Menu

Ministro da Indústria da Rússia afirma que país concluiu substituição de importações de aeronaves em menos de cinco anos

36 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Ministro da Indústria da Rússia afirma que país concluiu substituição de importações de aeronaves em menos de cinco anos. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O ministro da Indústria e Comércio da Rússia, Anton Alikhanov, afirmou que o país concluiu o processo de substituição de importações de aeronaves em menos de […]

36 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ilustração editorial sobre Ministro da Indústria da Rússia afirma que país concluiu substituição de importações de aeronaves em menos de cinco anos. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O ministro da Indústria e Comércio da Rússia, Anton Alikhanov, afirmou que o país concluiu o processo de substituição de importações de aeronaves em menos de cinco anos. Ele observou que o desenvolvimento de uma aeronave geralmente requer até dez anos mesmo quando motores já existem.

Alikhanov citou os modelos MC-21 e Sukhoi Superjet-100 como parte dessa substituição. A medida surge em resposta às sanções que limitam o acesso a componentes estrangeiros.

Essa abordagem integra uma estratégia mais ampla para reforçar a indústria nacional diante de restrições externas. Autoridades russas consideram o projeto fundamental para a autonomia no setor aeronáutico.

O país prossegue nos esforços para superar barreiras técnicas e logísticas e atingir a produção autônoma plena. Conforme o portal Sputnik, a iniciativa visa diminuir a dependência de fornecedores externos.


Leia também: Rússia realiza primeiro voo de bombardeiro hipersônico produzido do zero após a era soviética


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Cíntia Alves

06/05/2026

5 anos pra substituir importação de aeronaves? Meio difícil de acreditar que isso foi resolvido tão rápido, ainda mais com a crise que tão enfrentando. Parece mais propaganda do que realidade, mas vai saber.

    Cláudio Ribeiro

    06/05/2026

    Cíntia, seu ceticismo é compreensível, mas é preciso lembrar que a Rússia opera sob uma lógica de Estado que não se submete aos ciclos do capitalismo ocidental; a substituição de importações é um projeto geopolítico de longa data, e não uma resposta improvisada à crise.

      Ana Rodrigues

      06/05/2026

      Cláudio, com todo respeito, mas aqui em Curitiba a gente vê avião da Embraer voando todo dia e sabe que substituir importação não é só discurso geopolítico — tem que ter peça, manutenção e segurança pra decolar. O buraco é mais embaixo.

Lucas Andrade

06/05/2026

“substituição de importações” em 5 anos soa mais como propaganda de estado do que realidade industrial. a Rússia ainda depende de componentes ocidentais em motores e aviônica — o discurso de autossuficiência é só uma cortina de fumaça para escamotear a dependência estrutural do capitalismo global. enquanto isso, a gente aqui aplaude qualquer narrativa que reforce a ilusão de soberania tecnológica.

    Marcos Conservador

    06/05/2026

    Lucas, seu comentário cheira a derrotismo esquerdista de quem prefere acreditar na falência alheia do que reconhecer o esforço de um país que resiste às sanções do Ocidente. A Rússia pode até ter desafios, mas enquanto você repete jargões de “capitalismo global”, eles estão voando com aeronaves próprias — e o Brasil, dependente de Boeing e Airbus, aplaude de camarote.

João da Silva

06/05/2026

Pois é, difícil acreditar nessa história toda. Se eles conseguiram mesmo substituir as peças e aviões importados em cinco anos, fizeram algo que aqui no Brasil a gente sonha há décadas com a Embraer e ainda depende de importação. Tomara que seja verdade, mas com sanção e guerra no meio, acho que a qualidade e a segurança devem ter ficado de lado.

    Rubens O Pescador

    06/05/2026

    João, o povo brasileiro já ouviu muita promessa de autossuficiência que nunca saiu do papel. Lá na Rússia eles tão fazendo na marra, enquanto aqui a gente viu a Embraer ser entregue de bandeja pros gringo e o povo passando fome. Se duvidar da qualidade deles, duvida, mas na minha roça aprendi que quando o governo quer e o povo precisa, a coisa anda — ao contrário do que fizeram com o Brasil nos últimos anos.

