Menu

Lula reafirma candidatura e diz ao PT que resultados do governo são a melhor arma eleitoral

82 Comentários🗣️🔥 O presidente Lula discursa em evento com microfone na mão e punho cerrado. (Foto: metropoles.com) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem em vídeo ao 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores defendendo que as entregas concretas do governo devem ser o eixo central da estratégia eleitoral da sigla. Ao […]

82 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
O presidente Lula discursa em evento com microfone na mão e punho cerrado. (Foto: metropoles.com)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem em vídeo ao 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores defendendo que as entregas concretas do governo devem ser o eixo central da estratégia eleitoral da sigla.

Ao falar aos militantes reunidos no encontro partidário, Lula declarou que um partido no poder não deve correr atrás do adversário. É a oposição que precisa alcançar quem governa.

O presidente argumentou que apresentar obras, programas sociais e indicadores objetivos de melhoria na vida da população é o caminho mais seguro para garantir novas vitórias nas urnas. Ele convocou a militância a intensificar o contato direto com a base eleitoral, alertando que as redes sociais, embora relevantes, são insuficientes para mobilizar consciências.

Segundo Lula, bater à porta do eleitor, conversar pessoalmente e ouvir as demandas das comunidades seguem sendo práticas insubstituíveis na disputa política. O presidente reforçou que a melhor resposta às ofensivas da oposição é a apresentação de conquistas verificáveis para as famílias trabalhadoras.

No vídeo, Lula confirmou que pretende disputar novamente o Palácio do Planalto, afirmando que sua candidatura nasce mais de uma necessidade coletiva do que de um desejo pessoal. Ele disse que o país precisa de alguém com disposição para ouvir e governar com atenção às demandas sociais, reforçando seu compromisso com a inclusão e os valores democráticos.

O discurso também abordou a política externa, tema no qual Lula afirmou que o país exerce papel central na defesa do multilateralismo e na reforma de organismos internacionais. Para o presidente, instâncias como a Organização das Nações Unidas estão defasadas diante das novas correlações de força globais e precisam ser atualizadas.

Lula sustentou que a mesma lógica de transformação deve ser aplicada a instituições domésticas, reforçando a necessidade de modernizar mecanismos de participação e controle social. A fala foi recebida por dirigentes do PT como sinal de unidade interna e como reforço à narrativa de que políticas sociais não podem ser desmontadas.

O presidente explicou que não compareceu presencialmente ao congresso porque se submeteu, em São Paulo, a procedimentos médicos que incluíram a retirada de uma pequena lesão de pele na cabeça. A equipe médica recomendou repouso para assegurar cicatrização adequada, motivo pelo qual Lula optou pela participação remota.

O vídeo foi divulgado nas redes sociais oficiais do partido e, conforme noticiou o portal Metrópoles, repercutiu de imediato entre parlamentares petistas e aliados de centro-esquerda no Congresso Nacional. Dirigentes da legenda destacaram que a ênfase nos resultados fortalece o discurso contra tentativas de criminalizar programas sociais.

Com a confirmação da intenção de disputar novo mandato, aliados esperam que Lula intensifique viagens aos estados para inaugurar obras e reforçar a narrativa de que entregas concretas superam promessas. A expectativa interna do partido é consolidar, até o próximo pleito, indicadores de crescimento econômico, geração de emprego e redução da desigualdade como pilares da campanha.


Leia também: PT aprova manifesto com reforma do Judiciário e sete eixos estruturais para reeleição de Lula


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Paulo

04/05/2026

Rsrs…tirando a Natailia (sic) e o Wágner Índigo (acho) só fantasmas. Cadê os velhos comentaristas deste espaço? Alexandre Néres, Maverick, o esquerdista que me rotulava de infiltrado (de forma muito educada) e outros…

Mariana Costa

04/05/2026

Acho que Lula tem razão em apostar nas entregas do governo como trunfo eleitoral — afinal, resultados concretos falam mais que promessas. Mas, sinceramente, essa estratégia só vai funcionar se a população realmente sentir os benefícios no bolso e no dia a dia, o que ainda é incerto para muitos.

Marcus Almeida

04/05/2026

Entregas concretas”? Esse governo só tem entregado desemprego, inflação e uma agenda ideológica que destrói a família brasileira. Enquanto Lula faz discurso de punho cerrado, o povo honesto paga a conta. O Brasil precisa de líderes que temam a Deus, não que idolatrem o próprio ego.

    Luciana Santos

    04/05/2026

    Marcus, você já parou pra ver o preço do quilo do arroz no supermercado? Discurso de punho fechado não põe comida na mesa de ninguém.

Celio Fazendeiro

04/05/2026

Ah, esse bando de vagabundo do PT ainda acha que tem entregas pra mostrar? O Brasil tá afundando na inflação e eles falando em reeleição. Enquanto isso, o agro brasileiro alimenta o mundo e eles só sabem perseguir produtor rural. Vergonha nacional.

    Pedro Silva

    04/05/2026

    Pois é, Celio, cada um puxa a sardinha pro seu lado. Pra mim, tanto PT quanto a turma do agro tão mais preocupados em se manter no poder do que em resolver o problema do povo. O Brasil é uma bagunça generalizada, e político nenhum vai salvar ninguém.

    Roberto Lima

    04/05/2026

    Célio, você falou tudo. Enquanto esse pessoal fica de braços cruzados esperando o Estado resolver, é o agro que bota comida na mesa do mundo e ainda carrega o PIB nas costas. Se eles tivessem metade da nossa competência, o Brasil não estaria nessa lambança.

WWagner Indigo

04/05/2026

Não vejo como Lula perder , qualquer que seja o outro candidato.
Bateram no teto 40% e Flávio não tem o mínimo de carisma , e não
tem o que mostrar alguma coisa feita por seu pai , um desastre !!!
Talvez um ” barra de chocolate ” ou uma parte da ” raxada ” !!!
É bem fraco o postulante .

Natailia

04/05/2026

Que governo ? Que resultados ?

