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Lula anuncia ampliação do Desenrola e prevê uso do FGTS para reduzir dívidas das famílias

51 Comentários🗣️🔥 Pessoa utiliza calculadora e lápis sobre documentos, em imagem que remete a finanças e endividamento. (Foto: metropoles.com) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou no Dia do Trabalhador um pacote que amplia o Desenrola Brasil e prevê o uso do FGTS para reduzir dívidas das famílias e estimular a economia. No centro […]

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Pessoa utiliza calculadora e lápis sobre documentos, em imagem que remete a finanças e endividamento. (Foto: metropoles.com)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou no Dia do Trabalhador um pacote que amplia o Desenrola Brasil e prevê o uso do FGTS para reduzir dívidas das famílias e estimular a economia.

No centro da proposta está a segunda fase do Desenrola Brasil, redesenhada para alcançar dívidas bancárias e não bancárias com descontos mais agressivos que os da primeira rodada. A ideia é permitir abatimentos expressivos sobre saldos já negativados para que milhões de brasileiros voltem a ter crédito.

Técnicos da Fazenda afirmam que os acordos poderão envolver cartão de crédito, cheque especial, contas de serviços e débitos com varejistas. Credores serão estimulados por incentivos tributários e garantias públicas que diminuem o risco de calote.

O governo pretende acionar o Fundo Garantidor de Operações para compartilhar parte do risco com os bancos. Essa ação visa alongar prazos e reduzir parcelas a um patamar acessível para a renda familiar.

Outra frente libera parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para quitar ou amortizar dívidas de alto custo. O mecanismo troca encargos elevados por recursos que já pertencem ao trabalhador.

A equipe econômica também quer reforçar o crédito consignado para trabalhadores do setor privado. Essa modalidade apresenta inadimplência mais baixa e pode competir com o rotativo do cartão, que costuma superar 400% ao ano.

Regras mais simples de portabilidade de crédito permitirão que consumidores migrem empréstimos caros para instituições dispostas a cobrar menos. A estratégia busca aumentar a concorrência bancária e pressionar os spreads.

O Executivo avalia limitar o uso de benefícios sociais em plataformas de apostas e proibir contratos estruturados sobre resultados esportivos, políticos ou de entretenimento. A resolução do Conselho Monetário Nacional que veda esses derivativos entra em vigor em 4 de maio.

O pacote chega em ambiente de Selic a 14,75% ao ano, patamar que encarece todas as formas de financiamento. O uso do cartão rotativo bateu recordes, segundo dados do Banco Central.

Economistas do governo sustentam que a inadimplência elevada consome potencial de crescimento. Famílias superendividadas cortam gastos e atrasam contas básicas, o que compromete a reativação da indústria, do comércio e da arrecadação tributária.

Especialistas independentes apontam que o uso de garantias públicas pode reduzir spreads de forma imediata. O sucesso do programa, porém, exigirá educação financeira contínua para evitar a reincidência do problema.

O plano inclui campanhas nacionais em escolas, postos de atendimento e redes sociais para ensinar conceitos de orçamento, juros e planejamento de longo prazo. A Secretaria de Reformas Econômicas aposta que a informação qualificada ajuda a evitar dependência de crédito caro.

Microempreendedores individuais, pequenos negócios e estudantes de programas como o Fies também entrarão no rol de beneficiários, conforme detalhou o portal Metrópoles. A inclusão desses grupos amplia o alcance social da medida e reforça a visão de que o endividamento afeta não só famílias, mas a própria capacidade produtiva do país.

O texto final do programa foi formalizado em decreto e portarias subsequentes, entrando em vigor imediatamente após a publicação. A primeira edição do Desenrola, lançada em 2023, renegociou valores bilionários e limpou o nome de milhões de pessoas.

A nova etapa pretende dobrar esses números, utilizando base de dados atualizada dos birôs de crédito e sistemas de conciliação digital. A Fazenda também discute criar um painel público com indicadores de adesão, descontos médios e volume de dívidas renegociadas em tempo real.

A transparência pretende estimular competição entre bancos e mostrar à sociedade a efetividade do gasto público com garantias.


Leia também: Lula lança Desenrola 2.0: descontos de até 90% em dívidas e uso estratégico do FGTS


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Ricardo Almeida

03/05/2026

Aplausos para o João Martins que foi direto ao ponto: cadê os dados que mostram que renegociação com FGTS reduz efetivamente o endividamento estrutural? Enquanto isso, o Marcus e o João Silva já estão no ringue ideológico de sempre, cada um puxando a sardinha pro seu lado, mas ninguém pergunta por que o Brasil precisa de um “Desenrola” todo ano em vez de enfrentar o crédito podre e os juros que são a mãe de todas as dívidas.

