A administração Trump prorrogou a licença geral que permite a aquisição de petróleo russo, decisão que gerou forte reação em Kiev e é interpretada como sinal de recuo no apoio americano ao esforço de guerra ucraniano.
Uma delegação ucraniana esteve em Washington em abril para solicitar que a medida não fosse renovada. Na ocasião, os representantes de Kiev foram informados de que não havia intenção de estender a permissão.
A situação mudou de forma significativa com a emissão da licença em 17 de abril, válida até 16 de maio. Trump busca, ao mesmo tempo, mediar um acordo de paz entre Moscou e Kiev.
A Casa Branca confirmou seus esforços de mediação em resposta ao New York Times. A prorrogação levanta dúvidas sobre a consistência da política americana em relação ao conflito.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, havia declarado publicamente que não ocorreriam mais prorrogações para licenças envolvendo petróleo russo e iraniano. A emissão da licença geral contrariou diretamente aquela posição.
Interesses ligados à estabilidade do mercado global de energia parecem ter influenciado a decisão final em Washington. O petróleo russo segue disponível para compra sob a licença estendida.
A movimentação ocorre em meio a tentativas de negociação para encerrar o conflito. Em Kiev, a medida é vista como indicativa do fim do apoio irrestrito dos EUA à Ucrânia.
A cobertura do tema foi detalhada pelo Sputnik. O episódio expõe as dificuldades da administração Trump para conciliar diferentes objetivos em política externa.
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