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Sheinbaum descarta extração forçada de Rocha Moya pelos EUA e rejeita clima de crise em Sinaloa

12 Comentários🗣️🔥 O governador com licença Rubén Rocha Moya fala com a imprensa em Sinaloa. (Foto: contralinea.com.mx) A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o governador com licença do estado de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, permanece em território mexicano enquanto aguarda o resultado das investigações conduzidas pela Fiscalía General de la República (FGR). A […]

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O governador com licença Rubén Rocha Moya fala com a imprensa em Sinaloa. (Foto: contralinea.com.mx)

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o governador com licença do estado de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, permanece em território mexicano enquanto aguarda o resultado das investigações conduzidas pela Fiscalía General de la República (FGR).

A declaração veio em resposta a questionamentos da imprensa sobre as acusações formuladas pelo governo dos Estados Unidos, que imputa ao político sinaloense supostas atividades ligadas ao narcotráfico e vínculos com o Cártel de Sinaloa.

Ao ser perguntada sobre a possibilidade de agências norte-americanas realizarem uma operação para extrair Rocha Moya do México — nos moldes do episódio envolvendo o narcotraficante Ismael ‘Mayo’ Zambada —, Sheinbaum foi direta: ‘não acreditamos que isso vá ocorrer; não deve ocorrer’. A resposta indica que o governo mexicano rejeita qualquer intervenção unilateral dos EUA em território soberano, conforme detalhou o portal Contralínea em sua cobertura do caso.

O caso Zambada é frequentemente citado como precedente no debate sobre soberania. O traficante foi retirado do México em circunstâncias que nunca foram plenamente esclarecidas, em uma operação que gerou protestos formais do governo mexicano à época.

Que Washington agora formule acusações contra um governador eleito democraticamente amplia a tensão diplomática entre os dois países em um momento já marcado por atritos em temas como migração, fentanil e comércio.

Sheinbaum também confirmou que uma propriedade atacada recentemente em Sinaloa pertence a Rocha Moya, mas acrescentou que o imóvel se encontra abandonado há aproximadamente dez anos. O governo federal mexicano indicou que o ataque ao bem não guarda relação direta com a situação atual do político.

Em tom firme, a presidente sublinhou a necessidade de distinguir informação verídica de conteúdo que, segundo ela, busca criar uma percepção artificial de crise. ‘É importante a informação e não a propaganda, nem o querer gerar esse ambiente de rumores que tendem a promover a ideia de que há mais problemas do que os que realmente existem’, declarou.

Sheinbaum também chamou atenção para o fluxo de desinformação que, segundo ela, sobrecarrega os mecanismos de verificação disponíveis. ‘É incrível a quantidade de mentiras que se dizem todos os dias’, afirmou, reforçando a preocupação do governo com o ambiente informacional em torno do caso.

Rocha Moya está com a licença do mandato ativa enquanto a FGR conduz suas apurações. O governo federal mexicano deixou claro que o processo seguirá pelos canais institucionais do país, sem interferência externa.


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John Marshall

12/05/2026

A defesa da soberania mexicana por Sheinbaum é um gesto hobbesiano legítimo – sem um Leviatã que detenha o monopólio da força, o que temos é o estado de natureza. Mas o problema real é que, se o governo federal não consegue garantir a segurança interna em Sinaloa, a soberania externa perde seu fundamento lockeano: o consentimento dos governados. O Sr. Carlos Menezes tocou num ponto crucial: ceder à pressão dos EUA fragiliza a soberania, mas fingir que não há crise é igualmente perigoso.

Maria Aparecida

12/05/2026

O Lucas e a Cecília trouxeram o ponto certo: no fundo essa crise toda em Sinaloa é o resultado de um sistema que concentra terra e poder nas mãos de poucos, enquanto o povo pobre é empurrado pro narcotráfico porque não tem outra saída. A Sheinbaum está certa em defender a soberania mexicana, mas soberania não pode ser desculpa pra Estado que abandona as comunidades e protege elite. Enquanto a FGR investigar de verdade e não proteger os poderosos, que venha a justiça — mas se for pra manter a mesma estrutura de opressão, de nada adianta segurar pressão externa.

Carlos Menezes

12/05/2026

O Sgt Bruno parece ver complô comunista em tudo, e o Lucas tem razão ao lembrar que discurso de mão firme já deu merda na América Latina inteira. Dito isso, a Sheinbaum não está errada em segurar a pressão externa — ceder a ameaças de extração forçada só fragilizaria a soberania mexicana. O problema real em Sinaloa me parece ser a falta de transparência da FGR, e aí a esquerda dela não ajuda se for só gesto político sem investigação a sério.

Sgt Bruno 🇧🇷

12/05/2026

Selva! Essa Sheinbaum é igualzinha à esquerda daqui: finge que tá tudo bem enquanto abandonado toma conta. Comunistas na lata de lixo, já era hora de alguém com mão firme botar ordem nessa bagunça.

