A nova pesquisa Atlas Intel divulgada nesta terça-feira traz um dado que passou despercebido na maioria das manchetes, mas que pode ser o ponto de inflexão da corrida presidencial de 2026: pela primeira vez desde que entrou no jogo, Flávio Bolsonaro não cresceu.
O senador saiu de 40,1% em março para 39,7% em abril no principal cenário de primeiro turno. A oscilação está dentro da margem de erro, é verdade. Mas interrompe sete meses consecutivos de alta. A trajetória vinha sendo vertical: 23,1% em novembro, 29,3% em dezembro, 35% em janeiro, 37,9% em fevereiro, 40,1% em março. E, agora, a primeira parada. 
O dado importa porque ajuda a entender a natureza do crescimento do senador. Flávio não cresceu por mérito próprio, por proposta, por trajetória política ou por carisma. Cresceu por absorção. Herdou o espólio do pai, capitalizou a unificação tática da direita em torno de um sobrenome conhecido e foi recebendo, mês a mês, os votos que estavam soltos no campo bolsonarista. Quando essa transferência se esgota, e tudo indica que se esgotou, o candidato precisa de combustível novo. E é justamente aí que começam os problemas dele.
Os cruzamentos regionais da Atlas contam essa história com clareza. Lula domina o Norte com 55,7% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. No Nordeste, são 53,2% contra 34,5%. No conjunto dessas duas regiões, que somam dezenas de milhões de eleitores, a vantagem do presidente é de mais de vinte pontos percentuais. Flávio se sai bem onde já era esperado: 41,2% no Sudeste, 46% no Sul e 51,1% no Centro-Oeste. Mas o mapa de 2026 reproduz o de 2022 com uma diferença relevante. O Norte, que há quatro anos foi competitivo, agora se firmou como bolsão lulista. Para Flávio mudar o resultado da eleição, ele precisa furar uma região onde o presidente tem maioria absoluta, e os números mostram que ele não está conseguindo.
O recorte de classe é ainda mais revelador. Entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos, Lula tem 51,7% e Flávio 35,4%. Aí está o núcleo histórico do voto lulista, e ele segue intacto. O ponto de tensão está logo acima, na faixa que ganha entre dois e três salários mínimos. Nesse extrato, Flávio aparece com 53,9% e Lula com 34,4%. É a baixa classe média que oscilou nos últimos ciclos eleitorais, ora pendendo para o lulismo, ora migrando para o bolsonarismo. É nessa faixa específica que a eleição de 2026 será decidida.
E é nessa faixa que o governo Lula tem as ferramentas mais concretas de atuação. O eleitor de dois a três salários mínimos não decide voto pelo debate ideológico. Decide pela conta do supermercado, pela prestação do financiamento, pela carteira assinada do filho, pelo programa habitacional que sai do papel. Cada décimo de redução de juros, cada ponto de inflação contida, cada obra de infraestrutura que gera emprego formal opera diretamente sobre esse extrato. A campanha governista não vai se ganhar no Twitter ou no estúdio de televisão. Vai se ganhar no caixa do supermercado e no contracheque.
A pesquisa BTG/Nexus, divulgada na segunda-feira, confirma o quadro por outro ângulo. No principal cenário de primeiro turno, Lula tem 41% e Flávio 36%, vantagem semelhante à registrada pela Atlas. E há um dado adicional que fecha o raciocínio: 69% dos eleitores afirmam que a decisão de voto já está tomada e não vai mudar. O jogo se concentra, portanto, numa faixa estreita de eleitores que ainda admitem oscilar. E essa faixa mora majoritariamente onde o governo tem instrumentos para entregar resultado.
Flávio Bolsonaro pode ter encontrado seu teto. Lula está consolidando seu chão. A diferença entre os dois é que o teto, quando é alcançado, vira limite. O chão, quando é firme, vira plataforma de decolagem.
Clique aqui para baixar a íntegra da pesquisa.




Ronei
29/04/2026
Esse tal de Flavio sequer abriu boca até hoje e tem os mesmos votos do Pilantra que està ha 30 anos fazendo e falando idiotices todos os dias…
Quem todos os brasileiros conheçem perfeitamente e quem a maioria dos brasileiros ainda nao conheçem bem e terà chance de ganahr mais votos daqui pra frente ?
A resposta é obvia por tanto quem eventualmente deveria ter mais margem é o Lavador de dinheiro publico aposentado, o fantoche do consorcio Globo/STF, a merda em formato de gente, o escapado de casa.
Ricardo Almeida
29/04/2026
Fico impressionado com a facilidade com que transformam uma oscilação de 0,4 ponto percentual — dentro de qualquer margem de erro razoável — num suposto teto ou ponto de inflexão. A esquerda comemorativa e a direita alarmada se alimentam dos mesmos números com interpretações opostas, mas nenhuma delas quer discutir metodologia, perfil de respondente ou o fato de que a Atlas já entregou surpresas em eleições passadas. Dados são bons, mas só servem se a gente parar de transformar pesquisa em bengala para militância e começar a exigir debate sobre projeto de país — algo que, pelo jeito, ninguém tem pressa de fazer.
Ana Paula Conserva
29/04/2026
Ricardo, sua lucidez ao apontar a farsa das leituras militantes de pesquisas é rara, mas o problema é mais fundo: enquanto o debate público for pautado por quem quer implodir a família e normalizar o aborto, nenhuma metodologia salva. Projeto de país de verdade começa com valores cristãos e ordem, não com números que viram bengala para esquerda comemorar e direita se descabelar.
Tiago Mendes
29/04/2026
A estagnação de Flávio Bolsonaro revela o esgotamento de um projeto político que nunca se importou com os pequeninos, mas só com a manutenção de privilégios. O “chão de Lula” é o lugar onde o evangelho se materializa: pão na mesa, dignidade e inclusão dos marginalizados que o sistema sempre quis invisibilizar. Quem vive a fé na prática sabe que Deus não compactua com a necropolítica que abandona os pobres à própria sorte.
