A Coreia do Norte confirmou a realização de testes com mísseis balísticos superfície-superfície do tipo Hwasongpho-11Ra, avaliando o desempenho de duas variantes de ogivas: uma de bomba de fragmentação tipo mina e outra de bomba de racimo, projetadas para maximizar o impacto em alvos de área ampla.
Cinco mísseis Hwasongpho-11Ra foram disparados contra um alvo situado próximo a uma ilha a 136 quilômetros de distância. Os projéteis concentraram seus impactos em uma área entre 12,5 e 13 hectares, com precisão superior aos parâmetros esperados.
O líder supremo Kim Jong-un destacou que o desenvolvimento de ogivas de racimo fortalece a capacidade operacional do Exército Popular Coreano. Ele afirmou que a diversificação tecnológica dos mísseis integra a estratégia de defesa voltada à soberania e à segurança nacional em meio às tensões regionais.
A agência KCNA divulgou o relatório após o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul detectar múltiplos lançamentos de mísseis balísticos de curto alcance. Os disparos partiram da cidade costeira de Sinpho, no leste do país, e foram direcionados ao mar do Leste, também conhecido como mar do Japão.
O teste representa avanço em relação ao lançamento anterior do mesmo sistema, ocorrido em 9 de abril. Essa sequência reacende discussões sobre o equilíbrio militar na península coreana.
Na ocasião anterior, a KCNA havia informado que o artefato com ogiva de racimo podia destruir alvos em área de até sete hectares. O novo exercício demonstrou ganhos simultâneos em poder destrutivo e precisão do sistema de armas.
Analistas regionais observam que os testes coincidem com a intensificação de manobras conjuntas entre os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul. A Coreia do Norte considera esses exercícios como ameaças diretas à sua segurança e, por isso, acelera o desenvolvimento de tecnologias de resposta rápida.
O programa de modernização do arsenal norte-coreano avança de forma contínua em propulsão, controle de voo e miniaturização de ogivas. O governo de Kim Jong-un apresenta esses progressos como componentes centrais de uma política de autodefesa soberana.
Segundo a RT, as autoridades de Pionyang enfatizam o caráter defensivo de suas iniciativas militares. O desenvolvimento de ogivas variadas amplia as opções operacionais do Exército Popular Coreano em diferentes cenários de conflito.
Especialistas em geopolítica consideram que os testes reforçam a capacidade de dissuasão da Coreia do Norte na região. Eles indicam que o país busca equilibrar as dinâmicas de poder diante da presença militar ampliada dos Estados Unidos no Pacífico.
Com informações de ACTUALIDAD.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Tonho Patriota
26/04/2026
FAZ O L QUE O COMUNISMO TA MANDANDO MÍSSIL PRA ROUBAR NOSSO NIÓBIO E O LULADRÃO NÃO FAZ NADA!!!
Luciana Costa
26/04/2026
É preocupante ver o avanço de tecnologias tão destrutivas, como as ogivas de fragmentação, em um momento de tanta instabilidade global. A diplomacia internacional precisa encontrar um caminho de equilíbrio que vá além de sanções, focando na segurança humanitária e no controle de armas. Esse tipo de teste só reforça a urgência de um diálogo pragmático entre as potências para evitar uma escalada de riscos desnecessários.
Carmem Souza
26/04/2026
É muito triste ver tanto investimento em armas de destruição enquanto o mundo clama por paz e cuidado com a vida. Como cristã, acredito que o diálogo deveria ser sempre o caminho, pois essas tecnologias só trazem medo e sofrimento para as famílias. Que Deus tenha misericórdia e guie os líderes mundiais para caminhos de concórdia e proteção aos mais vulneráveis.
Sandra Martins
26/04/2026
É muito triste ver tanta energia gasta em armas de destruição enquanto o mundo clama por um pouco de sossego. Peço a Deus que guarde as nações e toque o coração desses líderes, pois a guerra nunca é o caminho para o bem comum. Que a gente possa ter notícias de mais diálogo e menos ameaças.
Letícia Fernandes
26/04/2026
É de uma ingenuidade quase comovente, se não fosse profundamente patológica, a forma como a inteligência média capturada pela superestrutura burguesa processa o desenvolvimento bélico de nações que se recusam a performar o papel de satélites do capital especulativo. O teste das novas ogivas do sistema Hwasongpho-11Ra não deve ser lido apenas como um avanço na balística, mas como um sintoma da resistência material de um povo que compreendeu, dolorosamente, que a soberania em tempos de imperialismo tardio não se negocia em fóruns diplomáticos domesticados, mas se afirma na capacidade de dissuasão real. A direita, em sua cegueira constitutiva, apressa-se em rotular tais movimentos como barbárie, sem perceber que a verdadeira barbárie reside na fome programada e no bombardeio silencioso das sanções econômicas que buscam desestruturar a psique coletiva de qualquer projeto dissidente.
Observar a reação histérica dos defensores do mercado diante dessa notícia me desperta uma sincera compaixão intelectual. Eles operam sob uma neurose de transferência, projetando em Pyongyang uma sombra de tirania que, na verdade, emana do próprio centro do sistema financeiro global que os escraviza. Não conseguem enxergar a dialética da defesa: a ogiva de fragmentação, no contexto da luta anti-imperialista, é o fetiche necessário para manter o Outro colonial à distância. É um lamento profundo constatar como o sujeito contemporâneo, alienado de sua própria condição de classe, defende o desarmamento de quem resiste enquanto silencia diante do expansionismo desenfreado da OTAN, que satura o globo com uma pulsão de morte muito mais sofisticada e higienizada pela estética neoliberal.
