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Novo mural em Teerã simboliza unidade nacional e resistência

9 Comentários🗣️🔥 Pessoa observa mural com imagem do Líder Mártir e punhos cerrados em Teerã. (Foto: en.mehrnews.com) Um novo mural de grandes proporções foi revelado em Teerã, destacando a figura do Líder Supremo da República Islâmica, Seyyed Ali Khamenei. A obra, projetada pelo artista Danial Farrokh, exibe o punho cerrado do líder ao lado dos […]

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Pessoa observa mural com imagem do Líder Mártir e punhos cerrados em Teerã. (Foto: en.mehrnews.com)

Um novo mural de grandes proporções foi revelado em Teerã, destacando a figura do Líder Supremo da República Islâmica, Seyyed Ali Khamenei. A obra, projetada pelo artista Danial Farrokh, exibe o punho cerrado do líder ao lado dos punhos erguidos de pessoas de diferentes origens, simbolizando a solidariedade nacional e a resiliência do povo iraniano.

O mural mede 63,5 metros de comprimento e 14 metros de altura, sendo considerado o maior do Irã. Sua inauguração coincide com o marco da campanha popular JANFADA, que já conta com a adesão de mais de 31 milhões de iranianos.

A campanha emergiu como resposta da população para defender a nação diante das crescentes ameaças dos Estados Unidos e de Israel. Uma característica central da obra é o versículo do Alcorão “E a vitória vem apenas de Allah, o Todo-Poderoso, o Todo-Sábio”, reforçando a base espiritual da perseverança nacional.

A campanha JANFADA destaca-se não apenas pelo número de voluntários, mas também pela participação expressiva de mulheres, que representam mais de 60% dos participantes. Segundo o porta-voz Sasan Zare, o movimento é uma expressão da identidade iraniana moldada por ensinamentos islâmicos e xiitas.

A mobilização reforça a mensagem de que o povo iraniano está determinado a proteger sua soberania diante de pressões externas. A campanha fortalece a coesão interna e envia ao mundo o sinal de que os cidadãos do Irã, unidos pela fé e pelo compromisso patriótico, estão preparados para enfrentar desafios com coragem.

O mural simboliza a unidade do povo iraniano diante de adversidades externas. Mais detalhes estão disponíveis no portal Mehr News.


Leia também: Intelectual iraniano vê resistência de Teerã como vitória da maioria global


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Jeferson da Silva

05/05/2026

O Zé do Povo e o Sargento Bruno tão viajando legal. Enquanto eles babam ovo de regime teocrático que explora trabalhador igual ou pior que aqui, eu tô na luta pra garantir que o povo brasileiro não perca mais direitos. União nacional bonita é aquela que garante salário digno, emprego com carteira assinada e sindicato forte, não punho cerrado pra cima de operário.

Paulo Ribeiro

05/05/2026

Camaradas, é sempre interessante ver como a estética política opera em diferentes contextos. Esse mural em Teerã, com seus punhos cerrados e a figura do Líder Supremo, é um exemplo clássico do que Gramsci chamaria de hegemonia cultural sendo construída visualmente. O punho erguido, que na tradição da esquerda internacionalista sempre simbolizou a luta dos trabalhadores contra a exploração capitalista, é aqui reapropriado por um Estado teocrático para forjar uma unidade nacional que, na prática, esconde contradições de classe e repressão política. É a mesma simbologia, mas com um significado radicalmente diferente quando deslocada de seu contexto original de luta de classes.

A discussão nos comentários revela algo profundo sobre nosso próprio subdesenvolvimento político. Enquanto o Sargento Bruno e o Zé do Povo celebram essa “união em torno de um líder forte” como modelo para o Brasil, eles ignoram que o regime iraniano é um Estado capitalista periférico com uma superestrutura religiosa. Não há socialismo ali, camaradas. Há uma burguesia nacional apoiada pelo clero que explora seu povo tanto quanto qualquer elite brasileira. Mariátegui já nos alertava sobre o perigo de confundir misticismo revolucionário com teologia de Estado. A resistência que devemos celebrar não é a do líder incontestável, mas a das mulheres iranianas que arriscam a vida tirando o hijab nas ruas de Teerã.

A Sra. Maria Aparecida tocou num ponto crucial ao comparar a situação com o transporte público sucateado no Brasil. É exatamente isso: o punho cerrado contra o “inimigo externo” (seja os EUA, seja o imperialismo) é sempre mais fácil de pintar num mural do que enfrentar a burguesia interna que nos oprime diariamente. Althusser nos ensinou que os Aparelhos Ideológicos do Estado funcionam justamente assim: criam uma unidade imaginária que esconde as divisões reais da sociedade. O mural em Teerã é um AIE em ação, assim como nossos murais ufanistas da pátria verde-amarela que escondem o genocídio indígena e a escravidão contemporânea.

