Uma pesquisa revelou que 67% das pessoas com deficiência no Brasil nunca foram promovidas em seus empregos atuais.
O Radar da Inclusão 2025, produzido pela consultoria Talento Incluir em parceria com o Pacto Global da ONU no Brasil e o Instituto Locomotiva, registrou alta de quatro pontos percentuais ante o estudo anterior. Os dados estão detalhados no portal da Talento Incluir.
Quarenta e um por cento dos entrevistados permanecem na mesma empresa há mais de três anos. Essa permanência sem promoções expõe limitações que vão além da simples admissão de profissionais com deficiência.
A Lei de Cotas reserva entre 2% e 5% das vagas em empresas com mais de 100 funcionários para esse grupo. O relatório demonstra que a medida não se traduziu em oportunidades de crescimento para a maioria dos contratados.
Setenta e seis por cento dos respondentes afirmaram ter se sentido prejudicados no ambiente de trabalho. Cinquenta e seis por cento relataram casos de exclusão que impactaram seu desempenho e seu bem-estar.
A diretora de Negócios da ICOM, Monica Lupatin, afirmou que as empresas precisam ir além do cumprimento legal. “A inclusão não pode se limitar à contratação”, disse Lupatin. “É essencial garantir acesso às mesmas oportunidades de desenvolvimento e ascensão profissional”, completou a executiva.
A falta de recursos de acessibilidade em reuniões e treinamentos corporativos agrava o problema ao excluir esses profissionais de discussões relevantes. A diretora reforçou que a acessibilidade deve ser incorporada à cultura das organizações de maneira permanente.
O relatório conclui que a qualidade das condições de desenvolvimento representa o indicador mais preciso de inclusão. Os dados reforçam a urgência de ajustes nas políticas internas das empresas para eliminar obstáculos à progressão profissional.
Com informações de Carta Capital.
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