Israel deteve em águas internacionais o ativista espanhol Saif Abukeshek e o ativista brasileiro Thiago Ávila, integrantes da Global Sumud Flotilla, que buscava levar ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza.
A interceptação ocorreu próximo à ilha grega de Creta, a aproximadamente mil quilômetros do território palestino. A advogada Hadeel Abu Salih, do grupo Adalah de defesa dos direitos humanos, classificou a ação como ilegal por ter ocorrido fora da jurisdição israelense.
Abu Salih representou os ativistas e contestou a validade da prisão, realizada em embarcação de bandeira italiana. O tribunal israelense rejeitou os argumentos da defesa e determinou a manutenção da custódia dos dois homens.
Os detidos enfrentaram condições degradantes ao longo do processo judicial. Foram mantidos algemados e com os olhos vendados, inclusive durante visitas médicas.
Thiago Ávila sofreu ameaças de morte e de prisão por até cem anos durante a detenção. Abu Salih criticou a ausência de responsabilização das autoridades israelenses por tais práticas abusivas.
As Nações Unidas e vários países expressaram preocupação com a conduta de Israel no incidente. A detenção é amplamente vista como violação do direito internacional e do princípio de liberdade de navegação.
A Flotilha para Gaza é reconhecida por suas missões de apoio à população palestina sob bloqueio israelense. O caso reacende o debate sobre a legitimidade das ações militares de Israel em alto mar.
Segundo a RFI, os ativistas devem ser liberados em breve. Eles serão então entregues às autoridades de imigração para deportação aos seus países de origem.
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