Um estudo publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society revela que as galáxias anãs ultra fracas orbitando a Via Láctea guardam informações valiosas sobre o universo primordial.
A pesquisa foi conduzida pelo Oskar Klein Center em Estocolmo, em colaboração com as universidades de Durham e do Havaí. A equipe utilizou simulações cosmológicas de alta resolução para compreender a formação e evolução dessas estruturas minúsculas.
A astrofísica Azadeh Fattahi, professora associada do Oskar Klein Center, lidera o projeto. Ela considera esse conjunto de simulações o maior e mais detalhado já realizado sobre galáxias anãs ultra fracas. Fattahi destaca que essas galáxias são até um milhão de vezes menos massivas que a Via Láctea e muito difíceis de modelar computacionalmente.
O pesquisador Shaun Brown, que liderou o estudo durante sua passagem pelo Oskar Klein Center e pela Universidade de Durham, descreve essas galáxias como fósseis cósmicos. Elas preservam sinais das fases iniciais do cosmos e revelam o clima do universo quando ele possuía menos de 500 milhões de anos de idade.
As simulações exploraram variações no nível de radiação Lyman-Werner no universo primitivo. Pequenas mudanças nesse nível determinam se uma galáxia anã forma estrelas ou permanece como um halo invisível de matéria escura. Enquanto galáxias maiores como a Via Láctea sofrem pouca influência, as anãs ultra fracas se mostram extremamente sensíveis às condições iniciais.
Os resultados abrem caminho para testes mais robustos de modelos sobre a física do universo jovem. A professora Fattahi antecipa que observações futuras do Observatório Vera C. Rubin identificarão muitas outras galáxias anãs ultra fracas nas proximidades da Via Láctea.
O esforço computacional foi monumental e consumiu mais de seis meses no supercomputador COSMA 8 do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durham. A equipe gerou mais de 300 terabytes de dados e precisou aprimorar seus algoritmos para processar toda a complexidade.
As simulações fazem parte do projeto LYRA, dedicado a entender a formação das estruturas mais fracas do universo e sua relação com a matéria escura. O artigo completo, intitulado “LYRA ultra-faints: The emergence of faint dwarf galaxies in the presence of an early Lyman-Werner background”, foi publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Conforme detalhado pelo portal Phys.org, os pesquisadores planejam agora explorar o local das primeiras gerações de estrelas. A equipe também investiga como as galáxias anãs contribuem para desvendar a natureza da matéria escura, complementando as descobertas do Telescópio Espacial James Webb sobre galáxias massivas no universo distante.
Leia também: Pesquisadores revelam como subestruturas de matéria escura moldam galáxias anãs
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Sgt Bruno 🇧🇷
23/04/2026
Enquanto o povo sofre aqui na Terra, tem gente gastando fortuna pra olhar pra galáxia anã! Selva! Isso aí é papo de comunista disfarçado de cientista, enchendo o bolso com verba pública. Quero ver estudar o Brasil de verdade, não poeira estelar!
Zizi
23/04/2026
Ah, meu caro Sgt Bruno, vejo que o senhor anda confundindo as estrelas com os homens. Não é a pesquisa sobre galáxias que tira o pão da mesa do povo, e sim a má distribuição da riqueza aqui na Terra — essa sim, fruto de séculos de exploração e de governos que trataram o povo como figurante da própria história. Os cientistas que estudam o universo não estão “enchendo o bolso”, estão tentando compreender de onde viemos, como se formou a matéria que compõe até o feijão que o senhor come. A ciência não é luxo, é herança da curiosidade humana, a mesma que fez o homem descobrir o fogo e aprender a plantar.
Quando um país investe em ciência, ele investe em soberania. O Brasil precisa, sim, estudar o solo, as águas, as florestas — mas também o céu. A astronomia é uma das áreas que mais desenvolve tecnologia, desde os satélites que ajudam na previsão do tempo até os sensores que monitoram o desmatamento da Amazônia. O que o senhor chama de “poeira estelar” é parte do mesmo processo que nos deu o oxigênio e o ferro do nosso sangue. É o estudo do universo que nos ensina, inclusive, a cuidar melhor da Terra.
E veja, meu filho, esse papo de chamar cientista de comunista é coisa de quem não entendeu nem o sentido da palavra. Ciência não tem partido, mas tem lado: o lado do conhecimento, da razão e do bem comum. Quem teme a ciência teme a luz — e prefere o conforto da ignorância. O senhor devia se orgulhar de viver num país que tem gente olhando para o céu com seriedade, porque enquanto uns olham pra cima buscando respostas, outros olham pra baixo e só conseguem enxergar o próprio bolso.
Alice T.
23/04/2026
Bruno, bilionário lançando foguete pra brincar de Deus é “empreendedor visionário”, mas pesquisador público tentando entender o universo é “comunista”? A hipocrisia orbita mais rápido que qualquer galáxia anã.
Renato Professor
23/04/2026
Sgt Bruno, estudar galáxias anãs é justamente compreender as origens da matéria que compõe o Brasil — inclusive o seu celular e o seu café. Ciência não é gasto, é investimento contra a ignorância que confunde telescópio com ideologia.
Clarice Historiadora
23/04/2026
Sgt Bruno, se dependesse dessa sua lógica, ainda estaríamos acreditando que o Sol gira em torno da Terra. Ciência não é gasto, é investimento — e foi ela que permitiu até você comentar aqui, em plena internet, em vez de mandar carta pelo pombo correio.