Carlos Menezes

04/05/2026

Dizer que resultados são a melhor arma eleitoral é um discurso padrão de quem está no poder, mas a pergunta que fica é: quais resultados concretos a população está sentindo no bolso e no dia a dia? O governo tem entregas para mostrar, claro, mas inflação e juros ainda pesam muito na avaliação do eleitor comum. Vamos ver se essa estratégia cola em 2026 ou se o discurso vai precisar de ajustes.

    Pedro

    04/05/2026

    Carlos, falou tudo. Enquanto a gasolina não baixar e o IPVA não der trégua, discurso de resultado concreto não enche tanque nem paga boleto.

Silvia Ramos

04/05/2026

Amém, irmãos! Enquanto esse governo insiste em se apegar a obras materiais, o que realmente importa é a família e os valores cristãos que estão sendo destruídos. “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmos 33:12) — e não vejo isso sendo honrado por aí.

    Carmem Souza

    04/05/2026

    Silvia, concordo que a base de uma nação são os valores do Reino, mas lembre que Tiago nos ensina que a fé sem obras é morta. Cuidar do pão de quem tem fome também é honrar a Deus.

      Miriam

      04/05/2026

      Carmem, concordo que pão na mesa de quem tem fome é o básico do básico, mas fé sem obras é morta e Estado sem gestão também é. O problema é que esse governo mistura alívio social com marketing eleitoral, e no fim das contas a burocracia continua emperrando o que deveria ser só obrigação, não caridade.

Luizinho 16

04/05/2026

Resultados do governo? Só se for pra aumentar a fome e o lucro dos bancos, tio Lula, para de pagar de salvador da pátria e olha pra rua!

    João Batista Alves

    04/05/2026

    Luizinho, meu filho, o problema não é o governo, é o coração do homem que se afastou de Deus; enquanto o Brasil não se voltar para os valores da família e da fé, nenhum político vai resolver a miséria da alma.

Sofia García

04/05/2026

entregas concretas” tipo pix de 600 reais e gasolina nas alturas? amg, a realidade do brasileiro médio não tá no discurso de palanque, tá no preço do café. meme e política sempre juntos: cadê as entregas que realmente mudam o jogo? 💅

    Maria Silva

    04/05/2026

    Amiga, café caro é culpa desse governo que só sabe distribuir esmola em vez de deixar o agro produzir. Enquanto eles fazem palanque, quem bota comida na mesa é o campo, não pix.

      John Marshall

      04/05/2026

      Minha cara Maria, sua análise me lembra o velho debate entre Locke e Hobbes sobre propriedade e contrato social. O agro produz, sim, mas a cadeia do café envolve especulação financeira, câmbio e concentração de terra que nenhum Pix resolve ou causa.

João Carlos da Silva

04/05/2026

É curioso ver o PT ainda debatendo se deve ou não usar as entregas como bandeira. Como diria Gramsci, a hegemonia se conquista na disputa de narrativas, e não apenas com números de obras. O problema é que, sem um projeto claro de transformação estrutural, correr atrás de resultados concretos pode virar mero pragmatismo gestor, esvaziando o sentido político que deveria mobilizar a base.

    Carlos Henrique Silva

    04/05/2026

    João Carlos, seu comentário toca num ponto nevrálgico que me tira o sono há anos. Você tem razão quando invoca Gramsci e a disputa de hegemonia: sem narrativa, os números viram dados mortos, incapazes de mobilizar. O problema é que, no Brasil de 2024, a base do PT está desgastada não por falta de discurso, mas por uma década de golpes, lawfare e a erosão sistemática de qualquer projeto que ouse desafiar o capital financeiro. O governo Lula 3 tenta remar contra a corrente com um Congresso hegemonizado pelo Centrão e um Judiciário que, na prática, criminaliza a política. Nesse cenário, insistir em “transformação estrutural” sem ancoragem em resultados imediatos é abstrato e arrisca virar retórica vazia. O pragmatismo gestor, que você critica, pode ser a muleta necessária para sobreviver até que se reconstrua a correlação de forças.

    Mas discordo de você num ponto crucial: acho que o PT não está “esvaziando o sentido político” ao usar as entregas como bandeira. Pelo contrário, vejo aí uma tentativa de articular o que Gramsci chamava de “guerra de posição”. O problema é que a esquerda brasileira, em grande parte, perdeu a capacidade de traduzir políticas concretas em linguagem de classe. O Minha Casa, Minha Vida, a valorização do salário mínimo e o Bolsa Família são conquistas reais, mas são apresentadas como gestão técnica, não como vitórias da luta de classes contra a financeirização da vida. É aí que a narrativa fraqueja: falta um intelectual orgânico que conecte o aumento real do poder de compra do trabalhador à crítica do sistema financeiro que suga esse mesmo trabalhador. Sem isso, de fato, vira mera administração do capitalismo.

    Você toca no cerne quando fala em “projeto claro de transformação estrutural”. Mas qual projeto? O PT nunca foi um partido revolucionário no sentido clássico; sempre buscou reformas dentro da ordem burguesa, com mediação de classes. O problema é que, desde 2016, a burguesia brasileira rompeu o pacto social-desenvolvimentista. Hoje, qualquer reforma progressista exige enfrentar o teto de gastos, a autonomia do Banco Central e o poder do agronegócio. O governo Lula 3 tenta, mas com uma base parlamentar frágil e uma economia mundial em crise. O risco real, João Carlos, não é o pragmatismo gestor, mas o imobilismo disfarçado de radicalismo. Enquanto a esquerda debate se deve ou não usar as entregas como bandeira, a direita ocupa o senso comum com pautas identitárias reacionárias e um discurso de meritocracia que esconde a concentração de renda.

    No fim, acho que precisamos de uma síntese dialética: usar sim os resultados concretos como prova de que um governo popular melhora a vida, mas jamais perder de vista que cada conquista é uma trincheira na guerra de posição. A hegemonia não se constrói apenas com números, mas também não se constrói sem eles. O desafio é politizar o concreto, transformar o Bolsa Família em arma de crítica ao capitalismo financeiro, e não em mero assistencialismo. Se o PT fizer só a primeira parte, vira gestor do sistema. Se fizer só a segunda, vira seita. O caminho é a unidade entre reforma e revolução, entre o possível e o necessário. E isso, meu caro, exige mais do que discurso: exige organização de base, formação política e, acima de tudo, a coragem de nomear os inimigos de classe.