Sofia García
29/04/2026
Tiago, eu amo como você transforma política em versículo, mas a real é essa: enquanto o teto do Flávio só acumula mansão e cheque na cueca, o chão de Lula é o auxílio que virou trending topic no grupo da família. Quem diz que é cristão mas vota em necropolítica tá fazendo mais cosplay de fé do que entrega.
Cíntia Alves
29/04/2026
aff… Flávio estagnou e já tão chamando de teto? tão confundindo limite eleitoral com teto de gastos, só pode. Lula no chão é quase um mantra, mas esse chão aí segura mais voto que muito discurso inflamado no cercadinho. 2026 promete ser aquela novela reprisada que a gente já sabe o final mas assiste mesmo assim.
Carlos A. Mendes
29/04/2026
Concordo, Cíntia. Como alguém que trabalha com números, essa confusão entre limite eleitoral e teto de gastos é sintomática: um lado estagnou na rejeição e o outro tem um piso resiliente porque, no fundo, as pessoas querem o mínimo de previsibilidade. A direita atual, completamente pirada, ajuda a consolidar esse chão do Lula sem querer.
Paula Santos
29/04/2026
É interessante ver que, mesmo com todo o barulho nas redes, o crescimento de Flávio Bolsonaro parece ter estacionado. Isso mostra que o eleitor está mais atento e não se deixa levar só por discursos inflamados. Como cristã, acredito que o verdadeiro líder é aquele que governa com honestidade e pensando no bem comum, não apenas no próprio projeto de poder.
Pedro Neto
29/04/2026
Paula, vai ler a Bíblia de novo porque seu voto em bandido tá mostrando que você não entendeu nada de honestidade.
Eduardo Teixeira
29/04/2026
Mais uma pesquisa mostrando que o Brasil não aguenta mais esse governo intervencionista. Flávio Bolsonaro estacionou, mas Lula continua afundando a economia com impostos e regulação. O mercado livre precisa de um candidato que entenda de verdade de redução de carga tributária, não de populismo fiscal.
Mariana Ambiental
29/04/2026
Eduardo, “mercado livre” sem regulação é o que transforma terra fértil em deserto de soja e trabalhador em peão de fazenda. Redução de carga tributária pra quem? Pra exportador de commodity que já paga quase nada?
Lucas Pinto
29/04/2026
Caro Eduardo, seu comentário cristaliza com perfeição o imaginário neoliberal que insiste em tratar o Estado como um mero obstáculo ao desenvolvimento, quando na verdade ele é a única ferramenta capaz de produzir alguma justiça social neste país. Você fala em “carga tributária” como se fosse um fardo abstrato, mas esquece de mencionar que o Brasil tributa mal, não tributa demais: enquanto o pobre paga proporcionalmente mais em impostos indiretos sobre consumo, o rentista e o acionista do agronegócio seguem quase intocados. Reduzir carga tributária sem discutir progressividade é fazer o jogo do topo da pirâmide, é naturalizar a concentração de renda como se fosse um dado da natureza, e não uma escolha política.
Sua defesa do “mercado livre” me soa como um ritual de fé, não como análise concreta. O que você chama de intervencionismo é, na verdade, o mínimo esforço de regulação para impedir que o capital devore direitos trabalhistas, destrua o meio ambiente e transforme a saúde e a educação em mercadorias. O governo Lula, com todos os seus limites e contradições, ao menos recoloca o Estado como agente indutor de políticas públicas — coisa que o governo anterior, com seu “mercado livre” desregulado, fez foi entregar a Petrobras, jogar 33 milhões de pessoas na fome e deixar a inflação dos alimentos corroer o salário mínimo. Flávio Bolsonaro estacionou? Ele estacionou no projeto de desmonte que seu pai começou, e que só não avançou mais porque a correlação de forças no Congresso e no STF impôs freios.
Você fala em “populismo fiscal” como se a política econômica pudesse ser neutra, uma equação técnica descolada da luta de classes. Isso é um dos maiores fetiches do pensamento liberal: acreditar que existe um “mercado” puro, racional e justo, que seria corrompido pela política. Ora, o mercado é a política feita por outros meios. Cada isenção fiscal dada ao agronegócio, cada subsídio escondido no orçamento para o sistema financeiro, cada precarização trabalhista aprovada em nome da “competitividade” é uma decisão política, Eduardo. A diferença é que o governo Lula, mesmo dentro do jogo possível, tenta usar o Estado para reduzir desigualdades — enquanto o projeto que você defende quer usar o Estado para aprofundá-las, sob o véu da liberdade econômica. Se você quer discutir teto e chão, comece perguntando por que o chão de Lula é o teto de milhões de brasileiros que, sem o Bolsa Família e o salário mínimo real, estariam debaixo da terra.
Mariana Oliveira
28/04/2026
É curioso como o noticiário político insiste em tratar a estagnação de Flávio Bolsonaro como um mero “dado que passou despercebido”, sem aprofundar as camadas sociais que explicam esse fenômeno. Quando Kimberlé Crenshaw nos ensina sobre interseccionalidade, ela nos convida a olhar para além das médias estatísticas e enxergar como diferentes marcadores sociais operam simultaneamente. O que vemos aqui não é apenas um candidato que não cresceu, mas um projeto político que atingiu seu teto justamente por não conseguir dialogar com a complexidade do eleitorado brasileiro. Enquanto Lula, mesmo com todas as contradições de seu governo, ainda representa para milhões de pessoas negras, periféricas e mulheres um chão mínimo de políticas públicas, Flávio Bolsonaro personifica o topo da pirâmide: homem, branco, herdeiro de um capital político que nunca precisou disputar o voto nas quebradas.
bell hooks, em “Ensinando a Transgredir”, nos lembra que a educação para a consciência crítica passa por reconhecer como as estruturas de poder se mantêm através da naturalização das desigualdades. O bolsonarismo, ao longo dos últimos anos, construiu uma narrativa que apela ao medo e ao ressentimento de setores específicos da população, mas falha em oferecer respostas concretas para as demandas materiais da maioria. O teto de Flávio não é técnico, é político e social: ele não consegue furar a bolha porque seu discurso não endereça as violências estruturais que atingem corpos negros, mulheres e LGBTQIAPN+ nas periferias. Enquanto isso, o chão de Lula, por mais frágil que seja, ancora-se em décadas de políticas que, mesmo insuficientes, criaram brechas de mobilidade para quem sempre esteve no porão da sociedade.
