A Uber intensifica sua estratégia para se transformar em um super app ao adicionar reservas de hotéis diretamente em sua plataforma.
A empresa firmou parceria com o Expedia Group, que oferece acesso a mais de 700 mil propriedades em todo o mundo. A integração busca incentivar os usuários a permanecerem mais tempo dentro do aplicativo.
O diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, detalhou a visão da companhia durante evento promovido pelo TechCrunch StrictlyVC. Naga destacou que o modelo de super app já se consolidou em mercados como Índia e Sudeste Asiático, enquanto enfrenta maior resistência nos Estados Unidos pela concorrência de aplicativos especializados.
A Uber conta atualmente com 199 milhões de usuários ativos mensais e pretende transformar esse volume em vantagem competitiva. A empresa aposta no programa de assinaturas Uber One, que já reúne 50 milhões de assinantes responsáveis por cerca de metade das transações totais da plataforma.
O crescimento da receita de entrega de comida também impulsionou os resultados da companhia. O segmento registrou alta de 34% no quarto trimestre de 2025, alcançando 5,07 bilhões de dólares segundo dados divulgados pela própria empresa.
A plataforma planeja ainda adicionar reservas de aluguel de temporada por meio do Vrbo e opções de restaurantes via OpenTable. A estratégia foi revelada pelo próprio Naga durante o evento.
Outras empresas também avançam na direção de plataformas multifuncionais. O Airbnb firmou parceria para oferecer traslados de aeroportos em 125 cidades, enquanto o X, de Elon Musk, desenvolveu o X Money como sistema integrado de pagamentos e serviços bancários.
A questão central permanece sobre quantos super apps o mercado americano consegue sustentar. Consumidores locais demonstram preferência por aplicativos especializados e já consolidados em suas respectivas categorias.
A Uber ainda precisa convencer o mercado financeiro sobre o sucesso dessa diversificação. As ações da empresa operam cerca de 8% abaixo do patamar registrado no mesmo período do ano anterior, apesar do avanço em várias frentes de receita.
Naga reforçou que o foco permanece na criação de um ecossistema integrado. A companhia vê o Uber One como ferramenta central para fidelizar clientes e aumentar o valor médio por usuário ao longo do tempo.
A estratégia reflete a evolução da Uber de simples aplicativo de transporte para plataforma completa de serviços. Executivos apostam que a conveniência de resolver múltiplas necessidades em um único lugar pode superar a fragmentação atual do mercado de aplicativos.
Leia mais sobre o assunto na techcrunch.com.
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Renata Oliveira
11/05/2026
É impressionante como uma simples notícia de negócios vira ringue de briga ideológica nos comentários. A Uber quer oferecer mais serviços, ponto. O que realmente importa é se os motoristas serão tratados com dignidade e se o consumidor terá transparência, não ficar rotulando tudo de comunismo ou capitalismo predatório. Cadê o debate sobre ética e respeito ao próximo em meio a essa guerra de narrativas?
Tonho Patriota
11/05/2026
FAZ O L, AGORA A UBER VAI VIRAR HOTEL DO MST? COMUNISMO ATÉ NO APLICATIVO!
João Silva
11/05/2026
Tonho, confundir expansão de capital com comunismo é anacrônico: a Uber não é o MST, é o ápice do capitalismo de plataforma explorando trabalho precário. Seu grito anticomunista só esconde que a direção do super app é concentrar riqueza, não distribuir terra.