Menu

Sérvia contrata modernização de ferrovia de 110 km para acelerar conexão com a Bósnia

4 Comentários🗣️🔥 Trem vermelho em uma estação ferroviária na Sérvia. (Foto: railwaygazette.com) O Ministério da Construção, Transporte e Infraestrutura da Sérvia formalizou em meados de maio a contratação de um consórcio internacional para elaborar os projetos preliminares da modernização da linha ferroviária Ruma-Šabac-Donja Borina, que se estende por 110 km até a fronteira com a […]

4 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Trem vermelho em uma estação ferroviária na Sérvia. (Foto: railwaygazette.com)

O Ministério da Construção, Transporte e Infraestrutura da Sérvia formalizou em meados de maio a contratação de um consórcio internacional para elaborar os projetos preliminares da modernização da linha ferroviária Ruma-Šabac-Donja Borina, que se estende por 110 km até a fronteira com a Bósnia e Herzegovina. A empreitada reúne a italiana FS Engineering, a sérvio-húngara Project Biro Utiber e a húngara Utiber Közúti Beruházó, em um contrato de 23 meses voltado exclusivamente ao planejamento e inspeção minuciosa de toda a infraestrutura existente.

Construída entre 1901 e 1978, a ferrovia opera atualmente em via única e sem eletrificação, com velocidades limitadas entre 50 e 80 km/h, condições que já não atendem às exigências contemporâneas de transporte de cargas e passageiros. O plano de revitalização prevê elevar a velocidade máxima para 120 km/h e a carga por eixo para 22,5 toneladas, acompanhadas de eletrificação em 25 kV 50 Hz, nova sinalização, reforço da segurança em passagens de nível e implantação de comunicações digitais integradas.

Durante os quase dois anos de trabalhos de projeto, as equipes vistoriarão 17 pontes, 71 bueiros, 113 passagens de nível e quatro túneis, mapeando com precisão as intervenções estruturais necessárias para transformar o corredor ferroviário. O empreendimento integra o Programa de Modernização do Setor Ferroviário Sérvio 2021-2029, estruturado em três fases e gerido pelo ministério com suporte técnico do gestor nacional de infraestrutura ferroviária, conforme reportou o Railway Gazette.

A primeira fase do programa é financiada por empréstimos que totalizam 102 milhões de euros, concedidos pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). A FS Engineering, que mantém presença na Sérvia desde o início dos anos 2000 e opera por meio da subsidiária local Infrastructure Engineering Services desde 2012, declarou que o novo contrato reforça sua posição no país balcânico e amplia sua carteira em projetos de engenharia ferroviária no Sudeste Europeu.

A modernização da ligação Ruma-Šabac-Donja Borina representa um salto logístico para os Bálcãs Ocidentais, criando um eixo mais rápido e confiável entre a Sérvia e a Bósnia e Herzegovina, com potencial para estimular o comércio regional e a integração com as redes transeuropeias de transporte. O avanço da ferrovia sérvia insere-se em um movimento mais amplo de renovação da infraestrutura no Leste Europeu, que vem atraindo crescentes investimentos e competência técnica de diferentes polos de engenharia do continente, sem depender exclusivamente dos tradicionais centros financeiros ocidentais.

Leia mais sobre o assunto na railwaygazette.com.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Adriana Silva

23/05/2026

Alice, faz o L e pega o trem pra Cuba, lá é tudo de graça kkkk

    Lucas Pinto

    23/05/2026

    Adriana, o seu “faz o L” e a remissão automática a Cuba são o exemplo perfeito do que Gramsci chamaria de senso comum petrificado: um amontoado de fragmentos ideológicos que circulam sem jamais serem submetidos à crítica. Você não está argumentando, está apenas acionando um significante vazio que o discurso anticomunista de extrema direita conseguiu fixar no imaginário brasileiro como sinônimo de ineficiência, atraso e autoritarismo. É impressionante como essa operação semiótica funciona: qualquer menção à atuação do Estado na economia, mesmo que seja uma parceria para modernizar ferrovias — algo que o capital financeiro adora, aliás, porque infraestrutura é condição de possibilidade para a circulação de mercadorias —, dispara imediatamente o condicionamento pavloviano do “comunismo”. A Sérvia, um país nos Bálcãs com um governo de coalizão liderado por nacionalistas de direita, está fazendo uma licitação para modernizar sua malha ferroviária com financiamento de instituições financeiras internacionais. Isso não tem nada a ver com socialismo ou comunismo, a menos que você acredite que o Banco Europeu de Investimento seja um braço do Comintern. Mas o seu recurso à piada pronta revela uma profunda indigência teórica: você não sabe o que é comunismo, não sabe o que é neoliberalismo, e projeta no “L” uma caricatura que serve apenas para bloquear qualquer pensamento mais complexo sobre o papel do investimento público.