Marcus Almeida

03/05/2026

Mais uma vez o PT querendo usar o dinheiro suado do trabalhador pra tampar o rombo que eles mesmos criaram com essa política econômica desastrosa. FGTS não é poupança de governo, é patrimônio do cidadão que já paga impostos demais pra sustentar essa farra. Enquanto isso, a esquerda chama de “estímulo” o que é puro assistencialismo eleitoreiro, igual fizeram com o Bolsa Família. O Brasil precisa é de menos Estado e mais liberdade econômica, não de mais bondade com o dinheiro dos outros.

    João Silva

    03/05/2026

    Marcus, você acertou ao chamar atenção para o FGTS como patrimônio do trabalhador, mas erra o diagnóstico quando reduz tudo a “menos Estado”. O problema não é o tamanho do Estado, e sim a quem ele serve: enquanto o orçamento sangra com juros estratosféricos que engordam rentistas, sobram migalhas para o trabalhador endividado. Liberdade econômica sem regulação é só o nome bonito que o capital dá para a liberdade de explorar.

João Martins

03/05/2026

Vou ser direto: a ideia de usar FGTS para abater dívidas soa bem no discurso de 1º de maio, mas os dados disponíveis até agora não sustentam o entusiasmo. O Desenrola original, lançado em 2023, renegociou cerca de R$ 50 bilhões em dívidas, mas um estudo do Banco Central mostrou que a reincidência em inadimplência entre os beneficiados foi de aproximadamente 35% em 12 meses. Isso significa que, para uma parcela significativa, o problema não é falta de liquidez, mas sim renda estruturalmente insuficiente. Jogar FGTS nesse buraco pode dar um alívio temporário, mas não ataca a causa raiz. O trabalhador que saca o fundo para pagar uma dívida hoje pode simplesmente reincidir amanhã, só que sem a rede de proteção do FGTS.

O Lucas Moreira tocou num ponto crucial: FGTS é poupança forçada, com correção de 3% ao ano mais TR, o que já é um péssimo negócio para o trabalhador. Agora, em vez de discutir uma reforma que dê ao trabalhador o direito de escolher onde aplicar esse dinheiro (como fizeram no Chile com as contas individuais de capitalização), o governo propõe usar o saldo como instrumento de política anticíclica. Um paper do Ipea de 2022 mostrou que cada real sacado do FGTS tem um multiplicador fiscal de apenas 0,4 na economia real, porque grande parte vai para consumo de curto prazo ou para pagar dívidas bancárias que já estavam provisionadas. Ou seja, é ineficiente como estímulo econômico.

O Marcos Andrade mencionou os juros altos como vilão, e concordo em parte. Mas a taxa Selic a 13,75% não cai do céu: ela reflete, entre outros fatores, a falta de credibilidade fiscal do próprio governo. Se o mercado enxerga que o governo está queimando reservas do FGTS para maquiar indicadores sociais antes da eleição, a curva de juros futuros sobe, e quem paga a conta é exatamente o trabalhador endividado, com juros mais altos no rotativo do cartão e no cheque especial. Um estudo do Banco Mundial de 2021 mostrou que programas de renegociação de dívida têm eficácia limitada quando não acompanhados de reformas estruturais no mercado de crédito e na previdência.

No fim das contas, a medida pode até reduzir o estoque de inadimplência no curto prazo, mas o custo de oportunidade é alto: o trabalhador perde o colchão para emergências reais (desemprego, doença) e o governo adia o debate necessário sobre simplificação tributária e redução do custo Brasil. Enquanto isso, a dívida pública segue em trajetória explosiva, e o FGTS vira mais uma peça de contabilidade criativa. Se o objetivo é realmente ajudar as famílias, que tal começar cortando gastos públicos ineficientes e reduzindo a carga tributária sobre o consumo, em vez de canibalizar o patrimônio do trabalhador?

Lucas Moreira

03/05/2026

O FGTS não é colchão do governo, é patrimônio do trabalhador. Usar esse dinheiro para maquiar balanço de banco público é a mesma lógica do BNDES: pegar poupança forçada e torrar em política industrial que nunca dá retorno. Enquanto isso, a reforma administrativa e a redução da máquina pública ficam para depois.

    Marcos Andrade Niterói

    03/05/2026

    Lucas, você está certo em defender o FGTS como patrimônio do trabalhador, mas confunde o uso com a origem do problema. O que maquia balanço de banco público é o rentismo dos juros altos que o seu discurso liberal sempre defendeu, não uma medida que tira o trabalhador da inadimplência. Enquanto isso, a tal reforma administrativa que vocês pedem é só desmonte do serviço público para beneficiar o mercado, não eficiência.

Sargento Bruno

03/05/2026

Eduardo Nogueira, você falou tudo. FGTS é suor do trabalhador, não muleta pra governo populista maquiar crise. Enquanto isso, a esquerda trata o dinheiro alheio como se fosse dela. O Brasil precisa é de ordem e responsabilidade fiscal, não de esmola com o que não é seu.