João Silva

04/05/2026

Entregas concretas”? Cadê a reforma agrária, o fim do subemprego e a taxação dos super-ricos? Enquanto o PT continuar gerindo o capitalismo com maquiagem social, a consciência de classe vai continuar sendo anestesiada pelo assistencialismo. Precisamos de ruptura estrutural, não de campanha eleitoral baseada em migalhas.

Marta Souza

04/05/2026

Resultados do governo? A inflação voltando, juros nas alturas e o mercado desconfiado. Se isso é a melhor arma eleitoral, o PT está perdido. Precisamos é de menos discurso e mais reformas que realmente diminuam o tamanho do Estado e liberem a iniciativa privada.

    Mariana Ambiental

    04/05/2026

    Marta, inflação e juros altos são sintomas de um modelo econômico que favorece rentistas, não o povo. Menos Estado e mais iniciativa privada é a receita que aprofunda a desigualdade e entrega o Brasil ao agronegócio predatório.

    João Batista

    04/05/2026

    Marta, a Bíblia nos ensina que o Estado não é para servir ao mercado, mas para amparar o órfão e a viúva. Menos Estado significa mais fome e menos direitos para quem mais precisa.

      Sargento Bruno

      04/05/2026

      João Batista, o órfão e a viúva precisam de ordem e trabalho digno, não de um Estado inchado que os mantém reféns da miséria para garantir voto. O que o PT chama de amparo é dependência e cabresto ideológico. Menos Estado é mais liberdade para o cidadão de bem se levantar.

Ricardo Menezes

04/05/2026

Entregas concretas? Só se for entrega de mais impostos, mais burocracia e mais gastança pública. O brasileiro já sabe que o resultado desse governo é inflação alta, juros nas alturas e o Estado engolindo o empreendedor. Ficar de punho cerrado e microfone na mão não paga conta, Lula.

    Carlos Mendes

    04/05/2026

    Exato, Ricardo. Enquanto ele posa de estadista, o empreendedor brasileiro afoga em burocracia e a conta chega com juros estratosféricos. O problema é que punho cerrado não paga boleto, mas a turma do “nós contra eles” vive de discurso, não de resultado.

Ahmed El-Sayed

03/05/2026

Carlos Rocha, você fala de inflação e juros como se o Brasil fosse uma ilha isolada do mundo. O problema é que esse discurso de “entregas concretas” do PT ignora a raiz da crise moral que vivemos: a família desestruturada, a educação sem valores e o Estado laicista que expulsou Deus das escolas. Enquanto a esquerda brinca de fazer caixa com reforma tributária, o país perde a alma. Resultado econômico sem base espiritual é castelo na areia.

Adalberto Livre

03/05/2026

ENTREGAS CONCRETAS? SÓ SE FOR DE DESEMPREGO E MISÉRIA, ESSE GOVERNO É UMA VERGONHA, COMUNISTAS DESTRUINDO O BRASIL!

    Francisco de Assis

    03/05/2026

    Adalberto, amigão, acorda pra vida! Desemprego e miséria é o que a gente viu no governo passado, quando o país virou pária internacional. Lula tá reconstruindo o Brasil com pé no chão, gerando emprego e fazendo a economia girar de novo — é só tirar a venda dos olhos e enxergar os fatos.

Carlos Rocha

03/05/2026

Entregas concretas” é piada, né? O legado desse governo é inflação corroendo salário, juro nas alturas matando empreendedor e uma carga tributária recorde. Se isso é a melhor arma eleitoral, o PT tá ainda mais descolado da realidade do que eu imaginava. Enquanto isso, o brasileiro paga a conta.

    Maura Santos

    03/05/2026

    Carlos, inflação e juros altos são problemas reais, mas lembra quando a extrema-direita passou quatro anos apagando a luz do país, cortando verba de ciência e cultura, e ainda deixou a gasolina batendo recorde? Pelo menos agora o governo tá tentando consertar o estrago, não fingindo que o problema não existe.

Julia Andrade

03/05/2026

Sandra, adorei sua intervenção ali em cima. É revigorante ver alguém que não se deixa levar pelo grito fácil. Isso me leva direto ao ponto que queria trazer: acho que o Lula está certo na tática, mas subestima um problema estrutural da esquerda brasileira, que é a dificuldade de traduzir política pública em narrativa afetiva. O governo pode até ter números positivos em indicadores como inflação e emprego, como o Fernando lembrou, mas a vida concreta das pessoas não se mede só pelo IPCA. A carestia dos alimentos, por exemplo, é sentida na pele todo santo dia na feira. Se a comunicação do governo continuar sendo feita por releases de ministério e discursos institucionais, enquanto a extrema-direita domina o algoritmo com memes e fake news de alto engajamento, a “entrega concreta” vira um dado frio que não compete com a emoção do ódio.

O problema que eu vejo, e isso é uma discussão que venho tendo com outras colegas de pesquisa na universidade, é que o PT parece ter esquecido a lição gramsciana de que a hegemonia se constrói também no campo da cultura e do simbólico, não só no da economia. Não adianta reflorestar a Amazônia e aprovar o arcabouço fiscal se a população não consegue conectar esses feitos a uma melhora na sua autoestima como cidadã. O bolsonarismo entendeu que a política é também teatro, é performance, é disputa de imaginário. Enquanto a esquerda achar que “falar de resultados” é suficiente, vai continuar perdendo a batalha da narrativa nos grandes centros urbanos e, principalmente, nas periferias, onde a desinformação chega com força total pelo WhatsApp.

