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Centrão fecha com Tarcísio e família Bolsonaro começa a perder o comando da direita

53 Comentários🗣️🔥 O avanço do Centrão em direção a Tarcísio Gomes de Freitas marca a primeira ruptura visível entre a direita pragmática e o bolsonarismo ideológico. O gesto é mais do que tático: traduz o reconhecimento de que Jair Bolsonaro, impedido de concorrer, perdeu o comando sobre o próprio campo político. Reportagem recente do Carta […]

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Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro durante reunião no Palácio dos Bandeirantes, fevereiro de 2026
Reprodução: X/@FlavioBolsonaro

O avanço do Centrão em direção a Tarcísio Gomes de Freitas marca a primeira ruptura visível entre a direita pragmática e o bolsonarismo ideológico. O gesto é mais do que tático: traduz o reconhecimento de que Jair Bolsonaro, impedido de concorrer, perdeu o comando sobre o próprio campo político.

Reportagem recente do Carta Capital mostrou que dirigentes do PP, União Brasil e Republicanos discutem, de forma reservada, a viabilidade de Tarcísio como alternativa presidencial. O movimento nasce da leitura de que o ex-presidente não voltará à urna e que o PL, fragmentado entre Eduardo, Flávio e Michelle Bolsonaro, carece de unidade para herdar o espólio político do patriarca.

Tarcísio, governador de São Paulo eleito em 2022 pelo Republicanos com 13.480.643 votos válidos (55,27% no estado), tornou-se o ativo mais valioso da direita institucional. Sua vitória mostrou que é possível vencer sem o discurso extremado, com apoio de empresários e prefeitos que hoje orbitam o Centrão.

A leitura estratégica é direta: o bolsonarismo puro perdeu tração social, mas a direita quer continuar competitiva. O Centrão vê em Tarcísio um perfil capaz de manter o eleitor conservador e, ao mesmo tempo, dialogar com o empresariado e com o Congresso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2022 com 60.345.999 votos (50,9% dos válidos), segue como o polo dominante do sistema político. A força lulista no Nordeste e nas capitais impede que qualquer nome da direita avance sem uma estratégia nacional consistente. O desafio de Tarcísio é ser o candidato do mercado sem repetir o papel de anti-Lula que desgastou seus antecessores.

Enquanto isso, o PL tenta se reorganizar. Eduardo Nantes Bolsonaro, deputado federal por São Paulo e eleito em 2022 com 741.701 votos válidos (3,32% dos válidos no estado), não tem densidade para disputar o Planalto. Flávio Bolsonaro, senador, é figura de bastidor, e Michelle Bolsonaro, embora popular, não possui base partidária. O resultado é um vácuo que o Centrão tenta preencher com pragmatismo.

O cálculo dos caciques é frio. O Republicanos, partido de Tarcísio, tem afinidade com o PP e o União Brasil, que controlam fatias expressivas do Fundo Eleitoral e prefeituras estratégicas. Essa tríade pode garantir tempo de TV e capilaridade municipal suficientes para um projeto competitivo.

Mas o apoio do Centrão nunca é gratuito. O grupo quer um candidato que aceite dividir o poder e manter a lógica de coalizão que governa o Congresso desde 2016. Tarcísio, ex-técnico do governo federal e hoje governador, é visto como disciplinado o bastante para isso, diferentemente do bolsonarismo, que sempre tratou o Centrão como inimigo moral.

O movimento revela a transição da direita brasileira de um ciclo personalista para outro de gestão. A aposta em Tarcísio é uma tentativa de resgatar o discurso da eficiência, sem o peso do radicalismo. O Centrão quer um candidato que garanta estabilidade e cargos, não um líder que ameace o sistema.

Para Lula, o rearranjo tem efeito duplo. De um lado, reduz o risco de uma polarização violenta; de outro, cria um adversário mais palatável para o centro econômico. O desafio do campo progressista será preservar a coesão social e política que garantiu a vitória de 2022 diante de uma direita que tenta se reembalar como tecnocrática.