Precisamos ter cuidado com esse fetiche por “líderes fortes” que atravessa o espectro político. Tanto a direita brasileira que idolatra ditaduras quanto certa esquerda que romantiza regimes autoritários sob o pretexto de anti-imperialismo caem no mesmo erro. A verdadeira unidade nacional não se constrói com punhos cerrados em torno de um líder, mas com a organização autônoma das classes subalternas. Como dizia o próprio Gramsci, a hegemonia precisa ser conquistada de baixo para cima, não imposta por murais e discursos oficiais. Que possamos aprender com a coragem do povo iraniano que luta por direitos reais, não com a estética vazia de seus opressores.

Zé do Povo

05/05/2026

ISSO SIM QUE É UNIÃO DE VERDADE! ENQUANTO AQUI NO BRASIL QUEREM DESTRUIR NOSSOS VALORES CRISTÃOS E FAMÍLIA TRADICIONAL! FORA COMUNISMO! 🇧🇷💪😡

    Ana Karine Xavante

    05/05/2026

    Zé do Povo, entendo sua empolgação com a ideia de união nacional, mas precisamos ter cuidado com o que celebramos como modelo. O mural em Teerã retrata a união de um povo sob um regime que, nos últimos anos, reprimiu violentamente protestos de mulheres e jovens que pediam direitos básicos — inclusive mulheres que lutavam contra a obrigatoriedade do hijab. Essa não é uma união que eu, como indígena e ativista, reconheceria como saudável. União forçada pela repressão não é união, é silenciamento. E é exatamente esse tipo de silenciamento que muitas comunidades tradicionais no Brasil sofrem quando têm seus territórios invadidos e suas vozes deslegitimadas.

    Agora, sobre essa história de “destruir valores cristãos e família tradicional”: será que você já parou para pensar que os valores que você defende como “nacionais” foram impostos sobre os povos originários deste país? A família tradicional que você exalta foi a mesma que, durante séculos, negou a existência das nossas formas de organização familiar — parentelas extensas, clãs, comunidades inteiras criando crianças coletivamente. O “comunismo” que você teme é um espantalho que usam para desviar o debate real: o Brasil precisa discutir reparação histórica, demarcação de terras indígenas, justiça climática e o fim do racismo estrutural. Isso não é comunismo, é justiça básica.

    O que me preocupa no seu comentário é a romantização de um regime autoritário que executa opositores e oprime minorias. Se o parâmetro de “união nacional” for o Irã, com sua teocracia que enforca manifestantes e prende jornalistas, então sugiro que a gente olhe para dentro de casa com mais honestidade. Aqui no Brasil, temos problemas gravíssimos — transporte sucateado, violência policial nas periferias, grilagem de terras indígenas — que não serão resolvidos com discurso de “punho cerrado contra bandido” ou com nostalgia de um passado que nunca existiu para a maioria da população. União de verdade se constrói com respeito às diferenças, com reparação de injustiças históricas e com a garantia de que todos — indígenas, quilombolas, mulheres, LGBTQIA+ — tenham voz, e não com a imposição de uma única narrativa sobre o que é ser brasileiro.

Sargento Bruno

05/05/2026

Bonito mural, simboliza o que um país precisa: união em torno de um líder forte e disciplina. Enquanto isso, no Brasil, nossa “esquerda” quer pintar parede com foice e martelo e destruir os valores que construíram esta nação. Aqui precisamos de punho cerrado contra a bandidagem e contra esses vermes que querem desmoralizar nossas Forças Armadas e nossa bandeira.

    Ricardo Almeida

    05/05/2026

    Sargento, o mural em Teerã celebra união em torno de um regime teocrático que executa opositores e reprime protestos de mulheres. Se o parâmetro de “líder forte” for esse, sugiro revisar o conceito de valores nacionais.

João Carvalho

05/05/2026

Pô, bonito o mural, mas aqui no Rio a gente precisa é de punho cerrado contra a bandidagem e esses políticos que só roubam. Enquanto isso, o povo apertado no busão e eles pintando parede no Irã.

    Maura Santos

    05/05/2026

    João, concordo que o busão no Rio é um caos, mas lembra quem deixou os transportes públicos apodrecerem e ainda cortou verba da cultura? Foi a mesma galera que hoje posa de durona contra a bandidagem enquanto a população se apertava no transporte sucateado.

    Maria Aparecida

    05/05/2026

    João, o mural em Teerã mostra um povo que resiste unido contra opressão externa, enquanto aqui o busão lotado é fruto de décadas de elite que tirou dinheiro do transporte e da cultura pra encher o bolso. Punho cerrado contra bandido é fácil, difícil é erguer a mão contra o sistema que joga o pobre na fila do ônibus e ainda acha bonito.


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