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Comunidades Mapuche Lof Melo e Lof Kinxikew resistem a ordem de despejo na Patagônia argentina

0 Comentários🗣️🔥 Pessoa veste camiseta com a frase “El agua vale más que el oro, en defensa del agua y el territorio” e o símbolo da comunidade Mapuche Lof Melo. (Foto: resumenlatinoamericano.org) As comunidades mapuche Lof Melo e Lof Kinxikew realizaram um encontro comunitário para reafirmar sua resistência contra a ordem de despejo emitida pelo […]

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Pessoa veste camiseta com a frase "El agua vale más que el oro, en defensa del agua y el territorio" e o símbolo da comunidade Mapuche Lof Melo. (Foto: resumenlatinoamericano.org)

As comunidades mapuche Lof Melo e Lof Kinxikew realizaram um encontro comunitário para reafirmar sua resistência contra a ordem de despejo emitida pelo juiz Bonorino. A mobilização reuniu lideranças de outras comunidades originárias, representantes de organizações sociais e aliados que expressaram apoio à defesa do território na Patagônia argentina.

De acordo com o Resumen Latinoamericano, os participantes denunciaram que a decisão judicial ignora documentos antropológicos e levantamentos territoriais que comprovam a presença histórica do povo mapuche na região. Eles demandam que o sistema de justiça revise o processo e suspenda a execução da medida, que ameaça vidas e um ecossistema de grande relevância.

Os mapuche criticam o magistrado por desconsiderar provas técnicas e periciais no julgamento do caso. Segundo eles, a ordem de despejo atende a interesses econômicos de grupos privados interessados na exploração turística e rural da área.

Os presentes compartilharam um almoço coletivo ao longo do encontro e reforçaram o principal lema de sua mobilização. “O território não se vende, se defende”, afirmaram os mapuche durante o evento.

Essa frase resume a concepção mapuche de que a terra integra sua identidade de forma indivisível. Os participantes invocaram ainda o termo Marichiweu — que significa “dez vezes venceremos” — como símbolo de sua perseverança histórica.

O conflito reacende discussões sobre os direitos territoriais dos povos originários na Argentina. Muitas comunidades reivindicam o cumprimento efetivo da Lei Nacional 26.160, que suspende despejos e prevê levantamentos das terras indígenas.

A norma permanece frequentemente ignorada por decisões judiciais influenciadas por pressões empresariais. Esses interesses buscam expandir as fronteiras da exploração agropecuária e imobiliária na região patagônica.

Os movimentos sociais interpretam a resistência mapuche como oposição à mercantilização da natureza e à concentração fundiária. A luta protege tanto a cultura ancestral quanto os recursos ambientais essenciais para o equilíbrio da zona andina.

O apoio de organizações de direitos humanos e ambientais fortalece a posição das comunidades Lof Melo e Lof Kinxikew. Os mapuche sinalizam que manterão a resistência contra qualquer ação de remoção de seu território ancestral.


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