O cenário de 2026 começa a se desenhar com nitidez. De um lado, um presidente com base social consolidada e máquina federal ativa; de outro, uma direita que busca novo rosto e novo discurso. A disputa não será entre Lula e Bolsonaro, mas entre o lulismo e o pós-bolsonarismo.

O Centrão entendeu que o tempo do messianismo acabou. Agora, o poder volta a ser negociado no varejo, onde prefeitos, fundos e alianças valem mais que discursos inflamados. Tarcísio é o nome que encarna essa virada — e é por isso que o movimento em torno dele se tornou o fato político mais relevante da pré-temporada eleitoral de 2026.


Leia também: Bolsonaro adia decisão sobre apoio e trava direita em 2026 — Tarcísio recua e Ratinho Júnior ganha força como alternativa


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Lurdinha Deus Acima de Todos

27/04/2026

É o fim da picada! Agora tão tudo se unindo contra o Bolsonaro, daqui a pouco vão fechar as igrejas e proibir a gente de orar! 🙏🇧🇷😡

    Lucas Moreira

    27/04/2026

    Lurdinha, com todo respeito, mas confundir articulação política do Centrão com perseguição religiosa é o mesmo que achar que taxa Selic determina o preço do pão de queijo na padaria da esquina. Enquanto a direita briga por narrativa, o mercado já está precificando o custo desse teatrinho ideológico — e não é com oração que se paga conta de luz.

Maria Silva

27/04/2026

Pois é, não me surpreende. O Centrão sempre foi pragmático, nunca foi de ficar ao lado de ninguém por convicção. O Bolsonaro perdeu a capacidade de distribuir cargos e emendas como antes, então era questão de tempo até o bloco buscar um novo líder com mais cacife eleitoral. Agora, o Tarcísio vai ter que mostrar se realmente tem estatura pra segurar essa aliança sem virar refém dos mesmos vícios políticos que a gente critica.

    Luciana Costa

    27/04/2026

    Maria, você tocou no ponto central: a direita brasileira sempre foi mais de resultados do que de princípios, e o Tarcísio agora enfrenta o dilema de liderar sem repetir o toma-lá-dá-cá que tanto criticamos no sistema. Se ele conseguir equilibrar governabilidade com reformas reais, pode ser um avanço; se cair na mesmice, será só mais um nome na engrenagem.

Vanessa Silva

27/04/2026

Tarcísio sempre foi o nome pragmático dessa direita. O Centrão não está fazendo nada além de ler o cenário eleitoral real: Bolsonaro está inelegível e não tem mais a caneta. Quem acha que isso é “traição” é porque ainda vive na bolha das teorias conspiratórias. A política brasileira sempre funcionou assim — alianças se refazem quando o poder muda de mãos.

    Zé do Povo

    27/04/2026

    CLARO, VANESSA! ESSE DISCURSOZINHO PRAGMÁTICO É A MESMA COISA QUE LAMBER AS BOTAS DO SISTEMA E CHAMAR DE DEMOCRACIA! 😡

Eduardo Teixeira

27/04/2026

Centrão sempre foi de resultados, não de ideologia. Eles estão olhando pra 2026 e vendo que Tarcísio entrega gestão e diálogo com o mercado, enquanto o bolsonarismo puro só entrega pauta de costumes e briga com o STF. Quem paga imposto quer é menos regulação e mais previsibilidade, não guerra cultural.

    Pedro Neto

    27/04/2026

    Vai tomar no cu, Eduardo, centrão sempre foi de resultado sim, resultado de roubar o Brasil enquanto vocês babam ovo de gestor de merda.

      Lucas Alves

      27/04/2026

      Pedro, calma lá, amigão. O centrão é especialista em resultado mesmo: resultado de engordar a conta bancária enquanto a gente discute se o gestor é merda ou não. Pelo menos você reconhece que eles têm talento pra isso.

