O advogado-geral da União Jorge Messias indicou a aliados que deve permanecer no comando da AGU mesmo após a rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado Federal.
A informação foi compartilhada em conversas recentes com figuras próximas, incluindo o senador Otto Alencar, do PSD baiano. Ela reflete a avaliação de que sua base natural de atuação está no órgão.
Messias considera a Advocacia-Geral da União o espaço onde pode contribuir de forma mais eficaz para o governo federal. Entre os fatores que pesaram na decisão está a possibilidade de evitar desgastes associados à chamada agenda policial, que tem gerado tensões políticas.
Procurador federal de carreira, o advogado-geral chegou a cogitar sua saída do governo após a derrota no Senado. Aliados, no entanto, o convenceram a repensar a decisão, e a permanência na AGU ganhou força como a melhor alternativa.
Uma possível transferência para o Ministério da Justiça foi considerada inicialmente, mas a avaliação atual aponta para a continuidade no comando da AGU. A liderança do ministério por Ricardo Lewandowski, um aliado, também foi levada em conta na análise interna.
Messias se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir seu futuro no governo. A reunião não resultou em decisão final, e novas conversas entre os dois devem ocorrer para definir os próximos passos.
De acordo com o portal Metrópoles, Messias avalia que sua permanência na AGU permitirá uma atuação mais alinhada com suas prioridades e com as demandas do governo federal. A decisão final sobre seu futuro ainda depende de uma definição conjunta com o presidente Lula.
Leia também: Lula avalia nova indicação de Messias ao STF após derrota no Senado
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