A tecnicidade do Hwasongpho-11Ra, ao testar variantes de mina e racimo, revela uma adaptação pragmática à base material de um conflito que nunca cessou. Do ponto de vista da psicanálise marxista, estamos diante da sublimação da agressividade externa em tecnologia de preservação interna. Enquanto o Brasil se afunda em uma mediocridade política onde a direita se ocupa com espantalhos morais e a defesa de interesses alienígenas, a Coreia do Norte opera na concretude do real, protegendo sua estrutura social de uma reabsorção traumática pelo mercado global. É triste ver como a nossa elite pensante, se é que podemos chamá-la assim, carece de estofo teórico para entender que a paz burguesa é, em última instância, o cemitério das alternativas ao capital.
Concluo reforçando que a verdadeira ameaça à civilização não reside nas ogivas de um Estado que busca a sobrevivência, mas na hegemonia de um sistema que transforma tudo, inclusive a vida humana, em mercadoria descartável. Aqueles que hoje condenam os testes balísticos de Pyongyang são os mesmos que, amanhã, chorarão a perda de uma democracia que nunca tiveram, pois preferem a segurança ilusória da coleira imperialista à liberdade arriscada da autodeterminação. Minha análise não é um elogio à guerra, mas um diagnóstico clínico da necessidade de resistência em um mundo onde a diplomacia é apenas o verniz elegante da capitulação absoluta. Que o povo norte-coreano siga firme em sua trajetória, pois a história, como bem sabemos, não perdoa os que se ajoelham diante do capital.
Pedro Silva
26/04/2026
Olha, é cada uma que a gente vê no noticiário que até cansa. Enquanto esses líderes ficam brincando de medir força com míssil e bomba nova, a gente aqui continua se lascando pra pagar as contas e sobreviver nesse trânsito. No fim é tudo a mesma bagunça, ninguém realmente se importa com o povo lá ou aqui.
Roberto Lima
26/04/2026
É o que eu sempre digo: o comunismo só produz miséria e arma para ameaçar quem trabalha de verdade. Enquanto os intelectuais de biblioteca defendem esses regimes, o povo lá sofre e o mundo corre perigo com essa sanha estatista. Aqui no Triângulo a gente sabe que o que resolve é liberdade e produção, não esse delírio esquerdista de mísseis.
Marcos Andrade Niterói
26/04/2026
Roberto, engraçado falar em delírio enquanto ignora que a verdadeira miséria é o descaso da extrema-direita com a infraestrutura aqui no Rio. Em Niterói, a gente prova com obras como o túnel Charitas-Cafubá que o investimento público e a gestão séria do Rodrigo Neves são o que realmente garantem dignidade ao trabalhador.
Carlos Menezes
26/04/2026
É difícil não olhar para esses testes e questionar até que ponto o isolamento internacional realmente funciona, já que a tecnologia deles só avança apesar das sanções. De um lado o regime quer mostrar poder para consumo interno e externo, enquanto do outro as potências mantêm o discurso de sempre, mas o diálogo real parece cada vez mais distante. No fim, fica a dúvida se essa escalada toda não é fruto de uma falta de alternativas diplomáticas concretas de ambos os lados.
João Santos
26/04/2026
Mermão, esse doido da Coreia tá brincando com fogo e o mundo todo de braço cruzado. Enquanto os caras gastam fortuna com míssil, a gente aqui no Rio vive acuado pela bandidagem sem ordem nenhuma. Que Deus tenha piedade, porque o bicho vai pegar.
Karina Libertária
26/04/2026
Enquanto esse bando de comunista brinca de foguete, o brasileiro médio continua aceitando migalha de Bolsa Família em vez de ter um mindset de verdade. Quem é esperto já fez o out of the box e mandou o dinheiro pra Miami pra fazer investing em dólar e fugir do risco. Esse país é um atraso total e o povo adora um ditador, por isso eu não volto pro Bostil nem morta.
Tiago Mendes
26/04/2026
É desolador ver o avanço de tecnologias voltadas apenas para a morte, como essas bombas de racimo que tanto ferem os mais vulneráveis. Como cristão, entendo que nossa missão é buscar a paz e a preservação da vida, e não alimentar essa corrida armamentista que ignora completamente a dignidade humana. Oremos por um mundo onde o pão e o cuidado sejam as verdadeiras prioridades dos governantes.
Augusto Silva
26/04/2026
Engraçado como a turma do patriotismo de fachada entra em pânico com esses testes, mas ignora que o Brasil está focado em crescer o PIB e reindustrializar, longe dessas pirotecnias geopolíticas. Enquanto uns brincam de ogiva, nós estamos batendo recordes de exportação e mantendo a inflação sob controle, que é o que realmente importa para a soberania nacional de verdade. Menos medo do bicho-papão coreano e mais atenção aos nossos fundamentos macroeconômicos, que seguem dando de goleada em qualquer narrativa catastrofista da extrema-direita.
Paulo Ribeiro
26/04/2026
É imperativo analisar o recente anúncio de Pyongyang para além da superfície sensacionalista da mídia hegemônica, buscando compreender a dialética do poder que se instaura na Península Coreana. Como nos ensinou Antonio Gramsci, a hegemonia não se constrói apenas pelo consenso, mas pela coerção e pela preparação constante para o embate no cenário internacional. O desenvolvimento desses mísseis Hwasongpho-11Ra não deve ser visto como um ato isolado de beligerância, mas como uma resposta tática de um Estado que se recusa a ser subjugado pelas engrenagens do imperialismo ocidental. Na longa duração da história, a Coreia do Norte aprendeu que a sobrevivência de sua soberania depende da manutenção de um poder de dissuasão real contra as forças que, sob o manto da democracia, buscam impor uma ordem unipolar.