Carlos Rocha

27/04/2026

Centrão sempre foi de ocasião, não de convicção. Agora que Bolsonaro virou ficha suja, o pragmatismo deles migrou pra quem tem chance real de ganhar em 2026. Tarcísio é o nome, e quem não enxergar isso vai continuar perdendo eleição pra esquerda.

    Cíntia Ribeiro

    27/04/2026

    Carlos, você tocou num ponto central: sem convicção programática, o Centrão opera como termostato do poder, não como bússola ideológica. O problema é que, se a direita se reduzir a um nome pragmático sem lastro institucional, ela troca um personalismo por outro — e aí a alternância democrática vira só troca de figurinhas.

      Caio Vieira

      27/04/2026

      Cíntia, sua argúcia é digna dos melhores manuais de ciência política: de fato, o Centrão encarna a hegemonia sem projeto, mero termostato a serviço da conservação do status quo. A transição do bolsonarismo para o tarcisismo, contudo, revela uma astúcia gramsciana — a direita tenta forjar um bloco histórico, ainda que sobre os escombros do personalismo. Resta saber se o povo, esse sujeito histórico tão vilipendiado, aceitará a mera troca de figurinhas ou imporá sua própria bússola.

Rick Ancap

27/04/2026

Centrão fechando com Tarcísio é tipo: o patrão morreu mas o herdeiro já tá passando a mão no espólio antes do enterro.

    John Marshall

    27/04/2026

    Rick, sua imagem é precisa, mas talvez a metáfora exija um ajuste: o espólio já estava sendo rateado entre os herdeiros e o testamenteiro antes mesmo do último suspiro do patriarca.

      Luiz Carlos

      27/04/2026

      John Marshall, o problema é que esse testamenteiro aí (o Centrão) nunca teve lealdade a ninguém. Eles tão fechando com o Tarcísio porque sentem que o chefe da família já era.

Mariana Santos

27/04/2026

O Centrão sempre foi um parasita do poder, nunca teve ideologia. Agora que Bolsonaro está inelegível, estão migrando para Tarcísio como quem troca de camisa. A direita nunca foi um movimento coeso, era só uma coligação de interesses em torno de um mito que se desfez.

    Mariana Ambiental

    27/04/2026

    Exato, Mariana. O Centrão nunca teve vergonha na cara, mas a verdade é que a direita brasileira sempre foi um condomínio de aluguel: cada um defende seu bolso e, quando o líder cai, a boiada se espalha. Tarcísio agora é o novo inquilino do poder enquanto a família Bolsonaro chora no banho.

    Pedro Almeida

    27/04/2026

    Mariana, você capturou com precisão hobbesiana o que Maquiavel já diagnosticava: o poder não tem amigos, apenas interesses. O Centrão é a expressão mais pura da política como realpolitik, e a direita brasileira sempre foi um agregado de conveniências, não um partido de princípios — agora que o mito perdeu a aura eleitoral, a migração para Tarcísio revela a nudez do rei.

      Ana Paula Conserva

      27/04/2026

      Pedro, você tem razão em parte, mas falta aí o essencial: o Centrão não é movido por princípios, e a direita que se agarra a cargos sem fé está trocando a cruz pelo poder. Tarcísio pode ser o nome do momento, mas sem valores cristãos e morais, isso vira só mais um toma-lá-dá-cá.

Sofia García

27/04/2026

gente, a direita sempre foi um casamento de conveniência entre o bolsonarismo raiz e o centrão fisiológico. agora que o Bolsonaro virou carta fora do baralho eleitoral, o centrão foi pro plano B natural: Tarcísio. isso não é traição, é sobrevivência política. o clã Bolsonaro que lute pra entender que nunca mandou de verdade nesse bando.

    Diego Fernández

    27/04/2026

    Exato, Sofia. O centrão nunca foi leal a projeto nenhum, só ao poder e à fatura do orçamento. O Bolsonaro sempre foi um fantoche que eles usaram enquanto deu voto — agora que virou réu e inelegível, trocaram de marionete sem pestanejar.