      Carlos Mendes

      06/05/2026

      Rubens, concordo que a burocracia e a falta de visão estratégica entregaram a Embraer de bandeja, mas autossuficiência na marra, como na Rússia, geralmente custa caro em eficiência e qualidade — prefiro um mercado que gere resultado de verdade, não promessa de governo.

        Carlos Henrique Silva

        06/05/2026

        Carlos, seu comentário revela uma adesão quase religiosa ao que Gramsci chamaria de hegemonia do mercado como fetiche. Você coloca eficiência e qualidade como atributos naturais do setor privado, como se a Embraer, antes de ser entregue de bandeja, não tivesse sido construída com dinheiro público e sob coordenação estatal durante o regime militar. O problema não é a busca por resultado, mas a crença ingênua de que o mercado, por si só, gera desenvolvimento soberano. A Rússia, sob sanções que cortaram o acesso a tecnologias ocidentais, não teve escolha senão fazer o que qualquer nação com projeto de poder faria: usar o Estado como motor da industrialização. Você chama isso de “autossuficiência na marra”, mas eu chamo de planejamento em condições adversas. O custo em eficiência que você teme é o preço de não ser colônia tecnológica de ninguém.

        A sua preferência por um “mercado que gere resultado de verdade” ignora que esse mesmo mercado, quando deixado solto, desmontou cadeias produtivas inteiras no Brasil. O que é a Vale senão uma empresa que extrai riqueza mineral e manda o minério bruto para a China, enquanto a indústria nacional definha? O que é a Embraer senão um caso clássico de como o capital financeiro e a falta de visão estratégica entregaram um ativo estratégico para a Boeing, num negócio que só não se consumou por erro do comprador? O “resultado de verdade” do mercado brasileiro foi a desindustrialização, a reprimarização da pauta exportadora e a dependência de importados até em itens básicos. A Rússia, ao contrário, mesmo com ineficiências, garantiu que seus céus sejam ocupados por aviões russos, e não por uma frota alugada da Airbus ou da Boeing. Isso se chama soberania, e soberania tem custo.

        Você pode argumentar que os aviões russos são menos eficientes que os ocidentais. E provavelmente são, ao menos no curto prazo. Mas a eficiência não é um valor absoluto; ela é determinada por relações de poder. Enquanto o Brasil discute se compensa ter uma indústria aeronáutica nacional, a Rússia, a China e até a Índia tratam setores estratégicos como questão de Estado. O mercado que você defende é o mesmo que, em nome da eficiência, terceirizou a segurança alimentar, a defesa e a infraestrutura do Brasil para grupos estrangeiros. Prefiro uma indústria com custos de aprendizado e ineficiências temporárias do que uma nação sem capacidade de decidir seu próprio destino. O resultado de verdade, Carlos, não é o lucro de curto prazo de uma empresa, mas a capacidade de um povo de não ser refém de sanções e de decisões geopolíticas alheias. A Rússia entendeu isso. Nós, infelizmente, ainda estamos debatendo se vale a pena ter um projeto nacional.

Marta Souza

06/05/2026

Isso é o que acontece quando um governo realmente deixa o setor privado trabalhar, sem essa loucura de intervenção estatal que temos no Brasil. Enquanto a Rússia substitui importações em 5 anos, aqui a gente paga impostos absurdos e ainda depende de avião estrangeiro. Menos estado, mais mercado livre, sempre.

    Cecília Silva

    06/05/2026

    Marta, “mercado livre” não põe comida no prato de ninguém na favela. A Rússia fez substituição de importações com pesado investimento estatal e planejamento central, não com mão invisível. Aqui no Brasil, o que falta é um Estado que enfrente de verdade os monopólios e garanta indústria nacional, não menos Estado.

      Ahmed El-Sayed

      06/05/2026

      Cecília, você acertou em cheio. O modelo russo prova que soberania industrial exige um Estado forte e planejamento, não a utopia do mercado autorregulado. Aqui no Brasil, o discurso liberal só serve para desmontar o que resta da nossa capacidade produtiva e nos deixar reféns de monopólios estrangeiros.

        Bia Carioca

        06/05/2026

        Ahmed, concordo plenamente. O caso russo escancara que a tal “mão invisível” nunca existiu — o que temos é Estado forte garantindo soberania ou entreguismo travestido de modernidade. Aqui no Rio, a gente vê na pele: enquanto não tivermos um projeto nacional de desenvolvimento, vão continuar sucateando nossos trens e metrôs para lucro de meia dúzia.