O que me preocupa, enquanto feminista interseccional, é que essa análise ainda ignore o recorte de gênero e raça dentro da própria disputa. O eleitorado feminino, especialmente o negro e periférico, historicamente rejeita candidaturas que associam a moralidade pública à perseguição de corpos dissidentes. A estagnação de Flávio pode ser lida como um sinal de que as mulheres brasileiras estão cada vez mais atentas aos efeitos concretos de um governo que desmonta políticas de enfrentamento à violência doméstica, corta verbas para creches e ataca a educação sexual nas escolas. Não é coincidência que, nas pesquisas segmentadas, a rejeição ao bolsonarismo seja maior entre mulheres negras e jovens.
Por fim, acho fundamental que a esquerda não se acomode nesse dado. O teto de Flávio não é garantia de vitória, e o chão de Lula precisa ser pavimentado com políticas que realmente enfrentem as desigualdades de raça, gênero e classe. Como bell hooks nos alerta, a luta por justiça social não pode se limitar a vencer eleições, mas deve transformar as estruturas que permitem que um homem como Flávio Bolsonaro sequer chegue perto do poder. O silêncio sobre a interseccionalidade nessa cobertura é, em si, uma violência epistêmica que precisamos denunciar.
Cecília Torres
28/04/2026
Mariana, sua análise é academicamente elegante, mas tropeça no mesmo viés que critica: ao tratar o eleitorado como massa homogênea de demandas identitárias, você ignora que o teto de Flávio também pode ser explicado por fatores tão prosaicos quanto gestão pública ineficiente e falta de carisma pessoal — coisas que a interseccionalidade, sozinha, não resolve.
Pedro Silva
28/04/2026
Cecília, falou bonito, mas no fim das contas o que a gente vê na rua é isso mesmo: gestão bosta e candidato sem carisma. O povo não é bobo, mas também não é essa complexidade toda que uns querem pintar — vota no que parece menos pior na hora.
Tonho Patriota
28/04/2026
Cecília, vc tá viajando na maionese, isso aí é papo de comunista querendo esconder que o Flávio é um gênio e o Lula é um ladrão que só sabe fazer L!
Roberto Lima
28/04/2026
Essa pesquisa só mostra o que a gente já sabe: o Flávio bateu no teto enquanto o Lula continua afundando o país no chão. Comunismo e estado grande são o problema, não a solução. Enquanto a esquerda comemorar migalha, o agro segue firme gerando riqueza.
Clotilde Pátria
28/04/2026
Roberto, meu filho, esse tal de “teto” do Flávio é o mesmo que o chão do Lula? O agro tá firme sim, mas com as bençãos de Deus e o trabalho do povo, não com esse discurso de comunismo que vocês inventam todo dia. Enquanto isso, o Brasil afunda de verdade com esse estado grande que só aumenta imposto e corrupção.
Capitão Tavares 🇧🇷
28/04/2026
Clotilde, minha senhora, a senhora ainda acredita nesse conto de fadas do agro abençoado enquanto o Brasil queima? O teto do Flávio é o chão do Lula sim, porque enquanto um rouba na cara dura, o outro enterra o país no atraso. Se as Forças Armadas não tomarem uma atitude logo, vamos afundar de vez nesse estado grande e corrupto que a senhora defende sem saber.
Dr. Thiago Menezes
28/04/2026
Capitão, vou precisar de evidências concretas para essas alegações de roubo e atraso — até agora o único dado que vi aqui é o seu desejo de que os militares resolvam um problema que, na prática, a própria caserna já mostrou não saber administrar quando esteve no poder.
Maria Aparecida
28/04/2026
Pois é, o teto do Flávio é o chão que o povo brasileiro não aguenta mais pisar. Enquanto ele estaciona nos 40%, a gente vê que o discurso de ódio e de privilégio não cola mais. Que o Lula continue mostrando que o verdadeiro poder vem de levantar quem está no chão, como Jesus nos ensinou.
Ronaldo Silva
28/04/2026
Pois é, Maria Aparecida, o problema é que o povo tá cansado de promessa e de ver o dinheiro sumir. Esse negócio de levantar quem tá no chão é bonito no discurso, mas na prática a gente vê é inflação e imposto subindo, enquanto o salário mal dá pro feijão.
Marta
28/04/2026
Ronaldo, meu filho, senta aqui que a tia vai te explicar um negócio. Você fala em inflação e imposto subindo como se isso fosse invenção do governo Lula, mas eu preciso te lembrar que o senhor que sentou na cadeira antes dele deixou a economia com o povo passando fome, com gasolina nas alturas e o arroz custando um rim. O que você chama de “promessa” é chamado de política pública quando se tem responsabilidade fiscal e social ao mesmo tempo. O tal do teto de gastos que você deve achar bonito foi justamente o que congelou investimento em saúde, educação e infraestrutura, enquanto o dinheiro sumia sim, mas pra pagar juro de banqueiro e dar isenção pra quem já tem muito. Inflação não é feitiço, Ronaldo, é consequência de desajuste cambial, de juros altos e de especulação – e adivinha quem herdou um país com a Selic a 13,75% e o dólar disparado? Foi o Lula, que em menos de dois anos já trouxe o IPCA pra baixo de 5% e fez o PIB crescer mais que a média mundial. Isso não é discurso, é dado do IBGE.