    Zé Trovãozinho

    27/04/2026

    Concordo plenamente, Sofia. O clã Bolsonaro sempre foi só a máscara eleitoral do centrão, e agora que a máscara quebrou, o Tarcísio é o novo rosto escolhido a dedo pra manter o curral funcionando.

      Paulo Ribeiro

      27/04/2026

      Zé Trovãozinho, seu comentário toca num ponto central que a análise política superficial insiste em ignorar: a natureza do fenômeno Bolsonaro não era um desvio de rota, mas a expressão mais crua e desavergonhada do que Gramsci chamaria de “cesarismo progressivo-regressivo” — uma solução de compromisso entre frações da burguesia quando o consenso tradicional se esgota. O bolsonarismo nunca foi um movimento autônomo de massas, e sim a máscara eleitoral que permitiu ao capital financeiro, ao agronegócio e à velha política fisiológica (o tal centrão) operarem sem o constrangimento das instituições que eles mesmos corroeram. Quando você diz que “a máscara quebrou”, acerta em cheio: a família Bolsonaro cumpriu seu papel histórico de desorganizar a esquerda, desmontar mediações sociais e criminalizar a política, mas agora se tornou um estorvo para o próprio projeto que ajudou a erguer. O Tarcísio não é “novo” coisa alguma — é a continuidade do mesmo programa de austeridade, privatização e autoritarismo, só que com um verniz tecnocrático que agrada ao mercado e à Faria Lima.

      A substituição de Bolsonaro por Tarcísio representa o que Althusser descreveria como uma “reestruturação do aparelho ideológico de Estado”: a direita percebeu que o método trumpista de desgaste institucional já não rende frutos eleitorais sustentáveis, e precisa de um gestor “competente” que mantenha a mesma política de extermínio de direitos sociais, mas sem o desgaste público das lives e dos ataques ao STF. O centrão, como fração da burguesia brasileira, sempre operou por “hegemonia às avessas” — cooptando setores populares via clientelismo enquanto entrega o orçamento público ao rentismo. Tarcísio é o nome ideal porque une o discurso de ordem e progresso (que agrada a classe média assustada) com a capacidade de negociar emendas e cargos sem o ruído constante da família Bolsonaro. A pergunta que fica, e que você toca indiretamente, é: até quando essa nova máscara vai resistir? Porque a crise orgânica do capitalismo brasileiro não se resolve trocando atores no palco — a plateia (o povo trabalhador) começa a perceber que o espetáculo é o mesmo, só muda o figurino.

      Por fim, discordo de você num ponto sutil, mas importante: não acho que o clã Bolsonaro tenha sido “só” a máscara eleitoral. Eles foram, sim, a vanguarda de um processo de fascistização que ainda não terminou. O bolsonarismo como fenômeno de massas — com seus milicianos digitais, sua capilaridade nas periferias e seu discurso antissistema — não desaparece com a saída de cena do patriarca. Ele se reconfigura, como Mariátegui ensinava ao analisar o mito como força política. Tarcísio pode ser o novo rosto, mas a base social que sustentava Bolsonaro continua lá, sedenta por inimigos e por punição aos “de cima”. O centrão acha que controla essa fera, mas a história mostra que, quando se brinca com o fascismo, ele tende a devorar seus criadores. O que estamos vendo não é o fim da direita radical, mas sua metamorfose — e, como diria Benjamin, o estado de exceção se tornou regra. O desafio da esquerda não é apenas apontar a troca de máscaras, mas construir uma alternativa que desmonte o palco inteiro.

Dr. Thiago Menezes

27/04/2026

Engraçado como o pragmatismo sempre vence o messianismo quando os recursos estão em jogo. O Centrão não está fazendo isso por ideologia, está lendo as pesquisas e vendo que Bolsonaro virou passivo eleitoral. A direita pragmática sempre existiu, só estava escondida atrás do mito enquanto ele dava votos. Agora que o cálculo eleitoral mudou, a fidelidade ao clã virou custo, não benefício.

    Alice T.