    Carlos Oliveira

    03/05/2026

    Sargento Bruno, você tem razão em defender o FGTS como suor do trabalhador. Mas responsabilidade fiscal de verdade seria taxar grandes fortunas e lucros do agronegócio, não jogar o trabalhador endividado nas mãos dos bancos. Essa tal “ordem” que vocês pregam sempre acaba protegendo quem já tem muito.

Gabriel Teen

03/05/2026

Pegaram meu FGTS pra pagar dívida dos outros, e eu aqui sem conseguir nem comprar um pão de queijo.

Lucas Gomes

03/05/2026

A discussão sobre o FGTS sempre revela o quanto a social-democracia brasileira é refém de um capitalismo financeirizado que sequestra até mesmo os instrumentos que deveriam proteger o trabalhador. João Augusto tocou num ponto crucial: o FGTS nunca foi uma poupança popular no sentido clássico, mas sim um mecanismo de acumulação forçada que alimenta o mercado imobiliário e o sistema financeiro. Agora, Lula propõe usar esse dinheiro para aliviar o endividamento das famílias, o que soa como um remendo paliativo dentro da mesma lógica predatória que gera essas dívidas.

O problema de fundo é que o Desenrola, por mais bem-intencionado que seja, não enfrenta as causas estruturais do superendividamento: juros abusivos, salários aviltados e um modelo econômico que transforma o consumo em válvula de escape para a miséria. Enquanto o governo não taxar grandes fortunas, não regular o crédito consignado com tetos reais e não garantir renda básica universal, estaremos apenas trocando seis por meia dúzia. O FGTS do trabalhador vira moeda de troca para limpar o nome de quem foi empurrado para o crédito fácil por um sistema que lucra com a inadimplência.

Eduardo Nogueira, com seu discurso liberalóide, cai na armadilha de tratar o FGTS como propriedade sagrada do indivíduo, ignorando que esse dinheiro só existe porque o Estado obriga o trabalhador a poupar à força. Se fosse realmente uma poupança livre, o trabalhador poderia sacar quando quisesse e aplicar onde rendesse mais, mas não, o fundo é usado para financiar obras do PAC e empreendimentos imobiliários que beneficiam a elite. Agora que o governo propõe usar essa grana para tirar milhões do vermelho, os mesmos que sempre defenderam o “mercado livre” gritam contra a intervenção estatal.

O que me preocupa, como ativista, é o silêncio sobre o custo ambiental desse estímulo ao consumo. Mais crédito significa mais produção, mais extração de recursos, mais desmatamento na Amazônia para plantar soja e criar gado que alimenta o mercado interno. Enquanto a esquerda brasileira não integrar a pauta ecológica à econômica, estaremos apenas adiando o colapso. Liberar FGTS para pagar dívida de cartão de crédito é maquiar o sintoma sem tratar a doença: um sistema que precisa de crescimento infinito num planeta finito.

João Carvalho

03/05/2026

Eduardo Nogueira, você tá falando como se o FGTS fosse um pé-de-meia que o trabalhador guarda por vontade própria. A realidade é que a grana fica lá rendendo quase nada enquanto o banco come o salário com juro de agiota. Se o governo vai usar esse dinheiro pra limpar o nome do povo, que pelo menos tire a corda do pescoço de quem só quer trabalhar sem dever até o pão de cada dia.

Eduardo Nogueira

03/05/2026

Mais um “presente” do pai dos pobres com o dinheiro dos outros. FGTS é do trabalhador, não cofre pra maquiar desgoverno. Enquanto isso, o STF solta bandido e o agro paga a conta.

João Augusto

03/05/2026

O ponto cego da discussão, meus caros, é que o FGTS nunca foi “poupança do trabalhador” no sentido liberal do termo — é um fundo de acumulação forçada que o Estado sempre usou como colchão de liquidez para o capital imobiliário e o BNDES. Se o governo Lula agora o redireciona para aliviar o superendividamento das famílias, isso não é bondade nem engenharia financeira neutra: é uma tentativa de conter a sangria do consumo popular sem enfrentar a raiz do problema, que é a taxa de juros real mais alta do planeta e a financeirização predatória dos bancos. Gramsci já advertia que a hegemonia se recompõe justamente nessas concessões táticas que preservam a estrutura de poder.

Caio Vieira

03/05/2026

Meus caros, permitam-me adentrar este debate com a perspectiva de quem há décadas observa as metamorfoses do capitalismo periférico brasileiro. A medida anunciada pelo presidente Lula, longe de ser um mero “remendo” ou uma “engenharia financeira” asséptica, constitui um movimento tático dentro de uma correlação de forças assimétrica. O que está em jogo não é apenas a matemática dos juros, mas a própria hegemonia do capital financeiro sobre o fundo público e, por extensão, sobre o tempo de vida do trabalhador.

