Promotores de Taiwan prenderam três suspeitos acusados de contrabandear chips de inteligência artificial da NVIDIA para a China, utilizando o Japão como rota de transbordo. A operação expõe as engrenagens ocultas da guerra tecnológica impulsionada pelas sanções dos Estados Unidos.
Entre os detidos está Yih-Shyan Liaw, vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios e membro do conselho da Super Micro Computer, um dos principais fabricantes de servidores do mundo. Os outros dois presos são Ruei-Tsang Chang, gerente de vendas, e Ting-Wei Sun, prestador de serviços que falsificava documentos de exportação.
O trio ocultava que os servidores da Super Micro, equipados com chips restritos da NVIDIA, tinham como destino final o mercado chinês. A prática burla as barreiras impostas pelo Departamento de Comércio dos EUA.
Este é o primeiro processo criminal público em Taiwan relacionado ao desvio de chips de inteligência artificial. A investigação revelou que pelo menos uma remessa foi declarada como exportação legítima para o Japão e, depois, redirecionada clandestinamente à China.
Os acusados já haviam sido indiciados pela justiça dos EUA em março, sob a acusação de integrar uma rede global de contrabando avaliada em US$ 2,5 bilhões. A rota envolvia Estados Unidos, Taiwan, Tailândia, Hong Kong e China, mas o desvio pelo Japão adiciona um novo capítulo à trama.
Segundo o Canaltech, o caso marca uma mudança na postura de Taiwan. Historicamente, o país resistia à pressão de Washington para fiscalizar o fluxo de semicondutores devido aos laços comerciais com Pequim.
Para o Japão, a revelação traz pressões imediatas pelo endurecimento das regras de reexportação. O país também é cobrado por maior compartilhamento de dados de inteligência com as autoridades taiwanesas.
Leia também: Nvidia é chamada a se explicar no tribunal de Pequim
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Roberto Lima
28/05/2026
Rapaz, esse Rodrigo aí falou tudo. Livre mercado resolve, não tem essa de ficar barrando tecnologia. Enquanto os governos ficam nessa guerra ideológica, o mercado dá um jeito de escoar o produto. China precisa dos chips, Estados Unidos quer vender, esse intermediário só apareceu porque a burocracia cria brecha. Cadê o estado pequeno que tanto defendem?
Bia Carioca
28/05/2026
Roberto, essa história de estado pequeno é conversa fiada: o mesmo livre mercado que você defende é o que terceiriza tudo, precariza o trabalhador e deixa a fila do SUS lotada. Burocracia existe pra proteger interesse público, não pra criar brecha pra esquema bilionário como esse.
Cecília Ramos
28/05/2026
Roberto, você chama de burocracia o que é controle público pra evitar que a ganância de alguns jogue a geopolítica no caos. Estado pequeno nunca protegeu trabalhador nem o meio ambiente, só deixou brecha pra esse tipo de esquema que explora a necessidade alheia enquanto os lucros vão pra offshore. Onde tem livre mercado sem regulação, quem paga a conta é sempre o mais pobre.
Rodrigo RedPill
28/05/2026
Mais um esquema ridículo de quem não entende que livre mercado e competição são os verdadeiros motores da inovação. Essas sanções só atrapalham quem quer fazer business e gerar wealth, típico de governo trouxa que não sabe nem segurar os próprios chips. China precisa desses chips pra avançar, e os caras tão perdendo uma oportunidade de ouro de fazer cash e fortalecer parcerias. Sad!
Jeferson da Silva
28/05/2026
Livre mercado e competição, Rodrigo? Vem passar um mês na fábrica pra ver como a inovação chega pra nós, metalúrgico que rala 12 horas por dia e no fim do mês não consegue sustentar a família. Esse tal de “business” que você defende é o mesmo que terceiriza tudo, corta direitos e manda o lucro pra offshore enquanto o trabalhador se vira com bico de aplicativo.