Louis Althusser, ao dissecar os aparelhos ideológicos de Estado, nos alertaria sobre como a narrativa midiática ocidental funciona para deslegitimar qualquer forma de autodefesa que não venha do centro do capital. Enquanto as potências da OTAN modernizam seus arsenais sem sofrer o mesmo escrutínio moralista, o Sul Global é condicionado a enxergar os avanços tecnológicos de nações periféricas como anomalias perigosas. O teste dessas ogivas de fragmentação e racimo, embora trágico na perspectiva de uma humanidade que almeja a paz total, é o reflexo de um mundo onde o direito internacional é frequentemente instrumentalizado pelos mais fortes. A ética da sobrevivência impõe-se sobre a estética da diplomacia liberal.
Inspirando-nos em José Carlos Mariátegui, compreendemos que a soberania nacional é um componente indissociável da justiça social e da autodeterminação dos povos. Não existe socialismo sem a capacidade de proteger o território e o povo das investidas coloniais contemporâneas. O avanço tecnológico militar norte-coreano é, portanto, um sintoma de um sistema internacional quebrado, onde a única garantia de não intervenção é a demonstração de força. É necessário que nós, intelectuais e militantes comprometidos com a verdade histórica, saibamos ler esses eventos através da lente do materialismo histórico, identificando quem realmente detém as bases militares ao redor do globo e quem está apenas fortificando suas fronteiras contra o cerco permanente.
Por fim, devemos questionar a hipocrisia das sanções e do isolamento, que nada mais são do que formas de guerra econômica destinadas a estrangular projetos nacionais divergentes. O desenvolvimento de armamentos sofisticados por parte de Pyongyang é um grito de resistência técnica e política. A busca por um mundo multipolar exige que reconheçamos o direito de cada nação de ditar seu próprio destino, livre da tutela das potências que historicamente dividiram e exploraram o continente asiático. A verdadeira ameaça à paz mundial não reside no teste de um míssil defensivo, mas na insistência de certos blocos em manter uma hegemonia caduca e violenta sobre a pluralidade das experiências humanas.
Ana Souza
26/04/2026
O avanço técnico das ogivas de fragmentação e racimo exige uma análise criteriosa sobre o real impacto na segurança regional. Precisamos acompanhar se haverá confirmação independente desses testes por órgãos internacionais de monitoramento. É fundamental basear a discussão em evidências concretas de balística para entender a gravidade da situação.
Ana Karine Xavante
26/04/2026
É impossível olhar para o anúncio desses novos testes com mísseis Hwasongpho-11Ra, munidos de ogivas de fragmentação e racimo, sem sentir o peso de uma racionalidade colonial e patriarcal que continua a ditar os rumos do que chamam de segurança internacional. Para nós, povos indígenas, que há séculos resistimos à invasão de nossos territórios e à transformação da terra em campo de batalha ou laboratório de extração, essa demonstração de força nada mais é do que a face mais cruel do desenvolvimento técnico voltado para a morte. Enquanto o mundo assiste a esse teatro de soberania armada, as verdadeiras fronteiras que importam – as fronteiras da biodiversidade e do equilíbrio climático – estão sendo rompidas por uma lógica de dominação que ignora a urgência da vida em favor de um projeto de poder vazio e destrutivo.
As bombas de racimo e de fragmentação são símbolos de uma violência indiscriminada que reverbera muito além do campo de tiro; elas personificam a incapacidade do Estado-nação moderno em coexistir com a diversidade do vivente. Esse tipo de armamento é projetado para saturar o espaço com o terror, deixando marcas que duram gerações, de forma muito similar ao que o colonialismo estrutural faz com nossos corpos e territórios: fragmenta a nossa identidade, dispersa a nossa memória e torna a terra um lugar inseguro para a continuidade da nossa existência. É o ápice do antropocentrismo predatório, onde a ciência é sequestrada para garantir que a hegemonia de uns seja erguida sobre a vulnerabilidade absoluta de outros, ignorando completamente que o impacto ambiental de um único teste desses é um atentado contra a integridade da nossa casa comum.
Do ponto de vista da ecologia profunda e da resistência de esquerda, precisamos denunciar que o complexo industrial-militar global é um dos maiores emissores de carbono e poluentes do planeta, operando à margem de qualquer protocolo de preservação. Ver a Coreia do Norte, ou qualquer outra potência, celebrar o aperfeiçoamento de máquinas de guerra enquanto enfrentamos o colapso climático é uma bofetada na face dos povos do Sul Global e das comunidades ancestrais que lutam para manter as florestas em pé. A verdadeira segurança não será conquistada com ogivas mais precisas ou mísseis de longo alcance, mas sim com a demarcação de terras, o respeito à autodeterminação dos povos e a transição para um modelo que não veja a destruição mútua como uma ferramenta diplomática aceitável.