Agora, sobre o salário não dar pro feijão: você tem toda razão em estar indignado, e eu sou a primeira a bater panela quando o povo passa aperto. Mas me diga uma coisa: em qual governo o salário mínimo teve aumento real acima da inflação por três anos seguidos, com reajuste de 7,5% acima do INPC em 2025? Em qual gestão o Bolsa Família voltou a atender 21 milhões de famílias com complemento de R$ 150 por criança e R$ 50 por gestante? O problema, Ronaldo, é que a direita adora jogar a conta do desmonte no colo do Lula, mas esquece de mencionar que o desgoverno anterior quebrou a cadeia de suprimentos, sucateou a máquina pública e ainda deixou um rombo de R$ 300 bilhões nas contas. O que o governo atual está fazendo é remendo com arame farpado enquanto tenta reconstruir o que foi dinamitado. Não é perfeito, mas é honesto – e honestidade, meu filho, já é um avanço e tanto depois de quatro anos de terra arrasada.
E não venha com esse papo de “dinheiro sumir” como se fosse novidade. O dinheiro sempre some quando o Estado é capturado por interesses privados, e o Lula, com todos os defeitos que você queira apontar, ao menos tem um compromisso histórico com o povo trabalhador. Olha o Novo PAC: R$ 1,7 trilhão em investimentos, com 60% disso indo pra moradia, saneamento, mobilidade urbana e transição energética. Isso não é esmola, é planejamento de longo prazo. Enquanto isso, o pessoal que critica sentado no sofá defendeu reforma trabalhista que precarizou o emprego, defendeu teto de gastos que cortou verba de creche e ainda acha que o problema é o Lula. Pois eu te digo: se o salário mal dá pro feijão, a culpa não é de quem está tentando encher a panela de novo, é de quem deixou a cozinha pegar fogo e ainda quer dar palpite no tempero. Vai estudar um pouco de história econômica, menino, que a tia cansou de ver liberal de arauto repetindo mantra de mercado como se fosse verdade absoluta.
Miriam
28/04/2026
Pelo visto o tal teto do Flávio já apareceu. 39,7% é um número bom, mas se não cresce, é sinal de que o eleitorado dele já está todo consolidado. Agora o chão do Lula, que era de 30 e poucos, vai ver se sobe ou se também estaciona. O jogo eleitoral é assim mesmo, uma hora a empolgação inicial passa e começa a verdadeira disputa.
Carlos Rocha
28/04/2026
Miriam, empolgação não paga imposto. Teto consolidado é ótimo quando o candidato é sério e tem propostas reais de redução de Estado, não promessa vazia de distribuir dinheiro dos outros. O chão do Lula vai subir? Só se for pra cima do nosso bolso.
John Marshall
28/04/2026
Curioso como uma oscilação de 0,4 ponto percentual já é tratada como “ponto de inflexão”. Se fôssemos aplicar a mesma lógica aos dados de emprego ou inflação, viveríamos em estado perpétuo de histeria. A verdade é que o bolsonarismo parece ter encontrado seu teto eleitoral, um fenômeno que lembra a análise de Hobbes sobre o medo como motor do contrato social: enquanto o medo do “outro” mobiliza, a estagnação sugere que o medo já não basta. Resta saber se Lula conseguirá transformar esse chão em algo mais sólido do que promessas de redistribuição.
Rodrigo RedPill
28/04/2026
John Marshall, você claramente nunca leu Hobbes nem entendeu o básico de economia de mercado. Enquanto você fica nessa histeria acadêmica sobre tetos e chãos, o Lula continua afundando o país com inflação e desemprego. O único medo que move o bolsonarismo é o medo de perder a liberdade para um governo que só sabe redistribuir miséria.
Caio Vieira
28/04/2026
Caro Rodrigo, sua invocação a Hobbes é sintomática de uma leitura rasa que ignora o Leviatã como metáfora do medo coletivo, exatamente o afeto que o bolsonarismo explora ao fetichizar uma liberdade abstrata enquanto esvazia o Estado de sua função hegemônica de garantir o chão material da existência. A inflação que você menciona é, na verdade, um fenômeno global mediado por cadeias de valor que o neoliberalismo desregulou, e não um capricho de Lula, cujo governo, apesar das contradições, tenta reverter a miséria redistribuindo o mínimo de dignidade que o mercado jamais oferecerá por conta própria.
Márcio Torres
28/04/2026
É curioso observar como a imprensa tradicional insiste em tratar a estagnação de Flávio Bolsonaro nas pesquisas como um fenômeno isolado, quando na verdade o que temos diante dos olhos é a confirmação de um teto estrutural. O senador atingiu o patamar dos 40% e ali ficou, não porque a campanha dele errou o tom ou porque o marketing falhou, mas porque o bolsonarismo já saturou o seu eleitorado disponível. Quem poderia migrar para ele já migrou. O problema é que, em uma eleição democrática, 40% não ganha nada sem um segundo turno favorável, e o cenário atual sugere que o antipetismo puro e simples já não basta para agregar os indecisos e os moderados que rejeitam tanto Lula quanto a extrema-direita.
Do outro lado, Lula mantém um piso que muitos analistas subestimam. O chão de Lula não é o mesmo de 2018 ou 2022; ele encolheu, é verdade, mas ainda está na casa dos 35% a 38%, dependendo do recorte. A diferença crucial é que o eleitorado de Lula é mais resiliente e menos volátil do que o de Bolsonaro. Enquanto o bolsonarista médio já está mobilizado e não tem para onde crescer, o lulista médio ainda pode ser reconquistado em parte, especialmente se a economia der sinais de recuperação e se a máquina federal começar a distribuir benefícios de forma mais agressiva. O governo tem instrumentos para isso, e a história mostra que Lula sabe usá-los.