E isso me incomoda profundamente, porque não é uma questão de “incompetência comunicacional” apenas. É uma escolha política, um certo desprezo elitista pela linguagem popular, como se explicar dados complexos de forma acessível fosse “populismo”. A Adriana ali em cima, com todo o respeito, é produto desse vácuo. Quando o Estado não ocupa os espaços de afeto e pertencimento com uma mensagem progressista robusta, quem ocupa é o discurso do ódio, que é simples, direto e emocional. O Lula precisa mais do que reafirmar a candidatura; precisa reavaliar como o PT se relaciona com a produção de sentido no dia a dia das pessoas. Do contrário, vamos passar os próximos anos vendo o mesmo filme: governo com aprovação mediana, crise de narrativa e a oposição colhendo os frutos de uma insatisfação que não é só econômica, é existencial.

Sandra Martins

03/05/2026

Adriana, querida, com todo respeito, esse papo de “comunismo” já cansou. Sou crente e vou à igreja, mas também sei que Deus não nos mandou repetir discurso de ódio. O governo tem erros, sim, mas a gente precisa olhar para os fatos com honestidade, não com gritaria.

Adriana Silva

03/05/2026

Faz o L e vai pra Cuba, vagabundo! Isso aí é cortina de fumaça pra esconder o comunismo que tá tomando conta do Brasil.

    Luisa Teens

    03/05/2026

    Adriana, vai ler um livro de ecologia em vez de repetir fake news, pelo amor da Greta! #ForaBolsonaro

Fernando O.

03/05/2026

O Zé Trovãozinho acha que inflação é invenção do PT, mas esquece que o IPCA acumulado em 12 meses está em 4,50%, bem abaixo dos dois dígitos que a gente viu em 2021 e 2022. Se for pra comparar números concretos, o governo anterior deixou gasolina a quase 8 reais e o brasileiro pagando uma das contas de luz mais caras da história. Agora, sobre comunicação, a Ana Souza tem razão: o governo precisa traduzir esses indicadores em algo que o eleitor sinta no bolso, senão vira estatística fria.

Ana Souza

03/05/2026

A Cíntia Alves e o Eduardo C. trouxeram os pontos mais objetivos dessa thread. O problema é que o PT sempre aposta no discurso de “entregas concretas”, mas na prática a comunicação do governo tem sido reativa e fragmentada. Enquanto isso, o eleitor médio olha para o preço do café e do gás de cozinha — indicadores que, para ele, valem mais que qualquer PIB. Se o presidente quer usar resultados como arma, precisa garantir que esses resultados cheguem à mesa do cidadão antes das urnas.

Zé Trovãozinho

03/05/2026

Ah, “entregas concretas” é a nova moda do PT, né? Esse governo só sabe aumentar imposto e gastar com maquiagem de estatística, enquanto o brasileiro médio se vira pra pagar conta de luz e botar gasolina no carro. Resultado concreto mesmo é a inflação corroendo o salário mínimo e o desemprego disfarçado de subemprego. Mas podem continuar fazendo discurso de punho cerrado que o povo já aprendeu a não cair nesse conto de fadas.

Cíntia Alves

03/05/2026

A Cíntia Ribeiro tocou no ponto central: o abismo entre indicadores macro e a percepção na ponta. O governo pode até ter números para mostrar, mas se o eleitor não sente a melhora no preço do arroz ou no aluguel, o discurso de “entregas concretas” vira retórica vazia. A dúvida que fica é se essa estratégia de campanha vai conseguir traduzir dados frios em alívio real no bolso do cidadão comum.

Cíntia Ribeiro

03/05/2026

Eduardo C., você trouxe um indicador objetivo, e é por aí mesmo. O problema é que o discurso de “entregas concretas” esbarra na dificuldade de traduzir números macro em percepção de melhora no bolso do eleitor médio. Sem uma estratégia clara de comunicação que conecte dados de emprego e inflação à vida real, a melhor arma eleitoral corre o risco de virar munição de festim.

Eduardo C.

03/05/2026

Beto Engenheiro, você tocou num ponto que dá para medir: o Novo PAC tem um orçamento previsto, mas cadê o cronograma físico-financeiro auditável? Enquanto isso, o IPCA acumulado em 12 meses está em 4,50%, e a taxa Selic emperra qualquer investimento produtivo. Resultado eleitoral sem número concreto na mão é só discurso de palanque.

Beto Engenheiro

03/05/2026

Entregas concretas? Então cadê as obras de infraestrutura que esse país precisa? O novo PAC é só anúncio e placa de inauguração, enquanto ferrovia e duplicação de rodovia continuam no papel. Resultado que se vê é promessa.

Márcio Torres

03/05/2026

João Carlos Silva, sua queixa sobre o preço dos combustíveis é legítima e reflete uma dor real de quem vive do volante. Mas é preciso separar o que é efeito de política doméstica do que é choque externo. O preço do petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio são variáveis que nenhum presidente controla com um passe de mágica. A política de preços da Petrobras, que ainda segue o PPI (Paridade de Preços Internacionais) herdado do governo anterior, é que deveria estar no centro do debate, e não uma suposta incompetência do atual governo.

Cecília Alves, seu comentário reproduz a cartilha liberal com uma precisão quase didática: Estado inchado, gasto excessivo, liberdade econômica supostamente ameaçada. O problema é que essa narrativa ignora que o orçamento público não é um agregado homogêneo — ele expressa disputas políticas. O aumento de gastos que você critica pode ser lido como investimento em infraestrutura, recuperação de programas sociais desmontados e recomposição de salários do funcionalismo, que passaram anos congelados. A pergunta que fica é: liberdade econômica para quem? Para o rentista que especula com títulos públicos ou para o trabalhador que precisa de um SUS funcional?

O discurso de Lula sobre “entregas concretas” é, antes de tudo, um reconhecimento de que a política brasileira se move menos por ideologias e mais por resultados imediatos. O problema é que a noção de “resultado” varia conforme o assento que você ocupa no teatro social. Para o agronegócio, resultado é crédito rural e licenciamento ambiental flexível; para o trabalhador informal, é o preço do arroz e do gás de cozinha. O que Lula tenta fazer é unificar esses interesses contraditórios sob a mesma bandeira eleitoral — e aí reside a velha arte da política, que seus críticos insistem em tratar como mera propaganda.