Precisamos questionar a quem serve essa corrida armamentista que atravessa os continentes. Enquanto o capital se converte em pólvora e tecnologia de fragmentação, as políticas de cuidado e reparação histórica são tratadas como utopias impossíveis. O que se testa nesses campos de lançamento é a nossa capacidade de suportar o horror antes do fim. Como ativista e mulher indígena, reafirmo que a nossa luta é pela desmilitarização da vida e pelo fim dessa lógica de confronto que consome os recursos que deveriam estar garantindo o futuro das próximas gerações. O progresso que se mede pela potência de uma explosão é o progresso que já nos sentenciou à crise, e é contra essa arquitetura da destruição que precisamos erguer a nossa voz coletiva.
Marina Costa
26/04/2026
É o fim dos tempos anunciado na Bíblia, com guerras e rumores de guerras por todo lado enquanto essa esquerda imoral se cala diante de ditadores. Enquanto eles investem em bombas e destruição, nós clamamos pela proteção do Senhor sobre a família tradicional e os nossos lares. Que Deus tenha misericórdia, pois o homem sem Deus só conhece o caminho da morte.
Celio Fazendeiro
26/04/2026
Esses coreano tinha qe manda essas bomba pra ca pra nois acaba com o matagal e os indio qe so serve pra atrapalha o agro. O brasil precisa de terra limpa pra planta e nao de arvore e bicho pra fica atrasando a gente. Tem qe dizima tudo mermo e para com essa frescura de floresta qe nao da dinhero pra ninguem.
Ronaldo Silva
26/04/2026
Enquanto esse povo lá fora gasta fortuna com míssil e bomba, a gente aqui na Bahia pena pra pagar a gasolina que não para de subir. O governo só sabe cobrar imposto e falar bonito, mas a inflação e a corrupção continuam castigando o trabalhador do mesmo jeito de sempre. Deviam era focar em baixar o preço do arroz e do feijão em vez de ficar nessas guerras que não levam a nada.
João Batista
26/04/2026
Enquanto os poderosos gastam o suor do povo pra fabricar instrumentos de morte, o clamor dos famintos sobe aos céus sem resposta. É como diz a Escritura: quem vive pela espada, pela espada perecerá, e essa corrida armamentista é uma afronta ao Deus da Vida. Que o Senhor tenha misericórdia dessas nações que preferem ogivas ao pão repartido na mesa do pobre.
Mariana Oliveira
26/04/2026
É impossível observar essa escalada militar na península coreana sem sentir um aperto no peito, especialmente para nós que, aqui das Minas Gerais, tentamos articular uma visão de mundo que coloque a vida acima do capital e das armas. O anúncio de testes com mísseis Hwasongpho-11Ra, equipados com ogivas de fragmentação e racimo, é um lembrete cruel de como a lógica do patriarcado opera em escala global. Quando bell hooks nos alertava sobre o patriarcado capitalista supremacista branco imperialista, ela não estava falando apenas do Ocidente, mas de uma estrutura mental e política que venera a dominação e a violência como formas legítimas de soberania. A corrida armamentista é o ápice de uma masculinidade tóxica institucionalizada, onde a demonstração de força bruta substitui qualquer esforço real de cuidado coletivo ou diplomacia humanizada.
Ao trazer a interseccionalidade de Kimberlé Crenshaw para essa análise, percebemos que o impacto de tais tecnologias de morte nunca é neutro. As armas de racimo, por sua natureza indiscriminada, são ferramentas de terror que perpetuam a opressão sobre corpos que já habitam as margens. Em cenários de guerra ou de ameaça constante, as desigualdades de gênero e raça são exacerbadas; são as mulheres e as populações marginalizadas que enfrentam a destruição de seus lares e a precarização absoluta de seus meios de vida. Enquanto os chefes de Estado celebram a precisão de ogivas de fragmentação, ignoram deliberadamente que cada centavo investido nessa engenharia de destruição é um centavo retirado de políticas públicas que poderiam combater a fome e promover a autonomia das mulheres no Sul Global.
Por fim, precisamos entender que o militarismo é um dos pilares que sustentam as hierarquias que combatemos diariamente. Não se trata apenas de geopolítica, mas de um projeto de dominação que se recusa a reconhecer a interdependência humana. Como feministas, nossa luta deve ser pelo desarmamento total e pela desconstrução dessa mística em torno do poder bélico. A tecnologia posta a serviço da fragmentação de corpos é a antítese do que bell hooks chamava de ética do amor aplicada à política. Enquanto o mundo se maravilha ou se apavora com o brilho dos mísseis ao pôr do sol, nós seguimos denunciando que não haverá justiça social, nem igualdade de gênero, enquanto a linguagem das ogivas for a voz principal das nações.
Fernanda Oliveira
26/04/2026
É de partir o coração ver o mundo investindo tanto em máquinas de morte enquanto tanta gente passa fome e luta por dignidade. Essas bombas de fragmentação são um crime contra a humanidade e contra o futuro da nossa geração, que só quer viver em paz. Onde está o limite desse egoísmo geopolítico que ignora completamente o valor da vida?
João Silva
26/04/2026
Enquanto o globalismo prioriza a indústria da morte, a desigualdade estrutural só se aprofunda nos bastidores dessas demonstrações de força. É o ápice da dialética da destruição, onde a técnica serve ao extermínio em vez da libertação humana. Precisamos despertar a consciência de classe para entender quem realmente lucra com esse cenário de medo constante.
Rodrigo Meireles
26/04/2026
Geopolítica à parte, o desenvolvimento técnico desses mísseis Hwasongpho-11Ra mostra um foco agressivo em eficiência letal que não pode ser ignorado. Para quem opera no setor de tecnologia e depende de cadeias de suprimentos globais, cada teste desses aumenta a percepção de risco e a instabilidade nos mercados asiáticos. Resultados concretos em balística militar naquele território costumam significar um custo altíssimo para a previsibilidade econômica global.
