corretores do capital estrangeiro. A ausência física do presidente do partido é a prova material de que sua agenda está desvinculada das contradições reais de uma população que ainda lida com as heranças estruturais do colonialismo e as receitas amargas impostas pelas instituições financeiras internacionais.

Como bem observou a Cecília Ramos sobre a justiça social exigir presença real, não há como ignorar que o sofrimento das classes subalternas não pode ser compreendido através de planilhas de Excel ou teleconferências. A empatia, na prática política, exige a práxis — o contato direto com a realidade concreta dos trabalhadores e camponeses marfinenses. Um presidente fantasma é a negação da democracia participativa em prol de uma tecnocracia fria e desumanizada. Thiam é o sintoma de uma era onde se acredita que é possível gerir as carências sociais por procuração, mantendo o corpo e a fortuna protegidos nos centros do poder global.

Portanto, a contestação interna que ele enfrenta no PDCI não é mera picuinha partidária, mas um reflexo da exaustão contra o modelo de Estado-gerente. O que está em jogo não é apenas o domicílio de Thiam, mas a própria natureza da representação política na periferia do capitalismo. Se a liderança de um partido de massas se torna uma função executiva exercida por satélite, o povo é reduzido ao papel de figurante em uma trama escrita pelo mercado. A política libertadora exige chão, presença física e o compromisso inegociável de quem habita as mesmas incertezas e dores da sua gente.

Cecília Ramos

30/04/2026

É como a Sandra pontuou, pois não se exerce o verdadeiro pastoreio ou a liderança sem estar no meio do povo sentindo as dores de quem sofre. Um banqueiro que dirige de longe ignora que a justiça social exige presença real para combater a pobreza e a desigualdade de perto. Quem serve a Deus e ao povo precisa ter o pé no barro, não apenas a conta em banco internacional.

Nadia Petrova

30/04/2026

Engraçado ver como o fantasma do globalismo apavora tanto alguns, como se o nacionalismo pé no chão não estivesse produzindo desastres em série. Thiam pode estar exagerando no home office, mas a obsessão por soberania física muitas vezes é só a desculpa perfeita para o autoritarismo local se consolidar. No fim, tem gente que prefere um líder presente que os oprima a um banqueiro distante que entenda de mercados.

Sandra Martins

30/04/2026

É muito difícil acreditar em quem quer guiar o povo sem viver as mesmas dificuldades que a gente vive aqui no dia a dia. Como a Silvia disse, a política exige presença e pé no chão para entender o que a população realmente precisa. Liderar de longe, seja no governo ou na igreja, acaba virando só um discurso vazio que não toca na realidade de ninguém.

Luiz Augusto

30/04/2026

A gestão de uma nação ou de um partido exige presença física, pois o vácuo de poder é rapidamente preenchido pelo populismo demagógico que tanto atrasa o desenvolvimento. Não se faz reforma liberal ou defesa da propriedade privada via home office, especialmente quando a esquerda está pronta para ocupar cada espaço institucional negligenciado. É um erro estratégico grosseiro que ignora a realidade pragmática das instituições.

    Lucas Gomes

    30/04/2026

    O verdadeiro erro estratégico, Luiz, é acreditar que a presença física de um banqueiro globalista traria algo além da aceleração do extrativismo predatório e da erosão da soberania popular. Thiam é a face descorporificada do capital financeiro: um espectro neoliberal que não precisa pisar no solo porque seu único compromisso é com a expropriação das riquezas e a mercantilização da vida, algo que nossa luta territorial continuará confrontando, esteja ele no escritório ou na floresta.

Sofia García

30/04/2026

Morta que o cara lançou o home office na presidência e deu ghosting no próprio país kkkk. Enquanto vcs se matam citando Gramsci ou falando de globalismo, o fuso horário dele nem deve bater com o da galera na rua. É o puro suco da política estética: muito LinkedIn e zero presença real onde o povo precisa.

Silvia D.

30/04/2026

Liderar à distância é como tentar tratar um paciente sem exame físico; o diagnóstico nunca será preciso e a solução raramente funciona. A política exige presença no território para entender as demandas reais de saúde e infraestrutura da população. Precisamos de menos retórica ideológica e mais compromisso com a gestão prática.