No fim das contas, a “melhor arma eleitoral” que Lula menciona não é uma lista de números macroeconômicos, mas a percepção difusa de que, sob seu governo, a vida não piorou para a maioria. Em um país onde o pêndulo político oscila entre o desastre aberto e a mediocridade administrada, isso pode ser o suficiente para garantir mais quatro anos. O resto é ruído de redes sociais.

João Carlos Silva

03/05/2026

Pois é, Lula fala em entregas concretas, mas no dia a dia o que a gente vê é o preço do diesel subindo, a gasolina batendo recorde e o custo do mercado que não dá trégua. Pra quem vive de volante, resultado bom mesmo era poder encher o tanque sem pesar tanto no bolso.

Cecília Alves

03/05/2026

Entregas concretas” com a máquina pública inchada e o Estado quebrado? Lula fala em resultados, mas o que vejo é mais gasto, mais imposto e menos liberdade econômica. Enquanto isso, o brasileiro paga a conta de um governo que só sabe distribuir privilégios.

    Lucas Pinto

    03/05/2026

    Cecília, seu diagnóstico repete um mantra liberal que trata o Estado como se fosse um ente abstrato que “incha” por vontade própria, como se não houvesse classes e interesses por trás de cada rubrica orçamentária. A máquina pública não “incha” porque o governo gosta de gastar — ela incha porque o capitalismo brasileiro, na sua forma periférica e dependente, exige que o Estado transfira recursos para o grande capital financeiro via pagamento de juros, enquanto corta direitos. O que você chama de “privilégios” é, na verdade, a migalha de políticas sociais que ainda resta depois que o mercado já levou a parte do leão. O problema não é o tamanho do Estado, mas a quem ele serve. Enquanto o orçamento público destinar 40% da arrecadação para o rentismo, falar em “liberdade econômica” é apenas um eufemismo para liberdade do capital explorar sem mediação.

    Você menciona “menos liberdade econômica”, mas liberdade para quem? Para o trabalhador que precisa vender sua força de trabalho por um salário que não cobre o aluguel? Liberdade econômica real pressupõe poder de escolha, e sem políticas públicas que garantam educação, saúde e transporte, a escolha do trabalhador se resume a aceitar as condições que o mercado impõe. O discurso da “liberdade econômica” sempre foi o cavalo de Troia da concentração de renda. Aliás, é curioso como o mesmo argumento que ataca o “Estado inchado” silencia diante dos bilhões que o Estado transfere para o agronegócio exportador e para os bancos via subsídios e isenções fiscais. Esse tipo de gasto não é “privilégio”, é “competitividade”, não é?

    Por fim, a noção de “Estado quebrado” é uma construção ideológica que serve para justificar o desmonte do que resta de público. O Estado brasileiro não está quebrado — ele está sequestrado por uma fração da burguesia que se apropria do fundo público. Quando Lula fala em “entregas concretas”, ele se refere a políticas que, mesmo dentro dos limites do capitalismo dependente, melhoram as condições de vida da classe trabalhadora. O problema não é o gasto, é o gasto ser direcionado para a reprodução da força de trabalho em vez de para a acumulação privada. Enquanto a esquerda não enfrentar essa contradição de frente, continuaremos debatendo se o copo está meio cheio ou meio vazio — quando o problema é que a água está envenenada.

Célia Carmo

03/05/2026

entregas concretas” pra quem, Lula? pro agronegócio que desmata a Amazônia? #vergonha #ForaCentrão

Ana Paula Conserva

03/05/2026

Falar em “entregas concretas” quando o país está dividido e a família brasileira cada vez mais sufocada pela carestia é ignorar a realidade. O que eu vejo são valores sendo deixados de lado enquanto tentam maquiar números. Cadê o respeito à vida e à moral que um dia nos uniu como nação?

    Marina Silva

    03/05/2026

    Ana Paula, “valores” que unem a nação? Esse papinho de moralidade nunca alimentou ninguém e sempre serviu pra justificar opressão.

Cecília Silva

03/05/2026

Cláudio e Cecília, vocês dois acertaram em cheio. “Entregas concretas” na boca de quem governa com o Centrão e entrega a pauta econômica pro mercado é piada de mau gosto. Enquanto isso, na favela, a gente vê obra inacabada, UPP virando milícia e o pão de cada dia mais caro. Discurso bonito não enche barriga de criança.

Cecília Torres

03/05/2026

O Cláudio tocou no ponto central: o curto-prazismo eleitoral virou a própria substância do projeto político. “Entregas concretas” vira bordão justamente quando falta um horizonte claro de reformas estruturais — e enquanto isso, o mercado segue pautando o essencial nas coxias.

Cláudio Ribeiro

03/05/2026

A retórica das “entregas concretas” é um clássico da social-democracia tardia: tenta ocultar a ausência de um projeto estrutural de transformação. Enquanto o PT se apega ao curto-prazismo eleitoral, o neoliberalismo avança silenciosamente na capilaridade do Estado — e o preço do café, como bem lembrou a Beatriz, é a materialização diária dessa contradição.

Renata Oliveira

03/05/2026

Gente, Paula, eu entendo seu ponto de vista, mas acho que a gente precisa tomar cuidado pra não cair num discurso pronto. O Lula fala em “entregas concretas”, mas o que vemos na prática é um governo que erra feio na comunicação e deixa o povo confuso. Sou cristã e acredito que política é serviço, mas servir de verdade é ouvir quem tá na fila do pão, não só quem tá no palanque.

Lucas Alves

03/05/2026

Entregas concretas” é o novo nome pra “vamos ver se cola”. O Carlos ali em cima tem um ponto: o Bolsa Família sustenta a popularidade, mas o resto da economia tá mancando. Se o argumento eleitoral é o preço do café e do arroz, melhor torcer pra inflação não subir de novo até outubro.