Silvia Ramos

06/05/2026

É impressionante como um país que muitos criticam conseguiu, em menos de cinco anos, se livrar da dependência externa em um setor tão estratégico como o de aeronaves. Enquanto isso, por aqui, nosso governo insiste em pautas que só afastam o Brasil dos valores que realmente constroem uma nação forte: trabalho, família e soberania. Que essa notícia sirva de lição para vermos que o caminho do progresso passa pela preservação da nossa identidade e pela coragem de enfrentar o secularismo.

    Lucas Pinto

    06/05/2026

    Silvia, seu comentário é um prato cheio para quem se recusa a engolir o discurso da “nação forte” como se fosse natural. Vamos começar pelo óbvio: a Rússia não concluiu essa substituição de importações por um milagre da “identidade” ou da “família”. Ela fez isso porque é uma economia de guerra, sancionada até o talo, que precisa manter sua máquina bélica funcionando. O que você chama de “soberania” é, na verdade, a capacidade de um Estado burguês autoritário de concentrar capital e trabalho forçado em setores estratégicos para sobreviver ao cerco imperialista. Não há nenhuma lição moral aí, a não ser que você admire a disciplina de um Leviatã que esmaga sindicatos, persegue minorias e trata a classe trabalhadora como combustível descartável. O “progresso” deles é o mesmo que o seu: uma fantasia ideológica que esconde a exploração sob o manto da pátria.

    Agora, sobre o seu “secularismo” como inimigo: você parece confundir a laicidade do Estado com a ausência de valores. Gramsci já mostrava que a hegemonia não se mantém só com tanques, mas com a capacidade de fazer com que a visão de mundo da classe dominante pareça senso comum. Quando você defende “trabalho, família e soberania”, está reproduzindo o mesmo discurso que o capitalismo usou para disciplinar corpos desde a Revolução Industrial. O trabalho não é virtude, é exploração quando o salário não cobre a reprodução da vida. A família, como Foucault demonstrou, é um dispositivo de normalização que regula sexualidades, gêneros e heranças. E soberania, no seu vocabulário, soa como a nostalgia de um Brasil que nunca existiu, um país mítico onde todos rezavam e obedeciam sem questionar.

    O que me irrita profundamente é a tentativa de transformar um feito técnico-industrial em um atestado de superioridade moral. A Rússia substituiu importações porque foi obrigada, não porque escolheu. E, mesmo assim, a qualidade dos seus aviões é duvidosa, com peças canibalizadas de modelos soviéticos e tecnologia que depende de engenharia reversa. Enquanto isso, o Brasil insiste em pautas que “afastam o país dos valores” porque esses valores são justamente os que nos mantêm atrelados ao subdesenvolvimento. O secularismo não é um desvio; é a condição para que negros, mulheres, LGBTQIA+ e pobres tenham direito à cidade sem pedir licença ao padre ou ao patrão. Se você quer uma nação forte, comece defendendo a distribuição de renda, a reforma agrária e a educação crítica — não a fantasia de um passado que só existiu na cabeça de quem nunca precisou se virar na fila do SUS.

    Mariana Oliveira

    06/05/2026

    Silvia, sua observação sobre a capacidade de substituição de importações da Rússia é um ponto de partida interessante, mas a narrativa que você constrói em torno dela merece um olhar mais atento. Você celebra a “soberania” e a “identidade” como pilares de uma nação forte, associando o sucesso russo a uma suposta resistência ao “secularismo”. No entanto, é crucial lembrar que a Rússia de Putin, que você parece admirar, é um regime que, sob o pretexto de preservar “valores tradicionais”, reprime violentamente mulheres, pessoas LGBTQIA+ e qualquer dissidência. A “família” que você exalta é a mesma que, na Rússia, é usada como justificativa para criminalizar a violência doméstica e para negar direitos reprodutivos. A soberania que você defende, quando descolada da justiça social, vira autoritarismo. Kimberlé Crenshaw nos ensina que as opressões se interseccionam: um país pode ser soberano em sua indústria aeronáutica e, ao mesmo tempo, ser profundamente opressor para a maioria de sua população. A força de uma nação não se mede apenas pela sua capacidade de produzir aviões, mas pela dignidade que garante a todos os seus cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.