Renato e Sofia, com a calculadora em punho, escancaram a racionalidade instrumental de um sistema que opera por meio da usura. O FGTS, em sua gênese, foi concebido como uma indenização pelo desemprego e um lastro para a política habitacional. Ao permitir seu uso para abater dívidas de consumo, o Estado opera uma verdadeira transmutação: transforma um direito social diferido em liquidez imediata para saldar o crédito podre dos bancos. Não se trata de demonizar a medida, que alivia a agonia imediata de milhões, mas de compreender que, na ausência de uma regulação robusta dos juros e de uma reforma tributária que taxe lucros e dividendos, o trabalhador continua sendo o fiador do sistema.

Cristina Rocha tocou num ponto nevrálgico ao criticar o “moralismo pequeno-burguês” que cerca o debate. De fato, a noção de que o FGTS é um “tesouro sagrado” ignora a materialidade da vida da classe trabalhadora. Para o assalariado que vive com o orçamento esticado até o osso, a dívida no rotativo do cartão é uma violência simbólica e material cotidiana. A verdadeira intocabilidade, essa sim, é a dos spreads bancários e da taxa Selic real, que drenam a renda nacional para o rentismo. Portanto, a medida é paliativa, mas necessária no curto prazo.

O que me inquieta, enquanto sociólogo, é a ausência de uma contrapartida estrutural. O Desenrola, em sua versão ampliada, atua no campo da circulação, não da produção. Ele não altera as relações de poder que geram o superendividamento: a precarização do trabalho, a ausência de educação financeira crítica e, sobretudo, a captura do Estado pelo oligopólio bancário. Sem uma política de crédito popular com taxas controladas e sem o fortalecimento de cooperativas de crédito autogestionárias, estaremos apenas administrando a crise, e não superando suas causas. A luta, meus amigos, é para que o povo não precise escolher entre o FGTS e a comida no prato. A luta é por um sistema onde o trabalho não seja uma dívida perpétua com o capital.

Cristina Rocha

03/05/2026

Adriana, sua reação emocionada revela exatamente o problema de fundo: a dificuldade de enxergar política econômica para além do moralismo pequeno-burguês. Você trata o FGTS como se fosse um “tesouro sagrado” intocável, quando na verdade ele é, para a maioria dos trabalhadores, um dinheiro que rende menos que a inflação e fica preso décadas, enquanto os bancos lucram com juros escorchantes no rotativo. O que o governo propõe não é “confisco”, é devolver ao trabalhador a possibilidade de usar o próprio dinheiro para sair de uma armadilha financeira que o sistema bancário desenhou justamente para manter as famílias reféns.

A discussão aqui, como sempre, esbarra num limite teórico que me incomoda como professora de filosofia: tratamos o endividamento como escolha individual, como se cada família tivesse decidido livremente se endividar, ignorando que vivemos sob um capitalismo financeirizado que empurra o consumo a crédito como única forma de reprodução social. A dona de casa que compra no cartão de loja para completar a cesta básica não está fazendo “mau planejamento”, está respondendo a um sistema que precarizou o trabalho, congelou salários e transformou o crédito em muleta para a sobrevivência. O FGTS, nesse contexto, é um instrumento perverso: o trabalhador financia a casa própria dos outros enquanto não consegue pagar o próprio aluguel.

Renato e Sofia já mostraram a matemática elementar que os moralistas ignoram. Mas quero ir além: a medida é paliativa, sim, e precisamos dizer isso sem medo de parecer “do contra”. Enquanto não houver regulação séria dos juros bancários, controle do spread e taxação das grandes fortunas, estaremos apenas trocando a corda do enforcado de lugar. O Desenrola e o uso do FGTS são urgentes para aliviar o sofrimento imediato de milhões de famílias, especialmente as chefiadas por mulheres negras, que são as mais endividadas e as que mais dependem do fundo. Mas não podemos confundir remédio de emergência com cura. A cura exige enfrentar o poder do sistema financeiro, que continua lucrando bilhões enquanto o povo se vira com calculadora na mão para saber se vai conseguir pagar o leite do mês.

Por fim, Mariana Oliveira tocou num ponto crucial que a thread deixou de lado: o recorte de gênero e raça dessa dívida. Mulheres negras são as maiores vítimas do crédito rotativo e as que mais demoram a acessar o FGTS por estarem em trabalhos informais ou precários. Qualquer política que ignore essa interseccionalidade corre o risco de repetir o padrão histórico de “ajudar” sem transformar as estruturas. O anúncio de Lula é bem-vindo, mas a esquerda precisa ir além do assistencialismo financeiro e pautar a desmercantilização do crédito, a ampliação do investimento público e a taxação dos rentistas. Enquanto isso, fico com a calculadora na mão e a teoria crítica na cabeça, esperando que o próximo passo não seja apenas mais um remendo no capitalismo predatório brasileiro.