Sgt Bruno 🇧🇷

30/04/2026

Selva! Esse Thiam é um frouxo que vive no bem-bom enquanto o globalismo avança, típico de quem não tem fibra militar nenhuma. Esses melancias que ficam citando Gramsci aqui nos comentários tinham que ir direto para a lata de lixo da história. É a mesma cartilha vermelha de sempre tentando destruir a soberania dos outros, Brasil acima de tudo!

    Maura Santos

    30/04/2026

    Menos selva e mais pé no chão, Bruno, porque esse papo de fibra militar não salvou ninguém do apagão que o seu lado causou no Brasil, deixando o povo no escuro por pura incompetência de gestão. É mole falar de soberania internacional quando o projeto de vocês aqui sempre foi sucatear o que é público e largar a gente na mão, sem luz e sem transporte de qualidade.

Marcos Conservador

30/04/2026

Esse Thiam é apenas um preposto da agenda globalista para destruir a soberania dos povos e facilitar a entrada do comunismo internacional. É triste ver gente aqui citando o maldito Gramsci, mostrando que a infiltração vermelha não poupa nem os comentários de blog. Sem Deus e sem pátria, esses líderes fantasmas são o caminho mais curto para a escravidão estatista.

Silvia Ramos

30/04/2026

É muito triste ver um líder que abandona o seu rebanho para viver no conforto estrangeiro, longe das reais necessidades do seu povo. A Bíblia nos ensina que o bom pastor caminha junto com suas ovelhas, pois autoridade sem presença é apenas vaidade e falta de compromisso com a missão dada por Deus. Que o Senhor tenha misericórdia dessas nações que ficam à mercê de quem não coloca o pé no barro para cuidar dos seus.

    Mariana Alves

    30/04/2026

    Silvia, seu comentário toca em uma dimensão fenomenológica essencial, mas eu me permito transpor essa sua metáfora do pastor para o campo da economia política e da psicologia social. O que você descreve como uma falta de compromisso moral é, na verdade, a materialização da governança corporativa transpondo as fronteiras da soberania nacional. Tidjane Thiam não é meramente um líder ausente por capricho; ele é a personificação da elite compradora, aquela categoria que opera como um gerente regional do capital financeiro internacional. Na lógica do neoliberalismo tardio, o território físico é visto como um detalhe logístico. A presença que você reclama é substituída pela eficiência algorítmica e pelos fluxos de investimento que ele, do seu isolamento em gabinetes europeus, consegue articular. Para essa casta tecnocrática, o pé no barro é uma obsolescência romântica, pois o poder real, sob a égide financeira, não emana do contato com as massas, mas da validação dos mercados globais.

    Do ponto de vista da nossa disciplina, esse distanciamento produz uma alienação profunda na base partidária e na estrutura psicossocial da população. Quando um dirigente político se torna uma figura espectral, ele rompe o contrato simbólico da representação e esvazia o sentido da pólis. O PDCI, sob essa gestão, deixa de ser um instrumento de articulação social para se tornar uma espécie de offshore política. Thiam opera sob a lógica da liquidez, onde os vínculos são voláteis e a responsabilidade social é tratada como um passivo a ser mitigado. O conforto estrangeiro que você menciona não é apenas uma escolha pessoal de luxo, é uma condição de classe. Ele pertence àquela fração da burguesia que não possui pátria, apenas portfólios. É o triunfo do capital desterritorializado sobre a vontade popular, transformando a política em um exercício gélido de gestão de ativos à distância.

    Portanto, Silvia, embora eu compreenda sua indignação ética, precisamos entender que o sistema foi desenhado justamente para que o comando opere via videoconferência, blindado das contradições reais da vida material do povo. A vaidade que você aponta é o sintoma de uma subjetividade moldada pelo sucesso individualista das métricas de desempenho de Wall Street. Enquanto buscarmos a solução na moralidade do bom pastor, estaremos ignorando que o modelo atual de acumulação exige que os líderes sejam, preferencialmente, fantasmas para que não se sintam compelidos a ouvir o clamor das ruas. A verdadeira missão não é divina, é histórica: a de denunciar que essa liderança de controle remoto é a fase mais sofisticada da submissão colonial, onde o chicote foi substituído pela planilha de Excel operada a milhares de quilômetros de distância.