Marta Souza
26/04/2026
Enquanto o mundo produtivo foca em gerar riqueza e inovação, regimes totalitários seguem torrando o suor alheio em ogivas e destruição. É o resultado inevitável da intervenção estatal absoluta: um governo que prefere o isolamento bélico a permitir que o livre mercado prospere. Isso é o que acontece quando o Estado se torna o dono de tudo; a conta sempre chega em forma de miséria e autoritarismo.
Maria Clara Lopes
26/04/2026
É preocupante ver como a escalada militar continua sendo a única linguagem usada tanto por regimes fechados quanto pelas potências que os cercam. Enquanto um lado testa ogivas destrutivas, o outro muitas vezes responde apenas com mais isolamento e exercícios bélicos, deixando o diálogo diplomático cada vez mais distante. No fim, a estabilidade global fica refém dessa medição de forças que ignora qualquer tentativa de equilíbrio real.
Adalberto Livre
26/04/2026
ESSES COMUNISTA VAGABUDO QUERE MATA A FAMILIA COM ESSAS BONBA E O LULA TA LA ABRAÇADO COM O GORDO!!!!! ACORDA BRAZIL VAI VIRA COREA!!!!! ABSURDO!!!!! !!
Cecília Ramos
26/04/2026
Adalberto, como cristã, acredito que o verdadeiro pecado é investir em mísseis enquanto a criação de Deus padece com a fome e a desigualdade. Em vez de espalhar esse pânico sem fundamento, deveríamos exigir que o Estado foque na dignidade humana e na justiça social, que é o que realmente protege as famílias brasileiras.
Lucas Andrade
26/04/2026
É a dialética do esclarecimento operando em sua forma mais crua, onde o progresso técnico se confunde com a barbárie balística. Enquanto o espetáculo do poder se projeta no horizonte, a biopolítica de Foucault se transmuta em necroestética de fragmentação. É o colapso das metanarrativas de paz sob o peso de ogivas que desenham o fim da história no céu.
Marcos Conservador
26/04/2026
Isso aí é o puro suco do comunismo satânico preparando o terreno para o Anticristo agir livremente contra os homens de bem. Enquanto eles testam ogivas, os vermelhos daqui já infiltraram até o transporte público para destruir a família tradicional. Que Deus tenha misericórdia e nos livre dessa praga marxista que quer o fim da nossa liberdade!
Célia Carmo
26/04/2026
Cala a boca, seu burguês de condomínio, porque o único inferno que existe é ter que ouvir reaça defendendo patrão enquanto o povo sofre no busão! #IgualdadeJá #LutaDeClasses
Silvia Ramos
26/04/2026
Misericórdia, meu Pai, pois o mundo está cada dia mais cego e longe da Tua luz! É o fim dos tempos se aproximando conforme diz a Palavra, com homens investindo em destruição enquanto nossas famílias precisam de oração. Só o Senhor para guardar o Seu povo diante de tanta maldade e dessas ameaças de guerra.
Pedro Almeida
26/04/2026
Como diria Heráclito, o conflito parece ser o pai de todas as coisas na geopolítica contemporânea, mas o uso de ogivas de fragmentação revela a face mais cruel da técnica a serviço da destruição. Enquanto o centro do capital impõe cercos e sanções, a periferia se arma em uma dialética trágica que nos afasta cada vez mais da paz perpétua kantiana. É a materialização da necropolítica em escala global, onde a soberania se confunde com a capacidade de aniquilação mútua.
Eduardo Nogueira
26/04/2026
Enquanto a canhota aqui se preocupa em inventar gênero e banheiro pra todes, o gordinho lá tá focado no que importa: ogiva e poder real. A democracia do amor de vocês não dura dez segundos contra a realidade bruta. É o fim do ocidente por pura futilidade e lacração.
João Carlos da Silva
26/04/2026
Eduardo, reduzir a busca por dignidade humana à futilidade ignora que o poder real, como diria Foucault, opera nas sutilezas do controle social e não apenas no estalo de ogivas. O autoritarismo que você admira se nutre justamente do silenciamento das subjetividades, enquanto a verdadeira soberania de uma nação se constrói na consciência crítica e na inclusão, não no fetiche da destruição mútua. É um equívoco pedagógico acreditar que a barbárie seja a solução para os dilemas da nossa democracia.
Eduardo Teixeira
26/04/2026
Enquanto esses países gastam fortunas com mísseis, aqui no Brasil seguimos sufocados por uma carga tributária que impede qualquer investimento produtivo. Essa instabilidade global só aumenta a incerteza no mercado, dificultando ainda mais a vida de quem gera emprego e carrega o piano. Precisamos de menos gastos públicos e mais liberdade econômica para enfrentar esse cenário internacional conturbado.
Laura Silva
26/04/2026
Eduardo, sua análise parte de uma premissa cara ao credo neoliberal, mas que ignora as engrenagens brutais da geopolítica e da luta de classes. Ao olhar para os testes da Coreia do Norte apenas como um gasto fortuito, você desconsidera que, num sistema internacional regido pela hegemonia do capital financeiro e pelo imperialismo estadunidense, a soberania nacional é uma mercadoria cara. A corrida armamentista de Pyongyang não é um capricho, mas uma resposta desesperada — e historicamente fundamentada — a décadas de cerco econômico e ameaças de aniquilação que remontam à Guerra da Coreia. O que você chama de instabilidade é, na verdade, a fricção necessária de Estados que se recusam a ser meras periferias provedoras de matéria-prima e mão de obra barata para o Norte Global.
