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Irã responsabiliza exigências excessivas do Ocidente por fracasso de conferência nuclear da ONU

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Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, durante evento. (Foto: en.mehrnews.com)

A 11ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) encerrou sem documento final após três semanas de negociações na sede das Nações Unidas em Nova York. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, atribuiu o fracasso às demandas abusivas de potências ocidentais.

Segundo reportagem do portal Mehr News, Gharibabadi denunciou que as instalações nucleares civis do Irã foram atacadas duas vezes nos últimos anos pelos Estados Unidos e por Israel. Apesar dessas alegadas agressões, delegações ocidentais insistiram em incluir no texto final linguagem que condenasse Teerã por suposto descumprimento de obrigações de salvaguardas e resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O diplomata iraniano classificou a manobra como politicamente motivada e afirmou que Teerã conseguiu bloquear os objetivos dos países que pressionavam por essa narrativa, impedindo a adoção do documento final por consenso. Gharibabadi sublinhou que foram justamente as exigências excessivas do Ocidente que levaram ao colapso das conversações, ressaltando a determinação do Irã em continuar se opondo ao que chamou de uso instrumental de instituições e documentos internacionais para fins políticos.

A conferência de revisão, realizada a cada cinco anos, é considerada crucial para avaliar o funcionamento do tratado e definir passos futuros para o desarmamento nuclear global. O impasse expõe divisões profundas entre os Estados signatários, especialmente quanto à cobrança seletiva de obrigações e à tentativa de certos países de usar o mecanismo multilateral como plataforma para pressionar nações do Sul Global.

Gharibabadi criticou duramente o que definiu como ‘excepcionalismo nuclear’, argumentando que a aplicação seletiva das normas fragiliza o regime de não proliferação. Para que o sistema sobreviva, segundo o vice-chanceler iraniano, ele precisa ser reconstruído sobre bases de segurança igualitária, soberania equitativa e responsabilização equilibrada, rejeitando privilégios concedidos a potências que mantêm e modernizam seus próprios arsenais atômicos sem prestar contas.

Leia mais sobre o assunto na en.mehrnews.com.


Leia também: Irã ameaça bloquear exportações de petróleo no Oriente Médio se for impedido de vender


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