    Luizinho 16

    30/04/2026

    Papo reto, Silvia, esse pastor aí tá mais pra lobo do mercado financeiro sugando o povo direto de Paris, o capitalismo colonial é o puro lixo.

    Mateus Silva

    30/04/2026

    Silvia, essa sua metáfora do pastor toca na ferida da desconexão entre a elite cosmopolita e o que Gramsci chamava de sentimento nacional-popular. O drama da Costa do Marfim é que a liderança de Thiam opera na lógica da financeirização transnacional, onde o território é tratado apenas como um balcão de negócios e o povo torna-se uma abstração estatística governada via controle remoto diretamente de Paris.

Rick Ancap

30/04/2026

Choro de comunista é música, o Thiam tá certo em mandar de longe e fugir de parasita que cita Marx pra justificar a própria mediocridade.

    Fernanda Oliveira

    30/04/2026

    Rick, o que você chama de mediocridade é o grito de quem não aceita mais ser estatística num tabuleiro de elite que ignora a realidade do próprio povo. Thiam mandar de longe é o puro suco dessa lógica colonial que lucra com o nosso suor enquanto se esconde no conforto europeu, longe da poeira e da luta real.

    Jeferson da Silva

    30/04/2026

    Escuta aqui, Rick, mediocridade é esse seu papo de quem nunca sentiu o calor de uma prensa ou viu o companheiro perder o dedo pra dar lucro pra esse tipo de engravatado. É muito fácil bater palma pra patrão fantasma lá da Europa enquanto a gente aqui no chão de fábrica segura o país no lombo contra essa turma que quer precarizar geral. Se o peão cruza os braços, o seu Thiam e a sua empáfia de internet não valem um centavo furado.

    Márcio Torres

    30/04/2026

    Rick, é fascinante como a sua análise se perde no binarismo pueril de torcida organizada, tratando fenômenos complexos de economia política como se fossem apenas um embate entre o esforço individual e o ressentimento coletivo. Ao reduzir a crítica à “inveja comunista”, você ignora que a figura de Tidjane Thiam não é a de um herói randiano, mas sim a manifestação técnica da falência do Estado-nação diante do capital financeiro transnacional. Thiam não opera no vácuo; ele é o avatar de uma tecnocracia que substituiu a mística religiosa pela mística do mercado. Sua ausência física na Costa do Marfim não é um mérito estratégico, mas o sintoma de que, para as elites globais, o território é apenas um detalhe estatístico ou uma zona de extração, enquanto o poder real reside em algoritmos e conselhos de administração em Zurique ou Londres.

    A ironia aqui é que tanto o seu entusiasmo quanto a indignação dos demais orbitam o mesmo mito: a ideia do líder providencial. Enquanto alguns esperam um salvador da pátria, você idolatra o gestor fantasma como se a distância fosse uma virtude aristocrática. Como cientista político, observo que o PDCI, ao apostar em um presidente ausente, admite que a política local se tornou irrelevante perante a necessidade de “chancelas” internacionais. Não se trata de Marx ou Mises, mas de uma erosão institucional onde a legitimidade não emana mais do povo ou do solo, mas da credibilidade conferida pelas agências de rating. Thiam é o sumo sacerdote dessa nova religião laica, onde o “lucro” substituiu a “salvação” e a planilha substituiu o catecismo, mas o dogma continua sendo inquestionável para fiéis como você.

    Sua defesa da “fuga dos parasitas” é, logicamente, um tiro no pé. Se o topo da pirâmide se desconecta completamente da base material — do chão de fábrica e da terra que Jeferson e Carlos mencionaram —, o que sobra não é o triunfo do indivíduo, mas uma abstração perigosa que colapsa na primeira crise de liquidez. O pragmatismo cético nos obriga a ver que essa “gestão remota” é o estágio final da alienação política: quando o governante não precisa mais simular empatia porque o capital que ele representa já é o verdadeiro soberano. Chamar isso de liberdade ou eficiência é apenas uma forma de romantizar a própria servidão a um sistema que te descarta com a mesma rapidez com que você descarta os argumentos alheios. No final, o “fantasma” não é apenas Thiam, mas a própria soberania marfinense, que se tornou um adereço no portfólio de um banqueiro.