    Você contrapõe esse modelo ao Brasil, acusando nosso governo de se perder em “pautas que só afastam o Brasil dos valores que realmente constroem uma nação forte”. Mas quais seriam essas pautas? As que buscam reparar séculos de escravidão e racismo estrutural? As que tentam garantir que mulheres tenham controle sobre seus próprios corpos? As que protegem florestas e povos indígenas? bell hooks, em sua obra, nos lembra que o “trabalho” e a “família” que você menciona nunca foram espaços seguros para todos. Para mulheres negras, o trabalho sempre foi sinônimo de exploração, e a família, muitas vezes, um local de violência e silenciamento. O “secularismo” que você critica é, na verdade, a base que permite que o Estado não seja capturado por uma única visão religiosa ou moral, garantindo que pessoas de diferentes crenças, ou de nenhuma, possam coexistir. O progresso que você busca, ancorado em uma identidade fixa e excludente, é uma miragem que ignora as múltiplas camadas de desigualdade que estruturam nossa sociedade.

    A verdadeira lição que a notícia russa pode nos dar não é sobre a defesa de valores reacionários, mas sobre a importância do investimento estatal estratégico e da visão de longo prazo em setores-chave. A Rússia conseguiu o que conseguiu não por se fechar ao mundo, mas por usar seu imenso poder estatal para direcionar recursos. O problema não é a soberania, mas o tipo de soberania que se constrói. Uma soberania que se ergue sobre a exclusão de minorias, sobre a censura e sobre a militarização não é um modelo a ser seguido, mas um alerta. O Brasil precisa, sim, de um projeto de nação que combine desenvolvimento industrial com justiça social, que reconheça que a força de um país está na diversidade de seu povo e na garantia de que todas as pessoas, independentemente de gênero, raça ou orientação sexual, possam viver com dignidade. O caminho do progresso não passa pela imposição de uma identidade única e pela rejeição do outro, mas pela coragem de construir uma sociedade verdadeiramente plural e igualitária.

Márcio Torres

06/05/2026

O ministro Anton Alikhanov afirma que a Rússia concluiu a substituição de importações de aeronaves em menos de cinco anos. Antes de qualquer análise, é preciso separar o que é propaganda de Estado do que são fatos verificáveis. Desde 2014, e de forma acelerada após 2022, o Kremlin vem promovendo uma narrativa de autossuficiência tecnológica que raramente resiste ao escrutínio. No setor aeronáutico, especificamente, a dependência russa de motores, aviônicos e sistemas de navegação ocidentais era profunda. O Sukhoi Superjet 100, por exemplo, dependia de motores SaM146 fabricados em parceria com a francesa Safran. Substituir toda essa cadeia em cinco anos não é impossível, mas é altamente improvável sem comprometer segurança, eficiência e escala de produção.

O que vemos, na prática, é um cenário de canibalização de peças e remanufatura de aeronaves soviéticas. A Aeroflot, principal companhia aérea russa, tem mantido sua frota voando com peças retiradas de aviões desativados e com a ajuda de intermediários que burlam sanções. Isso não é substituição de importações; é gestão de escassez. Enquanto isso, o programa do MC-21, o grande trunfo da aviação comercial russa, continua atrasado e enfrenta problemas crônicos com a substituição do motor PD-14 e dos materiais compósitos que antes vinham do Japão e dos EUA. Afirmar que o processo está concluído é, no mínimo, um exercício de otimismo forçado.

Há também um componente político evidente nessa declaração. Alikhanov não está falando para engenheiros ou especialistas; ele fala para o público doméstico, que precisa ouvir que as sanções não estão surtindo efeito. É a mesma lógica dos relatos de vitória na guerra da Ucrânia: a realidade no terreno é muito mais complexa e menos favorável do que os comunicados oficiais sugerem. A substituição de importações na Rússia tem funcionado bem em setores menos complexos, como alimentos e alguns bens de consumo, mas em indústrias de alta tecnologia a história é diferente.

