O preço do gás de botijão registrou uma queda de 0,21% em março, conforme dados do IBGE divulgados via SIDRA. O movimento contrasta com a leve alta de 0,04% observada no mês anterior, fevereiro, indicando uma desaceleração nos custos do item essencial.
Em comparação com março de 2025, quando a inflação mensal do gás foi de 0,21%, o cenário atual reflete uma inversão de tendência, com preços apresentando recuo no mesmo período deste ano. Apesar disso, o acumulado dos últimos 12 meses continua a registrar alta, marcando 1,34%.
Esse acumulado de 12 meses, embora menor que os 1,76% registrados até fevereiro, ainda representa um impacto significativo no orçamento das famílias. Quando comparado ao acumulado do mesmo período encerrado em março de 2025, que foi de 6,85%, a desaceleração é evidente, mas o peso histórico da inflação ainda é sentido.
Enquanto o gás de cozinha apresenta quedas pontuais, outros combustíveis como gasolina e diesel também têm mostrado oscilações, mas com margens de lucro em alta, segundo a ANP. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou recentemente o aumento expressivo nas margens de distribuição e revenda, mesmo em um contexto de guerra no Oriente Médio, o que afeta a percepção de alívio no setor energético.
Para o consumidor, o cenário é de alívio moderado. Apesar da retração em março, o gás de botijão segue acumulando alta no longo prazo, pressionando famílias de baixa renda, que dependem do item para as necessidades básicas. A continuidade dessa desaceleração será essencial para aliviar o orçamento doméstico, mas o descompasso entre os custos de produção e margens de lucro na cadeia de distribuição ainda desafia a estabilidade de preços.
Com informações de UOL.
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