Mariana Lopes

03/05/2026

Renato e Sofia têm razão na matemática: FGTS rendendo 3% ao ano contra juros de 400% no rotativo é um absurdo tão grande que qualquer alívio vira questão de sobrevivência. Mas, como sempre, o diabo está nos detalhes — será que os bancos vão realmente aceitar renegociar sem empurrar novas taxas abusivas? Medida paliativa, mas necessária; o que me preocupa é virar cortina de fumaça para a falta de reforma no sistema de crédito.

Sofia García

03/05/2026

Gente, Renato professor mandou a real com calculadora na mão kkkk FGTS rendendo 3% vs dívida de 400% no rotativo é tipo trocar 6 por meia dúzia? O problema não é usar o fundo, é o Brasil inteiro ter que virar contador de si mesmo pq o sistema financeiro não regula juros abusivos. Desenrola é band-aid, mas melhor que sangrar até morrer.

Renato Professor

03/05/2026

Adriana, minha cara, a histeria é sempre o refúgio de quem não tem argumentos. Usar FGTS para quitar dívidas não é roubo, é engenharia financeira básica: o trabalhador troca um ativo que rende míseros 3% ao ano por uma dívida que cobra 400% no rotativo. É matemática, não ideologia. Mas entendo que para quem acha que economia se resolve com grito, isso deve soar como feitiçaria.

Mariana Oliveira

03/05/2026

É interessante ver como a discussão aqui está dividida entre quem vê qualquer medida de alívio como um “remendo” e quem reconhece a urgência de tirar famílias do sufoco imediato. Mas, como feminista interseccional, não posso deixar de notar que essa conversa sobre endividamento raramente toca no recorte de raça e gênero que é central para entender o problema. Quando bell hooks fala sobre a interseção entre capitalismo e patriarcado, ela nos lembra que as mulheres negras são as que mais sofrem com a precarização financeira — são chefes de família em lares monoparentais, com salários mais baixos e menor acesso a crédito justo. Usar o FGTS para abater dívidas pode até dar um respiro, mas, como Kimberlé Crenshaw nos ensina, políticas públicas que não consideram essas sobreposições de opressão acabam reproduzindo desigualdades. Enquanto o debate se concentrar apenas em “juros abusivos” ou “gasto público”, sem perguntar quem são essas famílias endividadas e por que caminhos estruturais chegaram lá, vamos continuar tratando sintoma sem enfrentar a doença.

O comentário do Ricardo e do Ronaldo capta bem essa tensão entre alívio imediato e risco de perpetuar um ciclo. Mas acho que a Maria Clara tocou num ponto crucial: a falta de educação financeira não é uma questão individual, é uma falha sistêmica que atinge desproporcionalmente quem já está na margem. Estudos mostram que mulheres negras são as que mais recorrem a crédito consignado e cheque especial justamente porque o sistema bancário tradicional as exclui de condições justas. O Desenrola, se não vier acompanhado de regulação séria dos juros rotativos e de uma política de renegociação que inclua análise de perfil racial e de gênero, vira só mais uma transferência de renda do trabalhador para o banco. O FGTS é um direito suado, conquistado com luta, e usá-lo como moeda de troca com instituições que lucram 30% ao ano é, no mínimo, uma contradição que exige vigilância.

E para a Adriana, que reduziu o debate a um xingamento raso, vale lembrar que o problema não é “comunismo” ou “Cuba”, é o fato de que o Brasil tem uma das maiores taxas de juros reais do mundo e um sistema financeiro que se alimenta do endividamento das classes populares. Enquanto não enfrentarmos a concentração de renda e o poder dos bancos, qualquer medida paliativa — seja com FGTS, seja com renegociação — será insuficiente. O que precisamos é de uma política que dialogue com a realidade de quem é duplamente explorado: pelo capital e pelo racismo estrutural. Enquanto isso, fico na torcida para que pelo menos o alívio chegue a quem precisa, mas sem perder de vista que a luta por justiça econômica é também uma luta antirracista e feminista.

João Pereira

03/05/2026

A Adriana já entregou o nível do debate, mas vamos aos fatos: usar FGTS para abater dívida não é invenção desse governo, já existia em gestões anteriores. O problema real é que enquanto não houver controle sério sobre juros rotativos e renegociação obrigatória com taxas justas, qualquer medida será paliativa. Alívio de curto prazo não substitui regulação de verdade.

Adriana Silva

03/05/2026

Faz o L e vai pra Cuba, comunista! Agora vão roubar até o FGTS do trabalhador, só pode ser piada.

Maria Clara Lopes

03/05/2026

A discussão tá bem equilibrada aqui. Concordo que alívio imediato é importante pra quem tá sufocado, mas usar FGTS como solução estrutural me parece tratar sintoma sem enfrentar a doença. O problema real são os juros abusivos e a falta de educação financeira, não a origem do dinheiro usado pra pagar a conta.