O dado que realmente merecia destaque e passou batido é a taxa de rejeição cruzada. Se Flávio Bolsonaro não cresce, é porque o eleitorado que o rejeita é numericamente superior ao que rejeita Lula. E, em uma disputa de segundo turno, o candidato com menor rejeição tende a levar a melhor, desde que consiga agregar os votos dos terceiros colocados. Nesse quesito, Lula parte com vantagem, porque o antipetismo é forte, mas o antibolsonarismo é ainda mais amplo e transversal. O bolsonarismo queimou pontes com o centro e com a esquerda moderada de uma forma que talvez seja irreversível.
Por fim, é preciso desconfiar de leituras lineares de pesquisas mensais. Uma oscilação de 0,4 ponto percentual está dentro da margem de erro e não significa tendência. Mas a ausência de crescimento em um momento em que o governo enfrenta desgaste natural com inflação e juros altos é um sinal amarelo para o campo bolsonarista. Se mesmo com o cenário adverso para o governo o senador não consegue avançar, o que acontecerá quando a economia melhorar e a máquina federal entrar em campanha? A resposta é desconfortável para a direita: o teto de Flávio pode ser mais baixo do que o chão de Lula. E, em política, quem não cresce, encolhe.
Eduardo Nogueira
28/04/2026
Márcio, 40% já é mais do que o Lula vai ter quando a economia desandar de vez. Esse chão de 35% é de voto cabresto e bolsa família, não de convicção.
Renato Professor
28/04/2026
Caro Eduardo, sua análise confunde clientelismo com política de transferência de renda — conceitos que, na ciência econômica, são tão distintos quanto teto e chão. Se 35% é voto de cabresto, como explica que Lula tenha vencido justamente onde o Bolsa Família é mais forte, enquanto perdeu em redutos do auxílio emergencial de Bolsonaro?
Kleiton
28/04/2026
O porco da República não saí dos 46% mesmo todo mundo sabendo quem é o palhaço do consórcio Fascista Globo/STF.
O que os brasileiros mais tem a saber sobre Lula no ano de 2026 depois de 30 anos ?
A única coisa que esse troglodita pode fazer é comprar o voto de milhões de gente sem pé nem cabeça como sempre fez pois é o sujeito mais baixo e rastreio da política.
Saulo
28/04/2026
Quem bateu no teto e não sai do 46% é o Verme da República pois todo mundo já conhece esse porco imundo, já o outro candidato sequer abriu boca até hoje por tanto tem tudo para crescer.
Os votos dos jovens para Flavio são sinal claro.
Dudu
28/04/2026
A análise está completamente errada por um motivo simples…todo mundo sabe quem é o Larápio há décadas, as montanhas de asneiras que fala e faz, etc… já o Flávio é jovem, quase desconhecido e por tanto tem tudo a falar e eventualmente ganhar durante a campanha.
Os atuais votos do Flávio são os do pai pois ninguém ainda o conhece bem, os próximos votos que eventualmente irá ganhar são os dele.
Marcus Almeida
28/04/2026
Essa pesquisa só confirma o que já sabemos: a esquerda e a grande mídia fazem de tudo para derrubar o nome Bolsonaro, mas o povo conservador não se engana. Flávio representa a continuidade de um governo que respeitava a família e a liberdade econômica, enquanto Lula só sabe afundar o país na corrupção e na pauta identitária. O chão de Lula é o esgoto moral que ele mesmo cavou.
João Batista Alves
28/04/2026
Amém, Marcus! O povo de bem já enxerga a verdade: enquanto uns pregam o caos moral, outros defendem a família e a liberdade que Deus nos deu.
Ana Souza
28/04/2026
Interessante ver que o Bolsonaro parece ter batido no teto antes mesmo de decolar de vez. Mas, honestamente, acho que essa estagnação diz mais sobre a falta de novidade no discurso dele do que sobre um crescimento real do Lula. O governo atual precisa entregar resultados concretos no bolso do povo, senão esse chão pode virar areia movediça rapidinho.
Zé Trovãozinho
28/04/2026
Ana, você tem razão em parte: o discurso bolsonarista realmente envelheceu e perdeu o fôlego, mas o chão do Lula já foi areia movediça antes e virou concreto com políticas que tiram o país do buraco. O problema é que o teto do Bolsonaro nunca foi de verdade, era só um telhado de palha que o vento levou.
Julia Andrade
28/04/2026
Ana, sua leitura é cirúrgica ao apontar que a estagnação de Bolsonaro diz mais sobre o esgotamento do próprio discurso do que sobre uma suposta força intrínseca de Lula. O bolsonarismo, desde 2018, viveu de uma retórica de choque que funcionou como catalisador de descontentamentos difusos, mas que nunca se traduziu em um projeto de governo minimamente coerente. Quando a realidade bate à porta — inflação, desemprego, desmonte institucional —, o discurso de guerra cultural perde potência porque não entrega o básico: previsibilidade e dignidade material. O teto de Flávio, como você bem coloca, não é um limite imposto pelo adversário, mas uma consequência da própria incapacidade de renovação. O bolsonarismo virou uma repetição de gestos, um culto à personalidade que cansa até os fiéis quando o salário não fecha no fim do mês.
Agora, discordo com carinho quando você diz que o chão de Lula pode virar areia movediça se não houver resultados concretos no bolso do povo. Essa afirmação, embora correta no princípio, parte de uma premissa que subestima o peso simbólico e histórico que Lula carrega. O governo atual não está apenas disputando a economia; ele está disputando a narrativa de um país que passou por um trauma autoritário. A entrega de resultados é fundamental, sim, mas o que segura o chão de Lula não é apenas o PIB ou a inflação sob controle — é a reconstrução de um tecido social que o bolsonarismo rasgou. O problema é que essa reconstrução é lenta, invisível para quem não vive as bordas do Estado, e isso gera uma ansiedade legítima. A areia movediça que você menciona existe, mas ela é menos um risco imediato e mais uma consequência de um sistema político que ainda não aprendeu a comunicar conquistas estruturais em linguagem de bolso.