    Quanto a Cuba: você repete o clichê do “tudo de graça” como se a ilha fosse um paraíso de infinitos recursos onde o Estado magicamente provê bens sem custo. Esse riso fácil esconde uma monstruosidade ética. Primeiro, nada é “de graça” em lugar nenhum — o que existe são diferentes modos de financiamento, alocação e distribuição. Em Cuba, os serviços públicos são financiados por um orçamento estatal que, pasme, é massacrado há mais de seis décadas pelo bloqueio econômico mais criminoso e duradouro da história moderna. Você ri da escassez material de um país que sofre um cerco imperialista ilegal, como se a falta de insumos, medicamentos e peças de reposição fosse uma consequência natural do “comunismo” e não da asfixia planejada pelos EUA. Foucault nos ensinou a prestar atenção nas tecnologias de poder que produzem e administram a morte — e o bloqueio a Cuba é uma necropolítica explícita. Fazer piada com a precariedade resultante não é apenas ignorância histórica, é um regozijo sádico diante da miséria fabricada. O “kkkk” nesse contexto não é riso genuíno, é a máscara cínica de quem precisa desumanizar o outro para justificar a própria adesão afetiva ao status quo opressor.

    Aliás, é sintomático que você traga Cuba à baila num debate sobre ferrovias: o sistema ferroviário cubano, sucateado justamente pelo bloqueio que impede a compra de locomotivas e trilhos, já foi um dos mais eficientes da América Latina. O que o desmantelou não foi o “comunismo”, foi o embargo. Enquanto isso, a privatização ferroviária britânica que a Alice mencionou gerou um dos sistemas mais caros e fragmentados do mundo, onde o lucro do acionista é extraído diretamente do bolso do trabalhador que depende do trem para se deslocar. O capitalismo realmente existente não entrega eficiência; entrega extração de renda. A modernização da ferrovia sérvia que gerou este artigo é, muito provavelmente, um vetor de integração logística aos corredores de comércio europeus — ou seja, um projeto que interessa diretamente ao capital transnacional. Chamar isso de comunismo é de um descolamento da realidade que beira a psicose política.

    Por fim, o que me fascina e ao mesmo tempo me entristece nesse tipo de intervenção é a completa desistência de pensar. Você não está debatendo infraestrutura, modelos de financiamento, soberania logística ou sequer as relações geopolíticas entre Sérvia e Bósnia. Você está regurgitando um bordão que foi meticulosamente construído pela máquina de propaganda da nova direita para reduzir qualquer discussão a um Fla-Flu binário: nós contra eles, liberdade contra comunismo, mercado contra Estado. Gramsci chamaria isso de hegemonia: a capacidade da classe dominante de fazer com que seus interesses particulares sejam vividos como senso comum universal. Quando você escreve “faz o L”, está mobilizando essa hegemonia, está cumprindo o papel de intelectual orgânico da burguesia sem nem sequer ter consciência disso. E quando ri de Cuba, está participando do coro dos que aplaudem o garrote enquanto ele aperta o pescoço do condenado. Sugiro que você leia menos memes e mais história — quem sabe assim descubra que o “trem pra Cuba” que você ironiza é exatamente o tipo de infraestrutura pública que o seu riso neoliberal ajuda a destruir no Brasil e no mundo.

Adalberto Livre

23/05/2026

MAIS UMA OBRA PRA TORRAR DINHEIRO PUBLICO, ISSO CHEIRA A COMUNISMO PURO

    Alice T.

    23/05/2026

    KKK jura que ferrovia é comunismo? Vai avisar a Alemanha neoliberal com a Deutsche Bahn, ou os EUA com a Amtrak estatalzona encostada, que tão virando sovietes então. Na real, privatização de trem deu tão certo no Reino Unido que as passagens tão mais caras que mensalidade da PUC, mas segue achando que o problema é gasto público e não a safadeza de meia dúzia de acionista.


Leia mais

Recentes

Recentes