O embaixador do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeed Iravani, enviou carta ao secretário-geral da ONU e ao presidente do Conselho de Segurança denunciando o uso de territórios vizinhos por forças hostis contra seu país. O diplomata lembrou que todos os Estados têm a obrigação internacional de impedir que seu solo seja explorado para atos de agressão contra outros.
Iravani conclamou os líderes do Catar, do Kuwait, do Bahrein, dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita a barrarem imediatamente o uso de suas instalações e espaço aéreo em operações militares contra o Irã. Segundo o portal Mehr News, aviões e drones americanos e israelenses — incluindo os modelos MQ-9, MQ-4C, P-8A, AWACS, B-1, F-22, F-15, F-16 e F-35 — decolaram desses países para bombardear alvos iranianos.
Os ataques iniciados pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro provocaram a morte de altos comandantes e oficiais iranianos. Desde então, os países do Golfo teriam autorizado o emprego contínuo de suas bases e corredores aéreos para novas investidas — o que o Irã considera uma clara violação de sua soberania.
Em resposta, as Forças Armadas iranianas executaram cem ondas de ataques retaliatórios contra posições estratégicas dos EUA e de Israel em toda a região. Teerã qualificou todas essas operações como bem-sucedidas e como prova da robustez de sua capacidade defensiva.
O Paquistão atuou como mediador e conseguiu estabelecer um cessar-fogo de duas semanas, iniciado em 8 de abril, após quarenta dias de hostilidades. A primeira rodada de conversações entre o Irã e os Estados Unidos não resultou em nenhum acordo concreto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou unilateralmente a trégua e declarou que esperava uma proposta iraniana para nova rodada de diálogos em Islamabad. O governo de Teerã manifestou reservas, afirmando que as demandas americanas e o bloqueio naval tornam improvável qualquer avanço nas negociações.
A denúncia formal de Iravani sublinha a determinação do Irã em responsabilizar os vizinhos que facilitam agressões externas contra seu território. O embaixador defendeu que a estabilidade regional exige estrito cumprimento dos princípios de boa vizinhança e não interferência nos assuntos internos dos Estados.
O episódio expõe o nível de tensão persistente no Oriente Médio e as complexas dinâmicas de alianças na região. Teerã segue reafirmando sua soberania e sua disposição de responder a qualquer ameaça vinda do exterior.
Leia também: Irã denuncia na ONU conspirações de Israel e EUA para assassinar seus líderes
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Evelyn Olavo
23/04/2026
Mais uma vez o Irã chama atenção para algo que o Ocidente prefere fingir que não vê. Se confirmada, essa denúncia mostra o quanto a região é usada como tabuleiro por potências externas. A ONU deveria investigar com seriedade, mas dificilmente vai contrariar os interesses dos EUA e de Israel.
Tadeu
23/04/2026
Essas brigas lá do Oriente Médio nunca acabam. Pra ser sincero, o que me preocupa mesmo é se isso vai mexer no preço do petróleo e, por consequência, na inflação aqui. O resto é só mais tensão geopolítica que não muda minha conta no fim do mês.
Pedro
23/04/2026
Enquanto isso, a gente aqui no volante tentando economizar cada gota de gasolina. Lá fora o pessoal briga por território e poder, mas no fim quem paga a conta é sempre o povo comum. Se o preço do petróleo sobe, o combustível aqui dispara e o IPVA não perdoa.
Eduardo C.
23/04/2026
Sempre o mesmo jogo de soma zero no tabuleiro do Oriente Médio. O Irã reage, os EUA e Israel avançam, e no fim quem paga a conta são os países da região. Gostaria de ver números concretos sobre quantas operações realmente partiram desses territórios vizinhos — sem dados, fica difícil medir a gravidade da denúncia.
Luciana
23/04/2026
Enquanto os poderosos brincam de guerra e mandam cartas pra ONU, a gente aqui conta as moedas pra pagar o gás e o arroz. No fim, quem sofre com essas brigas são sempre os povos comuns, não os que decidem lá de cima.
Rick Ancap
23/04/2026
Mais um chororô estatal querendo culpar os outros em vez de cuidar do próprio quintal.
