Em sua terceira visita à Coreia do Sul, presidente Lula afirma que Brasil e país asiático têm amplas oportunidades de cooperação e intercâmbio de experiências em áreas estratégicas, como a sofisticação tecnológica e a transição energética
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou, em sua terceira visita à Coreia do Sul, que o Brasil e o país asiático têm amplas oportunidades de cooperação e intercâmbio de experiências em áreas estratégicas. Durante declaração à imprensa na manhã de 24 de fevereiro, em Seul, o presidente afirmou o potencial mútuo entre os países.
“Nós temos muita necessidade de aprender com a Coreia do Sul, como a sofisticação tecnológica. E eles têm muitas coisas para aprender conosco, sobretudo na questão da política de transição energética, na discussão dos minerais críticos, das terras raras. Acho que essa parceria vai crescer muito”, disse. Segundo Lula, a complementaridade entre as duas nações cria bases sólidas para o fortalecimento da parceria bilateral.
Lula também lembrou que, atualmente, o Brasil e a Coreia do Sul possuem um intercâmbio comercial de US$ 11 bilhões. A Coreia do Sul é o 4º parceiro comercial do Brasil na Ásia. Para o presidente brasileiro, a relação deve crescer ainda mais.
Nós temos hoje um comércio de US$ 11 bilhões, que é muito pouco para os tamanhos do Brasil e da Coreia do Sul. Nós vamos fazer crescer esse número. E acho que vai crescer muito a relação comercial entre o Brasil e a Coreia do Sul”, apontou o presidente.
O presidente esteve em Seul, na Coreia do Sul, a convite do presidente Lee Jae Myung, para uma série de compromissos. “A minha vinda à Coreia do Sul se deve ao fato de haver um presidente eleito que tem uma história muito parecida com a minha. Nós nos encontramos pela primeira vez no Canadá, surgiu uma química entre nós dois, e eu falei que iria à Coreia”, disse o presidente.
Nesta segunda-feira, Lula participou da cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul, e sinalizou a intenção de diversas parcerias comerciais com o país asiático. Além disso, foram firmados acordos em áreas como agricultura, tecnologia, produção de medicamentos e ampliação de intercâmbio cultural e educacional.
Mercosul
Durante a declaração à imprensa, Lula também ressaltou a intenção da Coreia do Sul de retomar as negociações para um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul. “Esse acordo estava parado desde 2021. Eu lembrei a ele (Lee Jae-Myung, presidente da Coreia do Sul) que era muito importante, neste instante em que se discute a volta do unilateralismo, voltarmos a discutir esse acordo. Ele se mostrou muito interessado. Vamos montar as comissões para começar a debater e, se tudo der certo, podemos concluir esses acordos este ano”, resumiu.
Crime Organizado
Ao ser questionado sobre possível reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Lula destacou que a pauta está sendo elaborada, e que deve ter como um dos temas o combate ao crime organizado. “Eu estou preparando um debate sobre a questão do combate ao crime organizado com o Trump. Ele sabe que, quando eu for aos Estados Unidos, eu vou levar junto comigo a Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Vou mostrar que se ele quiser, de verdade, combater o crime organizado, o narcotráfico, o tráfico de armas, o Brasil será parceiro de primeira hora, porque nós temos expertise nisso com a nossa Polícia Federal”, disse.
“Eu tenho uma pauta comprida com o presidente Trump, que é eminentemente de interesse do Brasil. Tem uma outra que é de interesse do multilateralismo. Tem uma outra que é de interesse da democracia, e isso eu vou conversar com ele. Agora, ele também tem a pauta dele para mim, e eu só posso aguardar a reunião”, apontou Lula.
Ida à Abu Dhabi
O presidente parte agora para Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Na ocasião, Lula vai se reunir com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan. “Eu vou discutir a relação comercial e política entre o Brasil e os Emirados Árabes. Eu acho que nós não estamos precisando de guerra, estamos precisando de paz. Estamos precisando de investimento e desenvolvimento, que é isso que vai fazer melhorar a vida do povo”, reforçou o presidente.
Publicado originalmente pela Agência Gov em 23/02/2026


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