Os preços globais de alimentos alcançaram um nível recorde em abril, com o índice de commodities alimentares da FAO registrando alta de 1,6% ante o mês anterior.
Esse avanço representa um aumento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O relatório aponta para pressões em vários segmentos da produção agropecuária.
O economista-chefe da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Máximo Torero, afirmou que a indústria ainda se sustenta com estoques já produzidos. Ele alertou que essa situação não deve durar muito tempo.
Torero explicou que, à medida que os custos de commodities e energia forem repassados, os consumidores sentirão os impactos de maneira mais severa. O especialista indicou que a inflação alimentar tende a se agravar nos próximos meses.
A alta nos preços de óleos vegetais foi a mais expressiva, com elevação de 5,9% em abril. Esse movimento atingiu o maior nível desde julho de 2022.
O índice de carnes subiu 1,2% e alcançou um recorde histórico. O índice de cereais teve alta de 0,8%, influenciado por preocupações climáticas e redução esperada no plantio de trigo.
O relatório da FAO ressalta que o índice monitora os custos de commodities em sua forma bruta. Os aumentos levarão algum tempo para chegar aos preços ao consumidor, conforme aponta o portal da FAO.
Os dados indicam que a inflação alimentar deve se intensificar em breve. Isso coloca em risco a segurança alimentar de milhões de pessoas ao redor do mundo.
Com informações de EN.
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