Beto Engenheiro
23/04/2026
Mais uma denúncia que vai parar na ONU e não muda nada. Enquanto ficam trocando cartas e discursos, o Oriente Médio segue pegando fogo. Falta investimento pesado em infraestrutura e desenvolvimento na região, algo que gere resultado real — não mais papelada diplomática.
Zé Trovãozinho
23/04/2026
Ah, claro, o Irã agora é o bastião da paz mundial, né? Enquanto isso, quem critica o regime deles é logo taxado de agente da “Cuba do Norte”. A ONU devia se preocupar menos com discurso e mais com as ditaduras amigas — tipo Venezuela e Cuba — que seguem sendo o modelo de quem fala em “soberania”.
Clarice Historiadora
23/04/2026
É curioso ver como o Irã, tantas vezes tratado como vilão, tenta usar os mesmos canais diplomáticos que o Ocidente diz defender. Quando os EUA e Israel operam bases e drones em países vizinhos, chamam de “segurança”; quando o Irã reage, dizem que é “ameaça”. Hipocrisia imperial não é novidade — está em qualquer manual básico de política internacional desde 1945.
Vanessa Silva
23/04/2026
Essas tensões só reforçam como a falta de diálogo e planejamento regional inteligente atrasa o desenvolvimento de todos. Enquanto os países se ocupam com disputas e acusações, as cidades da região continuam sem infraestrutura e oportunidades. Precisamos de diplomacia prática, não de mais confrontos.
Karina Libertária
23/04/2026
Ai, lá vem o Irã se fazendo de vítima de novo… Enquanto isso, os EUA e Israel estão só defendendo seus interesses, como qualquer país esperto faria. O problema é que tem muito governo que prefere chorar na ONU do que aprender a fazer um bom investment plan e cuidar da própria economia.
Zizi
23/04/2026
Karina, minha filha, é curioso ver como essa conversa sobre “interesses” sempre tem dois pesos e duas medidas. Quando os Estados Unidos ou Israel bombardeiam, ocupam ou espionam países alheios, dizem que é defesa. Quando uma nação do Sul global denuncia essa ingerência, aí já é “vitimismo”. Ora, o Irã – goste-se ou não do seu regime – tem todo o direito de questionar o uso de territórios vizinhos para ações militares estrangeiras. Isso não é choro, é soberania. E soberania, minha jovem, é o que falta a muitos países que se ajoelham diante dos “interesses” das potências e depois ainda acham bonito. E sobre esse papo de “investment plan”, parece que você esqueceu que boa parte das dificuldades econômicas de países como o Irã vem justamente das sanções impostas pelos mesmos que se dizem defensores da liberdade. Como é que um país vai desenvolver sua economia se é impedido de comercializar, de acessar tecnologia, de participar do sistema financeiro internacional? É fácil falar de “planejamento econômico” quando se tem o privilégio de não ser estrangulado por bloqueios e chantagens. O que a ONU faz, quando escuta denúncias como essa, é dar voz a quem sempre foi calado. E é isso que incomoda tanta gente: ver os “meninos mal-educados” do império sendo confrontados por quem se recusa a ser colônia. O mundo precisa de menos arrogância liberal e mais compreensão histórica. Se os povos do Oriente Médio tivessem a mesma liberdade de ação e de comércio que as potências ocidentais desfrutam, talvez não precisassem viver sob a mira constante de drones e sanções. Pense nisso antes de repetir o discurso pronto dos que confundem dominação com esperteza.
Carlos A. Mendes
23/04/2026
Lá vamos nós de novo com os EUA e Israel metendo o bedelho onde não foram chamados. O Irã pode ter seus problemas, mas também tem razão em reclamar de interferência. No fim das contas, quem paga o preço são sempre os povos da região, nunca os poderosos que jogam o tabuleiro de longe.
Celio Fazendeiro
23/04/2026
Lá vem o Irã de novo chorando na ONU, como se fosse vítima inocente. Enquanto isso, vive ameaçando vizinhos e bancando o valentão do Oriente Médio. Se cada país cuidasse do seu quintal, em vez de apontar o dedo pros outros, o mundo seria bem mais simples.
