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Thales busca novo destino para sonares CAPTAS-4 após cancelamento das fragatas Constellation da Marinha dos EUA

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Thales busca novo destino para sonares CAPTAS-4 após cancelamento das fragatas Constellation da Marinha dos EUA. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O cancelamento do programa de fragatas Constellation da Marinha dos Estados Unidos criou um impasse estratégico para a Thales e sua parceira americana Advanced Acoustic Concepts (ACC): os primeiros […]

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Ilustração editorial sobre Thales busca novo destino para sonares CAPTAS-4 após cancelamento das fragatas Constellation da Marinha dos EUA. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O cancelamento do programa de fragatas Constellation da Marinha dos Estados Unidos criou um impasse estratégico para a Thales e sua parceira americana Advanced Acoustic Concepts (ACC): os primeiros sistemas de sonar de profundidade variável CAPTAS-4, produzidos especificamente para equipar os navios norte-americanos, estão prontos e sem destino definido. As duas empresas agora avaliam alternativas para aproveitar os equipamentos já fabricados e manter a linha de produção em condições de retomada rápida.

Em entrevista ao Naval News durante a conferência Sea Air Space 2026, o vice-presidente de programas navais da Thales Defense & Security Inc., contra-almirante reformado Tony Lengerich, e o vice-presidente de estratégia da ACC, Mark Bock, detalharam o estado atual do programa. Segundo os dois executivos, os dois primeiros sistemas CAPTAS-4 destinados originalmente às fragatas foram concluídos, e a Marinha dos EUA ainda pode optar por incorporá-los ao USS Constellation e ao USS Congress, caso o projeto seja retomado.

O contrato firmado entre a Marinha e as empresas prevê a entrega de seis sistemas CAPTAS-4 no total. Três já foram produzidos, incluindo os dois originalmente alocados às fragatas canceladas. A fabricação dos três restantes aguarda uma nova decisão estratégica de Washington.

A linha de montagem da ACC, localizada em Uniontown, na Pensilvânia, está suspensa — não desativada —, o que permite reativação em prazo compatível com as necessidades operacionais da frota. Durante a conferência Sea Air Space 2026, oficiais da Marinha reiteraram a importância dos sonares de profundidade variável para a guerra antissubmarino. O interesse na tecnologia permanece mesmo diante da turbulência do programa de fragatas.

A Thales destacou que os sistemas já produzidos estão disponíveis para entrega imediata. Os custos de construção das instalações em Uniontown já foram amortizados, tornando a retomada da produção financeiramente viável.

Um dos argumentos centrais da Thales para ampliar o mercado do CAPTAS-4 é sua modularidade. O sistema completo cabe em dois contêineres de 40 pés, com um módulo de comando equipado com cinco estações de operação e processadores de bordo projetados para funcionar em condições adversas. Isso permite sua instalação em qualquer navio com espaço disponível, incluindo embarcações civis adaptadas para missões navais.

Além de navios convencionais, a empresa estuda a integração do sonar em veículos navais não tripulados. O foco recai sobre a família de embarcações MUSV, especialmente após o cancelamento do programa Modular Attack Surface Craft (MASC), que abriu espaço para novas configurações autônomas dentro da frota americana.

A Thales trabalha na automação completa do sistema, com controle remoto de profundidade e operação à distância como objetivos centrais do desenvolvimento. Enquanto o destino dos equipamentos nos EUA permanece indefinido, o CAPTAS-4 já demonstrou desempenho de referência em outras marinhas.

A fragata francesa Aquitaine, equipada com o mesmo sonar, recebeu pela quarta vez o prêmio “Hook’em” da Sexta Frota dos EUA, distinção concedida à embarcação com melhor performance em detecção e rastreamento de submarinos. O reconhecimento reforça a posição do sistema entre os mais eficazes do mundo em operações antissubmarino.

Para a Thales e a ACC, o cenário atual é de espera ativa: os equipamentos existem, a fábrica está de pé e a tecnologia tem histórico comprovado em campo. A questão que permanece aberta é se a Marinha dos EUA vai redefinir sua estratégia de superfície a tempo de aproveitar o que já foi construído — ou se o CAPTAS-4 encontrará seu próximo lar em outra bandeira.


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