Uma descoberta arqueológica em Arnhem Land, no norte da Austrália, está colocando em xeque as teorias consolidadas sobre o uso de tecnologias líticas na pré-história.
Pesquisadores encontraram evidências de tratamento térmico de chert, um tipo de rocha sedimentar, datadas de até 60 mil anos atrás. Esse é o registro mais antigo dessa prática no mundo.
O tratamento térmico de rochas como silcrete e chert era uma técnica empregada por Homo sapiens para facilitar o lascamento e a fabricação de ferramentas. Enquanto o silcrete já era processado termicamente na África entre 120 mil e 164 mil anos atrás, o chert tinha registros de tratamento térmico limitados a cerca de 25 mil anos na Eurásia.
O estudo, publicado no Journal of Paleolithic Archaeology, foi conduzido por uma equipe que incluiu a arqueóloga Katja Douze. A pesquisa analisou artefatos de dois sítios em Arnhem Land: Nauwalabila e Madjedbebe.
Em Nauwalabila, com ocupações humanas datadas entre 68 mil e 48 mil anos, foram identificados vestígios de chert tratado termicamente. Em Madjedbebe predominou o uso de silcrete.
Essa distinção entre os materiais sugere que o tratamento térmico do chert foi uma inovação deliberada, adaptada às condições geológicas da região. Os cientistas observaram que o chert era aquecido tanto antes quanto depois do lascamento, demonstrando um controle técnico notável para a época.
O aquecimento alterava a estrutura cristalina da rocha, reduzindo porosidades e permitindo maior precisão no manuseio. Isso resultava em ferramentas mais eficientes, conferindo vantagens significativas às comunidades que dominavam a técnica.
A descoberta abre debate sobre a origem desse conhecimento tecnológico. Uma das hipóteses aponta que a prática pode ter sido trazida por grupos migratórios vindos da Ásia, embora a ausência de evidências similares ao longo das rotas migratórias exija investigações mais aprofundadas.
O estudo também destaca a distribuição regional dos materiais tratados termicamente na Austrália. O norte, rico em chert, mostra maior uso dessa rocha, enquanto as regiões sul e sudeste, com abundância de silcrete, apresentam predominância deste material em ferramentas pré-históricas.
Os autores enfatizam a importância de expandir as pesquisas no sul da Ásia e no Sudeste Asiático, onde a busca por artefatos tratados termicamente ainda é escassa. Análises mais sistemáticas podem esclarecer como essa tecnologia se disseminou ao longo do tempo.
A pesquisa reforça a relevância de explorar sítios arqueológicos em regiões menos estudadas. Mais informações podem ser encontradas no portal Phys.org.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Rodrigo RedPill
06/05/2026
Mais uma descoberta que prova que a esquerda e os “especialistas” financiados com dinheiro público passam o dia inventando teorias furadas enquanto ignoram o óbvio: tecnologia de verdade é blockchain e cripto, não pedrinha lascada. Enquanto esses arqueólogos perdem tempo com pedras, o mercado de crypto já revolucionou o mundo. Fracassados.
Cecília Ramos
06/05/2026
Rodrigo, amado, achar que blockchain resolve a fome do povo é o mesmo que trocar pão por bitcoin. Enquanto você defende cripto, tem gente passando fome — e a arqueologia nos mostra como sociedades antigas já lidavam com escassez, algo que seu discurso neoliberal ignora por completo.
Tiago Mendes
06/05/2026
Rodrigo, você trocou a solidariedade por especulação e chama os outros de fracassados? O Reino de Deus que Jesus anuncia não se constrói com blockchain, mas com justiça para quem passa fome — e a arqueologia nos lembra que até os antigos sabiam compartilhar recursos, algo que seu discurso neoliberal insiste em esquecer.