    27/04/2026

    Pragmatismo é o nome bonito que deram pra “vamos ver pra que lado o vento sopra antes de decidir o que a gente acredita hoje”, Dr. Thiago. O Centrão nunca foi esconderijo de ninguém, sempre foi o dono do circo — e agora que o palhaço principal perdeu a graça, tão trocando de número sem nem piscar.

    Carlos Mendes

    27/04/2026

    Dr. Thiago, o senhor acertou na mosca: o Centrão nunca teve ideologia, só tem GPS de reeleição. O problema é que chamar Bolsonaro de “passivo eleitoral” ignora que ele ainda carrega 30% de eleitores fiéis — e largar o clã agora pode ser um tiro no pé se a Lava Jato 2.0 vier com força.

Eduardo C.

27/04/2026

Dados, não achismo. O Centrão sempre vai onde o poder de fato está, e hoje o poder eleitoral está com Tarcísio, não com um Bolsonaro inelegível. Quem duvidar que olhe as pesquisas de intenção de voto para 2026 e veja quem tem capilaridade real nos estados.

    Fernando O.

    27/04/2026

    Concordo, Eduardo. Os números são claros: Tarcísio já tem mais prefeitos aliados e musculatura eleitoral que o clã Bolsonaro conseguiu manter. O problema é que o Centrão nunca teve compromisso ideológico, então amanhã pode estar com outro se o vento mudar — mas por enquanto, a matemática eleitoral é implacável.

    Maria Clara Lopes

    27/04/2026

    Eduardo, concordo que o Centrão é pragmático e vai onde o vento sopra, mas cuidado para não confundir capilaridade nos estados com capacidade de vencer uma eleição nacional — Tarcísio ainda precisa provar que tem fôlego para ir além de São Paulo e do espólio bolsonarista.

    Luisa Teens

    27/04/2026

    Pesquisa de 2026? Amigo, pesquisa de 2026 é previsão do tempo pra daqui três anos, e o Centrão tá mais pra vento que muda de direção do que pra poder de fato #ForaBolsonaro

Ahmed El-Sayed

27/04/2026

O Centrão sempre foi oportunista, não ideológico. Eles sentem o vento e migram para quem tem poder de verdade. Tarcísio é um nome palatável para o establishment, mas sem a base popular que Bolsonaro construiu. A direita brasileira precisa de líderes com princípios, não de tecnocratas que se curvam ao sistema.

    João Augusto

    27/04/2026

    Ahmed, sua leitura é lúcida, mas peca por um certo saudosismo: a base popular bolsonarista sempre foi mais reativa do que orgânica, e Tarcísio representa exatamente a captura do movimento pelo Estado burguês que Gramsci diagnosticaria como transformismo — a direita troca messianismo por governabilidade, e nessa troca perde a alma, mas ganha o poder real.

Gabriel Teen

26/04/2026

Centrão troca um preso por um governador que ainda não foi preso, uau, que evolução política.

    Ricardo Menezes

    26/04/2026

    Gabriel, você tá de brincadeira, né? Comparar um inocente que só sofreu perseguição política com um bandido condenado em três instâncias é coisa de quem ainda acredita em mamata estatal. Tarcísio entrega resultado, o outro só entregou o país pra parasita.

      Maria Aparecida

      26/04/2026

      Ricardo, amado, a justiça brasileira condenou Lula sem provas e depois anulou tudo porque o Moro era parcial — isso não é inocência, é constatação jurídica. Agora, chamar de “parasita” quem tirou 30 milhões da miséria é repetir discurso de quem nunca sentiu fome na pele.

Carlos Menezes

26/04/2026

É um movimento previsível. A direita sempre foi um guarda-chuva de interesses, e sem um nome viável eleitoralmente, o pragmatismo do Centrão vai buscar quem tem capital político e não está queimado. A pergunta que fica é se o bolsonarismo como movimento de massa sobrevive a essa troca de comando ou se vai se fragmentar em várias candidaturas raivosas.