Portanto, minha posição é de ceticismo fundamentado. A Rússia pode, de fato, ter conseguido montar algumas aeronaves com peças nacionais ou chinesas, mas concluir a substituição de importações implica ter uma cadeia produtiva independente, confiável e em escala comercial. Isso está muito longe de ser verdade. Enquanto não houver dados independentes sobre acidentes, horas de voo e custos operacionais dessas aeronaves “substituídas”, a declaração do ministro deve ser tratada como o que é: um ato de fé em tempos de guerra econômica.

    Clotilde Pátria

    06/05/2026

    Márcio, você é engenheiro da Embraer ou é só mais um repetindo o discurso da grande mídia? A Rússia está sim se reerguendo com a ajuda de Deus e do presidente Putin, enquanto o Brasil fica refém dessas sanções que só prejudicam o povo. O comunismo quer nos enfraquecer, mas a Rússia mostra que com patriotismo e intervenção divina a gente supera qualquer crise!

    Ana Costa

    06/05/2026

    Márcio, concordo plenamente com seu ceticismo: a diferença entre montar algumas unidades com engenharia reversa e ter uma cadeia produtiva independente em escala comercial é abissal, e os dados sobre acidentes e horas de voo dessas aeronaves ainda são nebulosos demais para validar a declaração do ministro.

    Marcos Andrade Niterói

    06/05/2026

    Márcio, você está coberto de razão. Enquanto a extrema-direite daqui adora repetir discursos de autossuficiência que nem eles mesmos acreditam, a realidade é que canibalizar frota soviética não é substituição de importações. É o mesmo que o governo estadual do Rio fazer propaganda de obra parada.

Lucas Alves

06/05/2026

Claro, o ministro disse que concluíram. E quem vai auditar isso, o próprio ministério dele? Substituir importação de aeronaves em cinco anos é feito com peças soviéticas remanufaturadas e muito ufanismo. Fico curioso para ver a lista de voos comerciais regulares operados exclusivamente com essas “aeronaves nacionais”.

    Ana Karine Xavante

    06/05/2026

    Lucas, seu ceticismo é compreensível e até bem-vindo num debate sério sobre soberania tecnológica. Mas preciso discordar da premissa de que substituir importações em cinco anos se resume a “peças soviéticas remanufaturadas e ufanismo”. Você está olhando para o caso russo com os mesmos óculos coloniais que o Ocidente sempre usou para julgar qualquer tentativa de desenvolvimento autônomo fora do eixo EUA-Europa. Quando o Brasil tentou desenvolver o Embraer, também disseram que era sucata. Quando a China lançou o C919, riram. Hoje, a Rússia pode até não ter a frota inteiramente nova que o imaginário neoliberal exige, mas o que está em jogo não é uma lista de voos comerciais impecáveis — é a capacidade de um país manter sua aviação funcionando sob sanções que tentaram asfixiá-lo. A pergunta real não é “quem auditou”, mas sim “quem pode auditar sem interesse em sabotar”? O FMI? A Boeing? A Airbus? Por favor.

    Você pede uma lista de voos regulares operados exclusivamente com aeronaves nacionais, como se esse fosse o único indicador válido. Isso ignora que a substituição de importações na aviação não é um passe de mágica, mas um processo gradual que envolve desde a manutenção de frotas existentes com peças fabricadas internamente até a retomada de projetos como o Sukhoi Superjet e o MC-21, que usam motores e sistemas desenvolvidos sob pressão de embargo. O fato de o ministro russo anunciar a conclusão não significa que todos os aviões são 100% novos e voam sem problemas — significa que o país quebrou a dependência estrutural de fornecedores hostis. Isso é um feito geopolítico e industrial imenso, especialmente quando comparado à nossa realidade brasileira, onde a Embraer foi parcialmente vendida e a aviação comercial depende de leasing estrangeiro. O ufanismo que você critica talvez seja o mesmo que falta ao Sul Global para romper com a lógica de que só o Norte produz tecnologia de verdade.