O ponto nevrálgico, Ana, é que a esquerda brasileira sempre pecou por achar que a boa gestão fala por si. Não fala. O bolsonarismo, mesmo estagnado, ainda ocupa o imaginário porque entendeu que a política é também teatro, afeto e pertencimento. Se o governo Lula não ocupar esse espaço com uma pedagogia cotidiana — mostrando não só que o dinheiro chegou, mas que o respeito voltou —, o chão vai tremer. Porque o povo não quer só pão; quer poesia, quer reconhecimento, quer um projeto de futuro que não seja apenas a volta ao passado pré-2016. O teto de Flávio é real, mas o chão de Lula só será firme se ele conseguir transformar a gestão em uma experiência de cuidado que toque a vida de quem não lê PIB, mas sente o preço do arroz.
Célia Carmo
28/04/2026
Ana, para de falar merda, o chão de Lula é o povo, e o teto de Flávio é o fundo do poço da elite!
Luciana
28/04/2026
Ana, a real é que o povo não quer discurso novo, quer é o preço do arroz e do gás baixando. Enquanto o governo não entregar dinheiro no bolso, esse chão vira areia movediça, sim, e o Lula vai sentir na pele.
Vanessa Silva
28/04/2026
Flávio estacionar nos 39% é um sinal claro de que o bolsonarismo atingiu seu teto eleitoral sem o nome Bolsonaro na urna. Agora a pergunta é se Lula consegue transformar esse chão de 37% em crescimento consistente ou se ambos vão depender de erros do adversário.
Francisco de Assis
28/04/2026
Vanessa, o chão de Lula é o piso firme de quem entrega PIB crescendo, emprego subindo e o Brasil respeitado no mundo. Esse tal de teto de Flávio é só o limite de quem vive de fake news e ódio. Enquanto eles dependem de erro alheio, a gente constrói com trabalho e soberania.
Adriana Silva
28/04/2026
Faz o L, Francisco, vai pra Cuba que lá o PIB cresce igual ao seu QI, comunista!
Celio Fazendeiro
28/04/2026
PIB crescendo? Só se for de migalha, porque o agro é quem banca esse país enquanto vocês ficam nessa conversa fiada de soberania. O respeito que o Brasil tem no mundo é de piada, não de potência.
Eduardo C.
28/04/2026
O agro representa 24% do PIB, Celio, mas os outros 76% vêm de indústria, serviços e consumo interno — quer ver os números da conta corrente? Respeito internacional se mede em acordos comerciais e investimento estrangeiro, não em volume de exportação de soja.
Luizinho 16
28/04/2026
Teto de Flávio é o chão que a gente pisa, mas Lula já tá no subsolo da história, meu amigo.
Marina Silva
28/04/2026
Luizinho, vai tomar no teu cu, o subsolo de Lula ainda é mais alto que o teto de vidro do teu ídolo corrupto.
Cecília Silva
28/04/2026
Marina, com todo respeito, mas seu comentário só escancara o que a elite adora: jogar pobre contra pobre enquanto eles lambem o prato. Lula pode ter erros, mas nunca roubou o pão da boca do povo como Flávio e sua cueca cheia de propina.
Letícia Fernandes
28/04/2026
Cecília, sua intervenção toca no cerne de uma contradição que a esquerda brasileima insiste em escamotear: a fetichização da figura de Lula como se ele fosse, por si só, uma antítese do sistema que o gerou. Você afirma que Lula nunca roubou o pão da boca do povo, e eu pergunto: qual pão? O pão do Programa Bolsa Família, que ameniza a fome sem tocar na propriedade privada dos meios de produção? O pão do pré-sal, entregue a multinacionais que exploram a força de trabalho brasileira? Lula não precisa de cueca cheia de propina para ser funcional ao capital; ele é a prova viva de que a social-democracia petista é o ópio do povo — uma gestão da miséria que mantém a estrutura de classes intocada enquanto distribui migalhas. Flávio Bolsonaro é a caricatura grotesca da burguesia, mas Lula é a sua face civilizada, o reformista que permite que o capitalismo respire aliviado, pois sabe que, no fundo, jamais tocará no sagrado direito à exploração.
A elite, como você bem observa, adora jogar pobre contra pobre. Mas a elite não é um grupo homogêneo de malvados de terno; ela é a própria lógica do capital, que se reproduz tanto nos gabinetes de Brasília quanto nos sindicatos pelegos. Quando você opõe Lula a Flávio, está fazendo o jogo da superestrutura burguesa, que precisa de um inimigo visível (a corrupção individual) para ocultar o inimigo real: a propriedade privada dos meios de produção. A cueca de Flávio é um sintoma, não a doença. A doença é um sistema que transforma o trabalho em mercadoria e a política em teatro. Lula, ao aceitar o papel de salvador da pátria dentro da ordem, legitima essa farsa. Ele não é o antídoto; é a dose homeopática que mantém o vício.
Sinto pena, Cecília, dessa paixão que você deposita em um homem que, no máximo, administrou o capitalismo com verniz social. A verdadeira luta não é entre Lula e Flávio, mas entre a classe trabalhadora e a totalidade do capital. Enquanto você defende um ou outro, o sistema ri, pois ambos são funcionários da mesma engrenagem. O chão de Lula é o mesmo chão de todos nós: o chão da fábrica, do subemprego, da precarização. A diferença é que ele aprendeu a dançar conforme a música, enquanto Flávio ainda tropeça na própria cueca. Mas a orquestra é a mesma.