    Marina Silva

    26/04/2026

    Bolsonarismo sem Bolsonaro é igual cu sem rolê — sobra só o cheiro e a frustração.

    Adalberto Livre

    26/04/2026

    A DIREITA SEMPRE FOI UM GUARDA-CHUVA DE INTERESSES? CLARO, SÓ FALTAVA O CHUVISCO DO COMUNISMO PRA MOLHAR ESSA ANALISE FROUXA.

      Carlos Meirelles

      26/04/2026

      Adalberto, guarda-chuva de interesses é o nome do jogo democrático — o problema é quando o Estado vira o puxador desse guarda-chuva pra molhar só os amigos do poder. Enquanto a esquerda quer te proteger da chuva com o seu dinheiro, a direita de verdade quer que você mesmo compre o guarda-chuva e escolha quando abrir.

Jeferson da Silva

26/04/2026

Olha, não me surpreende. Nas fábricas a gente sempre soube que o Bolsonaro nunca teve um projeto de nação, era só um trampolim de interesses. O Centrão não é bobo, eles sentem o cheiro de quem tá fraco e migram pro poder de verdade, que hoje é o Tarcísio. Enquanto isso, o trabalhador que achou que ia ter emprego e carteira assinada com esse pessoal continua vendo direito sendo rasgado todo santo dia.

    João Santos

    26/04/2026

    Jeferson, com todo respeito, mas aí você viajou. Bolsonaro colocou o Brasil no rumo certo, só não deixaram terminar. Tarcísio é bom, mas Bolsonaro que abriu a porteira. E sobre emprego, enquanto a esquerda tava no poder, o que teve foi desemprego recorde.

    Marta

    26/04/2026

    Jeferson, meu filho, você tocou num ponto que eu venho repetindo nas rodas de conversa aqui do Cafezinho desde 2018. O Bolsonaro nunca foi um projeto de nação, foi um projeto de poder pessoal e, acima de tudo, um trampolim para a turma do Centrão lavar dinheiro e se perpetuar no poder. Quando você diz que o trabalhador continuou vendo direito sendo rasgado, você acertou em cheio. Lembra da reforma trabalhista? Aprovada com o apoio dele e do Centrão. Lembra da terceirização irrestrita? A mesma turma. O que eles fizeram foi desmontar a CLT e achar que o trabalhador ia agradecer de joelhos. Agora, o Centrão sentiu o cheiro de fraqueza e migrou pro Tarcísio, que é o mesmo projeto, só que com uma embalagem mais nova e menos desgastada. O Tarcísio foi ministro da Infraestrutura do Bolsonaro e entregou estatais de presente para o mercado. Não se engane, menino, a direita não mudou de nome, só trocou o paletó.

    Agora, deixa eu te dar uma aula de história política brasileira, porque esses meninos mal-educados que governam esse país acham que a gente nasceu ontem. O Centrão sempre foi assim: um bloco de aluguel que apoia quem está no poder para garantir emendas e cargos. Eles apoiaram Dilma até o impeachment, apoiaram Temer, apoiaram Bolsonaro e agora apoiam Tarcísio. Não é ideologia, é negócio. O problema é que o trabalhador brasileiro, na sua luta diária, acaba sendo massa de manobra dessa dança das cadeiras. Enquanto eles brigam pelo espólio do Estado, quem precisa de escola, saúde e emprego digno fica vendo o circo pegar fogo. O Lula, com todos os defeitos que a gente conhece, pelo menos tem um projeto de nação que inclui o povo pobre. Não é perfeito, mas é o único que senta na mesa com o trabalhador e não com o mercado financeiro o tempo inteiro.

    E não pense que eu estou defendendo o Centrão, longe de mim. Eles são a mesma corja que sempre foi, só que agora estão mais descarados. O Bolsonaro perdeu o comando porque queimou a largada, virou réu e ficou insustentável. O Tarcísio é a versão clean dele, mas o projeto é o mesmo: menos direitos, mais privatizações e o trabalhador que se vire. A diferença é que o Lula, mesmo com os erros, ainda coloca o povo no orçamento. O Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, a valorização do salário mínimo — isso não veio da turma do Tarcísio, veio da luta do PT. Então, Jeferson, continue firme nessa consciência de chão de fábrica. Não se deixe enganar por discurso de nova direita. Eles são os mesmos meninos mal-educados de sempre, só que agora com um terno melhor passado.

