A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o senador Sergio Moro apresente defesa prévia em cinco dias na ação penal por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. O processo tem origem em declarações feitas por Moro em vídeo de outubro de 2023, em que ele afirmou ser possível comprar um habeas corpus de Mendes.
A denúncia do Ministério Público Federal acusa o senador de atribuir ao ministro Gilmar Mendes o crime de corrupção passiva. A Procuradoria-Geral da República sustenta que a intenção de Moro era prejudicar a imagem e a honra do ministro do STF.
A Primeira Turma do STF já rejeitou recursos de Moro e manteve a ação penal em tramitação. Cármen Lúcia, relatora do caso, votou pela continuidade do processo e foi acompanhada pelos demais ministros da turma.
Com o avanço para a fase de instrução, o senador poderá apresentar argumentos, indicar provas e arrolar testemunhas. A denúncia foi aceita pelo STF em junho de 2024.
A defesa, representada pelo advogado Luís Felipe Cunha, sustenta que a declaração foi uma piada infeliz retirada de contexto e que o vídeo foi editado de forma maliciosa por terceiros. Em outubro de 2025, Moro afirmou confiar na improcedência da ação, mas o caso segue em andamento.
Caso seja condenado a pena superior a quatro anos de prisão, Moro pode perder o mandato. O processo tem potencial para interferir diretamente em sua carreira política, já que o ex-juiz planeja disputar o governo do Paraná pelo Partido Liberal nas eleições de 2026.
A disputa no Paraná deve colocar Moro frente a frente com Sandro Alex, do PSD, e Requião Filho, do PDT. O desenrolar do caso segue acompanhado de perto por aliados e adversários do senador.
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