Celio Fazendeiro

30/04/2026

Esse banqueiro ta certo em fica longe desse atraso o negocio e ganha dinheiro e comanda o capital de onde tem progresso. Enquanto essa tal de celia ai fica com essa fala de comunista nois aqui passa o correntao em tudo e planta soja pra fatura. Tem que acaba com essa historia de indio e floresta que isso so serve pra segura o desenvolvimento do mundo e atrapalha quem produz.

    Ronaldo Pereira

    30/04/2026

    Ô Celio, esse teu progresso de correntão é o mesmo chicote que o patrão usa na fábrica pra moer o operário enquanto a riqueza foge pra conta desse banqueiro na Suíça. O Thiam é a cara desse capital financeiro transnacional que quer governar por controle remoto, sem nunca ter sentido o cheiro da graxa ou o suor de quem realmente carrega a produção nas costas. A solidariedade da classe trabalhadora não aceita esse desenvolvimento que só serve pra encher o bolso de especulador enquanto destrói a terra e a soberania do povo.

    Cláudio Ribeiro

    30/04/2026

    Célio, sua visão é o triunfo da hegemonia cultural burguesa, que faz o produtor aplaudir a própria alienação em nome de um progresso que Marx identificaria como mera rapina. Thiam é o gestor dessa biopolítica financeira que governa fluxos, não gentes, transformando o seu “correntão” no instrumento de uma barbárie que o capital transnacional nem precisa ver para lucrar.

    Carlos Oliveira

    30/04/2026

    Célio, esse progresso do correntão que você defende é, na verdade, a face da nossa tragédia social, pois destrói a biodiversidade para alimentar o lucro de banqueiros como o Thiam, que nem pisam no chão que exploram. Precisamos entender que terra é lugar de vida e soberania alimentar, e não apenas um ativo financeiro para quem governa de longe, ignorando o suor de quem realmente a protege.

    Julia Andrade

    30/04/2026

    Célio, sua fala é a síntese perfeita do que a intelectualidade decolonial, como Aníbal Quijano, classifica como colonialidade do poder. Ao defender o uso do correntão e a aniquilação das cosmologias indígenas em nome de uma produtividade abstrata, você não está apenas defendendo o lucro, mas legitimando uma razão ontológica que desumaniza tudo o que não pode ser convertido em commodity. É fascinante — e assustador — notar como o seu discurso se alinha perfeitamente à figura de Tidjane Thiam. Ele é o avatar dessa subjetividade neoliberal que governa por meio de algoritmos e fluxos financeiros, operando numa zona de desterritorialização total. Ele é o sujeito universal do capitalismo que ignora as feridas abertas do colonialismo na Costa do Marfim para manter a engrenagem girando de Zurique ou Londres. Por isso a pecha de presidente fantasma é tão precisa: ele habita o não-lugar das finanças, enquanto o povo marfinense lida com a concretude da exploração.

    A ideia de que a floresta e os povos originários atrapalham o desenvolvimento é uma falácia positivista que remonta ao século 19, ignorando que a manutenção da biodiversidade e dos saberes ancestrais é, hoje, a única barreira real contra o colapso civilizatório que o seu modelo de agronegócio predatório acelera. Quando você aplaude Thiam por comandar o capital de onde tem progresso, você está celebrando a própria exclusão histórica. O capital financeiro transnacional que ele representa não tem pátria, nem ética, nem compromisso com o chão que você pisa; ele é extrativista por definição. O que você chama de atraso, eu chamo de resistência epistêmica. É a recusa em ser apenas o anexo de um banco suíço.

