Cientistas criaram uma solução biodegradável inovadora para o tratamento de frutas e vegetais após a colheita, capaz de remover resíduos de pesticidas e prolongar o frescor dos alimentos.
O composto é formado por nanopartículas de amido, ácido tânico e ferro que interagem de maneira sinérgica. Essas substâncias naturais permitem a criação de um filme fino que supera a eficácia dos métodos tradicionais de limpeza.
A solução remove mais de 85% do fungicida thiabendazol da superfície das frutas durante a lavagem. Esse resultado é superior ao obtido com água corrente ou soluções de bicarbonato de sódio.
Além da limpeza, o produto cria uma película quase invisível que reduz significativamente a perda de água nas frutas tratadas. Em testes com uvas, o peso perdido após 15 dias caiu de 45% para 21%.
Fatias de maçã tratadas com a solução apresentaram desidratação reduzida de 17% para 9% em apenas 48 horas. Esses números demonstram o potencial da tecnologia para manter a aparência e a qualidade dos produtos perecíveis.
Os pesquisadores alertam que pesticidas absorvidos no interior dos tecidos das plantas não são eliminados pelo tratamento. Apesar dessa limitação, a inovação representa um avanço importante para diminuir a exposição a resíduos químicos.
A aplicação mais prática ocorre em instalações de processamento pós-colheita, onde é possível controlar com precisão o tempo, a concentração e o descarte da solução.
O custo do material é estimado em menos de US$ 0,032 por unidade tratada, como uma maçã. Essa acessibilidade econômica torna a tecnologia viável para adoção em larga escala pelo setor agrícola.
Os cientistas estão desenvolvendo uma versão em spray para facilitar o uso doméstico pelos consumidores. Essa formulação pode democratizar o acesso à inovação e ampliar seu impacto positivo.
Mais testes e etapas regulatórias serão necessários antes da disponibilidade comercial do produto. O portal Phys.org destacou a importância da descoberta para a sustentabilidade do sistema alimentar global.
A pesquisa contribui para a redução do desperdício de alimentos, que representa cerca de um quarto da produção mundial de frutas e vegetais. Com isso, a inovação pode auxiliar no combate à fome e na preservação de recursos naturais em escala planetária.
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