Carlos Meirelles

03/05/2026

Entregas concretas” de um governo que já gastou o que não tinha, aumentou a dívida e ainda não conseguiu fazer o PIB crescer de forma sustentável. O melhor argumento eleitoral do PT é o Bolsa Família, que eles mesmos destruíram com a PEC da Gastança. Enquanto isso, o empreendedor paga imposto até pra respirar.

Paula Santos

03/05/2026

Beatriz, você tocou num ponto sensível. O discurso de “entregas concretas” realmente precisa sair do palanque e chegar à mesa do brasileiro. Como cristã, acredito que a política deve servir ao próximo, especialmente ao mais necessitado. Que Deus ilumine o presidente para que as ações falem mais alto que as palavras, e que possamos ver resultados que aliviem o sofrimento de quem mais precisa.

Beatriz Lima

03/05/2026

O discurso do Lula para o PT é um clássico da política: quando não se tem novidade, repete-se a cartilha. “Entregas concretas” soa bem em um congresso partidário, mas o problema é que o eleitor médio não vive de discurso de palanque — ele vive do preço do café, do aluguel e da gasolina. E aí, a tal “arma eleitoral” começa a parecer mais um estilingue do que um fuzil. Eduardo Nogueira foi grosseiro, mas acertou no nervo: a desconexão entre o que o governo projeta como sucesso e o que a população sente no bolso é o verdadeiro calcanhar de Aquiles.

Tiago Mendes e João Augusto tentaram rebater com argumentos macroeconômicos e referências a Adorno, o que é admirável em um debate de blog, mas ambos caem na armadilha de tratar política como equação de laboratório. Dizer que “o preço do arroz reflete a cadeia global” é verdade, mas é também uma forma elegante de lavar as mãos. O governo Lula não controla o clima na Ásia, ok. Mas controla a política de subsídios, a reforma tributária que não sai, a burocracia que encarece o frete e a decisão de manter ou não a âncora fiscal que o mercado adora e o povo paga. “Entregas concretas” não são métricas abstratas de inflação abaixo da média dos emergentes — são o fato de que, em 2024, o brasileiro médio ainda olha para a carne no açougue e faz conta.

O que me incomoda nessa narrativa do PT é a repetição do manual de 2006 como se o país não tivesse mudado. Naquele ciclo, Lula tinha o boom das commodities e o Bolsa Família recém-consolidado como trunfos. Hoje, o cenário é outro: juros reais estratosféricos, uma oposição que aprendeu a usar as redes melhor do que a esquerda, e um eleitorado que já não se contenta com “punho cerrado” e promessas de “projeto de nação”. Se o governo quer que as entregas falem por si, que tal começar com algo que não precise de um release da Secretaria de Comunicação para ser notado? Redução de imposto sobre a cesta básica, desburocratização real para pequenas empresas, uma reforma administrativa que corte privilégios de fato — isso sim seria concreto. Até lá, o discurso do Lula soa como autoajuda partidária: bonito para quem já está convertido, mas incapaz de converter quem está no limite do cartão de crédito.

Eduardo Nogueira

03/05/2026

“Entregas concretas” = 3 anos de governo e o brasileiro ainda não sabe o preço do arroz no fim do mês. Lula acha que punho cerrado enche barriga, mas a única arma eleitoral dele é o cu de quem lê.

    Tiago Mendes

    03/05/2026

    Eduardo, sua agressividade desvia do debate sério. O preço do arroz reflete uma cadeia global de insumos e clima, e reduzi-lo a um ataque pessoal só expõe o vazio do seu argumento. Se o problema é o bolso, vamos discutir políticas de renda e reforma tributária em vez de apelar para baixaria.

    João Augusto

    03/05/2026

    Eduardo, a virulência do seu comentário não disfarça o vazio analítico: reduzir a política econômica a uma grosseria escatológica é o gesto típico de quem, como diria Adorno, troca o conceito pelo fetiche da opinião. Se o preço do arroz lhe interessa de fato, sugiro ler os boletins da Conab sobre a quebra de safra no Rio Grande do Sul, em vez de confundir o cu de quem lê com mediação dialética.

Luan Silva

03/05/2026

Entregas concretas” = inflação de 5% e gasolina a 7 reais. Vai pra Cuba, Lula.

    Ana Karine Xavante

    03/05/2026

    Luan, seu comentário reduz a complexidade do Brasil a dois indicadores de curto prazo e a um xingamento raso. Inflação de 5% e gasolina a 7 reais são problemas reais, sim, e ninguém aqui está negando o impacto no bolso do trabalhador. Mas você ignora deliberadamente que essa inflação é herança direta de um modelo econômico que prioriza exportação de commodities e dolarização dos preços internos, algo que o governo Lula herdou e tenta mitigar com políticas de subsídio e valorização do salário mínimo. Enquanto isso, o que você chama de “entregas concretas” para mim, indígena de Mato Grosso, significa o desmatamento na Amazônia caindo 50% em 2024, a demarcação de terras voltando a andar depois de quatro anos de paralisia criminosa, e a Funai tendo orçamento para fiscalizar garimpo ilegal. Isso não aparece na bomba do posto, mas é a diferença entre vida e morte para os meus parentes.

    E esse “vai pra Cuba” é o mantra preguiçoso de quem não quer debater estrutura. Cuba não é paraíso, mas também não destruiu o Cerrado e a Amazônia com agronegócio predatório como fizeram os governos que você provavelmente aplaude. O problema do Brasil não é ser Cuba ou Venezuela — é ser um país que queima floresta para plantar soja, envenena rios com mercúrio e ainda acha que 7 reais no litro da gasolina é culpa do Lula e não da política de preços da Petrobras atrelada ao dólar, criada no governo Temer e mantida por Bolsonaro. Você quer discutir gasolina? Então vamos discutir por que a Petrobras não refina todo o petróleo que extrai e precisa importar diesel a preço internacional. Mas isso exige sair do meme e encarar o debate de verdade.