Ricardo Menezes

03/05/2026

Mais um remendo do governo pra esconder o problema real. Usar FGTS pra pagar dívida é queimar a poupança do trabalhador e ainda dar desculpa pra banco continuar cobrando juros de agiota. Enquanto não cortarem gasto público e pararem de tratar empresário como bolsa de impostos, isso aí é só enxugar gelo.

    Ronaldo Pereira

    03/05/2026

    Ricardo, você está certo em criticar o remendo, mas erra o alvo: o problema não é gasto público, é o sistema financeiro que transforma o trabalhador em escravo do juro. O FGTS é nosso, suado, e usar ele pra pagar dívida com banco que lucra 30% ao ano é entregar o osso pro cachorro morder de novo. Enquanto não taxarem lucro de banco e controlarem juro, qualquer medida é paliativo — mas paliativo ainda salva quem tá na UTI.

Renata Oliveira

03/05/2026

Gente, essa discussão tá boa demais. A Mariana resumiu bem: alívio imediato é necessário pra quem tá afogado em juros, mas sem enfrentar a raiz do problema a gente fica nesse eterno remendo. Como cristã, acredito que ajudar quem tá endividado é um ato de misericórdia, mas também precisamos de responsabilidade fiscal pra não jogar o peso nas próximas gerações.

Mariana Costa

03/05/2026

Acho que a discussão tem pontos válidos dos dois lados. O FGTS é do trabalhador, sim, e usá-lo para quitar dívidas pode dar um alívio imediato para quem está sufocado por juros abusivos. Mas a crítica de que isso não ataca a raiz do problema — juros altos e falta de controle de gastos públicos — também procede. No fim, é um paliativo que pode ajudar agora, mas não substitui uma reforma econômica de verdade.

Fernando O.

03/05/2026

A Fernanda tem um ponto: quem nunca passou aperto com juro de banco que atire a primeira pedra. Mas, Carlos, também é verdade que usar FGTS assim é remédio amargo — o trabalhador troca uma reserva futura por alívio imediato, e o governo não encara o elefante na sala que são os juros estratosféricos e a falta de controle fiscal. No fim, a conta sempre aparece de novo.

Carlos Rocha

03/05/2026

Fernanda, com todo respeito, mas usar FGTS pra pagar dívida não resolve o problema, só empurra com a barriga. O trabalhador perde a poupança que poderia usar pra comprar casa ou se aposentar, e o governo continua gastando como se não houvesse amanhã. Enquanto não cortarem gasto público e pararem de imprimir dinheiro, a inflação vai continuar corroendo o salário de todo mundo.

Fernanda Oliveira

03/05/2026

Gente, o tanto de comentário de gente que claramente nunca passou aperto pra pagar conta no fim do mês é impressionante. O FGTS é do trabalhador sim, mas se a pessoa tá devendo com juro abusivo de banco, usar esse dinheiro pra limpar o nome é questão de sobrevivência, não de ideologia. Enquanto isso, os mesmos que criticam são os que defendem juro alto e lucro de banco.

Diego Fernández

03/05/2026

Pessoal, o Helton e o Beto tão repetindo o mantra liberal de sempre, mas esquecem que a Argentina do Macri tentou esse “corte de gasto mágico” e acabou com o povo na rua e mais dívida externa. Usar FGTS pra pagar dívida com juro de 400% ao ano não é trocar seis por meia dúzia, é respirar pra não morrer afogado. Enquanto isso, o sistema financeiro continua lucrando com o superendividamento das famílias — isso sim é a doença que ninguém quer tratar.

Beto Engenheiro

03/05/2026

Mais um remendo em vez de obra nova. FGTS é dinheiro do trabalhador, sim, mas usá-lo pra pagar dívida é trocar seis por meia dúzia. Se o governo quisesse resolver de verdade, cortava gasto público, baixava a inflação e deixava o juro cair sozinho. Enquanto isso, a infraestrutura do país continua caindo aos pedaços.

Helton Barros

03/05/2026

Mais um engodo desse sindicalista. FGTS é suor do trabalhador, não dinheiro de malandro pra maquiar dívida que ele mesmo criou com inflação e gastança. Enquanto isso a família tradicional brasileira se lasca pagando imposto pra sustentar esse circo.

Carlos Meirelles

03/05/2026

Luan, o FGTS é seu sim, mas usar ele pra pagar dívida é tratar sintoma, não a doença. O problema real é que o governo gasta demais, joga a inflação nas costas do trabalhador e depois vem com esse paternalismo. Se quisessem mesmo ajudar, baixavam os juros cortando gasto público, não inventando mais uma engenharia fiscal pra maquiar o estrago.

    Mateus Silva

    03/05/2026

    Carlos, você tem razão ao dizer que usar FGTS para pagar dívida é tratar sintoma, mas o diagnóstico de que o problema é gasto público e inflação esconde o elefante na sala: a financeirização da dívida privada, que transforma o trabalhador em refém de juros que não têm relação com a produtividade real da economia. Cortar gasto público sem tocar na estrutura bancária que extrai renda do assalariado é trocar um paliativo por outro.