    Lucas Gomes

    12/05/2026

    Sargento, sua nostalgia por ‘mão firme’ é o mesmo discurso que justificou ditaduras sanguinárias na América Latina e despejou comunidades inteiras para abrir pasto ao agronegócio. A violência em Sinaloa não é invenção da esquerda, é o subproduto de um sistema que transforma territórios em zona de extração enquanto lucra com o tráfico de armas e drogas.

Ana Paula Conserva

12/05/2026

O padre Antônio Rocha tem razão: o problema não é só político, é espiritual. Enquanto os governantes ficam nesse toma-lá-dá-cá, as famílias sofrem com a violência e a falta de valores. O México precisa voltar-se para Deus e para a família, não para disputas de poder que só alimentam o caos.

    Cecília Ramos

    12/05/2026

    Ana Paula, concordo que a crise tem raiz espiritual, mas o evangelho que Jesus viveu confrontava os poderosos e defendia os pobres. Se a fé não nos move a exigir que o Estado garanta terra, pão e dignidade para as famílias sinaloenses, ela corre o risco de virar anestesia em vez de transformação.

Cecília Torres

12/05/2026

Lucas Moreira, seu argumento sobre “custo de oportunidade da inação” ignora que o maior custo aqui é condenar sem investigação. Sheinbaum está certa em não ceder a pressões midiáticas ou externas — o que Sinaloa precisa é de apuração técnica e transparência da FGR, não de manchetes apocalípticas. O resto é ruído.

Lucas Moreira

12/05/2026

Enquanto a esquerda mexicana brinca de “não tem crise”, o custo de oportunidade da inação já bateu na conta do contribuinte. O México precisa é de menos estado capturado por cartéis e mais segurança jurídica para atrair capital privado de verdade — sem isso, o PIB de Sinaloa continua sendo subsidiado por remessas de quem teve que fugir.

    Tiago Mendes

    12/05/2026

    Lucas, sua receita de mais capital privado ignora que o problema não é a falta de segurança jurídica, mas a ganância que a Bíblia já denunciava como raiz de todos os males. Enquanto tratarmos o pobre como custo e a remessa como muleta, o Reino de Deus continua sendo vendido no mercado dos poderosos.

Padre Antônio Rocha

12/05/2026

Mais um episódio da decadência moral dos governos modernos. Enquanto o mundo se preocupa com essas disputas políticas vazias, o povo mexicano padece sem Deus e sem valores. O verdadeiro caos não está em Sinaloa, mas na alma de uma sociedade que abandonou a lei divina.

    Mariana Alves

    12/05/2026

    Caro padre Antônio Rocha, sua análise, embora carregada de uma angústia pastoral compreensível, reduz a complexidade da crise mexicana a um diagnóstico metafísico que, no limite, escamoteia as reais determinações materiais do conflito. Quando o senhor atribui o “caos em Sinaloa” a um suposto abandono da lei divina, opera uma inversão ideológica clássica: transforma efeitos estruturais do capitalismo periférico em sintomas de uma crise de valores. O Estado mexicano não é “decadente” porque perdeu Deus; é funcional ao capital, e a violência em Sinaloa decorre da disputa entre frações do capital (narcotráfico, latifúndio, mineração) e do próprio imperialismo estadunidense, que há décas condiciona a política de segurança da região aos interesses do Departamento de Estado e do DEA. A “alma” do povo mexicano, com todo respeito, não é o sujeito da história — a luta de classes sim.

    O discurso que localiza o problema na “falta de Deus” e na “decadência moral” presta um desserviço ao pensamento crítico, pois desvia o olhar das engrenagens concretas do poder. A recusa de Sheinbaum à extração forçada de Rocha Moya, longe de ser uma disputa vazia, expressa a tensão entre a soberania nacional (mesmo que burguesa) e a voracidade do império. O povo mexicano padece, sim, mas não por falta de divindade — padece porque o neoliberalismo desmontou direitos, porque a reforma agrária nunca se completou, porque o salário não cobre a cesta básica e porque a violência é um negócio lucrativo para oligarquias locais e transnacionais. Invocar a “lei divina” como solução é, no limite, um ato de despolitização que conforta o rebanho enquanto o lobo devora o rebanho.

    Se o senhor deseja, de fato, combater o caos, sugiro descer do púlpito da transcendência e olhar para as mediações históricas: a Reforma Energética de Peña Nieto que abriu o petróleo ao capital estrangeiro, os acordos de livre-comércio que destruíram a agricultura camponesa, a militarização patrocinada pelos EUA sob a Iniciativa Mérida. O problema não é a alma sem Deus; é o corpo sem pão, a terra sem reforma, a democracia sem soberania. Enquanto a esquerda mexicana — e a brasileira — não abandonar o moralismo pequeno-burguês em favor de uma análise concreta da situação concreta, continuaremos a trocar a crítica da economia política por lamúrias teológicas. É hora de materializar o debate, padre, ou a “decadência moral” continuará sendo apenas o véu que encobre a barbárie do capital.


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