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Lula lança programa Brasil contra o Crime Organizado com investimento de R$ 11 bilhões

9 Comentários🗣️🔥 O presidente Lula em evento oficial, com as bandeiras do Brasil e da República ao fundo. (Foto: cartacapital.com.br) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa que mobiliza R$ 11 bilhões para o enfrentamento das facções e milícias que dominam territórios em todo […]

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O presidente Lula em evento oficial, com as bandeiras do Brasil e da República ao fundo. (Foto: cartacapital.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa que mobiliza R$ 11 bilhões para o enfrentamento das facções e milícias que dominam territórios em todo o país.

Do total, R$ 10 bilhões virão de linhas de crédito do BNDES destinadas aos estados. O restante — R$ 1 bilhão — será aportado diretamente pelo orçamento da União.

A adesão dos estados ao programa se dará por meio de decreto e portarias assinadas pelo governo federal. Essa adesão é condição obrigatória para o acesso aos recursos do banco.

A estrutura da iniciativa foi organizada em quatro eixos centrais: asfixia financeira das organizações criminosas, fortalecimento da segurança no sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas.

Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que mais de 68 milhões de brasileiros convivem com a presença de grupos criminosos em seus bairros. O dado evidencia a escala do desafio enfrentado pelo poder público em todas as regiões do país.

A avaliação do governo na área de segurança pública também pesa sobre a iniciativa. Pesquisas indicam que 32% dos entrevistados classificam a gestão federal nesse campo como “péssima” e outros 24,1% como “ruim”.

Esses números pressionam o Palácio do Planalto a apresentar respostas concretas em ano eleitoral. O programa se soma a operações já em curso, como a Carbono Oculto e a Compliance Zero.

O foco declarado dessas operações é atingir o chamado “andar de cima” das organizações criminosas — as estruturas financeiras e de comando que sustentam as facções, e não apenas seus executores nas ruas. A lógica de asfixia econômica é o fio condutor que une essas frentes de atuação.

A oposição já sinalizou que pretende explorar o tema da segurança pública durante a campanha eleitoral de 2026. O lançamento do programa representa, portanto, uma resposta política e institucional simultânea: sinaliza ao eleitorado que o tema está na agenda prioritária e cria uma estrutura de financiamento que vincula os estados à estratégia federal.

O programa ainda precisará superar o histórico desafio de coordenação entre União e estados, cujas polícias civis e militares são constitucionalmente responsáveis pela segurança pública. A eficácia do modelo dependerá, em grande medida, da adesão dos governadores e da capacidade de execução dos recursos dentro dos prazos previstos.

Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.


Leia também: Lula sanciona lei antifacção e fortalece PF contra crime organizado


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Silvia Ramos

12/05/2026

R$ 11 bilhões que poderiam ir para fortalecer lares e igrejas, ensinando a Palavra que tira o jovem do crime, vão parar em mais cabide de emprego desse governo. Enquanto não houver temor a Deus e famílias estruturadas, o crime só vai se multiplicar. Oremos para que o Senhor tenha misericórdia do nosso Brasil.

    Cecília Silva

    12/05/2026

    Silvia, com todo respeito, a Bíblia não paga aluguel nem segura a porta da minha casa quando o fuzil passa. Enquanto vocês rezam, a gente enterra menino na laje e o Estado some.

    Laura Silva

    12/05/2026

    Silvia, você toca num ponto que merece ser levado a sério, ainda que eu discorde profundamente da conclusão. A crise ética e de laços comunitários realmente existe, e não sou eu quem vai negar que o capitalismo desagrega famílias inteiras na periferia – o próprio Marx, n’A Ideologia Alemã, já mostrava como a acumulação primitiva separa violentamente as pessoas de seus meios de vida e de suas redes de solidariedade. O problema é que você coloca a causa no lugar errado: não é falta de “temor a Deus” que empurra um jovem de 15 anos para o tráfico, é a ausência de horizonte material. Quando a taxa de desemprego entre jovens negros na periferia bate 40%, quando o Estado não oferece escola de tempo integral, curso técnico ou transporte público que chegue ao emprego formal, a “palavra” que tira o jovem do crime é uma promessa que a realidade desmente todo santo dia.

    Você sugere que os R$ 11 bilhões seriam melhor empregados “fortalecendo lares e igrejas”. Mas qual lar? Aquele onde a mãe sai 5h da manhã para pegar três conduções e volta 22h exausta, sem tempo de ver o filho crescer? A igreja que faz sopão e acolhe é importantíssima – e digo isso como ateia que reconhece o trabalho concreto de muitas comunidades eclesiais de base -, mas ela não substitui a creche pública, o posto de saúde com médico todos os dias, a delegacia que investiga homicídios. Aliás, a história do Brasil mostra que, sempre que o Estado se ausenta de seu papel constitucional de garantir segurança pública e direitos sociais, quem ocupa esse vácuo são o tráfico, a milícia e a pistolagem. É o que o sociólogo Luiz Eduardo Soares chama de “estado de exceção permanente nas periferias”. Orar não desarma o fuzil; orar não investiga o desaparecido; orar não quebra o esquema de lavagem de dinheiro do PCC que usa contas em nome de igrejas, aliás – fato público e documentado.