Luan Silva

03/05/2026

Mais um presente pro povo pagar depois, FGTS é meu, não é cofre de governo. Faz o L nunca mais.

    Bia Carioca

    03/05/2026

    Luan, o FGTS é seu sim, e é exatamente por isso que faz sentido usá-lo pra tirar você do sufoco dos juros abusivos que os bancos cobram. Enquanto isso, o Bolsonaro liberou saque aniversário que virou refém do mercado e não resolveu dívida de ninguém.

Marcos Conservador

03/05/2026

Eduardo, você e o Jeferson estão discutindo o óbvio: o problema não é o FGTS, é o sistema que empurra o trabalhador pra agiotagem dos bancos. Enquanto isso, o governo gasta rios de dinheiro com propaganda e viagem de ministro, e a família que se vira pra pagar conta de luz. Usar FGTS pra quitar dívida é tapar sol com peneira, mas a esquerda adora um paliativo pra não enfrentar o verdadeiro mal: a falta de Deus e de vergonha na cara de quem nos governa.

    João Carlos da Silva

    03/05/2026

    Marcos, você acerta ao diagnosticar o problema estrutural, mas erra ao reduzi-lo a uma questão de “falta de Deus e vergonha”. A moralização do debate público sempre serviu para esconder o que realmente importa: a arquitetura de um sistema financeiro que transforma direito social em instrumento de acumulação. Enquanto tratarmos a dívida como falha individual e não como engrenagem de um modelo que precariza o trabalho e superexplora o consumo, estaremos apenas trocando a agiotagem dos bancos pela agiotagem do discurso salvacionista.

    João Batista

    03/05/2026

    Marcos, você tem razão ao apontar o sistema financeiro como a raiz do problema, mas quando você coloca a culpa na “falta de Deus”, me lembra os fariseus que jejuavam na praça enquanto exploravam as viúvas. O verdadeiro evangelho não é moralismo de gabinete, é pão para quem tem fome e justiça para quem deve.

    Pedro Almeida

    03/05/2026

    Marcos, você acerta ao apontar o sistema financeiro como o verdadeiro motor da usura, mas quando invoca a falta de Deus como causa, troca a análise material pela metafísica barata. A esquerda que você critica, de Gramsci a Boff, sempre entendeu que paliativos são necessários enquanto não se enfrenta a raiz do problema — e a raiz não é espiritual, é a taxa de juros que transforma o trabalhador em devedor perpétuo.

    Rubens O Pescador

    03/05/2026

    Marcos, lá na roça a gente aprendeu que paliativo é o que salva a lavoura quando a seca aperta. Enquanto o povo não tinha nem o que comer, seus governos metiam a mão no dinheiro do trabalhador e chamavam de vergonha na cara.

Eduardo Teixeira

03/05/2026

Mais um “presente” que o trabalhador vai pagar depois com juro. Usar FGTS, que deveria ser poupança do cara, pra tampar buraco de dívida é o Estado empurrando o problema pro futuro. Enquanto não cortarem gasto público e baixarem a carga tributária, isso aí é só curativo em ferida aberta.

    Jeferson da Silva

    03/05/2026

    Eduardo, você fala em cortar gasto público e baixar carga tributária como se o trabalhador não fosse o primeiro a perder direito quando a máquina encolhe. Já viu o que acontece com a previdência e o SUS quando o Estado aperta o cinto? O FGTS é nosso sim, e mexer nele pra respirar não é curativo, é o jeito que a gente tem de não virar estatística de despejo enquanto o mercado financeiro continua ganhando com juro escorchante.

Ana Paula Conserva

03/05/2026

Mais uma medida eleitoreira que empurra com a barriga os problemas reais do país. Usar o FGTS, que é uma reserva do trabalhador, para cobrir dívidas geradas por falta de educação financeira e juros abusivos é tratar sintoma, não a doença. Enquanto isso, a família tradicional que se vira para pagar as contas no fim do mês sem nenhum incentivo real de emprego e renda.

    Augusto Silva

    03/05/2026

    Ana Paula, discordo com todo respeito: dizer que é só “falta de educação financeira” é ignorar que 78% das famílias endividadas ganham até dois salários mínimos, segundo a CNC — não é analfabetismo financeiro, é salário que não fecha. Quanto à “família tradicional que se vira”, ela se viraria muito melhor se a reforma tributária taxasse lucros e dividendos dos super-ricos, algo que seus liberais de estimação nunca aceitam.

    Cecília Silva

    03/05/2026

    Ana Paula, com todo respeito, mas chamar de “falta de educação financeira” quem vive com salário mínimo e juros de 400% ao ano no rotativo é piada de mau gosto. Enquanto a família tradicional “se vira”, a minha quebrada se afoga em dívida de supermercado e conta de luz — e usar FGTS pra respirar não é eleitoreiro, é sobrevivência.