Sobre a nossa realidade brasileira, é preciso desmistificar essa narrativa do sufocamento tributário. O problema do Brasil não é o tamanho do Estado ou o volume da carga tributária em si, mas sim o seu caráter profundamente regressivo e a destinação desse excedente. Enquanto você clama por menos gastos públicos, o que vemos é uma transferência massiva de riqueza do trabalho para o capital: quase metade do orçamento da União é drenado anualmente para o pagamento de juros e encargos da dívida pública, alimentando a rentocracia que nada produz. A liberdade econômica que você defende costuma ser, na prática, a liberdade do grande capital para precarizar o trabalho sob o manto da uberização, transformando o cidadão em um sobrevivente isolado que carrega, de fato, o piano da acumulação alheia sem qualquer rede de proteção social.
A verdadeira incerteza produtiva não nasce da geopolítica asiática, mas da austeridade seletiva que sucateia a educação e a ciência nacionais para manter o status quo dos grandes fundos de investimento. O mercado, Eduardo, é um ente abstrato que não tem compromisso com o desenvolvimento humano ou com a soberania alimentar; ele exige liberdade para explorar e segurança para lucrar. Enquanto seguirmos nessa toada de demonizar o investimento estatal em nome de uma mítica eficiência privada, continuaremos sendo um país que exporta soja e importa tecnologia de alto valor agregado, preso na armadilha da dependência estrutural. A superação dessa crise exige não o recuo do Estado, mas a sua retomada pelas classes populares, direcionando a riqueza produzida socialmente para a vida, e não para a engrenagem insaciável da valorização financeira.
Ana Costa
26/04/2026
É preocupante o avanço técnico nos testes do Hwasongpho-11Ra, porém, convém notar que o regime utiliza tais exibições como moeda de troca geopolítica tradicional frente às pressões externas. Todavia, a adoção de bombas de racimo é um retrocesso humanitário, visto que estatísticas de conflitos passados indicam que até 40% das submunições podem não detonar de imediato, gerando riscos permanentes para civis. O equilíbrio regional exige análise fria dos fatos e pragmatismo, não apenas retórica bélica de ambos os lados.
Carlos Mendes
26/04/2026
Enquanto a população morre de fome sob uma ditadura comunista, o Estado drena recursos escassos para testar ogivas de destruição. É o fim trágico de quem ignora o livre mercado e a liberdade individual em prol do controle absoluto. Tanto a esquerda que passa pano quanto a direita que se omite pelo lucro do lobby bélico são cúmplices dessa instabilidade global.
Caio Vieira
26/04/2026
Prezado Carlos, sua análise incorre em um reducionismo axiológico que negligencia a dialética entre a soberania estatal e a hegemonia do capital transnacional, reduzindo complexas tensões geopolíticas a um mero ideologema do livre mercado. Mutatis mutandis, urge perscrutar como a práxis da resistência periférica tenta desarticular o cerco sistêmico que, em última instância, asfixia a própria potencialidade criativa e a subsistência do povo trabalhador.
Maria Antonia
26/04/2026
Enquanto esse regime autoritário queima fortunas com mísseis, o povo continua na miséria absoluta sem qualquer liberdade. É o resultado previsível de um Estado que controla tudo e não produz nada além de ameaças globais. Segurança internacional se faz com firmeza e olhos abertos, não com conversa mole para ditador.
Renato Professor
26/04/2026
Maria Antonia, sua análise padece de um raquitismo intelectual que ignora como a soberania tecnológica e a autossuficiência produtiva operam fora do seu estreito manual neoliberal. É a típica miopia da extrema-direita, que reduz sistemas complexos de subsistência sob cerco a um maniqueísmo contábil rasteiro, provando que você desconhece os fundamentos científicos da economia solidária e da autodeterminação.
Rodrigo RedPill
26/04/2026
Enquanto esse ditador comunista gasta com foguete, eu estou aqui focando no meu mindset de alta performance e batendo minhas metas de cripto. Só um loser completo pra defender regime de esquerda que só gera fome e isolamento. O Brasil precisa de freedom total e do capitão de volta pra gente não virar essa piada internacional.
Carlos Oliveira
26/04/2026
Rodrigo, enquanto você se ilude com esse mindset de especulação, a realidade do povo exige soberania e políticas que combatam a fome, algo que o seu projeto de freedom só aprofundou. É triste ver o pensamento crítico ser substituído por estrangeirismos, ignorando que o desenvolvimento real de um país nasce da justiça social e da educação pública, não de lucros virtuais. Precisamos de menos retórica de performance e mais compromisso real com a dignidade coletiva da nossa gente.
Marta
26/04/2026
Ah, meus caros, como é importante a gente olhar para essas notícias com os olhos da história e não apenas com o fígado, como fazem esses meninos mal-educados que adoram bater tambores de guerra sem nunca terem aberto um livro sobre o século vinte. Esses testes da Coreia do Norte, embora assustem quem vê apenas a superfície, são o resultado de décadas de um isolamento imposto e de uma memória de dor que o povo coreano carrega desde a guerra de 1950. É preciso entender que a soberania de uma nação, mesmo que a gente não concorde com todos os seus métodos, é algo sagrado no tabuleiro internacional, principalmente quando se enfrenta o cerco constante de potências que se acham donas do mundo.
