O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, condenou a tentativa dos Estados Unidos de promover uma resolução no Conselho de Segurança da ONU sobre a segurança no Estreito de Ormuz. Ele advertiu que qualquer texto que ignore o bloqueio naval ilegal e o uso da força contra o Irã será inadequado e destituído de validade jurídica.
Gharibabadi expôs sua posição em publicação na rede social X, conforme noticiou o Tehran Times. O diplomata classificou a iniciativa norte-americana, apoiada por alguns parceiros regionais, como manobra calculada para distorcer o debate sobre a segurança marítima na região.
O representante iraniano acusou os EUA de tentarem inverter as responsabilidades no caso. Washington busca transformar as consequências de agressões militares e bloqueios ilegais em processo jurídico contra o próprio Irã.
Gharibabadi enfatizou que o princípio da liberdade de navegação deve ser respeitado, mas nunca de forma seletiva ou desconectada da Carta das Nações Unidas. O Irã tem sido alvo constante de ameaças, pressões e ataques diretos na região.
Nenhuma iniciativa de segurança marítima pode reivindicar neutralidade ou validade legal enquanto omite o uso da força e o bloqueio naval impostos pelos EUA e seus aliados. Este princípio não pode ser aplicado de maneira politizada por Washington.
Gharibabadi apontou o papel direto dos Estados Unidos e de Israel na criação da crise atual. O vice-ministro afirmou que qualquer resolução que não mencione as agressões, os bloqueios e as ameaças de força carece de legitimidade completa.
Os direitos legítimos do Irã de proteger sua segurança e seus interesses vitais no Estreito de Ormuz precisam ser plenamente reconhecidos em qualquer texto. Resoluções tendenciosas e incompletas estão fadadas ao fracasso desde o princípio, de acordo com a avaliação de Teerã.
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e representa uma das rotas marítimas mais vitais do planeta. Cerca de um quinto do petróleo global transita por suas águas todos os anos, gerando enorme importância estratégica.
As tensões no local envolvem acusações recíprocas entre o Irã e os Estados Unidos sobre ameaças à navegação internacional. Teerã mantém que garante a segurança da rota, mas rejeita intervenções externas que violem sua soberania nacional.
A posição expressa por Gharibabadi revela a determinação iraniana em confrontar narrativas unilaterais impostas por Washington. Os Estados Unidos buscam justificar sua presença militar prolongada na área por meio de instrumentos da ONU.
Países da região reconhecem o risco de escalada provocado por tais manobras políticas no Conselho de Segurança. O órgão tem sido palco de disputas frequentes envolvendo o tema da navegação segura no estreito estratégico.
A declaração reforça a visão de Teerã sobre as causas reais da instabilidade marítima atual. Qualquer solução duradoura deve abordar as raízes do conflito e não apenas seus sintomas superficiais.
Com informações de EN.
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