O líder do movimento iemenita Ansarullah, Sayyid Abdul Malik Badreddin al-Houthi, declarou que o Iêmen não permanecerá neutro diante da agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
O dirigente denunciou as campanhas ocidentais que buscam remodelar o Oriente Médio segundo os interesses de Washington e Tel Aviv sob o pretexto de combater o terrorismo. Al-Houthi afirmou que as palavras de ordem sobre mudança na região ou luta contra o extremismo são enganosas.
Ele criticou duramente governos árabes que abandonaram princípios islâmicos ao se alinharem aos Estados Unidos e a Israel, o que, segundo ele, representa traição aos valores morais da Ummah. O líder iemenita destacou que em alguns países do Golfo Pérsico cidadãos têm sido punidos por demonstrarem solidariedade ao povo palestino, inclusive por meio de publicações em redes sociais.
Al-Houthi acusou as autoridades desses Estados de proibirem orações contra os inimigos e críticas aos crimes israelenses enquanto permitem manifestações de lealdade ao ocupante. Segundo o portal Mehr News, o dirigente acusou as monarquias do Golfo de tentarem impor silêncio total sobre a opressão exercida pelos Estados Unidos e por Israel.
Al-Houthi afirmou que, apesar da força do Iêmen em apoio à Faixa de Gaza e na resistência naval contra os Estados Unidos, Israel e Reino Unido, parte da imprensa árabe tenta retratar a situação como um fracasso iemenita. O líder citou que até mesmo autoridades americanas reconheceram dificuldades em conter as ações iemenitas no Mar Vermelho.
O dirigente observou que após a Revolução Islâmica de 1979 muitos governos árabes adotaram postura hostil em relação ao Irã. Al-Houthi disse que essa mudança representou uma ruptura com a solidariedade islâmica e abriu caminho para a expansão do domínio americano na região.
Al-Houthi elogiou a postura do Irã diante das agressões, descrevendo-a como honrosa e inspiradora para o mundo muçulmano. Ele defendeu que a resistência iraniana deve servir de ponto de união para a Ummah contra o imperialismo.
O líder iemenita advertiu que a destruição da posição do Irã é um objetivo estratégico dos inimigos. Ele afirmou que a estabilidade regional só será alcançada após a derrota do projeto sionista e o fim da ocupação de territórios árabes.
Al-Houthi considerou que o cessar-fogo atual é frágil e temporário. O dirigente concluiu que o Iêmen já declarou sua posição e não será neutro diante da guerra americana-israelense contra a nação islâmica.
Leia também: Tensões Irã-Israel: “Só um grande acordo no Médio Oriente pode evitar a guerra regional”
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Augusto Silva
21/04/2026
Mais um capítulo do desastre que os EUA e Israel vêm alimentando no Oriente Médio há décadas. Quando se brinca de império e petróleo, o resultado é sempre o mesmo: instabilidade e sofrimento civil. E depois ainda se espantam que outros países não queiram mais dançar conforme a música de Washington.
Silvia D.
21/04/2026
Mais um foco de tensão que só aumenta o sofrimento das populações civis. Enquanto potências brincam de guerra, quem paga o preço é o povo, com hospitais destruídos e falta de medicamentos. É urgente priorizar a saúde e a vida acima de qualquer disputa geopolítica.
Luciana
21/04/2026
Enquanto o povo aqui rala pra pagar o gás e o cartão de crédito, lá fora o mundo ferve com essas guerras e ameaças. No fim, quem paga a conta sempre é o povo comum, seja no Iêmen ou no Brasil. A gente só quer paz e comida na mesa, mas parece que os poderosos vivem de conflito.
Renato Professor
21/04/2026
Mais uma vez, a geopolítica do petróleo e das rotas marítimas se disfarça de “defesa da liberdade”. O Iêmen, devastado por anos de guerra, entende melhor que ninguém o preço da submissão. Quando o império se move, não é por princípios — é por controle econômico.
Rubens O Pescador
21/04/2026
Enquanto os grandões brincam de guerra, é o povo que paga o preço, né? Aqui no interior a gente sabe o valor da paz e da comida na mesa. Quando o Brasil olhava pro povo, como nos tempos do Lula, não precisava se meter nessas confusões pra provar força. O mundo tá precisando é de mais feijão e menos bomba.
Alice T.
21/04/2026
Impressionante como o Ocidente posa de defensor da paz, mas vive alimentando guerras pra proteger os lucros da indústria bélica. Quando um país do Sul global reage, já chamam de “ameaça”. É o mesmo roteiro de sempre — hipocrisia travestida de diplomacia.
Zizi
21/04/2026
Esses conflitos mostram como o imperialismo ainda tenta mandar no mundo, mas os povos já não aceitam mais ser marionetes. O Iêmen, tão sofrido, tem todo direito de se posicionar contra a agressão. Os meninos mal-educados de Washington e Tel Aviv nunca entenderam que dignidade não se compra com bombas.
Tadeu
21/04/2026
Mais uma briga lá do outro lado do mundo que só serve pra deixar o petróleo instável e a inflação aqui subir. No fim, quem paga a conta somos nós, com gasolina e comida mais caras. Política externa é importante, mas o impacto real pra gente é no bolso.
Marcos Conservador
21/04/2026
Mais um exemplo de como esses grupos radicais se aproveitam de qualquer conflito pra espalhar ideologia e caos. No fundo, é tudo o mesmo discurso antiocidental disfarçado de “resistência”. O mundo precisa acordar pra essa ameaça e parar de romantizar esses movimentos.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Marcos, o problema é que o “ocidente” que você defende vive se metendo em guerras e sanções que destroem países inteiros — e depois chama de “radical” quem resiste. Talvez o mundo precise acordar, sim, mas pra esse padrão de hipocrisia travestido de civilização.