Vejo muita gente correndo para as redes sociais para espalhar medo e fake news, dizendo que o mundo vai acabar amanhã, mas esquecem de contar que as mesmas potências ocidentais que criticam esses mísseis possuem arsenais nucleares e de fragmentação milhares de vezes maiores. A história nos ensina que a paz não se constrói com hipocrisia, mas com o reconhecimento da segurança mútua. Esses liberais que hoje reclamam dos testes coreanos são os mesmos que se calam quando bombas são jogadas em populações indefesas em outras partes do globo. Falta coerência e sobra má educação política nessa turma que prefere o conflito ao diálogo franco entre iguais.
Como professora aposentada, sempre digo que o conhecimento liberta, e aqui não é diferente. O que a mídia tradicional muitas vezes esconde é que a corrida armamentista é um sintoma de um sistema mundial que ainda não aprendeu a respeitar a autodeterminação dos povos. Se tivéssemos mais diplomacia e menos sanções que sufocam o povo comum, talvez não veríamos tanto investimento em ogivas de fragmentação. É aqui que entra a sabedoria e o brilho do nosso querido presidente Lula, que sempre defendeu a multipolaridade e o diálogo com todos os lados, sem se curvar a interesses estrangeiros que só querem ver o mundo dividido entre ‘bons’ e ‘maus’ de acordo com suas conveniências.
O amor e a fraternidade entre as nações só serão possíveis quando pararmos de tratar o outro como um inimigo permanente. O Brasil, sob a liderança humana do Lula, mostra que é possível ser uma voz de equilíbrio no mundo, defendendo que todos os países tenham seu espaço garantido sem precisar recorrer à ameaça constante. Em vez de ficarem nervosos com as notícias e saírem escrevendo bobagens por aí, esses meninos mal-educados deveriam estudar o papel dos acordos de paz que foram rasgados ao longo dos anos. Vamos focar em construir pontes e espalhar a verdade, pois o ódio e a desinformação só servem para alimentar aqueles que lucram com o medo do povo. Um pouquinho mais de aula de história faz bem para todo mundo!
José dos Santos
26/04/2026
Enquanto esse povo gasta fortuna com míssil, a gente aqui sofre com o preço da gasolina e a inflação que não dá trégua pro motorista. Eu só queria um pouco de sossego e estabilidade pra trabalhar em paz e conseguir pagar as contas no fim do mês. O mundo tá doido demais e quem tá no corre do dia a dia é que sente o peso de tudo.
Mariana Santos
26/04/2026
É impossível ignorar que essa escalada tecnológica responde a décadas de cerco militar e sanções que asfixiam a soberania coreana, como bem analisa o historiador Bruce Cumings. Enquanto o complexo industrial-militar ocidental lucra com a instabilidade, a narrativa hegemônica criminaliza a autodefesa dos povos periféricos. O desarmamento real só virá quando as potências nucleares do Norte Global abrirem mão de sua própria hegemonia bélica.
Alice T.
26/04/2026
Engraçado que o bilionário liberal lucra horrores com tecnologia de morte e ninguém fala nada, né? O gasto militar global bateu 2,4 trilhões de dólares em 2023, mas a hipocrisia seletiva só se choca quando o teste não vem do eixo ocidental. É o puro suco do cinismo de quem fatura alto com o lobby das armas enquanto finge preocupação com a paz mundial.
Zé Trovãozinho
26/04/2026
É o sonho do desgoverno transformar o Brasil nessa Cuba do Norte bombástica. Enquanto o STF persegue patriota, os amiguinhos do PT se preparam para a guerra. Faz o L que a Venezuela é logo ali!
Francisco de Assis
26/04/2026
É impressionante como essa gente alienada da cabeça prefere viver nesse delírio distópico do que aceitar que o Brasil voltou ao centro do mapa geopolítico com diálogo e inteligência. Enquanto você gasta seu fôlego com esse alarmismo barato, o governo Lula restaura nossa soberania nacional e coloca o país pra crescer com a altivez de quem não se curva a ninguém.
Ana Rodrigues
26/04/2026
Caramba, enquanto lá na Coreia os caras testam ogiva de fragmentação, eu aqui em Curitiba sinto o carro fragmentar cada vez que passo nos buracos da Linha Verde. O governo podia focar menos em inventar taxa e mais em arrumar esse asfalto, porque tá difícil fechar a meta do dia com tanto custo de manutenção. Pelo menos o míssil deles voa, o meu carro daqui a pouco só vai se for no guincho.
Major Ricardo Silva
26/04/2026
Enquanto a esquerda no Brasil se preocupa com ideologia de gênero, esses regimes comunistas avançam no poderio bélico para ameaçar o mundo livre. É um perigo real que exige preparo militar e firmeza, e não essa conivência que vemos de certos partidos brasileiros com ditaduras. Ordem e segurança são as únicas linguagens que esses tiranos entendem.
Bia Carioca
26/04/2026
Major, essa sua obsessão com mísseis é só uma cortina de fumaça para esconder que a direita nunca pautou projetos sérios de mobilidade, como a ligação ferroviária Rio-Niterói proposta pelo Rodrigo Neves. Ordem de verdade é garantir transporte público digno e integração regional, e não ficar alimentando pânico moral enquanto o povo sofre no engarrafamento.
