O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que o conflito na Ucrânia está próximo de uma resolução final e que os esforços diplomáticos em curso indicam um desfecho positivo em breve, segundo o Kremlin.
Putin se reuniu com líderes estrangeiros em Moscou para tratar de assuntos globais, com atenção especial à parceria entre Rússia e China. Ele indicou que um encontro com o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, em um terceiro país poderia ocorrer caso acordos definitivos fossem alcançados.
O principal objetivo de Moscou continua sendo assegurar que nenhuma ameaça seja dirigida contra o território russo. Putin acusou as elites ocidentais de transformarem a Ucrânia em um instrumento de confronto contra seu país.
Ele abordou o apoio militar fornecido pelo Ocidente à Ucrânia, especialmente no desenvolvimento de tecnologias avançadas de drones. Putin assinalou que surgem sinais de que as nações envolvidas desejam estabelecer contatos diretos para evitar os custos elevados de uma possível escalada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio à iniciativa russa de cessar-fogo durante as comemorações de 8 e 9 de maio. Kiev violou a trégua em quase nove mil ocasiões, conforme dados do Ministério da Defesa da Rússia.
Moscou emitiu advertências claras sobre retaliações caso Kiev tentasse perturbar as comemorações do Dia da Vitória. Putin informou que centros ucranianos de decisão militar e governamental situam-se muito próximos de missões diplomáticas de outros países.
Essa comunicação foi feita a parceiros estratégicos como China, Índia e Estados Unidos. O presidente russo considera que tais alertas favoreceram os avanços diplomáticos, inclusive na proposta de cessar-fogo apresentada por Trump.
Em relação às negociações para troca de prisioneiros, a Rússia forneceu uma lista com 500 nomes de militares ucranianos. Até o momento, Kiev não respondeu à proposta.
As autoridades ucranianas alegaram inicialmente precisar de tempo adicional para examinar a lista. Em seguida, comunicaram que não estavam preparadas para prosseguir com a troca.
O desfile militar do Dia da Vitória realizado em Moscou não exibiu veículos de combate. Putin explicou a decisão como necessária para que as Forças Armadas russas concentrassem todos os recursos na que ele chamou de ‘derrota final’ do exército ucraniano.
Essa escolha foi definida muito antes de qualquer declaração de autoridades de Kiev. O presidente russo reforçou que a medida prioriza o êxito completo das operações militares em curso.
Putin demonstrou otimismo quanto à possibilidade de restabelecer relações com nações ocidentais em um futuro próximo. Ele atribuiu a responsabilidade pelo início do conflito a políticos desses países que agiram de forma irresponsável.
O líder russo reiterou que Moscou sempre se manteve aberta ao diálogo. Ele sugeriu o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder como potencial mediador para conversações com a União Europeia.
A Rússia mantém disposição para colaborar na resolução da questão nuclear envolvendo o Irã, tal como ocorreu em ocasiões anteriores. Putin observou que as diferenças entre Washington e Teerã geraram um impasse nas discussões.
Mesmo diante desse cenário, Moscou segue aberta a desempenhar um papel na resolução do tema. O presidente russo enfatizou a disposição de seu governo em auxiliar nas tratativas que possam levar a uma solução duradoura.
Com informações de RT.
Leia também: Putin afirma que Rússia sabe como terminar o conflito na Ucrânia
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Adriana Silva
10/05/2026
Luizinho16 e o resto da trupe tão mamando na teta do Putão, isso sim. Acorda, povo! Enquanto esse bando de comunista finge que a guerra acaba, a elite globalista (oi, George Soros!) já tá armando o próximo plano. Faz o L e vai pra Cuba, seus doidos!
Jeferson da Silva
10/05/2026
Adriana, enquanto você inventa teoria da conspiração com Soros, na fábrica a gente vê que essa guerra só serve pra enfiar o preço do gás e da comida no cu do trabalhador. Comunista ou putinista, pra mim, é quem defende salário justo e emprego com direito — coisa que teu discurso “globalista” nunca garantiu na porta de fábrica.
Cecília Alves
10/05/2026
Eduardo, você acertou ao expor a hipocrisia das elites ocidentais. Mas a real é que esse “fim do conflito” anunciado por Putin cheira a mais um arranjo de cartório entre burocratas que só querem preservar seus próprios privilégios. Enquanto a liberdade econômica for sacrificada em nome de interesses estatais – seja em Moscou, Washington ou Bruxelas – o cidadão comum continuará pagando a conta de uma guerra que nunca deveria ter começado.