Cláudio Ribeiro

26/04/2026

O movimento do Centrão em direção a Tarcísio não surpreende quem acompanha a lógica do capital político no Brasil. Gramsci já nos ensinava que a hegemonia não se sustenta apenas no carisma, mas na capacidade de articulação concreta de interesses. Bolsonaro, ao se tornar inelegível, perdeu o principal instrumento de barganha — a moeda eleitoral futura — e o Centrão, como bloco histórico da nossa burguesia estatal, migra para quem ainda pode oferecer acesso ao fundo público. É a velha política mostrando sua face mais crua, sem a fantasia ideológica que a extrema-direita gostava de vestir.

    Cecília Silva

    26/04/2026

    Cláudio, lindo, você jogou o Gramsci na mesa e eu até aplaudi daqui, mas não se engana: essa “face crua” sempre esteve escancarada pra gente da favela, que nunca teve fantasia nenhuma sobre o Centrão — eles sempre foram os mesmos que cortam verba da merenda enquanto fazem acordo nos gabinetes.

    João Carvalho

    26/04/2026

    Cláudio, você acertou em cheio ao evocar Gramsci — o Centrão sempre foi o termômetro mais realista da correlação de forças, e a inelegibilidade de Bolsonaro simplesmente desnudou o que muitos se recusavam a ver: a direita brasileira nunca foi um projeto ideológico coeso, mas uma frente de acumulação que agora troca de cavalo sem o menor pudor. O que estamos testemunhando é a passagem do bonapartismo bolsonarista para um cesarismo gerencialista, onde Tarcísio oferece a mesma subserviência ao capital sem o desgaste da pirotecnia reacionária.

Fernanda Oliveira

26/04/2026

Tarcísio sempre foi o plano B do Centrão, isso já estava desenhado desde que Bolsonaro foi condenado. Mas a pergunta que fica é: até que ponto essa “nova direita” vai se distanciar das pautas radicais sem perder a base que ainda idolatra o clã Bolsonaro? A família ainda tem muito cacife eleitoral, então acho cedo para decretar a morte política deles.

    Cíntia Alves

    26/04/2026

    Totalmente, Fernanda. O cacife eleitoral da família ainda é grande, mas acho que essa dança das cadeiras mostra que o Centrão aposta na governabilidade, não em fidelidade ideológica. Se a base radical chiar, o Tarcísio vai ter que escolher entre ser o “Bolsonaro 2.0” ou um gerente de verdade — e aí o bicho pega.

    Carlos Oliveira

    26/04/2026

    Fernanda, você tocou no ponto central. O Centrão é pragmático, não ideológico — eles sabem que o bolsonarismo raiz dá voto, mas também isola o candidato no centro. O desafio do Tarcísio será dançar nessa corda bamba sem perder o eleitorado radical nem assustar o mercado. A família Bolsonaro ainda tem cacife, sim, mas o cacife sem mandato e com inelegibilidade vai derretendo a cada eleição que passa.

Marcus Almeida

26/04/2026

Amigo, isso não é surpresa pra ninguém que acompanha a política de verdade. O Bolsonaro sempre foi um instrumento do sistema, um “falso conservador” que, na prática, entregou o Brasil nas mãos do Centrão e do STF. Agora que está inelegível, a máquina partidária simplesmente troca de cavalo. Tarcísio é o novo rosto do “conservadorismo” de fachada, aquele que defende a família tradicional na propaganda, mas nos bastidores faz acordo com o Centrão corrupto que sempre devorou o orçamento público. Enquanto a esquerda comemora a desunião da direita, eu vejo ovelhas sendo levadas ao matadouro por lobos vestidos de cordeiro. O verdadeiro conservadorismo, baseado na Bíblia e na moral cristã, nunca esteve com eles.

