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Fóssil de monstro marinho com 180 milhões de anos desafia ciência

0 Comentários🗣️🔥 Fóssil de ictiossauro, conhecido como “monstro marinho”, com 180 milhões de anos. (Foto: the-express.com) Nas profundezas do tempo, um fóssil de um monstro marinho de 180 milhões de anos foi desenterrado em uma jazida de argila em Mistelgau, na Alemanha. Medindo impressionantes 6,5 metros de comprimento, o espécime pertence ao gênero Temnodontosaurus, um […]

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Fóssil de ictiossauro, conhecido como "monstro marinho", com 180 milhões de anos. (Foto: the-express.com)

Nas profundezas do tempo, um fóssil de um monstro marinho de 180 milhões de anos foi desenterrado em uma jazida de argila em Mistelgau, na Alemanha. Medindo impressionantes 6,5 metros de comprimento, o espécime pertence ao gênero Temnodontosaurus, um tipo de ictiossauro que dominava os oceanos do Jurássico.

Embora não esteja completo, o esqueleto revelou detalhes fascinantes, incluindo partes do crânio, mandíbula, nadadeiras e mais de 100 dentes. Segundo a paleontóloga Ulrike Albert, do Bavarian State Collections of Natural History, trata-se de um dos fósseis mais jovens desse gênero, sobrevivendo em camadas geológicas mais recentes do que o previamente documentado.

O fóssil mostrou sinais de uma vida marcada por lesões severas que alteraram sua estrutura esquelética, especialmente na cintura escapular e articulações mandibulares. Tais ferimentos, conforme o estudo publicado na revista Zitteliana, influenciaram seu comportamento alimentar, levando ao desgaste dos dentes e ao uso de gastrolitos, pequenas pedras ingeridas para auxiliar na digestão.

Essas pedras, raramente associadas a ictiossauros, indicam uma possível adaptação forçada pela dificuldade em capturar presas. Stefan Eggmaier, coautor do estudo, destacou que o animal sobreviveu às adversidades, evidenciado pelo estado desgastado de seus dentes e pela presença dos gastrolitos na região abdominal.

A descoberta faz parte de um esforço contínuo para desvendar o ecossistema do Mar Jurássico, que cobria amplas regiões da Europa há milhões de anos. Estudos futuros sobre os dentes e ossos dessa criatura prometem lançar novas luzes sobre a vida nesse antigo ambiente marinho.

A jazida de Mistelgau, famosa por sua riqueza fóssil, reafirma seu papel como um portal para a história dos oceanos primitivos. Segundo detalhado pelo portal The Express, a preservação desse fóssil oferece uma rara oportunidade para reconstituir a evolução e os desafios enfrentados por esses predadores marinhos.


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