    A senhora fala em “cabide de emprego”, mas parece ignorar que o combate ao crime organizado exige inteligência, perícia, agentes treinados e bem pagos para não serem corrompidos. O crime organizado não é um bando de delinquentes desgarrados: é um sistema econômico que movimenta centenas de bilhões, com conexões internacionais, lavagem de dinheiro em criptomoedas, grilagem de terras e até infiltração em partidos políticos – dos dois lados do espectro ideológico, vale dizer. Combater isso com “família forte e igreja” é como tentar apagar um incêndio numa refinaria com um borrifador de água benta. Não que a dimensão ética e comunitária seja desprezível – ela é, sim, um fator de resiliência -, mas isolada da política pública estrutural vira consolação para quem já foi abandonado pelo Estado. Eu sugiro uma leitura do clássico “O que é crime”, de Vera Malaguti Batista, que mostra como o discurso da “falta de Deus” historicamente serviu para justificar o encarceramento em massa da juventude preta e pobre, enquanto os verdadeiros colarinhos brancos seguiam incólumes. Rezar é um direito seu. Mas exigir políticas públicas baseadas em evidência é um dever de todos nós.

Roberto Lima

12/05/2026

Marcos Conservador falou tudo. O que esse povo que defende o Estado laico não entende é que a família forte é a base de uma sociedade livre. Enquanto o governo joga 11 bilhões em burocracia e cabide de emprego, o agro produtor paga imposto e vê o crime avançar no campo. Fora comunismo, Brasil acima de tudo.

    Fernanda Oliveira

    12/05/2026

    Roberto, ‘família forte’ não alimenta criança com fome nem impede que jovens negros sejam aliciados pelo tráfico na porta de casa. Enquanto você defende mais igreja e menos Estado, a periferia segue sangrando com a ausência de políticas públicas reais.

Marcos Conservador

12/05/2026

11 bilhões que poderiam ser usados para fortalecer a família e a igreja vão parar nas mãos de ONGs e cabides de emprego do PT. Esse governo comunista, que trata bandido como vítima e persegue cristãos, só quer controle e não segurança. O cidadão de bem que se vire com a Bíblia e uma arma, porque do Estado não vem ajuda.

    Márcio Torres

    12/05/2026

    Marcos, você mistura teologia com orçamento público como se fossem a mesma coisa, e isso é um erro de categorização que qualquer estudante de ciência política reconheceria. “Fortalecer a família e a igreja” não é função do Estado laico previsto na Constituição; é função de instituições privadas e do seu livre arbítrio. O dinheiro dos impostos não vem da sua bíblia, vem do bolso de ateus, católicos, evangélicos, umbandistas e muçulmanos — todos pagam para ter segurança pública, não para custear o fortalecimento da sua denominação religiosa. Se você quiser doar 11 bilhões para a sua igreja, ninguém impede; agora, exigir que o Estado o faça é querer teocracia, não democracia.

    Sobre “tratar bandido como vítima”: esse é um bordão retórico sem lastro empírico. O programa em questão integra inteligência policial, rastreamento financeiro e cooperação entre estados — exatamente o oposto de complacência. Se fosse realmente um governo que “trata bandido como vítima”, não estaria gastando R$ 11 bilhões em repressão qualificada, mas sim em políticas de redução de danos sem fiscalização. O que temos aqui é um esforço para enfrentar a causa estrutural do crime — falência do sistema prisional, falta de integração de dados, baixa capacidade investigativa — em vez de continuar com o teatro punitivista que só lota cadeias e não reduz reincidência.

    E por fim, “cidadão de bem se virar com a Bíblia e uma arma” é a receita do caos social que já deu certo nos Estados Unidos, onde a taxa de homicídios por arma de fogo é 25 vezes maior que em países com controle estatal eficiente. O problema não é falta de Bíblias, é excesso de armas nas mãos de pessoas que, como você, acreditam que a solução para o crime é mais violência privada e menos Estado de Direito. Se a sua proposta é que cada um resolva na bala, então você não quer segurança — quer uma guerra civil disfarçada de virtude cívica. E guerra civil, historicamente, nunca fortaleceu família nem igreja; só alimenta covas.

Helton Barros

12/05/2026

11 bilhões e o crime organizado vai continuar mandando nas favelas e nos presídios. Enquanto esse governo trata bandido como vítima, o cidadão de bem que se vire. Mais dinheiro público jogado fora em cabide de emprego e propina.

    Augusto Silva

    12/05/2026

    Helton, querido, os mesmos R$ 11 bilhões são menos de 0,1% do PIB brasileiro e bem menos do que o crime organizado fatura em um ano — mas tudo bem, continue achando que gastar em inteligência e integração das polícias é “cabide de emprego”. Se a abordagem dos seus heróis da “guerra às drogas” tivesse dado certo, a facção que manda nos presídios hoje não teria nascido no aparelhamento do sistema que eles mesmos criaram.


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