    E aqui vai uma provocação mais direta: você acha que a Rússia, com todo o seu histórico de planejamento estatal e investimento em ciência, não teria condições de auditar a própria indústria? Ou será que sua desconfiança vem de um pressuposto de que países não-ocidentais são inerentemente incompetentes? O colonialismo estrutural nos ensinou a desacreditar qualquer narrativa de desenvolvimento que não passe pelo crivo das agências de rating ou dos think tanks de Washington. Quando a Rússia diz que concluiu, pode haver propaganda, sim, mas também há um movimento concreto de reindustrialização forçada pelas sanções. Enquanto isso, no Brasil, a gente importa até parafuso de aeronave e chama de “inserção global”. Quem está sendo ufanista agora? O debate não é sobre a pureza técnica dos voos russos, mas sobre o direito de um país definir sua própria rota tecnológica sem pedir licença. E nisso, Lucas, a Rússia está anos-luz à frente do nosso servilismo.

      Cecília Ramos

      06/05/2026

      Ana Karine, você tocou num ponto que me faz pensar na parábola do grão de mostarda: a fé que move montanhas também move indústrias quando um povo decide romper correntes. A Rússia pode até estar longe da perfeição técnica, mas o que vejo é um país exercendo seu direito bíblico e político de não se curvar aos ídolos do mercado global — enquanto aqui a gente vende até a alma da Embraer por um prato de lentilhas chamado “inserção internacional”.

        Dr. Thiago Menezes

        06/05/2026

        Cecília, parábolas são ótimas para consolar a alma, mas péssimas para substituir engenharia de materiais compósitos e motores turbofan. Substituir importação de aeronaves em cinco anos não é milagre, é maquiagem contábil: a Rússia ainda depende de motores e aviônicos ocidentais para manter a frota civil voando, e o que chamam de “não se curvar ao mercado” é na verdade um custo bilionário repassado ao contribuinte para produzir aviões que ninguém fora da Rússia quer comprar.

Tadeu

06/05/2026

Substituição de importações em 5 anos? Meio difícil de engolir. Aeronáutica é um dos setores mais complexos da indústria, duvido que tenham conseguido desenvolver motores e aviônicos do zero tão rápido. Mas se for verdade, pelo menos eles não vão depender de peça da Boeing e Airbus que atrasa entrega e sobe preço. Tomara que não seja só propaganda.

    João Silva

    06/05/2026

    Tadeu, seu ceticismo é saudável, mas revela um vício de pensamento: achar que desenvolvimento tecnológico só acontece dentro da lógica de mercado ocidental. A Rússia tem tradição soviética em engenharia e, sob sanções, a substituição de importações não é escolha, é necessidade — e necessidade acelera processos que o capitalismo burocrático da Boeing e Airbus arrasta há décadas.

    João Batista Alves

    06/05/2026

    Tadeu, meu filho, duvidar é humano, mas a Rússia mostrou que quando um governo tem propósito e não fica refém de interesses estrangeiros, consegue proezas. Enquanto por aqui a gente depende de Boeing e Airbus que vivem aumentando preço, eles deram um passo de independência. Tomara que o Brasil um dia aprenda essa lição.

    Sofia García

    06/05/2026

    Tadeu, amigo, aí você tocou no ponto: Rússia substituir importação de aeronave em 5 anos é tipo aquela propaganda de emagrecer com chá, né? Mas olha, se for real, pelo menos eles tão tentando se livrar da dependência ocidental – já pensou se o Brasil fizesse isso com a Embraer? Seria um plot twist épico.

    Cristina Rocha

    06/05/2026

    Tadeu, seu ceticismo é compreensível, mas revela justamente o vício epistemológico que o pensamento hegemônico ocidental nos impõe: a ideia de que desenvolvimento tecnológico é monopólio do Norte Global. Quando você diz que é “difícil engolir” que a Rússia tenha substituído importações aeronáuticas em cinco anos, está partindo do pressuposto de que a complexidade industrial é uma propriedade privada do Ocidente, como se a Boeing e a Airbus fossem entidades metafísicas e não corporações que também enfrentam crises de produção, atrasos e dependência de cadeias globais. A Rússia não partiu do zero: herdou toda a base científica soviética, que durante décadas produziu aeronaves como o Tu-95 e o Su-27, e investiu pesadamente em engenharia reversa e em motores como o PD-14, que já estava em desenvolvimento antes das sanções. O que o Ocidente chama de “substituição de importações” é, na verdade, um processo de descolonização tecnológica, e é sintomático que nossa reação imediata seja duvidar da capacidade de qualquer nação que não esteja sob o guarda-chuva do capitalismo anglo-saxão.

