A República Democrática do Congo pode se tornar sede de uma das maiores operações de mineração de cobre do planeta.
A empresa chinesa China Railway Resources Universal Limited apresentou um ambicioso projeto de extração na região de Grand Kasaï, que vai além dos tradicionais polos de Katanga. O ministro das Minas da RDC informou que a iniciativa conta com acompanhamento especial do presidente Félix Tshisekedi, que deseja ver o empreendimento avançar rapidamente.
O projeto prevê produção anual entre 200 mil e 500 mil toneladas de cobre. Essa faixa representa entre 6% e 15% da produção nacional congolesa registrada em 2024.
A parceria une a China Railway Resources Universal Limited à Miba, empresa estatal diamantífera da RDC. A companhia chinesa já opera no país por meio do projeto Sicomines, um dos maiores investimentos mineradores locais.
O plano inclui ainda a construção de uma usina hidrelétrica e de uma instalação de energia fotovoltaica. Essa estratégia liga a concessão mineral à entrega de infraestrutura energética, conforme política adotada pelo governo congolês.
O objetivo é transformar a riqueza mineral em ganhos concretos de desenvolvimento para o país. A abordagem reforça a posição da RDC como ator central na cadeia global de metais para a transição energética.
A República Democrática do Congo ocupa a segunda colocação mundial na produção de cobre, atrás apenas do Chile. O país desempenha papel estratégico no fornecimento de matéria-prima para veículos elétricos e energias renováveis.
A China já controla cinco das maiores minas congolesas, enquanto os Estados Unidos tentam costurar acordos preferenciais na região. O Observatório Francês de Recursos Minerais para as Cadeias Industriais apontou que a RDC está redesenhando o mapa mundial do cobre.
Detalhes sobre cronograma exato e etapas de processamento do mineral ainda não foram divulgados. O projeto simboliza o forte interesse internacional pelos recursos da RDC em meio à corrida global por minerais críticos.
A parceria entre Pequim e Kinshasa exemplifica a cooperação entre países do Sul em setores estratégicos. Conforme o portal da RFI, a iniciativa foi revelada recentemente e segue em fase de avaliação avançada pelas autoridades congolesas.
Leia também: Disputa por minerais estratégicos na África intensifica guerra entre China e EUA
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João Santos
11/05/2026
Essa China não perde tempo, né? Enquanto a gente briga por migalha aqui, eles vão lá e tomam conta do cobre na África. Só espero que não tenha corrupção envolvida, porque bandido bom é bandido preso, seja chinês ou brasileiro.