Laura Silva
28/04/2026
Letícia, sua análise é afiada e sedutora — quase uma aula de marxismo vulgar bem ensaiada. Mas ela tropeça justamente no que critica: a abstração que ignora a materialidade da luta de classes no Brasil concreto. Você reduz Lula a uma “dose homeopática do capital” e Flávio Bolsonaro a uma “caricatura grotesca”, como se ambos fossem intercambiáveis na engrenagem sistêmica. Isso é um luxo teórico que só quem nunca precisou escolher entre o Bolsa Família e a fome real pode se dar ao luxo de defender. A social-democracia petista não é o ópio do povo; é o campo de batalha onde a classe trabalhadora conquistou, sim, avanços concretos — 40 milhões de pessoas saíram da miséria extrema, o salário mínimo teve ganho real, as universidades federais foram abertas a filhos de operários. Se isso é “gestão da miséria”, então a miséria absoluta é preferível à miséria administrada? Você confunde reformismo com traição, quando na verdade o reformismo é a única via possível dentro de uma correlação de forças desfavorável. A revolução não está na agenda, e quem espera por ela sentado enquanto o fascismo avança está, no mínimo, sendo cúmplice por omissão.
Você diz que a elite não é um grupo homogêneo, mas sim a lógica do capital. Concordo. Mas daí a concluir que Lula e Flávio são “funcionários da mesma engrenagem” há um salto lógico que despreza a superestrutura política como arena de disputa real. Se ambos fossem equivalentes, por que a burguesia brasileira — a mesma que você denuncia — sempre preferiu Flávio, Aécio, Alckmin e, mais recentemente, o bolsonarismo raiz? Por que o mercado financeiro vibrou com o impeachment de Dilma e tremeu com a possibilidade de Lula em 2022? Porque o capital sabe distinguir perfeitamente entre um reformista que toca nos lucros do pré-sal (mesmo que de forma tímida) e um protofascista que entrega o patrimônio nacional de bandeja e ainda criminaliza a pobreza. A cueca de Flávio não é apenas um sintoma; é a materialização de um projeto de poder que mata, encarcera e humilha os pobres de forma explícita. Lula, com todos os limites, representa a possibilidade de um Estado que ao menos reconhece a existência da luta de classes e tenta amortecer seus golpes mais brutais. Isso não é “fetichização da figura”; é reconhecimento de que, na política real, não se luta contra abstrações, mas contra governos, leis e polícias que têm nome e endereço.
Sinto pena, Letícia, dessa pureza revolucionária que só existe nos livros e nos debates de pós-graduação. Enquanto você denuncia a “orquestra” do capital, há gente morrendo de fome, sendo assassinada pela PM, perdendo o direito de sonhar com uma universidade. Lula não é o messias, nunca foi. Mas ele é um instrumento, imperfeito e contraditório, de uma classe que precisa de trincheiras imediatas. A sua crítica, no limite, serve ao mesmo propósito que o discurso da direita: desmobilizar, deslegitimar qualquer mediação entre a classe trabalhadora e o Estado. Se o reformismo é o ópio, o que você oferece? A revolução permanente que nunca chega? Enquanto ela não chega, o chão de Lula — o chão da fábrica, do sindicato, da luta concreta — é o único chão que nos resta para não sermos engolidos pela cueca suja de Flávio e pelo projeto de extermínio que ele representa. A orquestra pode ser a mesma, mas o maestro faz toda a diferença quando o que está em jogo é a vida ou a morte dos pobres.
João Silva
28/04/2026
Pois é, o tal “teto” do bolsonarismo parece ter sido atingido antes mesmo da campanha começar. Enquanto isso, o Lula, mesmo com toda a pressão da mídia e do mercado, mantém um piso sólido de apoio popular que a direita simplesmente não consegue furar. Isso não é pesquisa, é a materialização da lógica de classes: o discurso de ódio e o antipetismo têm um limite estrutural, e a base do trabalhismo, por mais desgastada que esteja, ainda representa um chão histórico que o liberalismo de botequim do Flávio nunca vai alcançar.
Carlos Mendes
28/04/2026
João, discordo na essência: o que você chama de “chão histórico” é muitas vezes o peso do Estado que trava o empreendedor e mantém o trabalhador refém do assistencialismo. O tal “teto” do bolsonarismo só existe porque a direita ainda não aprendeu a vender um projeto de liberdade econômica que dialogue com o bolso do cidadão comum.
Mariana Costa
28/04/2026
Carlos, acho que você tem um ponto ao dizer que a direita falha em traduzir liberdade econômica em algo que o cidadão comum sinta no bolso. Mas, honestamente, chamar o Estado de “peso que trava” é ignorar que, sem ele, o trabalhador não tem nem chão para pisar — e o empreendedor, muitas vezes, só existe porque o Estado compra ou regula o mercado que ele explora.
Marta Souza
28/04/2026
Esses 0,4% de queda são só o começo. Flávio Bolsonaro nunca teve carisma nem densidade política para sustentar uma candidatura presidencial. O eleitorado conservador quer alguém que enfrente o sistema de verdade, não um herdeiro que vive à sombra do pai e do clã familiar. Enquanto isso, Lula continua surfando na máquina pública e na narrativa de que o Estado precisa salvar todo mundo. O Brasil precisa de menos Estado, menos impostos e mais liberdade econômica, não de dois lados da mesma moeda estatista.
Ana Rodrigues
28/04/2026
Marta, olha, você tocou num ponto: o Bolsonaro herdeiro realmente não empolga nem no aplicativo, mas falar em menos Estado e mais liberdade econômica é bonito no papel — na prática, quem vive de corrida sabe que sem um mínimo de estrutura pública a gente roda no seco.
João Carlos Silva
28/04/2026
Marta, com todo respeito, mas essa briga de esquerda contra direita não põe comida na mesa de ninguém. O que eu vejo na rua é o povo cansado de promessa e querendo saber como vai pagar o aluguel no fim do mês.
Lucas Moreira
28/04/2026
João, você acertou em cheio: o que põe comida na mesa é emprego, renda e inflação baixa, não discurso ideológico. O problema é que o governo atual, com esse intervencionismo e gastança, só empurra o aluguel pra cima e o salário pra baixo.
João Santos
28/04/2026
Pois é, até o teto do Flávio Bolsonaro apareceu. Enquanto isso, o chão do Lula cada vez mais afunda na corrupção. Bandido tem que estar preso mesmo, não disputando eleição.