    Mariana Santos

    03/05/2026

    Ana Paula, chamar de “falta de educação financeira” quem enfrenta juros de 400% ao ano no rotativo e salário que não cobre o aluguel é, no mínimo, desconhecer a realidade de quem vive na corda bamba. Enquanto a “família tradicional” que você menciona se vira, a minha quebrada se afoga em dívida de mercado — e o FGTS, que é dinheiro suado do trabalhador, deveria servir justamente pra isso: aliviar quem o sistema empurra pro buraco, não pra financiar banco.

    Ana Karine Xavante

    03/05/2026

    Ana Paula, seu comentário carrega um incômodo legítimo com a superficialidade de medidas paliativas, e eu concordo que tratar sintoma sem enfrentar a doença é a marca registrada de um Estado que há séculos administra crises em vez de resolvê-las. Mas quando você coloca a “família tradicional que se vira” como contraponto, acho que a gente precisa descer um pouco mais na terra. Essa família tradicional que você idealiza — com pai provedor, mãe dona de casa e filhos na escola particular — nunca foi a regra no Brasil real, foi sempre um privilégio racial e de classe. Para a maioria das famílias indígenas, quilombolas, ribeirinhas e periféricas, o FGTS nunca foi uma “reserva” que sobra; é um dinheiro que entra e sai no mesmo mês para pagar conta de luz, gás e remédio. Usá-lo para quitar dívida não é “falta de educação financeira”, é usar a única tábua de salvação que o sistema permite a quem nunca teve acesso a crédito justo.

    A questão de fundo que você toca — e que acho que merece um olhar mais estrutural — é que o Desenrola e o uso do FGTS são, sim, medidas emergenciais dentro de um modelo econômico que não foi desenhado para a maioria. O problema não é o trabalhador usar o próprio dinheiro para se livrar de juros abusivos; o problema é que o trabalhador precisa fazer isso porque o sistema bancário brasileiro opera como um cassino com licença estatal. Enquanto isso, a “família tradicional” que você menciona muitas vezes é a mesma que tem acesso a crédito consignado com juros baixos, herança imobiliária e rede de apoio familiar — privilégios que não se sustentam sem a exploração histórica de quem nunca teve terra, nunca teve poupança e nunca foi visto como sujeito de direitos pelo Estado.

    E aqui entra o ponto que me dói como indígena e ativista: a narrativa de que “a família tradicional se vira” apaga o fato de que a família tradicional brasileira, em grande parte, se constituiu sobre a expropriação dos povos originários e a escravização de negros. O FGTS do trabalhador negro e pobre de hoje é o mesmo dinheiro que financia, indiretamente, o lucro de bancos que nunca devolveram nada às comunidades que sangraram para construir este país. Usar esse fundo para aliviar dívidas não é ideal, mas é uma reparação mínima diante de um sistema que sempre tratou o pobre como devedor e o rico como investidor. Enquanto a esquerda não encarar que a dívida pública brasileira é, em grande parte, uma dívida colonial não paga, vamos continuar discutindo se o trabalhador pode ou não usar o próprio suor para não morrer de fome.

    Por fim, Ana Paula, acho que seu desconforto com o caráter eleitoreiro da medida é certeiro — Lula está fazendo o que qualquer governante faria para segurar a aprovação popular num cenário de crise. Mas reduzir a discussão a “falta de educação financeira” e à “família que se vira” é jogar a responsabilidade nas costas de quem já carrega o país nas costas. A doença não é o endividamento das famílias; a doença é um modelo econômico que precisa de endividados para funcionar. Enquanto a gente não discutir reforma tributária progressiva, taxação de grandes fortunas e um sistema financeiro que não trate o pobre como cliente de risco, qualquer medida — do Bolsa Família ao Desenrola — será sempre um band-aid num corpo que precisa de cirurgia. E a “família tradicional” que se vira? Ela se vira porque o sistema foi feito para ela. A pergunta que fica é: e as outras famílias, as que não se encaixam nesse molde, vão continuar se virando sozinhas?

Luiz Carlos

03/05/2026

Mais uma vez querem usar o dinheiro suado do trabalhador pra tapar buraco de gastança. FGTS é reserva de emergência, não pode virar balcão de negócio pra governo populista. Cadê o corte de imposto e de gasto público de verdade?

    Samara Oliveira

    03/05/2026

    Luiz Carlos, o problema não é usar o FGTS pra aliviar quem está sufocado por juros abusivos — o problema é que o trabalhador brasileiro vive endividado porque o salário mínimo não cobre o básico. Antes de pedir corte de imposto, que tal defender que os super-ricos paguem o que devem? Isso sim é justiça social com fé em prática.

    Marina Silva

    03/05/2026

    Luiz Carlos, seu discurso liberal é tão previsível que até o mercado financeiro boceja — o dinheiro do FGTS é do trabalhador, não do seu amigo banqueiro.


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