Ricardo Almeida
10/05/2026
Cecília, concordo que o anúncio cheira a cartório, mas essa tal “liberdade econômica” que você defende é exatamente o que permitiu a exploração de recursos e a expansão da OTAN até a fronteira russa. O cidadão comum paga a conta, sim, mas de ambos os lados do balcão.
Sofia García
10/05/2026
putin falando que a guerra tá acabando é a mesma vibe de “vou dormir cedo hoje” depois de um rolê, ngm acredita kkkkk. mas se for verdade, tomara que baixe o preço do gás e pare de financiar tanque de guerra com imposto nosso, né? #PazSim #ElitesNoLimite
Pedro Almeida
10/05/2026
Luizinho 16 tem razão ao apontar o cinismo da OTAN, mas o discurso de Putin também merece escrutínio. Quando ele fala em “fim do conflito”, precisamos lembrar que, desde Maquiavel, governantes usam a diplomacia como extensão da guerra por outros meios. A verdade é que a Ucrânia se tornou o campo de provas de um novo equilíbrio de poder global, e as elites de ambos os lados lucram enquanto o povo paga com sangue.
Luizinho 16
10/05/2026
putin falando que a guerra tá acabando é a mesma piada de sempre, enquanto isso o povo ucraniano continua virando carne de canhão pros lucros da OTAN #ForaYankees #ImperialismoNuncaMais
Eduardo Teixeira
10/05/2026
Enquanto político brinca de guerra com dinheiro dos outros, aqui no Brasil a conta chega em cada aumento de imposto e juro alto. Se o conflito acabar, tomara que baixe o preço do fertilizante e do petróleo, mas a elite ocidental que ele acusa é a mesma que vive de sanções e subsídios que distorcem o mercado.
Laura Silva
10/05/2026
Eduardo, você toca num ponto central quando aponta que as elites ocidentais vivem de sanções e subsídios que distorcem o mercado. A hipocrisia é total: o mesmo discurso que prega livre mercado para o Sul global opera com escandaloso protecionismo quando os interesses estratégicos dos países centrais estão em jogo. Mas acho que precisamos aprofundar a crítica para além da denúncia moral. Não se trata apenas de uma elite que “brinca de guerra” – o conflito na Ucrânia é a expressão mais crua do que Lenin chamava de desenvolvimento desigual do capitalismo. A OTAN avançando sobre a zona de influência russa não é um capricho, é a lógica de expansão do capital financeiro ocidental, que precisa de novas fronteiras de acumulação e de controle sobre rotas energéticas. Enquanto isso, o Brasil – nossa periferia – arca com o custo duplo: juros altos para atrair o capital especulativo que foge do front e impostos regressivos que incidem mais sobre quem vive de salário.
O seu desejo de que o fim do conflito barateie fertilizantes e petróleo é compreensível e legítimo, mas será que a paz, nos termos que estão sendo postos, trará alívio duradouro para a classe trabalhadora brasileira? Duvido. O que as potências ocidentais chamam de “paz” é quase sempre uma reconfiguração da dominação: sanções podem ser aliviadas, mas a arquitetura financeira que nos suga – via dívida pública, via sobrevalorização cambial ditada pelo mercado de capitais – permanece intocada. O real não se desvaloriza por acaso; o Banco Central mantém a taxa Selic nas alturas para agradar rentistas que, aliás, são os mesmos que lucraram com a volatilidade da guerra. Se o conflito acabar, a elite financeira vai encontrar outro pretexto para manter o país refém de juros reais positivos que estão entre os maiores do planeta.
Por fim, sua observação sobre elites que “vivem de sanções e subsídios” merece uma mirada gramsciana: a hegemonia ocidental não se sustenta só pela força, mas pelo consentimento fabricado por uma mídia que naturaliza a guerra como “defesa da democracia” enquanto esconde que o complexo militar-industrial dos EUA faturou mais de 200 bilhões de dólares com o conflito, segundo dados do próprio Congresso americano. Aqui no Brasil, a Globo reproduz esse enquadramento e parte da nossa classe média abraça a narrativa como se fôssemos membros natos da OTAN. A contradição é que quem paga a conta – o trabalhador que enfrenta fila no posto de saúde e o preço do arroz disparado – não tem assento nessa mesa de negociações. Se Putin está próximo de declarar o fim, talvez seja hora de cobrarmos não só o barateamento de insumos, mas uma reorientação da política externa brasileira que rompa de vez com a subordinação automática aos interesses imperiais e coloque a soberania alimentar e energética do povo no centro.
Célia Carmo
10/05/2026
Eduardo, vc ainda sonha com fertilizante e petróleo barato enquanto a elite que vc critica é a mesma que manda na guerra? #AcordaPatria #LutaDeClasses