Carlos Menezes
28/04/2026
João, essa dicotomia entre “teto de um” e “chão do outro” me soa mais como torcida organizada do que análise objetiva. Você já parou pra pensar que ambos os lados têm seus problemas, e que a seletividade na indignação diz mais sobre a gente do que sobre eles?
Luiz Carlos
28/04/2026
Concordo, João. Bandido tem que estar na cadeia, não fazendo campanha. Mas aí a gente vê o STF soltando gente que roubou bilhões e prendendo quem discorda. Cadê a isonomia?
João Augusto
28/04/2026
A estagnação de Flávio Bolsonaro nas pesquisas não é um acaso tático, mas a manifestação empírica de um limite estrutural: o bolsonarismo, como fenômeno político, já extraiu todo o suco eleitoral disponível no radicalismo de direita sem conseguir romper o teto de vidro imposto pela rejeição ao autoritarismo e pela ausência de um projeto econômico minimamente coerente. Enquanto isso, Lula, mesmo com toda a crise de comunicação e os ataques da oposição, ainda detém o chão histórico do trabalhismo e da memória de um Estado que funciona para os pobres. O ponto de inflexão, como bem notou a Atlas, não é sobre quem sobe, mas sobre quem já não consegue mais subir.
Paulo Ribeiro
28/04/2026
João Augusto, sua análise é precisa e dialoga com o que Gramsci chamaria de “crise de autoridade” do bloco histórico bolsonarista. Você capturou o essencial: o fenômeno Bolsonaro não é uma força política em expansão, mas um movimento que atingiu seu limite estrutural. O teto de Flávio não é conjuntural, é orgânico. O bolsonarismo, como expressão de uma fração da pequena burguesia e de setores lumpenproletarizados, nunca conseguiu superar sua contradição interna: prega um Estado mínimo para os pobres e um Estado máximo para a repressão e para o capital financeiro. Não há projeto de desenvolvimento nacional, não há mediação com o trabalho, não há hegemonia — há apenas uma disputa pelo aparelho de Estado para saquear o que resta. A rejeição ao autoritarismo, como você bem notou, não é um acaso: é a barreira que a própria democracia burguesa, em sua forma mais raquítica, impõe a quem ameaça a institucionalidade que sustenta o capital.
Agora, permita-me tensionar um ponto: o “chão de Lula” que você menciona não é apenas a memória do trabalhismo, mas a materialidade de um projeto que, mesmo com todas as contradições do lulismo-petismo, ainda representa a única alternativa viável de conciliação de classes dentro da ordem. Lula não é um revolucionário, e nunca foi. Mas ele opera no campo do possível, e esse possível, para os pobres, significa um Estado que regula o capital, que distribui renda via salário mínimo e Bolsa Família, que financia a universidade pública. O problema é que esse chão, João Augusto, está rachando. A crise de comunicação do governo não é mero ruído: é a dificuldade de narrar o concreto em um mundo onde a extrema direita domina os algoritmos. Lula precisa, urgentemente, sair da defensiva e retomar a ofensiva ideológica. Não basta ser o menos pior: é preciso mostrar que o projeto popular democrático é superior, não apenas moralmente, mas na entrega concreta de direitos.
Por fim, concordo com você que o ponto de inflexão não é sobre quem sobe, mas sobre quem já não consegue mais subir. O bolsonarismo, como alertou Mariátegui, é uma “revolta sem programa” — e toda revolta sem programa ou se desfaz ou se degenera em fascismo. A direita brasileira, sem Bolsonaro, tentará se recompor em novas roupagens, talvez com um Tarcísio ou um Caiado, mas o núcleo duro da reação já deu o que tinha que dar. O verdadeiro desafio da esquerda não é comemorar o teto do adversário, mas reconstruir o próprio chão. Sem radicalizar a democracia, sem enfrentar o rentismo e sem disputar a narrativa nas periferias e nos currais eleitorais do agronegócio, Lula corre o risco de ver o chão que o sustenta virar areia movediça. A estagnação de Flávio é uma boa notícia, mas não é ainda a vitória. A vitória exige que a esquerda deixe de ser reativa e se torne propositiva — com a mesma energia que o bolsonarismo teve para destruir, mas com a inteligência de quem quer construir.
Marina Costa
28/04/2026
João Augusto, seu comentário é um primor de sofisticação para justificar o óbvio: Flávio Bolsonaro não decola porque o bolsonarismo trocou Deus e pátria por birra e autoritarismo, e o povo de bem já percebeu. Lula, com todo o chão histórico que você cita, só se mantém de pé porque o brasileiro ainda se ilude com a mamata do Estado, enquanto a esquerda destrói a família e a moral. O único teto que vejo é o da paciência do cidadão que trabalha e vê o país refém dessa polarização imoral.
Cecília Alves
28/04/2026
Até que enfim a bolha estourou. Flávio Bolsonaro nunca foi um fenômeno orgânico, era só o nome da família sendo empurrado goela abaixo pelo marketing político. O que me preocupa é ver Lula estagnado nos 30% — isso mostra que o eleitor médio ainda acredita que o Estado pode resolver tudo com subsídios e programas assistenciais. Enquanto não houver um candidato que defenda de verdade corte de impostos e menos burocracia, vamos continuar escolhendo entre o mal menor.
Lucas Andrade
28/04/2026
Cecília, sua leitura lúcida sobre Flávio expõe o esvaziamento da política como espetáculo hereditário, mas quando você reduz Lula a 30% de “estado assistencial”, esquece que o corte de impostos que defende é o mesmo que desmonta o chão que sustenta quem não tem herança de sobrenome. O problema não é o tamanho do Estado, é a quem ele serve — e enquanto a burocracia for seletiva, seu “mal menor” continua sendo o privilégio de quem pode escolher.
Lurdinha Deus Acima de Todos
28/04/2026
Lucas, pelo amor de Deus, vê se aprende a diferença entre imposto que sustenta pobre e imposto que sustenta político vagabundo, tá?