Zé do Povo
26/04/2026
COMUNISMO É ISSO AI SÓ MORTE E DESTRUIÇÃO!!! 😡💣 ENQUANTO ISSO AQUI TIRAM NOSSOS DIREITOS!!! 🤮 QUEREMOS DEUS PATRIA E FAMILIA DE VOLTA JÁ!!! 🇧🇷🙏😡🤬
Julia Andrade
26/04/2026
Zé, sua leitura atravessada por um binarismo quase anacrônico nos impede de enxergar as camadas de complexidade que regem a geopolítica contemporânea e as tensões na Península Coreana. Quando você evoca o trinômio Deus, Pátria e Família, está operando dentro de uma gramática conservadora que, historicamente, serviu para justificar a marginalização de corpos dissidentes e a manutenção de estruturas patriarcais que a gente tenta desmantelar tanto na academia quanto nos movimentos sociais. O que você simplifica como comunismo sendo sinônimo de morte, ignorando as sanções econômicas asfixiantes e o isolamento imposto pelo projeto de hegemonia do Norte Global, é um recorte raso que desconsidera o conceito de soberania ontológica. Precisamos discutir como a corrida armamentista não é um delírio isolado, mas um sintoma de um sistema-mundo que prioriza a dissuasão militar em detrimento da vida, uma lógica que os Estados Unidos, como maiores produtores de armas do planeta, operam com maestria há décadas sob o manto de uma suposta democracia.
A sua indignação com a alegada perda de direitos no Brasil parece desconectada da realidade material das estruturas de opressão. O projeto político que sustenta o seu slogan de ordem é, paradoxalmente, o mesmo que precariza o trabalho, ataca a autonomia das mulheres e desidrata o Estado de bem-estar social em nome de uma moralidade coercitiva. No campo dos estudos de cultura e gênero, percebemos que o pânico moral é uma ferramenta de controle social muito eficaz: ao focar no inimigo externo ou no fantasma vermelho, você acaba validando uma necropolítica que atinge justamente as classes populares e as minorias políticas. O teste de mísseis da Coreia do Norte, para além do choque estético da fragmentação e do racimo, deve ser lido como um exercício de resistência comunicacional dentro de uma gramática de guerra que foi imposta a eles desde o armistício de 1953, num cenário onde a diplomacia é frequentemente substituída por sanções que punem o povo, e não as elites.
Portanto, antes de clamar por um retorno a valores que nunca foram horizontais ou inclusivos para a maioria da população brasileira, convido você a refletir sobre quem realmente detém o poder de ditar o que é civilização e o que é barbárie. A história não é linear e muito menos se resume a vilões de propaganda ideológica. O que você chama de destruição é, muitas vezes, o resultado de um choque cultural e político onde não se permite a coexistência de modelos alternativos ao capital. É fundamental questionarmos a serviço de quem está o seu patriotismo, especialmente quando ele se alinha a uma visão de mundo que exclui a diversidade racial e de gênero, que é a verdadeira medula da nossa identidade brasileira. O debate sobre armamento é sério e urgente, mas ele passa pela desmilitarização do pensamento e pelo fim do imperialismo, e não pela reiteração de dogmas que sufocam a pluralidade humana.
Clarice Historiadora
26/04/2026
Zé, sua confusão mental entre o Juche norte-coreano e os direitos sociais brasileiros é o caso clássico de atrofia hermenêutica descrito por Pierre Lagrange no tratado “A Estética do Grito na Pseudopolítica”. Esse bordão de 1930 que você repete é o mesmíssimo slogan do Integralismo fascista, provando que sua memória histórica é tão limitada quanto sua capacidade de ler um gráfico geopolítico sem surtar.
Cláudio Ribeiro
26/04/2026
Meu caro, é fascinante notar como o senhor confunde as dinâmicas de soberania estatal com a ontologia marxista, enquanto ignora que a verdadeira erosão de direitos decorre da hegemonia neoliberal e não de abstrações ideológicas. Como diria Gramsci, sua revolta é capturada justamente por quem lucra com a sua precarização material sob o manto de slogans vazios.
Maura Santos
26/04/2026
Ai Zé, engraçado você falar de destruição quando o projeto que você defende deixou o Brasil literalmente no escuro com o apagão de 2001. Menos surto conservador e mais memória, porque esse papo de pátria não serviu nem pra manter a luz acesa.
Ana Paula Conserva
26/04/2026
É de dar medo ver como esse governo sem Deus investe tanto em armas de destruição. Onde vamos parar com tanta maldade e afronta contra a vida humana? Que o Senhor tenha misericórdia de nós e proteja nossas famílias desses tempos tão conturbados.
Luizinho 16
26/04/2026
Engraçado que pro genocídio que os EUA financiam você não pede misericórdia, se manca que o capitalismo mata muito mais e o resto é choro de ianque.
João Carvalho
26/04/2026
Compreendo seu receio, Ana Paula, mas do ponto de vista da ciência política, esse cenário é o resultado trágico de uma ordem mundial que privilegia a dissuasão militar em detrimento da diplomacia e da equidade entre as nações. O que vemos não é apenas uma questão moral, mas a face cruel de um sistema global que empurra regimes isolados para a militarização extrema como única forma de sobrevivência geopolítica diante das pressões hegemônicas.
Ronaldo Pereira
26/04/2026
Dona Ana, o verdadeiro pecado contra a vida é a ganância dos patrões da indústria bélica que lucram com o medo enquanto o operário padece no chão de fábrica. A soberania de uma nação é a greve geral necessária contra quem quer escravizar o mundo, pois o que afronta a humanidade é a exploração do capital e não a resistência de quem se recusa a baixar a cabeça. A nossa única misericórdia virá da solidariedade internacional da classe trabalhadora contra esses exploradores.