    Maura Santos

    26/04/2026

    Marcus, falou tudo! Enquanto a galera acha que briga de direita é crise, a gente sabe que é só leilão de quem vai levar a boiada. O Centrão sempre foi o dono do baile, e o Bolsonaro só foi o garoto-propaganda que queimou o filme.

    Luiz Augusto

    26/04/2026

    Marcus, discordo do seu fatalismo. Bolsonaro foi um fenômeno eleitoral legítimo e enfrentou o sistema como ninguém; o problema é que a direita precisa de pragmatismo para governar, não de purismo bíblico que nunca elege ninguém. Tarcísio é um quadro técnico e liberal na economia, e se o Centrão está com ele, é porque o mercado e o eleitorado moderado estão — isso se chama política real, não fachada.

      Sgt Bruno 🇧🇷

      26/04/2026

      Luiz Augusto, “pragmatismo” pra você é entregar o que o Centrão pede e chamar de “política real”? Tarcísio é técnico sim, técnico em agradar banqueiro enquanto o povo paga a conta — isso não é direita, é gerência de condomínio.

        Letícia Fernandes

        26/04/2026

        Sgt Bruno, sua observação toca num ponto nevrálgico que a própria direita brasileira se recusa a enfrentar: a falência do projeto político que se autodenomina “conservador” mas que, na prática, é apenas a mais recente roupagem da velha política de cooptação pelo capital financeiro. Quando você diz que Tarcísio é “técnico em agradar banqueiro”, você acerta em cheio na contradição fundamental do bolsonarismo pós-governo. O que chamam de “pragmatismo” é, na verdade, a rendição completa à lógica da superestrutura burguesa, onde o Estado não passa de um condomínio de luxo administrado por síndicos que cobram taxas abusivas dos moradores do gueto. O Centrão, essa entidade amorfa que sempre soube navegar as águas turvas do patrimonialismo, percebeu que Tarcísio oferece o que Bolsonaro jamais conseguiu: a estabilidade do capital sem o incômodo do escândalo diário. É a direita se despindo de qualquer pretensão ideológica para virar mera gestão de interesses.

        A família Bolsonaro, com todo seu despreparo teórico e sua incapacidade de articular um projeto hegemônico para além do antipetismo visceral, sempre foi um trampolim para o verdadeiro poder: o agronegócio, o sistema financeiro e a indústria armamentista. Tarcísio, com seu ar de tecnocrata formado nos corredores do Ministério da Infraestrutura, representa a face “limpa” desse projeto — a que não precisa de milícias digitais para vender a ideia de que o mercado resolve tudo. Mas, como você bem aponta, isso não é direita no sentido clássico; é a gerência de condomínio que terceiriza a miséria enquanto privatiza os lucros. O que estamos vendo não é uma briga de famílias, mas a reconfiguração de uma classe que sempre soube que o verdadeiro poder não está no Planalto, e sim nos conselhos de administração e nos contratos de concessão.

        É quase patético observar a direita brasileira se digladiar por um espólio que nunca foi dela — o espólio do Estado capturado pelo capital. Enquanto Bolsonaro chora no banheiro de um hotel em Orlando, Tarcísio e o Centrão já estão nos bastidores, redesenhando o mapa da exploração. Mas não se engane, Sgt Bruno: essa “gerência de condomínio” que você denuncia é o estágio mais avançado do capitalismo dependente brasileiro, onde a política se reduz a administrar a miséria alheia com a bênção dos bancos. O problema não é que Tarcísio seja técnico demais; é que ele é exatamente o técnico que a burguesia sempre quis: aquele que não pergunta “para quem?”, apenas “quanto custa?”. E nós, que insistimos em olhar para a estrutura, sabemos que essa briga de egos no topo da pirâmide é apenas o ruído de superfície de um sistema que continua a moer corpos e sonhos.


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