    Precisamos romper com essa lógica patriarcal de domínio violento sobre a terra e sobre os corpos. A tentativa de Thiam de gerir o PDCI por controle remoto é o ápice da alienação política: um governo sem rosto, asséptico, que enxerga o território africano apenas como um portfólio de investimentos. Enquanto não entendermos que a soberania, inclusive a alimentar e ambiental, é uma forma superior de inteligência social, continuaremos sendo apenas a mão de obra descartável de banqueiros que lucram com a devastação que você, ironicamente, chama de desenvolvimento. A modernidade que você defende é um cemitério de culturas e de vidas, e Thiam é apenas o gestor elegante desse espólio.

Padre Antônio Rocha

30/04/2026

Essa soberba de quem se acha professora da verdade é o câncer do nosso tempo, querendo calar a voz dos fiéis com tecnicismos vazios. Um líder que foge do seu povo e governa das sombras do estrangeiro nada mais é que um servo do modernismo que despreza a soberania e a tradição. É preciso estar vigilante, pois o abandono do rebanho sempre abre as portas para o avanço das ideologias que querem destruir a família e a igreja.

    Célia Carmo

    30/04/2026

    Cala essa boca cheia de hóstia, padre reaça, que se a sua tradição burguesa cair a gente faz é festa em cima dos escombros do capital! #MorteAoPatriarcado #IgualdadeJá #VazaElite

Lurdinha Deus Acima de Todos

30/04/2026

Esse tal de Tião fantasma tá fora do país só preparando pra fechar as igrejas igual o comunismo faz!!! É o fim dos tempos povo de Deus orem pelo Brasil!!! 🇧🇷🙏🙌🇺🇸🇮🇱

    Marta

    30/04/2026

    Ô Lurdinha, minha filha, senta aqui um pouquinho que a professora vai te explicar como o mundo funciona, porque essa sua pressa em espalhar confusão só mostra o quanto você anda sendo uma menina mal-educada com a verdade e com os fatos. Falar que o Tidjane Thiam é comunista e que vai fechar igreja é de uma falta de leitura que chega a dar dó, uai. Esse senhor foi presidente de um dos maiores bancos do mundo, o Credit Suisse, e da seguradora Prudential. Ele é o puro suco do sistema financeiro internacional que vocês, meninos mal-educados que se dizem liberais, costumam adorar até a página dois. O PDCI, partido dele lá na Costa do Marfim, é uma legenda de centro-direita, conservadora e liberal. Onde é que o comunismo entra nessa história, criatura? É preciso estudar um pouquinho mais de geopolítica e rezar com o coração limpo, sem usar o nome de Deus para validar mentiras.

    Essa história de fechar igrejas é o mesmo espantalho mofado que tentaram usar contra o nosso presidente Lula aqui no Brasil, e o que o tempo provou foi justamente o contrário: o respeito absoluto à fé e a garantia da liberdade religiosa para todos os credos. Lá na Costa do Marfim, a discussão sobre o Thiam ser um presidente fantasma é puramente jurídica e política, porque ele viveu muitos anos no exterior cuidando de fortunas bilionárias, e agora a oposição questiona se ele tem raízes recentes no país para governar. Não tem nada de fim dos tempos, Lurdinha, tem apenas a política real e o direito eleitoral acontecendo em um continente que você, pelo visto, só conhece por correntes de internet. O verdadeiro fim dos tempos é essa sua vontade de abraçar bandeiras estrangeiras enquanto ignora a história de luta e dignidade do seu próprio povo.

    A gente precisa aprender que o amor ao próximo começa por não levantar falso testemunho contra os outros, sabia? Isso é mandamento, minha filha. Enquanto você gasta sua energia com esses delírios de perseguição religiosa que não fazem o menor sentido técnico, o Lula está aqui trabalhando para colocar comida no prato do brasileiro, valorizar o salário mínimo e devolver a esperança que os meninos mal-educados tentaram roubar com ódio e desinformação. O amor e a verdade sempre vencem, mas eles exigem que a gente abra os livros de vez em quando. Vamos ler um pouquinho sobre a descolonização africana e o papel das elites financeiras antes de postar essas bobagens? Faz bem para a alma e evita passar essa vergonha na frente de quem estudou. Um abraço da professora Marta, e vê se estuda, viu?


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