    Por fim, seu comentário revela um privilégio que você talvez nem perceba: o de poder reduzir a política a um número na bomba de combustível. Para quem vive na linha de frente da crise climática, como os povos indígenas, a política é sobre território, água e ar. Enquanto você xinga e pede para o presidente ir para Cuba, eu estou aqui vendo os rios secarem e os incêndios avançarem sobre áreas que o governo anterior liberou para grileiros. Se o Lula não entrega tudo que a gente precisa, ao menos parou de entregar nossas terras para madeireiros armados. Isso, para mim, é entrega concreta. O resto é ruído de rede social.

    Marcos Andrade Niterói

    03/05/2026

    Luan, você pegou dois indicadores e ignorou que aqui em Niterói a gestão do Rodrigo Neves entregou o túnel Charitas-Cafubá e reduziu o tempo de deslocamento de 40 minutos para 5 — isso sim é entrega concreta que muda a vida do trabalhador, enquanto o governo estadual que você defende abandona a mobilidade urbana.

    Augusto Silva

    03/05/2026

    Luan, você escolheu dois indicadores e ignorou que a inflação brasileira está abaixo da média dos emergentes e que o preço da gasolina reflete o barril de petróleo no mercado internacional, não um decreto presidencial. Se o critério é “entregas concretas”, que tal comparar o desemprego de 6,9% com os 13% que vimos em 2020, ou o PIB crescendo 2,9% enquanto a Europa patina? Ir pra Cuba não resolve seu viés seletivo, amigão.

Pedro Neto

03/05/2026

Faz o L, vagabundo!

    Pedro Almeida

    03/05/2026

    Pedro Neto, sua saudação me lembra a máxima de Adorno: o fascismo é o espetáculo da barbárie travestido de senso comum. Reduzir o debate político a um meme é exatamente o que a elite quer — que a gente pare de pensar.

Lucas Moreira

03/05/2026

Ronaldo, você citou reajuste do mínimo e geração de emprego, mas esqueceu de olhar o outro lado da planilha. O déficit nominal do setor público consolidado fechou 2024 em 8,9% do PIB — maior desde 2020. Isso não é gestão, é queima de caixa. Enquanto o governo empurra gasto corrente com discurso de “inclusão”, o investidor privado fica sem previsibilidade e o real desaba frente ao dólar. Resultado eleitoral sem reforma estrutural é curto prazo, e o mercado já está precificando isso.

    Lucas Gomes

    03/05/2026

    Lucas, seu discurso sobre “déficit nominal” e “previsibilidade do mercado” ignora que o colapso ambiental e social que estamos vivendo é justamente o resultado dessa lógica de curto prazo que você defende. Enquanto você se preocupa com o humor do investidor, o Brasil perdeu 20% da Amazônia nos últimos anos e a conta do desmatamento nunca aparece no seu balanço fiscal — porque a natureza não tem cotação na Bovespa.

Zé do Povo

03/05/2026

LULA É VERGONHA NACIONAL! 😡 ESSE BANDIDO NÃO TEM VERGONHA NA CARA! GOVERNO DE CORRUPÇÃO E PROPAGANDA ENGANOSA! VOLTA BOLSONARO JÁ! 🇧🇷

    Marta

    03/05/2026

    Zé do Povo, meu filho, senta aqui com a vó que eu vou te contar uma história. Você deve ter uns 20 e poucos anos, não é? Na sua idade, eu também era cheia de certezas. Mas a vida, o estudo e 35 anos de sala de aula me ensinaram que o mundo não se divide entre heróis e bandidos como num filme de faroeste. Essa raiva toda que você sente, essa vontade de xingar e chamar o presidente de bandido, ela não nasceu com você. Ela foi plantada aí por gente que lucra com a sua indignação. Enquanto você gasta seu tempo repetindo bordão de WhatsApp, tem banqueiro rindo na praia com os juros mais altos do planeta, que o seu mito Bolsonaro manteve e o Lula, infelizmente, ainda não conseguiu derrubar.

    Você fala em corrupção como se fosse invenção do PT, mas esquece que o orçamento secreto, a rachadinha e as vacinas compradas com superfaturamento foram invenções do governo que você defende. Não estou aqui para fazer apologia de erro nenhum, viu? Erro tem que ser apontado e punido, sempre. Mas a diferença, Zé, é que no governo Lula a corrupção foi investigada e os culpados foram presos. No governo Bolsonaro, a corrupção era o próprio sistema de governo funcionando, e quem denunciava era perseguido. Quer um exemplo prático? A Polícia Federal, durante o governo Bolsonaro, bateu recorde de apreensões de drogas e armas, mas também bateu recorde de interferência política. Hoje, com Lula, a PF voltou a prender gente poderosa de verdade, sem proteger ninguém. Isso te incomoda?

    Agora, sobre a tal “vergonha nacional”: vergonha nacional foi um presidente que fugiu para a Flórida enquanto quase 700 mil brasileiros morriam de Covid, que incentivou aglomeração e passou o povo para trás com cloroquina. Vergonha nacional foi um presidente que destruiu as políticas ambientais e fez o mundo inteiro virar as costas para o Brasil. Lula não é perfeito, longe disso. Mas ele tirou 33 milhões da fome, colocou o pobre na universidade e fez o Brasil ser respeitado lá fora. Se para você isso é vergonha, então me desculpe, mas o problema não é o Lula — o problema é que você foi mal-educado pela história. Vou terminar com uma frase que eu usava na sala de aula: quem não conhece a história está condenado a repetir os erros. E você, Zé, está repetindo o erro de acreditar em quem nunca trabalhou um dia na vida para melhorar a sua.

    Cecília Ramos

    03/05/2026

    Zé do Povo, seu comentário vem carregado de ódio, mas não de argumentos. Como cristã, aprendi que julgar os outros sem olhar para os próprios erros é hipocrisia, e o que seu governo fez com os pobres, com o meio ambiente e com a verdade foi vergonhoso. Se quer debater de verdade, senta e conversa com respeito, porque aqui não é terreiro de fake news.

