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Lula mantém liderança em nova pesquisa Meio/Ideia, mas Flávio empata no segundo turno

Diferença de 2,1 pontos no confronto direto está dentro da margem de erro; rejeição ao presidente é a mais alta entre todos os nomes testados

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Presidente Lula durante a abertura da 2ª Conferência Nacional do Trabalho
03.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a abertura da 2ª Conferência Nacional do Trabalho, no Teatro Celso Furtado. São Paulo - SP. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na frente em todos os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta semana, mas a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro se estreita de forma significativa quando os dois são colocados em um confronto direto de segundo turno.

No cenário estimulado com seis candidatos, Lula, Flávio Bolsonaro, Ratinho Jr., Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo, o presidente registra 40% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 35%. Ratinho Jr. ocupa a terceira posição, com 9%, enquanto os demais não ultrapassam 5%.

Gráfico 1º turno estimulado - Cenário 1 - Pesquisa Meio/Ideia
Fonte: Pesquisa Meio/Ideia · 1.500 entrevistas · Margem de erro ±2,5 p.p. · Registro TSE BR-00386/2026

A distância de cinco pontos percentuais entre Lula e Flávio no primeiro turno, embora superior à margem de erro, se reduz drasticamente no cenário de segundo turno. No confronto direto, Lula obtém 47,4% das intenções de voto, contra 45,3% do senador, uma diferença de apenas 2,1 pontos, o que configura empate técnico.

Gráfico 2º turno - Lula x Flávio Bolsonaro - Pesquisa Meio/Ideia
Fonte: Pesquisa Meio/Ideia · 1.500 entrevistas · Margem de erro ±2,5 p.p. · Registro TSE BR-00386/2026

O recorte por gênero revela uma das polarizações mais marcantes da pesquisa. Entre homens, Flávio Bolsonaro lidera com 51,7%, enquanto Lula alcança 43,5%. Entre mulheres, a situação se inverte: Lula chega a 51% e Flávio fica com 39,5%.

A pesquisa também registrou os índices de rejeição dos principais pré-candidatos. Lula apresenta a maior rejeição entre todos os nomes testados: 43,6% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 34,5%.

A avaliação do governo federal segue em terreno negativo. Para 45,3% dos entrevistados, a gestão Lula é ruim ou péssima, ante 34,6% que a consideram ótima ou boa. A aprovação pessoal do presidente está em 47,2%, contra 50,5% de desaprovação. Perguntados se Lula merece continuar no cargo, 50,6% responderam que não.

Segurança pública continua sendo a área com pior avaliação, com saldo negativo de 34,6 pontos percentuais. Saúde (–12,5 p.p.), economia (–11,8 p.p.) e educação (–7,4 p.p.) também apresentam mais avaliações negativas do que positivas.

Outro ponto de destaque é o impacto do chamado caso Master. Quase metade dos entrevistados (48%) declara conhecer o episódio. Entre esses, o Supremo Tribunal Federal é a instituição mais associada ao caso (35%), e 69,9% avaliam que a credibilidade da Corte saiu abalada. Além disso, 44% dos eleitores afirmam que um candidato ao Senado que defenda o impeachment de ministro do STF teria mais chance de receber seu voto.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00386/2026 e realizou 1.500 entrevistas em todo o Brasil entre os dias 6 e 10 de março de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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