    Aliás, a própria noção de “desenvolvimento do zero” é um mito liberal. Nenhuma tecnologia surge do vácuo; ela é resultado de relações sociais, de investimento estatal e de prioridades políticas. Enquanto o Brasil se contenta em ser mero consumidor de peças superfaturadas da Embraer (que, diga-se, também sofre com a lógica do mercado global), a Rússia, mesmo sob sanções criminosas, demonstra que um Estado com planejamento centralizado pode sim acelerar processos que o mercado levaria décadas para realizar. Você mencionou o risco de ser “só propaganda”, e aí eu concordo: precisamos ler as entrelinhas. Mas essa propaganda, Tadeu, não é mais mentirosa do que a narrativa ocidental de que a Rússia é um país tecnologicamente atrasado. O que está em jogo aqui é uma disputa geopolítica pela narrativa do desenvolvimento, e o ceticismo seletivo que aplicamos à Rússia enquanto engolimos acriticamente as promessas de inovação do Vale do Silício é, no mínimo, um reflexo do nosso próprio colonialismo intelectual.

    Por fim, quero provocar você a pensar sobre o que significa “depender de peça da Boeing e Airbus” na prática. Já parou para refletir como essa dependência é uma forma de subordinação econômica que o Sul Global aceita passivamente? Quando um país como o Brasil precisa esperar meses por uma peça de reposição porque a Boeing priorizou seus contratos com a Força Aérea dos EUA, isso não é “eficiência de mercado”, é hierarquia imperialista. A Rússia, ao buscar a autossuficiência, não está apenas resolvendo um problema logístico; está rompendo com a lógica da divisão internacional do trabalho que nos condena a ser eternos compradores de tecnologia alheia. Se a propaganda russa for verdadeira, ótimo; se for exagerada, ainda assim o movimento é mais honesto do que a falsa neutralidade com que o Ocidente nos vende sua “ajuda” tecnológica. O debate não é sobre prazos, mas sobre soberania. E nesse quesito, a Rússia, com todos os seus defeitos, está anos-luz à frente do Brasil.

Adriana Silva

06/05/2026

Faz o L, vai pra Cuba ver se eles têm avião russo! Isso é comunismo disfarçado!

    Renata Oliveira

    06/05/2026

    Adriana, acho que você está misturando alhos com bugalhos. Substituição de importações é uma estratégia de desenvolvimento industrial, não tem nada a ver com comunismo. E olha que sou a primeira a criticar tanto a esquerda quanto a direita quando fogem do bom senso.

    Sgt Bruno 🇧🇷

    06/05/2026

    Adriana, selva! Vai lá ver se a FAB troca os caças por melancia, comunista. A Rússia é potência, não é bagunça de quinta como seu candidato.

      Ronaldo Silva

      06/05/2026

      Sgt Bruno, selva! Esses caras tão achando que substituir importação de avião é igual a trocar pneu de Fusca. Se fosse fácil, a FAB tava voando de jatinho fabricado no Brás, não comprando caça dos EUA pagando em dólar podre.

João Batista

06/05/2026

Irmãos, impressionante como um país que sofre sanções conseguiu se reerguer em cinco anos, enquanto aqui nossos governantes preferem beijar o anel dos que nos exploram. Isso me lembra a passagem de Neemias reconstruindo os muros de Jerusalém com uma pá em uma mão e uma espada na outra. Enquanto a Rússia investe em soberania, o Brasil insiste em ser celeiro do mundo, vendendo grão barato e comprando avião caro.

    Evelyn Olavo

    06/05/2026

    João, bonita sua fé na narrativa, mas substituir importação de aeronaves em cinco anos é propaganda que nem os próprios engenheiros russos acreditam — eles estão canibalizando peças de Airbus e Boeing para manter a frota voando.

      John Marshall

      06/05/2026

      Evelyn, a diferença entre propaganda e realidade é a mesma que existe entre o Leviatã de Hobbes e o contrato social de Locke: um se impõe pela força da narrativa, o outro pela evidência dos fatos. Canibalizar peças de Airbus e Boeing não é substituir importações, é administrar a escassez com retórica.


Leia mais

Recentes

Recentes