    Ronaldo Pereira

    03/05/2026

    Zé do Povo, você grita “bandido” mas esquece que foi no governo Bolsonaro que o desemprego bateu recorde, a fome voltou e o povo perdeu direito trabalhista conquistado com sangue. Enquanto isso, Lula reajustou o mínimo, trouxe de volta o Bolsa Família e gerou emprego com carteira assinada — pergunta pro sindicato dos metalúrgicos aqui da Bahia se a gente quer voltar praquela época de os patrão mandar e trabalhador calar a boca.

    Clarice Historiadora

    03/05/2026

    Zé do Povo, seu comentário é um primor de análise sociológica — parece que você leu a edição de bolso do “O Príncipe” de Maquiavel traduzida pelo Twitter. Vamos lá: “governo de corrupção e propaganda enganosa” é uma descrição tão precisa que serve tanto para Lula quanto para o seu ídolo, que passou quatro anos transformando o cargo em um palanque de fake news e loteando o Ministério da Educação pra pastores. Se for pra chamar alguém de vergonha nacional, sugiro ler “A Corrupção como Sistema” de Sérgio Buarque de Holanda (ed. Companhia das Letras, 1997) — lá você descobre que o problema não é um bandido ou outro, é a estrutura que elege gente que acha que política se resolve com gritaria e bandeira.

Eduardo Teixeira

03/05/2026

Entregas concretas” é piada de mau gosto. O desemprego caiu porque virou bico e informalidade, e a inflação “controlada” esconde que o custo de vida continua comendo o salário do trabalhador. Enquanto isso, a carga tributária só aumenta, e pequeno empresário como eu paga a conta desse circo eleitoral. O PT vive de narrativa, sim, e o povo que lute com imposto nas costas.

    Mariana Alves

    03/05/2026

    Eduardo, seu comentário toca num ponto que é central para o debate e que, convenhamos, a esquerda tradicional tem dificuldade de enfrentar: a precarização do trabalho como base da recuperação dos indicadores macroeconômicos. Você está certo ao apontar que a queda do desemprego oficial esconde uma realidade de informalidade, bicos, uberização e ausência de direitos. Isso não é um desvio do governo Lula, é a continuidade de um processo que vem desde a contrarreforma trabalhista de 2017, aprofundada pelo desmonte neoliberal que ambos os governos petistas e tucanos, em diferentes graus, aceitaram como dado. O problema é que você transforma essa constatação acertada numa acusação moral contra o PT, como se a informalidade fosse uma invenção lulista e não uma engrenagem do capitalismo financeirizado que o Brasil adotou como modelo desde os anos 1990.

    A carga tributária que você menciona como pequeno empresário é, de fato, regressiva e sufocante para quem produz. Mas a quem ela serve? O Estado brasileiro arrecada muito e gasta mal, é verdade. Só que a maior parte desse gasto vai para o serviço da dívida pública, que remunera o rentismo com juros estratosféricos, e para subsídios a grandes grupos econômicos, não para políticas sociais. O pequeno empresário paga a conta de um sistema desenhado para transferir renda de quem trabalha para quem vive de especulação financeira. O PT, quando no governo, nunca enfrentou esse núcleo duro do poder econômico. Manteve a política de juros altos, o superávit primário e a reforma da previdência. Portanto, sua indignação com a carga tributária é legítima, mas o alvo está mal direcionado: o inimigo não é o “circo eleitoral” do PT, é o pacto fiscal que ambos os lados do espectro político preservam.

    Dito isso, discordo frontalmente da sua conclusão de que “o PT vive de narrativa”. Narrativa é o que a direita faz quando chama de “desgoverno” uma gestão que, apesar de todos os limites estruturais que apontei, reduziu a fome, retomou programas de distribuição de renda e reindustrialização, e recolocou o Brasil no cenário internacional. O que você chama de “narrativa” é a disputa de hegemonia, algo que Gramsci já explicava: a luta de classes também se dá no campo das ideias. O problema não é o PT ter narrativa, é a esquerda não ter conseguido transformar essa narrativa em poder popular real, em controle social do Estado e em ruptura com o modelo econômico que esmaga o pequeno empresário e o trabalhador informal. Enquanto a esquerda não entender que a saída não é administrar o capitalismo com rosto humano, mas sim construir alternativas anticapitalistas concretas, estaremos todos, você e eu, pagando a conta de um sistema que nos usa e nos descarta.

    Alice T.

    03/05/2026

    Eduardo, você reclama da carga tributária, mas esquece que o pequeno empresário que mais se fodeu no governo anterior foi com a reforma trabalhista que precarizou tudo e a política de juros altos que quebrou negócio pequeno. Quer imposto baixo? Cobra do agronegócio e dos lucros dos bancos, não do trabalhador que mal tem salário pra pagar conta de luz.

    João Carvalho

    03/05/2026

    Eduardo, você toca num ponto real — a precarização do trabalho é uma ferida aberta que nem o PT nem o PSDB enfrentaram de verdade, porque ambos operam dentro da mesma lógica neoliberal que flexibiliza direitos em nome da competitividade. O problema é que sua crítica à carga tributária ignora que o pequeno empresário paga mais justamente porque o sistema penaliza quem produz enquanto protege rendas financeiras e o agronegócio exportador.

Major Ricardo Silva

03/05/2026

Entregas concretas? Só se for de desgoverno, desemprego e bandeira vermelha na conta de luz. Esse discurso de “resultados” é piada pra quem vê o Brasil sendo entregue ao Foro de São Paulo e ao desrespeito aos valores da família. O PT vive de narrativa, não de fatos.

    Bia Carioca

    03/05/2026

    Major, falar em Foro de São Paulo e valores da família é cortina de fumaça pra não encarar os dados: o desemprego caiu e a inflação tá controlada. Enquanto isso, seu candidato aí só entregou aumento da passagem de ônibus e obra parada na Região Metropolitana do Rio.

    Maria Aparecida

    03/05/2026

    Major, você fala em valores da família, mas a Bíblia é clara: o verdadeiro cristianismo defende o pobre e o oprimido, não bajula os ricos. O desemprego caiu e a inflação está controlada sim, e isso é fato, não narrativa. O Foro de São Paulo virou espantalho pra quem não quer discutir justiça social de verdade.


Leia mais

Recentes

Recentes