O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reafirmou o compromisso de Teerã em aprofundar as relações com Bagdá durante uma conversa telefônica com o presidente do Parlamento iraquiano, Ali Falih al-Zaydi.
Pezeshkian descreveu o Iraque como um país irmão e reiterou o apoio inabalável do Irã. Enfatizou a disposição iraniana de resolver disputas regionais por meio de diálogo construtivo e respeito mútuo.
No mesmo contato, o presidente iraniano criticou abertamente a postura de Washington, apontando a contradição entre a chamada campanha de ‘pressão máxima’ e a simultânea demanda por negociações. Pezeshkian deixou claro que o Irã não cederá a exigências unilaterais nem se submeterá a ameaças militares provenientes de bases norte-americanas instaladas na região.
Pezeshkian reiterou que o programa nuclear iraniano não possui fins militares, amparado por um decreto religioso que proíbe o desenvolvimento de armas nucleares. A declaração foi feita em resposta às pressões crescentes dos Estados Unidos, que insistem em enquadrar o dossiê nuclear iraniano como ameaça ao Oriente Médio — narrativa que Teerã rejeita como pretexto para ingerência.
Como gesto concreto de aproximação, Pezeshkian convidou al-Zaydi para uma visita oficial a Teerã com o objetivo de finalizar acordos de cooperação bilateral. A resposta do parlamentar iraquiano foi calorosa: al-Zaydi afirmou que Irã e Iraque são ‘como dois corpos com uma só alma’, comprometendo-se a elevar a parceria nos setores econômico, político e de segurança.
Al-Zaydi reconheceu publicamente o papel estratégico do Irã no combate ao Estado Islâmico (ISIS), classificando Teerã como um pilar vital para o mundo muçulmano no enfrentamento ao extremismo. Segundo a agência Mehr News, o presidente do Parlamento iraquiano também expressou a disposição de Bagdá em sediar negociações diretas entre o Irã e os Estados Unidos para encerrar as hostilidades.
A oferta iraquiana de mediação reflete o papel histórico de Bagdá como ponte entre potências rivais no Oriente Médio. Al-Zaydi foi enfático ao afirmar que a resolução do impasse deve ocorrer pelo diálogo, pois o confronto armado não é sustentável para nenhuma das partes envolvidas.
Leia também: Pezeshkian alerta EUA e Israel e reafirma soberania iraniana sobre o Golfo Pérsico
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Ana Costa
06/05/2026
Pessoal, o Pezeshkian está tentando um movimento pragmático, mas acho que o Tadeu e o Eduardo têm um ponto quando criticam o timing. De que adianta discurso bonito de diálogo regional se, na prática, o Irã continua financiando milícias que desestabilizam o próprio Iraque? Por outro lado, ignorar que há um esforço diplomático real, por mais imperfeito que seja, é simplificar demais um tabuleiro geopolítico complexo. Os dados mostram que a interdependência econômica entre Irã e Iraque só cresce, então talvez o diálogo seja, sim, a opção menos pior.
Eduardo Teixeira
06/05/2026
Tadeu, é exatamente isso. Enquanto esses caras fazem “diálogo regional” com discurso bonito, a carga tributária aqui não baixa e o custo Brasil só aumenta. Queria ver esse tal Pezeshkian pagar 40% de imposto sobre o lucro pra ver se sobrava tempo pra telefonema.
Carlos Oliveira
06/05/2026
Eduardo, com todo respeito, essa comparação ignora que a carga tributária que você critica é justamente o reflexo de um sistema que privilegia o grande capital e a exportação de commodities, enquanto o Irã, com seus 40% de imposto sobre o lucro, financia educação e saúde públicas. O problema não é o imposto, é para onde ele vai.
Tadeu
06/05/2026
Pois é, mais um papo de líderes enquanto o petróleo sobe e a inflação corrói o bolso. Enquanto eles fazem “diálogo regional”, o mercado real aqui só quer saber de juros e dólar.
João Batista
06/05/2026
Padre João, com todo respeito, mas o Evangelho que eu leio manda amar o inimigo e buscar a paz, não ficar medindo quem é mais perseguido. Esse diálogo regional é o que pode evitar que mais famílias, cristãs ou muçulmanas, virem refugiadas. A elite que arma guerra não quer saber de religião, quer saber de petróleo.
Fernanda Oliveira
06/05/2026
Gente, que thread de opiniões fortes! Acho que a galera que fica falando em “perseguição” sem nem mencionar que o Irã tem uma das maiores populações de refugiados do mundo precisa dar uma pesquisada antes de comentar. E a Marina Silva foi cirúrgica: paz não se constrói com silêncio, e diálogo regional é o mínimo pra evitar que mais gente morra em guerra que a gente nem vê na TV.
Marina Silva
06/05/2026
Padre João, com todo respeito, diálogo regional é o que impede mais guerra e deslocamento forçado que persegue todo mundo, cristão ou não. Paz não se constrói com silêncio.
João Batista Alves
06/05/2026
Padre João aqui, da Bahia. Mais um governante islâmico buscando alianças, enquanto o mundo cristão se cala diante da perseguição aos nossos irmãos no Oriente Médio. Cadê o diálogo para proteger as famílias perseguidas? Isso sim seria um laço de verdade.
Maura Santos
06/05/2026
Marcus, menos drama porque diplomacia internacional não é grupo de WhatsApp da família. Engraçado falar de valores enquanto defende a turma que em 2001 deixou o Brasil no escuro com aquele apagão vergonhoso por pura incompetência de gestão. O diálogo regional é pra evitar crise, coisa que vocês só sabem criar enquanto o povo fica na mão esperando o ônibus que nunca passa.
Marcus Almeida
06/05/2026
Mais um governo de esquerda tentando fazer acordos com regimes que oprimem cristãos e perseguem a liberdade religiosa. Enquanto isso, aqui no Brasil, o PT defende esses mesmos regimes e ataca os valores da nossa família. O Irã é um dos maiores perseguidores de igrejas domésticas, e esse tal Pezeshkian só quer fortalecer o eixo do mal no Oriente Médio.
Cecília Ramos
06/05/2026
Marcus, eu entendo sua preocupação com a perseguição a cristãos, mas acho que a gente precisa separar as coisas: diálogo regional não é endosso a regime, e a esquerda que eu defendo critica violações de direitos humanos onde elas acontecem, inclusive no Irã. Agora, se a gente só fecha portas, como vamos pressionar por mudanças reais e proteger as igrejas domésticas que você menciona?