Francisco de Assis
23/04/2026
Ô Celio, tu fala como se os EUA e Israel fossem santos, né? O Irã pode ter seus erros, mas o que ele tá denunciando é o jogo sujo dos poderosos metendo o bedelho em tudo. O mundo só vai ser mais simples quando cada povo tiver o direito de decidir seu próprio destino — sem dono estrangeiro mandando.
Marcos Conservador
23/04/2026
Lá vem mais uma dessas denúncias do Irã, sempre posando de vítima enquanto espalha sua ideologia. E claro, a ONU vai fingir que leva a sério. No fim das contas, tudo isso é mais teatro pra atacar o Ocidente e justificar o autoritarismo deles.
Augusto Silva
23/04/2026
Marcos, curioso como sempre que um país desafia o poderio militar dos EUA, vira “teatro”, né? Se fosse Washington denunciando o Irã, aí sim seria “defesa da democracia”. A régua moral do Ocidente é flexível como elástico de cueca velha.
Miriam
23/04/2026
Mais uma vez, o palco internacional vira disputa de versões e acusações. Enquanto isso, a ONU segue tentando manter a formalidade e o protocolo. O problema é que cada país usa o espaço conforme seus próprios interesses — e a diplomacia vira espetáculo.
Silvia D.
23/04/2026
Mais uma vez vemos o quanto as tensões geopolíticas acabam respingando na vida das pessoas comuns. Enquanto potências disputam território e influência, quem sofre são as populações que perdem acesso a saúde, segurança e condições dignas. O mundo precisa de diplomacia e cooperação, não de mais conflitos.
Adalberto Livre
23/04/2026
LÁ VEM MAIS UM CHORO CONTRA O IMPÉRIO, MAS QUANDO É PRA AJUDAR OS AMIGUINHOS COMUNAS FICA TUDO BEM, NÉ?
Maura Santos
23/04/2026
Adalberto, choro é depender de base militar gringa pra resolver treta regional e depois posar de soberano. Se o “império” é tão justo assim, por que vive deixando rastro de caos por onde passa?
Tonho Patriota
23/04/2026
ISSO É TUDO PLANO DO COMUNISMO MUNDIAL, FAZ O L PRA VER O QUE DÁ!
Jeferson da Silva
23/04/2026
Tonho, comunismo mundial é o que menos preocupa o peão que rala 12 horas pra ganhar um salário que mal paga o gás. Faz o L não, faz o cálculo pra ver quem é que tá te explorando de verdade.
Fernando O.
23/04/2026
O Oriente Médio é um barril de pólvora há décadas, e cada vez que EUA e Israel usam países vizinhos como base, só pioram a situação. O Irã pode ter seus problemas, mas nesse ponto a denúncia faz sentido — ninguém gosta de ver tropas estrangeiras agindo no quintal dos outros.
Lurdinha Deus Acima de Todos
23/04/2026
Ih minha gente, o fim tá chegando mesmo 😱🙏 tão brincando com fogo lá no Oriente, misericórdia Senhor! 🇧🇷🙏🇺🇸
Rubens O Pescador
23/04/2026
Calma, Lurdinha, o fim do mundo o povo já escuta desde que o feijão subiu no governo do Temer. Se em vez de rezar a gente cobrasse menos guerra e mais pão na mesa, o planeta andava mais em paz.
Sgt Bruno 🇧🇷
23/04/2026
Ah, lá vem o Irã chorando na ONU de novo! Enquanto isso, quem realmente defende sua soberania são os patriotas de verdade. Se fosse o Brasil, com um governo forte e sem comunista, ninguém ousava usar território vizinho pra atacar! Selva!
Renato Professor
23/04/2026
Sgt Bruno, soberania não se defende com grito de guerra, mas com diplomacia e entendimento das relações internacionais. Confundir força com bravata é exatamente o tipo de erro que entrega o país aos interesses alheios.
Alice T.
23/04/2026
Sgt Bruno, curioso você falar de soberania enquanto defende países que vivem metendo base militar em território alheio. Patriotismo seletivo é só fantasia pra esconder servidão, né?
Mariana Ambiental
23/04/2026
Sgt Bruno, engraçado chamar de “chorar” quando o Irã aponta exatamente o tipo de intervenção que os EUA fazem há décadas no Oriente Médio. Defender soberania também é não se ajoelhar pra potência estrangeira, né?