O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o Desenrola 2.0 já renegociou quase R$ 1 bilhão em dívidas bancárias.
A medida beneficia principalmente famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, valor que corresponde a R$ 7.590. Cerca de 200 mil pedidos de renegociação foram encaminhados aos bancos participantes, e aproximadamente 100 mil dessas operações já estão em fase de conclusão.
O programa concede descontos que variam de 30 a 90% sobre o valor original das dívidas. Os juros ficam limitados a 1,99% ao mês e o pagamento pode ser parcelado em até 48 meses.
Os devedores têm ainda a opção de utilizar recursos do FGTS para reduzir o saldo devedor. O abatimento pode chegar a 20% do saldo da conta ou ao valor de R$ 1 mil, o que for maior.
O governo federal também amplia o Desenrola 2.0 para incluir estudantes inadimplentes do Fies. As regras de renegociação variam conforme o perfil do estudante e o período de atraso da dívida.
Participantes inscritos no CadÚnico podem obter descontos de até 99%. O número de parcelas para quitação chega a 150 vezes nas melhores condições oferecidas.
Haddad adiantou que uma nova fase do programa vai atender consumidores adimplentes. Essa etapa pretende recompensar quem manteve os compromissos financeiros em dia.
As dívidas elegíveis foram contraídas até 31 de janeiro de 2026 e apresentam atraso entre 90 dias e dois anos. As modalidades contempladas incluem cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
A meta do Ministério da Fazenda é alcançar a renegociação de até R$ 42 bilhões ao longo do programa. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca reduzir o endividamento excessivo que afeta as famílias brasileiras.
Dados do Banco Central mostram que grande parte da renda familiar fica comprometida com pagamentos de dívidas. Muitos acabam reféns de juros altos quando perdem o acesso a condições mais brandas de crédito.
A mobilização nacional proposta pelo governo dura 90 dias e estimula acordos em todo o território. A estratégia busca diminuir a inadimplência e melhorar a saúde financeira da população.
Conforme o portal do Ministério da Fazenda, o Desenrola 2.0 surge como importante mecanismo de reequilíbrio econômico. A iniciativa integra os esforços para proteger o poder de compra das famílias de menor renda no país.
Com informações de Carta Capital.
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