O embaixador do Irã na ONU, Amir-Saeid Iravani, enviou carta ao secretário-geral da organização e ao presidente do Conselho de Segurança denunciando ataques militares norte-americanos no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.
Segundo o diplomata, as operações ameaçam a segurança regional e a paz internacional. Iravani detalhou que os ataques incluíram bombardeios contra dois petroleiros iranianos próximos ao porto de Jask e ao Estreito de Ormuz, além de investidas em áreas costeiras do Irã.
Os eventos violaram o cessar-fogo firmado em abril e o artigo 2(4) da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso de força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado. O embaixador acusou Washington de perpetuar uma série de atos internacionalmente ilícitos, incluindo bloqueio naval e ataques repetidos a embarcações comerciais iranianas.
Essas ações envolveram ainda apreensões não autorizadas e a tomada de tripulações como reféns, o que Iravani classificou como pirataria sob o direito internacional. O representante citou a Resolução 3314 da Assembleia Geral da ONU, de 1974, que define tais práticas como atos de agressão.
As ações norte-americanas contradizem os princípios fundamentais do direito internacional e são incompatíveis com as responsabilidades de um membro permanente do Conselho de Segurança. O país afirma defender a liberdade de navegação, mas na prática mina a estabilidade regional e o comércio global.
A escalada militar dos EUA sinaliza preferência por coerção e militarismo em detrimento de soluções pacíficas. Iravani alertou que Washington deve ser responsabilizado por qualquer desdobramento catastrófico cujas consequências podem ultrapassar as fronteiras do Golfo Pérsico.
A República Islâmica reafirma o direito inerente à autodefesa conforme o artigo 51 da Carta da ONU e exige que o secretário-geral e o Conselho de Segurança condenem inequivocamente as ações dos EUA. O órgão deve exigir que Washington cumpra suas obrigações legais e cesse imediatamente os atos provocativos.
O Irã afirma que tomará todas as medidas necessárias para proteger sua soberania, sua integridade territorial e sua segurança nacional. O Estreito de Ormuz, por onde passa parcela significativa do petróleo mundial, permanece no centro das tensões geopolíticas.
A escalada recente reforça a necessidade urgente de soluções diplomáticas e multilaterais. A posição iraniana, divulgada pela Sputnik, segue firme na defesa do direito internacional.
Com informações de EN.
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